Santana de Parnaíba prepara plano para enfrentar chuvas de verão

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Ações incluem mapeamento de áreas de risco, monitoramento de árvores e planejamento de simulado de inundação na Barragem Edgard de Souza

A Prefeitura de Santana de Parnaíba está organizando um plano de contingência para preparar o município para o período de chuvas de verão. A iniciativa reúne medidas preventivas para reduzir riscos à população diante de temporais, ventos intensos e outras condições climáticas adversas.

O planejamento é coordenado pela Defesa Civil, em conjunto com representantes de secretarias municipais. Entre as ações previstas estão a orientação aos gestores das escolas, o mapeamento de áreas de risco, o monitoramento da umidade relativa do ar e o acompanhamento das condições das árvores.

Plano prevê simulado de inundação

A Coordenadoria de Defesa Civil também informou que planeja realizar, em parceria com a Empresa Metropolitana de Águas e Energia (EMAE), um simulado de inundação na região da Barragem Edgard de Souza.

Outra frente de trabalho é a atualização do mapa de riscos da cidade. O planejamento inclui ainda ações de contenção, manutenção e limpeza de córregos. Entre os serviços citados pela Prefeitura está uma intervenção realizada no córrego do Sítio do Rosário.

Segundo a administração municipal, as medidas de prevenção e mitigação de danos são desenvolvidas durante todo o ano, mas o planejamento busca preparar as equipes para o período de maior intensidade das chuvas. As ações também consideram períodos de estiagem e outros eventos climáticos que possam representar riscos à população.

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Foto: Divulgação/PMSP

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Aumento da temperatura vai afetar a produção de feijão no Brasil

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Até 2050, o Brasil precisa aumentar em 44% a produção nacional de feijão para atender a demanda do mercado. Isso significa 1,5 milhão a mais por ano. É o que mostra pesquisa desenvolvida pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e pela Universidade de São Paulo.

Mas, para dificultar essa tarefa, os produtores terão de enfrentar uma elevação na temperatura de até 2,8ºC nas próximas duas décadas, prevista pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas das Nações Unidas

A região Centro-Oeste e os estados de Minas Gerais e da Bahia podem ser as áreas mais afetadas, e podem inclusive ter que alterar o calendário para plantio.

Segundo Alexandre Bryan, pesquisador da Embrapa, a concentração de gás carbônico prejudica, especialmente, a fase reprodutiva da lavoura, impedindo a formação de vagens e grãos de feijão. Por isso, a tendência é cair a produtividade nos próximos anos. Mas os produtores podem se adaptar às novas condições plantio com a escolha de grãos mais resistentes. “O feijão tipo preto apresenta uma tolerância maior a situações adversas. Então, quer dizer, a gente sabe que o preto sobressai em algumas condições. Então, tem diferença entre os tipos de feijão. A questão toda é que o mercado é restrito. Feijão preto, basicamente, é consumido no Rio Grande do Sul e no Rio de Janeiro e, no resto do Brasil, é o carioca e esse é um problema”.

Alexandre Bryan destaca também que a queda de produtividade e aumento de demanda é um assunto que deve passar por políticas públicas, tanto em relação ao investimento em pesquisa para a geração de plantas mais adaptadas, quanto em relação à agricultura familiar. “Então, é interessante ter uma política pública para a agricultura familiar, na qual ela possa produzir feijão em conjunto com outras culturas, ou em rotação com outras culturas, tendo também floresta no meio, tendo um planejamento que tenha diversidade. Porque se você tem diversidade tem maior, tem também maior sustentabilidade. A gente sabe que diversidade diminui, é uma forma minimizar o impacto das mudanças climáticas.”

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que, hoje, a produção anual de feijão no país é de R$ 12 bilhões por ano, chegando a 2,8 milhões toneladas.

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Fonte: Ag. Brasil – Foto: CNA/Wenderson Araujo/Trilux

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