Orçamento de SP para 2027 prevê receita de R$ 383,5 bilhões

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Texto estabelece as diretrizes para a elaboração do Orçamento do Estado e segue agora para sanção do governador Tarcísio de Freitas

A Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) aprovou o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2027, que prevê uma receita total de R$ 383,5 bilhões para o próximo exercício financeiro. O texto foi aprovado em Sessão Extraordinária na terça-feira (21), publicado no Diário Oficial do Estado nesta quinta-feira (23) e agora aguarda a sanção do governador Tarcísio de Freitas.

A proposta, encaminhada pelo Governo do Estado, estima R$ 298,064 bilhões em receitas tributárias e projeta despesas de R$ 365,9 bilhões. O documento também apresenta metas fiscais e projeções econômicas para o período de 2026 a 2029.

Entre as prioridades definidas para a aplicação dos recursos estão investimentos em saúde, educação, segurança pública, infraestrutura e desenvolvimento econômico e social.

Durante a tramitação na Assembleia, o projeto recebeu 421 emendas parlamentares, incorporadas ao texto aprovado pelos deputados estaduais.

A Lei de Diretrizes Orçamentárias serve de base para a elaboração da Lei Orçamentária Anual (LOA), responsável por detalhar como os recursos públicos serão distribuídos entre os órgãos e programas do governo no próximo ano. Além disso, a LDO orienta a política tributária, a gestão da dívida pública e a captação de recursos pelo Estado.

Antes do envio do projeto à Alesp, a Secretaria da Fazenda e Planejamento realizou uma consulta pública entre 2 e 29 de março, período em que cidadãos puderam apresentar sugestões sobre áreas como saúde, educação, segurança pública e desenvolvimento social. Segundo o governo estadual, as contribuições consideradas pertinentes foram incorporadas ao processo de elaboração do orçamento.

O texto também traz informações sobre a evolução do patrimônio líquido do Estado, a previsão de renúncia fiscal, a situação financeira da São Paulo Previdência (SPPrev) e um levantamento dos riscos fiscais que podem impactar as contas públicas, como oscilações da economia, ações judiciais e compromissos assumidos em contratos de Parcerias Público-Privadas (PPPs).

Após a sanção do governador, a LDO servirá de referência para a elaboração da proposta da Lei Orçamentária Anual de 2027, que será encaminhada posteriormente à Assembleia Legislativa para análise e votação.

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Foto: Tom Oliveira/Alesp

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Com orçamento de R$ 95,8 bilhões em 2023, capital paulista fará investimento recorde em políticas públicas

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A cidade de São Paulo teve seu orçamento para 2023 aprovado pela Câmara Municipal. Serão R$ 95,8 bilhões, cerca de 16% a mais do que neste ano.

Os investimentos da prefeitura em políticas públicas no próximo ano passará de R$ 7,2 bilhões para R$ 11,5 bilhões. É o maior valor de investimentos na história da cidade de São Paulo.

Nesse montante já está incluída parte economizada devido ao acordo celebrado pela Prefeitura com a União, na disputa judicial envolvendo a cessão do Campo de Marte e a dívida do Município no valor de quase R$ 24 bilhões. O prefeito Ricardo Nunes deverá sancionar nos próximos dias a Lei Orçamentária Anual 2023.

Os investimentos serão regionalizados para fazer com que as áreas da cidade com os piores indicadores de vulnerabilidade e com déficit de infraestrutura urbana sejam priorizadas de forma estruturada e sistemática no Orçamento municipal, possibilitando o atendimento continuado de demandas por novos serviços públicos nos setores com maior necessidade de intervenção do poder público.

Os destaques de investimentos ficam para as áreas de Habitação, Saúde, Educação, Assistência e Desenvolvimento Social e Segurança. Outra área prioritária, a de Transporte, terá a implantação do BRT – Aricanduva, novos corredores e terminais e a expansão do sistema cicloviário. A Educação terá recursos para, entre outras ações, a construção, ampliação e reforma de escolas e centros de educação infantil.

Já a Saúde terá recursos aplicados no Projeto Avança Saúde, reformas e novos equipamentos. No setor de urbanismo, serão investidos recursos em pavimentação e recapeamento de vias, na Operação Tapa-Buraco, recuperação e reforço de pontes e viadutos e reforma e acessibilidade em calçadas, entre outros.

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Fonte: SECOM-Pref. de São Paulo

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