Estudo aponta resultados inconclusivos sobre impacto da Faixa Azul em São Paulo

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A reunião da Subcomissão do Serviço de Transporte Individual de Passageiros por Motocicleta, realizada nesta quarta-feira (24) na Câmara Municipal de São Paulo, debateu os efeitos da implantação da Faixa Azul na capital paulista. Especialistas da Vital Strategies e da Escola Politécnica da USP apresentaram pesquisas que analisam a percepção dos motociclistas e os impactos viários do modelo de circulação exclusiva.

Segundo Ismael Ibarra Nava, da Vital Strategies, a proposta da Faixa Azul tem como objetivo “organizar o espaço compartilhado, reduzir conflitos entre motos e automóveis, induzir velocidades mais baixas e diminuir o número de feridos e mortos”. No entanto, os dados ainda são considerados experimentais.

O professor Mateus Humberto, da Poli-USP, destacou que a segregação de fluxos e a previsibilidade foram apontadas como fatores positivos pelos motociclistas, assim como a sensação de pertencimento e maior respeito no trânsito. Já entre os pontos negativos estão a qualidade do pavimento, problemas de sinalização e, sobretudo, a alta velocidade de circulação.

O levantamento mostrou que 73% dos motociclistas excedem o limite de velocidade. Nos cruzamentos, houve aumento de 33% nos acidentes envolvendo motos, enquanto no meio de quadras houve queda do mesmo percentual.

De forma geral, os pesquisadores afirmaram que os resultados são inconclusivos, sem tendências claras de redução ou aumento de mortes e lesões. Para os especialistas, o excesso de velocidade se apresenta como fator crítico, e a expansão da Faixa Azul deve ser feita com cautela.

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Foto: Arquivo/Pref. de S. Paulo

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Contra o iFood, Federação Patronal de Restaurantes defende governo federal

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A Federação de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares do Estado de São Paulo (Fhoresp) garantiu apoio à proposta do governo federal de regulamentar a atividade dos entregadores de comida por aplicativo no Brasil.

O anúncio ocorreu durante audiência, na tarde desta segunda-feira (25), no Ministério do Trabalho, em Brasília-DF. Em reunião com o ministro da pasta, Luiz Marinho (PT), o diretor-executivo da Fhoresp, Édson Pinto, reiterou a necessidade de se oferecer proteção trabalhista à categoria, responsável pelo serviço de delivery, e criticou o iFood, pelo fato de a empresa não querer negociar com a União sobre o tema.

Ainda na audiência, o representante da Fhoresp aproveitou para se colocar à disposição do governo federal para trabalhar, entre os 24 sindicatos que abarca no estado de São Paulo, um mecanismo que garanta direitos aos moto-entregadores. Na reunião, também esteve presente o secretário-geral do Sindicato dos Trabalhadores em Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de São Paulo (Sinthoresp), Rubens Fernandes da Silva.

Na prática, a participação das duas entidades, Fhoresp e Sinthoresp, nesta reunião com o ministro Luiz Marinho, mostra a união de forças entre patrões e empregados do segmento na defesa aos direitos dos entregadores. Somente o iFood detém 80% do mercado de delivery por aplicativo no País. É inconcebível a empresa se furtar a discutir e a negociar o tema com a União”, reforçou Édson Pinto. 

A expectativa do governo federal, agora, é pressionar o iFood a participar das conversações. O Planalto responsabiliza a empresa pela falta de acordo para a regulamentação trabalhista do segmento, que envolve motoboys e trabalhadores que prestam o serviço de entrega com motos e bicicletas. No Brasil, existem 396 mil entregadores por aplicativo, de acordo com a última pesquisa do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap).

    Para o diretor-executivo da Fhoresp, a prática do iFood “é um descaso”, uma vez que a empresa se recusa a valorizar e a proteger, minimamente, motoboys e ciclistas, que se arriscam para o pedido chegar rápido e nas mesmas condições de saída do restaurante para consumo. Na avaliação de Édson Pinto, a categoria é a única do ecossistema de bares e restaurantes sem algum tipo de segurança trabalhista:

    Os estabelecimentos arcam com o registro do profissional que prepara o prato, de quem atende ao telefone, do garçom, de quem embala o pedido, só para citar alguns colaboradores. Todos estão assegurados, em caso de férias, 13º salário, acidente de trabalho, gravidez, afastamento por doença. Os entregadores são os únicos sem os devidos direitos”, reforça.

    Diante deste cenário, a Fhoresp defende que o iFood proporcione algum tipo de segurança trabalhista:

    A empresa explora o serviço e não contribui com nada? Quando os motoboys e ciclistas se acidentam, ou ficam doentes, e precisam ficar internados, ou são furtados ou roubados, perdem o sustento da família por não terem nenhuma proteção social. Isso não pode continuar. O Brasil não é terra sem lei”, lamenta Edson Pinto.

    Na avaliação do diretor da Federação, o descaso é ainda maior por parte do iFood, já que é agressivo na cobrança pelo serviço de delivery. A companhia fica com uma comissão de 30% sobre o valor do que é vendido pelo restaurante ou lanchonete e também cobra a taxa de entrega:

    “E, mesmo assim, o aplicativo não quer repassar absolutamente nada como uma segurança trabalhista para os trabalhadores do delivery. É, no mínimo, lamentável. Desta forma, a Fhoresp está totalmente ao lado do Ministério do Trabalho nesta pauta”, complementa.

    Leia também: Gripe, resfriado, pneumonia, Covid-19, virose? Saiba identificar as doenças no outono


    Fonte: Assessoria de Imprensa/Fhoresp

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    GCM Barueri e PM realizam operação conjunta e abordam possíveis falsos motociclistas em Alphaville

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    Uma operação conjunta da Guarda Civil Municipal (GCM) de Barueri com a Polícia Militar teve início na quinta-feira, dia 5, com objetivo de coibir os assaltos praticados por falsos motociclistas entregadores na região de Alphaville.

    Rua Benedita Guerra Zendron, 162 – Centro – Barueri/SP

    Cerca de 30 agentes com nove viaturas e quatro motocicletas da GCM, além de outras duas viaturas e três motos da PM, com apoio de agentes de trânsito da Secretaria  Municipal de Mobilidade Urbana (Semurb) e de duas viaturas da Polícia Rodoviária, realizaram um bloqueio do trânsito na Alameda Rio Negro abordando preferencialmente os motociclistas.

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    Policial Militar revista motociclista em bloqueio – Foto: Divulgação/SECOM-Barueri

    O coordenador da operação Cavalo de Rodas por parte da GCM, Leandro Hengles, afirmou que naquela região há incidência de roubos, principalmente de relógios de grande valor.

    A operação Cavalo de Rodas abordou 30 motocicletas e averiguou 31 pessoas, apreendeu quatro motos e efetuou a prisão de um motociclista portando uma arma de fogo ilegal.

    Antes de ser preso, o motociclista tentou desviar do bloqueio se dirigindo à Rodovia Castello Branco na contramão. Agentes da 5ª Cia. da PM e da GCM o abordaram e localizaram uma pistola 635 com a numeração suprimida. O motociclista foi conduzido ao 2º Distrito Policial (DP) de Alphaville.

    A operação conjunta da GCM e da PM acontecerá outras vezes, assim como a PM do Estado de São Paulo tem realizado ação semelhante em outras cidades.


    Fonte/fotos: SECOM-Barueri

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