Família celebra Dia dos Pais com duas gerações na Polícia Militar

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Na família Menezes, de Ribeirão Preto, o que não faltam são fotos de Marcelo e Bruno crianças imitando o pai. Com farda ou com a espada da Polícia Militar, as fotos mostram os dois espelhando o Tenente-Coronel Maurício Menezes. Anos depois, os dois seguiram os passos do pai e formaram-se na corporação, deixando o Dia dos Pais mais especial.

O Tenente-Coronel Menezes dedicou 37 anos de sua vida à Polícia Militar. Nesse tempo, teve dois filhos, que, de tanta admiração acabaram também virando policiais. Atualmente, Marcelo e Bruno Menezes são aspirantes a oficiais na corporação.

Um dos momentos mais significativos para os três foi a cerimônia de solenidade da aposentadoria do Tenente-Coronel Maurício Menezes. “Estávamos nós três fardados, lado a lado. Foi muito bonito ver, porque nosso pai sempre foi nosso exemplo”, diz o aspirante à oficial Bruno Menezes, de 19 anos.

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Agora como policial militar, o aspirante à oficial Marcelo Menezes, 22 anos, reconhece os desafios da rotina e valoriza ainda mais o trabalho prestado pelo pai durante quase quatro décadas. “Eu agradeço de coração, porque vejo que é uma rotina muito puxada. Fazer-se presente na família é algo que vale o reconhecimento”, diz.

“Eles sempre tiveram essa vocação. Para mim, é um enorme orgulho ter dois filhos que seguiram a mesma carreira que o pai”, diz o Tenente-Coronel. Ele conta que o principal conselho dado aos filhos foi de ter comprometimento e agir com responsabilidade no cumprimento do papel de policial.

Neste Dia dos Pais, a data terá um significado ainda mais especial. O Aspirante Marcelo Menezes se prepara para viver um novo papel: o de ser pai. “Ser pai é sempre desafiador. Sempre damos o conselho para criar o filho com responsabilidade e aproveitar todos os momentos. Eu consegui aproveitar bastante”, diz o agora avô.


Fonte/foto: GESP

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Dia do Novo Pai – por Vera Resende

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Uma espécie de silêncio, uma barreira invisível cercou, durante muito tempo, a relação do homem com seu filho. A ele, sempre foi vedada a liberdade para expressar qualquer sentimento e aventurar-se na interação com crianças. Atualmente, a despeito de mudanças nos papeis sociais de homens e mulheres, este silêncio ainda se perpetua entre um grupo significativo de homens, e é transmitido de uma geração para outra, sem ser questionado, ou mesmo percebido e interpretado por eles, ou pelo grupo familiar.

Este silencio ainda compromete possibilidades de diálogo, apoiado em uma cultura com resquícios do patriarcalismo, que reserva ao homem um lugar além e acima das questões domésticas, como se   mulher e criança fossem unidades independentes no grupo familiar extenso. Felizmente, esta posição, aparentemente cômoda, vem se modificando sob a égide das rápidas transformações que atravessam a sociedade e a família.

Contudo, tais mudanças não se mostraram suficientes para reduzir o vazio que se instala na rede de relações afetivas na maioria das famílias. Ainda há distanciamento entre o homem e demais membros do núcleo familiar, denunciado no modo frágil como é concebido o vínculo entre pais e filhos, fruto da tendência cultural, que delegou à mãe a exclusividade dos cuidados comuns ao recém-nascido.

Entre os que estão abertos a mudanças, nos deparamos com um novo homem, investido do papel e das funções de pai ele se envolve na tarefa de cuidar dos filhos e, assim, recupera aspectos essenciais de sua própria humanidade, se redescobre e, ao mesmo tempo fortalece o desenvolvimento emocional da criança. Este é o ganho da existência humana: ao tomar consciência da importância de estar mais ao lado da criança e acompanhar seu crescimento, o homem moderno se autoriza a reconhecer seus sentimentos e adquire recursos pessoais para propiciar uma interação mais compassiva e amorosa.

Este homem, podemos dizer, é mais feliz porque não precisa representar o Super Herói e sabe que sua presença fortalece a vida de seu filho e de sua filha, desenvolve o sentimento de segurança afetiva e de pertencimento. Por esta razão comemoramos o Dia dos Pais, felicitando os homens que souberam ver nas mudanças sociais, a oportunidade para resgatar o mais humano dos papeis que é gerar, criar e amar outro ser humano.


Dra. Vera Resende – Psicóloga clínica (CRP 06-2353), mestre e doutora em Psicologia Clínica pela PUC-SP. Com sólida trajetória acadêmica, foi professora e supervisora de estágio clínico na Unesp, ministrou aulas na pós-graduação, orientou teses, integrou grupos de pesquisa e coordenou cursos de especialização e extensão. Atuou no Instituto Sedes Sapientiae, participando de seminários e publicações na área de psicanálise da criança. Atualmente, mantém consultório próprio, oferecendo atendimentos, supervisão clínica e aperfeiçoamento para psicólogos iniciantes.


Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal Zero Hora Digital.

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