SUS testa caneta emagrecedora em pacientes com obesidade grave

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Estudo acompanha 250 pacientes com obesidade grave ou associada a outras doenças para avaliar se a semaglutida pode reduzir a necessidade de cirurgia e outros riscos à saúde.

Enquanto o debate sobre a chegada das chamadas “canetas emagrecedoras” ao Sistema Único de Saúde (SUS) ganha espaço, o Ministério da Saúde iniciou uma etapa que pode ser decisiva para definir como esses medicamentos serão utilizados na rede pública.

Desde junho, o Grupo Hospitalar Conceição (GHC), em Porto Alegre, acompanha pacientes com obesidade grave ou associada a outras doenças que têm indicação para cirurgia bariátrica. O estudo, chamado Real-Bari, utiliza semaglutida, um dos medicamentos da classe dos agonistas do receptor GLP-1, e deve acompanhar cerca de 250 pacientes.

A principal questão é saber se o tratamento medicamentoso consegue produzir uma resposta clínica suficiente para mudar a trajetória de parte desses pacientes, inclusive aqueles que estão na fila para a cirurgia bariátrica.

O estudo também pretende avaliar aspectos clínicos, operacionais e econômicos do tratamento para verificar como uma eventual utilização desses medicamentos poderia ser aplicada na realidade do SUS. Os primeiros resultados mais amplos são esperados para 2027.

Primeiro paciente perdeu 6 kg

O Ministério da Saúde apresentou o caso do primeiro paciente que recebeu a semaglutida dentro do protocolo do GHC. Segundo o ministro Alexandre Padilha, o paciente estava na fila para cirurgia bariátrica e perdeu 6 quilos, além de apresentar redução da circunferência abdominal.

O ministro também relatou que o paciente afirmou ter mudado hábitos de vida, passando a realizar mais atividades físicas. O resultado, porém, é uma observação inicial e não representa, isoladamente, a conclusão do estudo.

O acompanhamento de 250 pessoas permitirá avaliar os efeitos do tratamento de maneira mais ampla e estabelecer critérios para o acompanhamento médico dos pacientes.

O que o SUS está tentando descobrir

A estratégia não se resume à perda de peso.

Entre os pontos que serão avaliados estão a possibilidade de controlar casos graves de obesidade, reduzir a necessidade de cirurgia bariátrica e verificar eventuais impactos sobre outras condições associadas à obesidade.

O Ministério da Saúde também aponta que o estudo avaliará aspectos econômicos e operacionais. Isso é relevante porque a eventual oferta em escala nacional depende não apenas da eficácia clínica, mas também de critérios de indicação, acompanhamento e sustentabilidade para o sistema público.

Canetas ainda não são oferecidas de forma ampla pelo SUS

Apesar dos anúncios sobre a preparação da oferta, as canetas à base de GLP-1 ainda não fazem parte de uma distribuição ampla e regular pelo SUS.

Em julho, o Ministério da Saúde informou que a semaglutida ainda estava sob análise da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec). Naquele momento, a pasta destacou que os medicamentos da classe ainda não eram oferecidos pelo SUS de forma geral.

A Conitec já analisou anteriormente uma proposta específica para utilização da semaglutida em pacientes com obesidade grau II e III, sem diabetes, com 45 anos ou mais e doença cardiovascular estabelecida. A recomendação publicada em 2025 foi pela não incorporação para aquela indicação específica.

Isso significa que a experiência atualmente conduzida pelo GHC é especialmente relevante para a discussão sobre quais pacientes poderão ser beneficiados e em quais condições caso a tecnologia venha a ser incorporada ao SUS.

Produção nacional também entra na estratégia

Paralelamente ao estudo clínico, o governo federal trabalha para ampliar a oferta de medicamentos da classe GLP-1 no mercado brasileiro.

Segundo o Ministério da Saúde, a estratégia estimulou empresas a apresentar projetos para produção nacional de canetas com esses princípios ativos. A pasta afirma que a entrada de novos produtos contribuiu para aumentar a concorrência e já resultou em medicamentos registrados com preços até 70% menores.

A redução dos preços é considerada pelo governo um dos fatores necessários para ampliar o acesso e viabilizar uma eventual incorporação desses medicamentos ao sistema público.

Por enquanto, portanto, a principal notícia não é apenas que as chamadas canetas emagrecedoras poderão chegar ao SUS. O que está em teste é uma nova estratégia para tratar pacientes com obesidade grave e avaliar se, em determinados casos, o medicamento pode evitar ou adiar uma cirurgia bariátrica.

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Foto: Fernando Frazão/ABR

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Polícia prende quadrilha que roubava canetas emagrecedoras e causou prejuízo de R$ 1 milhão

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Uma investigação conduzida pelo 1º Distrito Policial de São Bernardo do Campo ao longo de quase um ano resultou na prisão de quatro suspeitos de integrar uma quadrilha especializada em roubos a farmácias. Os mandados de prisão temporária e de busca e apreensão foram cumpridos na quarta-feira (17) nos bairros Vila São José, Jardim Limpão e Ferrazópolis.

Segundo a Polícia Civil, o grupo tinha como principal alvo medicamentos de alto valor e grande procura no mercado clandestino, especialmente canetas emagrecedoras e remédios utilizados no tratamento de diabetes e obesidade. Além dos medicamentos, os criminosos também roubavam dinheiro dos caixas e dos cofres dos estabelecimentos.

As investigações apontaram que os prejuízos causados às redes farmacêuticas ultrapassam R$ 1 milhão. Ao todo, foram esclarecidos 14 roubos praticados entre julho de 2025 e junho de 2026, inclusive com ataques repetidos a algumas unidades localizadas nos bairros Assunção e Nova Petrópolis.

De acordo com o inquérito, os criminosos agiam em duplas ou trios e seguiam um padrão de atuação. Após anunciar o assalto, rendiam funcionários e os mantinham sob vigilância em salas internas, enquanto outro integrante recolhia medicamentos armazenados em áreas refrigeradas e retirava valores dos cofres.

O apontado líder do grupo, de 28 anos, foi preso em Ferrazópolis. Segundo a Polícia Civil, ele utilizava uma luva para esconder uma tatuagem e dificultar a identificação. Os demais suspeitos, dois homens de 20 anos e um de 21, costumavam usar bonés, moletons escuros e máscaras cirúrgicas durante as ações.

Dois dos presos possuem antecedentes por porte ilegal de arma de fogo, roubo e associação criminosa. As investigações continuam para identificar possíveis comparsas e esclarecer outros crimes atribuídos à organização.

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Foto: Paulo Guereta/GESP

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Polícia apreende quase 90 mil ampolas e frascos de remédios para emagrecimento na Grande SP

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A Polícia Civil de São Paulo apreendeu cerca de 90 mil ampolas e frascos de remédios para emagrecimento na quinta-feira (19), em Santo André, na Grande São Paulo. Um homem de 26 anos foi preso em flagrante. Ele era responsável por uma farmácia de manipulação que produzia ilegalmente a substância. No local, foi encontrado um estoque de medicamentos manipulados de forma irregular, incluindo substâncias vencidas e sem prescrição.

De acordo com o boletim de ocorrência, agentes da Delegacia de Investigações sobre Infrações contra o Meio Ambiente, da Seccional de Santo André, foram até o endereço após instauração de inquérito para apurar a venda irregular de medicamentos injetáveis para emagrecimento.

Durante a fiscalização, foram encontradas cerca de 84 mil ampolas e frascos de emagrecedores armazenados na câmara fria, além de 5,3 mil ampolas fora de refrigeração. Nenhum dos produtos possuía identificação de paciente ou receituário médico correspondente, conforme exigido pelas normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária para manipulação individualizada.

Foram encontradas cerca de 84 mil ampolas e frascos de emagrecedores armazenados na câmara fria – Foto: SSP-SP

Ainda foram localizados insumos vencidos utilizados na fabricação de medicamentos, incluindo substâncias fracionadas sem identificação adequada, além de sanitizantes e matérias-primas com prazo de validade expirado. Parte do material apresentava vencimento entre novembro de 2025 e fevereiro deste ano.

A ocorrência foi registrada na Delegacia de Investigações sobre o Meio Ambiente de Santo André como falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produtos terapêuticos ou medicinais.

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Fonte: GESP | Fotos: SSP-SP

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Câmara aprova urgência para votar quebra de patente do Mounjaro

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A Câmara dos Deputados aprovou nesta segunda-feira (9) requerimento de regime de urgência para apreciar o Projeto de Lei nº 68, de 2026, que declara os remédios Mounjaro e Zepbound como de interesse público e pede a quebra de patente. Ambos são medicamentos agonistas do receptor GLP‑1, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras.

Foram registrados, ao todo, 337 votos favoráveis e 19 contrários. O texto é de autoria dos deputados federais Antonio Brito (PSD-BA) e Mário Heringer (PDT-MG). Com a aprovação do regime de urgência, o projeto pode ser votado a qualquer momento no plenário, sem necessidade de passar pelas comissões da Casa.

Alerta

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu alerta de farmacovigilância sobre os riscos do uso indevido de canetas emagrecedoras. O grupo inclui a dulaglutida, a liraglutida, a semaglutida e a tirzepatida.

Em nota, a Anvisa destacou que, embora o risco conste das bulas dos medicamentos aprovados no Brasil, as notificações têm aumentado tanto no cenário internacional quanto no cenário nacional, o que exige reforço das orientações de segurança.

O monitoramento médico, segundo a agência, é motivado pelo risco de eventos adversos graves, incluindo pancreatite aguda, que podem incluir formas necrotizantes e fatais.

No início do mês, a Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde (MHRA) do Reino Unido também emitiu alerta para o risco, ainda que pequeno, de casos de pancreatite aguda grave em pacientes que utilizam canetas emagrecedoras.

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Fonte: Ag. Brasil | Foto: Reprodução/FreePik

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PM prende trio em Osasco e recupera mais de R$ 77 mil em medicamentos para emagrecer roubados em SP

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A Polícia Militar prendeu dois homens, de 19 e 21 anos, e apreendeu um adolescente, de 17, envolvidos em um roubo a uma farmácia na zona oeste de São Paulo. A prisão ocorreu nesta terça-feira (28), em Osasco, na Região Metropolitana, após o trio tentar fugir em um carro furtado.

De acordo com a corporação, os policiais realizavam patrulhamento pela avenida Professor Alfonso Bovero quando desconfiaram da atitude dos ocupantes de um veículo. Ao perceber a aproximação da viatura, o motorista tentou escapar, mas acabou colidindo contra um poste.

Durante a abordagem, os agentes encontraram no interior do carro 41 caixas de medicamentos para emagrecimento, avaliadas em mais de R$ 77 mil, além de R$ 2,3 mil em espécie, um simulacro de arma de fogo e uma placa veicular. Após consulta, foi constatado que o automóvel também havia sido furtado.

Os suspeitos foram levados ao 5º Distrito Policial de Osasco, onde uma representante da farmácia reconheceu os envolvidos e confirmou o roubo. Todo o material recuperado foi devolvido ao estabelecimento.

O caso foi registrado como roubo, corrupção de menor, adulteração de sinal identificador de veículo e receptação. Os dois maiores de idade permaneceram presos, e o adolescente foi apreendido e encaminhado à Vara da Infância e Juventude.

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Foto: Google Maps

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