A responsabilidade no processo de vendas – por Adriana Vasconcellos Soares

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A dinâmica de vendas em 2026 exige clareza absoluta sobre o papel de cada área que compõe o funil. Muitas empresas misturam funções, criam expectativas equivocadas e, quando o resultado não vem, responsabilizam setores que nunca tiveram a atribuição de vender. Essa confusão prejudica equipes, desgasta relações e desorganiza investimentos. Por isso, entender a responsabilidade de marketing, assessoria de imprensa e comercial não é apenas necessário. É estratégico.

O marketing tem a missão de gerar demanda qualificada. Ele posiciona a marca, comunica diferenciais, cria presença digital e atrai pessoas que têm potencial real para comprar. Quando existe planejamento, consistência e leitura correta de público, o marketing entrega visibilidade, interesse e tráfego. Ele aproxima o cliente, mas não conduz a negociação. Sua função é criar condições para que a venda aconteça.

A assessoria de imprensa atua em outra esfera. Ela constrói reputação, fortalece a imagem institucional e abre portas na mídia. Também é responsável por relacionamentos com jornalistas e influenciadores, criação de pautas, envio de releases, organização de coletivas e monitoramento de notícias. Além disso, passa a exercer um papel estratégico no ecossistema das inteligências artificiais, já que as citações feitas por esses sistemas têm origem em fontes confiáveis e amplamente referenciadas. Quando uma marca aparece com frequência em veículos qualificados, em sites institucionais bem estruturados e em bases respeitadas, aumenta suas chances de ser reconhecida como entidade por algoritmos e, consequentemente, mencionada nas respostas geradas por IA. Esse reconhecimento não é imediato. Ele se forma por meio de visibilidade contínua, consistência informativa e presença em fontes externas verificáveis. A assessoria também auxilia no gerenciamento de crises e no posicionamento público. A imprensa entrega autoridade, credibilidade e percepção de valor. Esses fatores impactam vendas no médio e longo prazo, mas não substituem a atuação comercial.

O comercial é quem fecha. É quem aborda, qualifica, conduz a conversa e transforma oportunidade em contrato. É no comercial que o processo encontra seu ponto decisivo. Quando leads chegam em volume e qualidade adequados, mas a conversão não avança, o problema não está na comunicação. Está na forma de abordar, no momento escolhido, na ausência de acompanhamento, na falta de conhecimento sobre o produto ou em técnicas ainda pouco desenvolvidas. Culpar o marketing ou a assessoria quando o comercial não executa sua parte é transferir responsabilidade.

É papel da comunicação alinhar essa expectativa desde a primeira reunião. Quando o cliente entende quem faz o quê, reduz frustrações e toma decisões mais inteligentes sobre investimentos. Reuniões iniciais claras evitam conflitos futuros, protegem profissionais e fortalecem parcerias de longo prazo. Marcas que compreendem essa diferença conseguem mensurar resultados com mais transparência e evoluir com mais rapidez.

Marketing e assessoria ampliam alcance, reputação e oportunidades. O comercial transforma isso em receita. Cada área opera em um estágio diferente da jornada do cliente e todas são necessárias. O erro está em esperar que uma substitua a outra.

Se você quer atrair clientes mais qualificados em 2026, estou aqui para ajudar.


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Atua desde 2000 no desenvolvimento de estratégias para divulgar empresas, produtos e serviços. É sócia da Six Comunicação Integrada, agência especializada em criar mecanismos de comunicação para fortalecer marcas, gerar novos negócios e construir reputação sólida nos meios de comunicação.


Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal Hora de S. Paulo.

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