Autismo. A importância da conscientização – por Celso Tracco

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Abril é reconhecido como o mês de conscientização do autismo. Mais do que uma campanha, é também um alerta para que a sociedade reflita e discuta sobre a diversidade, equidade e inclusão.  Podemos e devemos ampliar o debate refletindo sobre o respeito aos direitos humanos, para todos os cidadãos brasileiros. A chamada à conscientização do autismo, também representa um movimento global que busca alargar o entendimento sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), combater estigmas e promover uma convivência mais justa e acolhedora para todas as pessoas autistas. A data foi instituída pela ONU em 2007 e, desde então, tornou-se um marco anual de mobilização social. No Brasil, o mês é marcado por ações educativas, debates públicos, eventos culturais e iniciativas governamentais que reforçam a importância de enxergar o autismo como parte da diversidade humana. É muito necessário promover estas iniciativas todos os meses do ano e não apenas em abril.

O Transtorno do Espectro Autista é uma condição da neurodiversidade, caracterizada por diferenças na comunicação, na interação social e na forma como a pessoa percebe e processa estímulos. O termo “espectro” é essencial: ele reconhece que cada pessoa autista é única, com habilidades, desafios e necessidades específicas. Segundo especialistas no tema, o foco deve ser no suporte adequado, no acolhimento e no desenvolvimento do potencial individual da pessoa autista, não na “cura”. As necessidades de cada pessoa, podem variar amplamente, algumas precisam de suporte intenso, outras de apoio simples. Compreender e aceitar a neurodiversidade, é reconhecer que a diferença não é um problema, mas um grande potencial de crescimento para todos. Todos os seres humanos merecem respeito, acessibilidade, compreensão, principalmente em uma sociedade que pretende ser diversa, equitativa e inclusiva, facilitando a convivência e não a invisibilidade, a injustiça e a exclusão social de qualquer grupo que tenha habilidades diferentes da maioria.

Felizmente, várias cidades brasileiras têm avançado na criação de centros especializados, capacitação de profissionais e campanhas de conscientização. O principal fundamento é a humanização. Toda vida tem valor, este lema sintetiza e ganha força nas campanhas, lembrando que as pessoas autistas não precisam ser “consertadas”, mas compreendidas; que a comunicação pode acontecer de muitas formas; diferenças não são defeitos. O principal recado para todos é: a dignidade humana é inegociável. Humanizar o olhar sobre o autismo significa abandonar estereótipos e ouvir as próprias pessoas autistas, que têm reivindicado protagonismo nas discussões sobre suas vidas. Significa também reconhecer que inclusão não é um favor, mas um direito.

A conscientização precisa ser contínua e isto significa: buscar informação de qualidade; apoiar famílias e cuidadores; promover ambientes acolhedores; combater preconceitos diariamente; ouvir e amplificar vozes das pessoas altistas, elas têm muito a colaborar com o restante da sociedade, pois elas sabem suas verdadeiras necessidades. A inclusão efetiva acontece nos gestos simples, comuns e no cotidiano, nas políticas públicas consistentes e na disposição de aprender com a diversidade.

A conscientização do TEA deve ser vista como um movimento de transformação social. Ele nos convida a repensar nossas práticas, ampliar nosso entendimento e construir uma sociedade onde todas as pessoas, autistas ou não, possam viver com dignidade, respeito e oportunidades. Conscientizar é humanizar. E humanizar é reconhecer que toda vida tem valor. Aproveite seu dia.

Para informações complementares sobre autismo acesse:  www.autistas.org.br


Celso Tracco é economista, mestre em Teologia Sistemática, escritor, consultor e palestrante (www.celsotracco.com.br). Com ampla experiência como executivo em empresas nacionais e internacionais, é especialista em marketing, vendas e comportamento humano. Atuou como professor universitário e tem três livros publicados. Em sua coluna, abordará temas como política, economia e sociedade.


*Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal Hora de S. Paulo

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Foto destaque: Joédson Alves/Ag. Brasil

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Prefeitura de Barueri ilumina sede com a cor azul em apoio ao mês de conscientização sobre o autismo

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A Prefeitura de Barueri iluminou a fachada de sua sede com a cor azul na noite desta sexta-feira (18), em apoio ao mês de conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA). A ação simbólica marca a adesão do município ao movimento “Abril Azul” e reforça o compromisso com a inclusão, o respeito e os direitos das pessoas autistas.

Abril é reconhecido internacionalmente como o mês de conscientização sobre o TEA, tendo como marco o Dia Mundial do Autismo, celebrado em 2 de abril. A data foi instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2007 com o objetivo de ampliar o debate sobre o tema e estimular políticas públicas mais eficazes.

Além da iluminação da sede, outras ações importantes estão previstas ao longo do mês. No sábado, dia 26 de abril, a cidade realiza a tradicional Caminhada Azul, evento que mobiliza a população em torno da causa autista. A expectativa é de um grande público, com a presença do prefeito Beto Piteri, vereadores, secretários municipais, da presidente do Fundo Social de Solidariedade de Barueri, Damaris Piteri, e da ex-primeira-dama Sônia Furlan, que é uma das apoiadoras mais ativas das pautas de inclusão no município.

Outro destaque é a aprovação unânime, pela Câmara Municipal, do Projeto de Lei 14/2025, que institui o programa Barueri Selo Azul. A iniciativa visa reconhecer e incentivar estabelecimentos que adotam práticas de acolhimento respeitoso e sensível às pessoas com TEA e suas famílias, promovendo uma cidade mais acessível e inclusiva.

Com essas ações, Barueri reforça sua posição como referência regional em políticas públicas voltadas às pessoas com deficiência e ao autismo, promovendo não apenas visibilidade ao tema, mas também atitudes concretas que impactam positivamente a vida da população.

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Foto: Edson Mesquita Jr/ZH Digital

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