O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, anunciou nesta terça-feira (4) a criação do Parque Estadual do Morro Grande, nova unidade de conservação de proteção integral que abrangerá áreas dos municípios de Cotia e Ibiúna. A gestão será feita pela Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), por meio da Fundação Florestal.
Com área superior à do Parque Estadual da Cantareira em cerca de 3 mil hectares, o Morro Grande abriga uma das maiores reservas de Mata Atlântica do estado, com ampla diversidade de fauna e flora. O parque também protege as nascentes e cabeceiras do rio Cotia e de outros cursos d’água que alimentam os reservatórios Pedro Beicht e Cachoeira da Graça — fundamentais para o abastecimento de aproximadamente 400 mil pessoas na Região Metropolitana de São Paulo.
Segundo a secretária estadual de Meio Ambiente, Natália Resende, a medida fortalece a gestão ambiental integrada e a segurança hídrica do estado. “Atuamos de forma planejada e estratégica, aliando a preservação da biodiversidade ao uso sustentável do território. Com o novo parque, ampliamos a proteção integral e estimulamos a educação ambiental e a pesquisa científica”, afirmou.
O Morro Grande passa a ser o 37º parque estadual de São Paulo. As unidades administradas pela Fundação Florestal já representam cerca de 20% do território paulista, consolidando o papel do estado na conservação dos recursos naturais e na proteção dos mananciais.
Reconhecido como uma das florestas mais estudadas do país, o Morro Grande é referência no Programa BIOTA/FAPESP. Inventários científicos apontam a presença de 260 espécies arbóreas, 198 aves (13 ameaçadas), dezenas de mamíferos e uma das maiores diversidades de aranhas orbitelas da Mata Atlântica.
Com a transformação em parque estadual, a expectativa é que a área se torne um novo polo de pesquisa, conservação e visitação sustentável na região metropolitana.
No hemisfério sul, entre os dias 22 e 23 de setembro, tem início a primavera, a estação das flores. No Brasil, no dia 21 de setembro comemoramos o Dia da Árvore. A data foi instituída e oficializada em 1965, porém deste os primórdios do século XX tem-se notícias de festas populares, em São Paulo, celebrando o início da primavera e o dia da Árvore.
Com uma certa dose de saudade, lembro dos bons tempos de minha infância que nesse dia sempre alguma pessoa de destaque na comunidade, uma professora ou o diretor da escola, pública obviamente, plantava ainda que simbolicamente, uma pequena muda que com o tempo iria se transformar, em uma grande árvore. Ela iria crescer forte e silenciosamente, traria sombra, abrigo e alimento para outras espécies animais. Os alunos eram incentivados a cuidar, proteger as pequenas árvores. Hoje esses gestos continuam a ser louváveis e necessários, a grande maioria das prefeituras estimula o plantio de arvores, mas já não bastam. Em geral nossas cidades são cinza pelo concreto dos edifícios, quase não deixamos espaço para as pobres árvores, que para crescer, tem de se espremer entre muralhas de cimento. Não podemos nos dar ao luxo de falar poeticamente da importância de se preservar o verde. O tema atualmente não é “apenas” a preservação do verde, mas muito mais ampliado. Precisamos falar de ecologia.
Ecologia, palavra derivada do grego que, numa tradução livre, significa estudo da casa. Assim podemos definir como estudo da casa, ou de modo mais genérico como o cuidado do lugar onde se vive. A ecologia está ligada ao estudo da vida, da casa da humanidade, do nosso planeta Terra.
Estamos cuidando bem de nossa casa? Estamos nos importando com aquilo que a mãe natureza nos proporcionou, graciosamente, para vivermos? Qual é a sua opinião. Para mim, parece claro que estamos sendo relapsos e desleixados com a nossa casa.
Senão vejamos: qual é situação dos rios e riachos que atravessam nossa cidade? Estão límpidos e podemos beber de suas águas, sem medo? Temos cuidado e consciência do lixo, orgânico e inorgânico que produzimos? De seu descarte adequado? Seu município tem ecopontos? Você sabe onde ficam? Já utilizou? Quando você se alimenta na rua, você tem o cuidado de descartar, adequadamente os resíduos produzidos, por sua ação? Ou simplesmente deixa na calçada, ou pior em algum bueiro?
Estamos vivendo como se a destruição de nossa casa não nos afetasse. Sujamos o ar, a água, o solo, com uma enorme quantidade de lixo. Qual é a herança que queremos deixar para nossos filhos e netos? Afinal eles não terão outro lar para viver.
O que podemos fazer? Primeiro devemos tomar consciência de nossos deveres e responsabilidades. Gastar menos recursos naturais, produzir menos poluição, reciclar, reutilizar o que for possível. Devemos incentivar e apoiar todas as iniciativas para despoluir nossas águas, mar, lagoas, lagos, rios e ribeirões. Devemos reciclar nosso lixo, quer seja industrial ou doméstico. Devemos procurar comprar produtos que verdadeiramente são amigos do meio-ambiente. Devemos nos reeducar para sermos parte da solução, uma vez que já somos parte do problema. Nossa casa comum está gritando por ajuda. Vamos cuidar dela o melhor possível. Afinal quem não gosta de morar em uma casa limpa, bem cheirosa, bonita e agradável? Conservar o meio ambiente e a natureza é conservar a vida, a nossa vida. Não é uma opção, é uma necessidade. Aproveite seu dia.
Celso Tracco é economista, mestre em Teologia Sistemática, escritor, consultor e palestrante (www.celsotracco.com.br). Com ampla experiência como executivo em empresas nacionais e internacionais, é especialista em marketing, vendas e comportamento humano. Atuou como professor universitário e tem três livros publicados. Em sua coluna, abordará temas como política, economia e sociedade.
*Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal Zero Hora Digital.
Neste sábado, 15 de outubro, é o dia do Educador Ambiental. Esse profissional contribui para que a sociedade entenda como é importante cuidar da natureza, preservar os recursos naturais e tornar o dia a dia mais sustentável. O Educador Ambiental tem se tornado cada vez mais necessário, tendo em vista os desafios climáticos que o planeta atravessa e o que isso pode representar às gerações futuras.
O educador ambiental da Sala Verde Barueri, da Secretaria de Recursos Naturais e Meio Ambiente (Sema), Thiago Alves Lopes, conta como é o trabalho e quais os impactos de seus ensinamentos. “Ser Educador Ambiental é muito mais do que falar sobre a temática, é transmitir ensinamentos e bons valores humanos, éticos e morais para todos, sem distinção. O que realmente importa é fazer germinar a sementinha que há dentro de cada um para que ela cresça e dê muitos frutos, formando assim multiplicadores e novos educadores ambientais, porque todos nós somos responsáveis por manter o meio ambiente cuidado e conservado, com respeito à nossa biodiversidade e ao nosso planeta Terra”, ressalta.
Consumo consciente
Dentre os diversos ensinamentos ministrados pelo Educador Ambiental há o Consumo Consciente, também celebrado neste dia 15, juntamente com o Dia do Professor. Refletir sobre o que é consumido e como isso afeta o modo de vida e o meio ambiente como um todo tem sido cada vez mais urgente.
Dar preferência a produtos biodegradáveis, que se decompõem com mais facilidade, que podem ser reciclados ou reaproveitados, que possuam componentes que não tragam prejuízos à natureza, como contaminar a água, o ar ou o solo faz parte dessa proposta.
Thiago dá dicas de como ter atitudes mais sustentáveis. “Ao reconhecermos a importância do meio ambiente em nossas vidas, pequenas atitudes são suficientes para um planeta cada vez melhor. Podemos, por exemplo, fazer bom uso dos nossos recursos naturais de algumas formas: não desperdiçar água, usar a vassoura para limpar a calçada ao invés da mangueira, fechar a torneira ou o chuveiro enquanto se ensaboa, economizar energia elétrica apagando as luzes em ambientes que não estão em uso, substituir as lâmpadas por outras mais econômicas, como as de Led, por exemplo, retirar da tomada aparelhos energizados quando não estão em uso etc.”. E reforça: “preservar a nossa biodiversidade, respeitar os animais – domésticos e silvestres -, cultivar árvores e plantas, dentre outras atitudes conscientes”.
A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) aplicou multa de R$10 mil pelo lançamento de sustância azul na água da cachoeira Queima-pé, em Tangará da Serra. O caso aconteceu em um chá revelação, quando o familiar do casal jogou uma substância azul na água para representar que bebê era do sexo masculino
Ao site da TV Cultura, o Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) informou que “o familiar do casal prestou esclarecimentos à equipe da Sema-MT nesta quinta-feira (29/09), e informou ser o responsável pelo lançamento de substância utilizada como corante para tingimento de cascatas e piscinas, denominada “Lago Azul”.
A ação foi enquadrada no artigo 62 do decreto federal 6514/2008, que define como infração ambiental “lançar resíduos sólidos, líquidos ou gasosos ou detritos, óleos ou substâncias oleosas em desacordo com as exigências estabelecidas em leis ou atos normativos”.
Após a água ser tingida a secretaria estadual de Meio Ambiente investiga possíveis danos.
O Sema-MT informou que deslocou uma equipe em conjunto com o órgão ambiental municipal para o local após tomar conhecimento da situação e que durante a vistoria não foi constatada alteração visual nos parâmetros físicos da água, como cor e odor, e não houve número significativo de mortes de conjunto das espécies de peixes. A análise laboratorial da água realizada no mesmo dia não apresentou alteração na qualidade da água.
O Ministério Público de Mato Grosso declarou que recebeu denúncias sobre o caso na segunda-feira (26), via Ouvidoria, e encaminhou o procedimento, que está em sigilo a pedido do denunciante, para a Promotoria de Tangará da Serra, local em que o fato ocorreu.
Levantamento da organização não governamental (ONG) SOS Mata Atlântica revelou que somente 6,8% dos rios da Mata Atlântica do país apresentam água de boa qualidade. A pesquisa não identificou corpos d’água com qualidade ótima. Mais de 20% dos pontos de rios analisados apresentam qualidade de água ruim ou péssima, ou seja, sem condições para usos na agricultura, na indústria ou para abastecimento humano, enquanto em 72,6% dos casos as amostras podem ser consideradas regulares.
Os dados constam da nova edição da pesquisa O Retrato da Qualidade da Água nas Bacias Hidrográficas da Mata Atlântica, realizada pelo programa Observando os Rios da SOS Mata Atlântica. A entidade avalia que o Brasil ainda está distante de atingir o ideal de água em quantidade e qualidade para os diversos usos. O levantamento é divulgado no Dia Mundial da Água, comemorado nesta terça-feira (22).
“Os resultados de 2021 nos mostram que a gente continua numa situação de alerta em relação à água, aos nossos rios, já que menos da metade da população brasileira tem acesso ao serviço de esgotamento sanitário. E os rios vão nos contar o que está acontecendo”, disse o coordenador do programa Observando os Rios, Gustavo Veronesi.
Ele explicou que o retrato da qualidade da água nas bacias da Mata Atlântica é um alerta para a condição ambiental da maioria dos rios nos estados do bioma. A inadequação da água para usos múltiplos e essenciais pode ser, segundo a entidade, consequência de fatores como a poluição, a degradação dos solos e das matas nativas, além das precárias condições de saneamento.
Veronesi acrescentou que as populações mais pobres são as mais afetadas pelas deficiências de estrutura de atendimento ao fundamental, que são água, esgotamento sanitário, manejo de resíduos e manejo de águas de chuva, pilares do saneamento básico.
Os indicadores foram obtidos entre janeiro e dezembro de 2021 por 106 grupos voluntários de monitoramento da qualidade da água. Foram realizadas 615 análises em 146 pontos de coleta de 90 rios e corpos d’água de 65 municípios em 16 estados do bioma Mata Atlântica. Esses estados são Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe.
De acordo com a SOS Mata Atlântica, houve pouca alteração em relação aos resultados do período anterior de monitoramento, no ano passado, com alguns casos localizados. As análises comparativas dos anos de 2020 e 2021 consideram os indicadores aferidos em 116 pontos fixos de monitoramento. Em 2021, foram nove pontos com qualidade boa (em 2020 eram 12); 84 com qualidade regular (80 em 2020); 22, ruins (21 no ano anterior) e apenas uma péssima, enquanto em 2020 foram três.
Sobre o fato de não haver grandes avanços de um ano para outro, Veronesi ressaltou que o processo de recuperação é muito mais lento que a ocorrência da poluição. “Um serviço de saneamento é muito demorado para dar resultado, vide o projeto de despoluição do Rio Tietê, são 30 anos para a gente conseguir aferir melhoras em alguns pontos, em alguns rios das bacias do Alto e Médio Tietê”.
“Sujar um rio é questão de segundos, é fácil. Agora limpar, despoluir, é muito mais demorado, porque depende do tempo de a natureza também se autodepurar e a gente parar também, a nossa natureza humana parar de sujar. O Rio não é sujo, quem suja somos nós. Somos os responsáveis pela sujeira e também pela limpeza, então é um esforço de toda a sociedade e, óbvio, o poder público tem papel central”.
Como exemplo positivo, a entidade destacou o Lago do Ibirapuera, localizado na capital paulista, onde a água passou de regular para boa, com relatos de aparecimento de peixes em sua foz. Outra evolução ocorreu no Tietê, em Santana do Parnaíba, saída da Grande São Paulo, que sempre recebeu muita carga de esgoto e lixo da região metropolitana e sempre vinha com qualidade péssima ou ruim ao longo do tempo. No entanto, este ano melhorou para qualidade regular, o que significa, segundo Veronesi, que as obras de saneamento estão fazendo efeito.
Por outro lado, uma situação que chamou a atenção da entidade foi a piora na qualidade dos rios em Mato Grosso do Sul, na região de Bonito. “Quando a gente fala dessa localidade, as pessoas logo pensam nas águas cristalinas que existem lá, principalmente o Rio Bonito. Houve piora em todos os pontos de monitoramento daquele estado. Os quatro pontos em que a gente podia fazer comparação em relação ao período anterior tiveram piora na média da qualidade.”
Segundo ele, este resultado mostra que a qualidade da água pode ser relacionada ao desmatamento, “porque também o Atlas da Mata Atlântica vem notando que essa é uma região que sofre bastante com desmatamento ilegal – isso vem acontecendo – e, quando você muda, tira a floresta, que é um filtro para a água e muda o uso do solo, isso causa impacto. O rio nos conta tudo, nos diz o que está acontecendo em uma bacia hidrográfica”, disse.
Para Veronesi, uma das soluções passa por conter o desmatamento ilegal. “Isso é uma questão que deveria ser de primeira ordem, de primeira necessidade, até por questões de emergência climática, e a Mata Atlântica é um dos biomas mais importantes para a gente conter o aquecimento global”, disse. Ele citou a necessidade de políticas públicas mais efetivas relacionadas ao reflorestamento, à preservação das áreas de proteção permanente e à restrição do uso de agrotóxicos.
Está marcada para sábado (29/01), das 9h às 15h, a primeira edição do ano de 2022 do projeto “Pedágio Ambiental”, realizado pela Prefeitura de Cotia, por meio da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente.
A ação acontecerá na Rua da Esperança, altura do número 255, no Jardim Cotia, próximo à feira livre. Durante o pedágio, serão distribuídas centenas de mudas de árvores nativas, além disso, quem passar por lá, receberá material educativo e informações sobre o cultivo da espécie arbórea.
“Estamos muito felizes de realizarmos mais uma edição deste projeto, ainda no início do ano, porque é uma oportunidade de aproximarmos a secretaria [do Verde e do Meio Ambiente] da população, de falarmos sobre a importância da arborização urbana e de tirarmos dúvidas dos moradores. Todos que passarem por lá serão muito bem-vindos”, disse o titular da pasta, Gustavo Gemente.
Durante o “Pedágio Ambiental” serão doadas aproximadamente 13 variedades de espécies nativas, incluindo: Ipê branco e roxo, Pimenta rosa, Suinã, Sabão de soldado, Castanha do Maranhão, entre outras.