Lula defende fim da escala 6×1 em discurso de Natal e antecipa pautas da eleição de 2026

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu o fim da escala de trabalho 6×1, sem redução de salários, em seu tradicional pronunciamento de Natal, exibido em rede nacional de rádio e televisão na noite desta quarta-feira (24). Com pouco mais de seis minutos, o discurso apresentou um balanço do governo em 2025 e antecipou temas que devem estar no centro da estratégia petista para as eleições de 2026.

Ao falar sobre a jornada de trabalho, Lula afirmou que o “direito ao tempo” é urgente e que não é justo que trabalhadores tenham apenas um dia de descanso semanal. Segundo ele, o fim da escala 6×1 é uma demanda popular que precisa ser transformada em política pública. A pauta tramita no Congresso em diferentes propostas, incluindo uma PEC do senador Paulo Paim (PT-RS), já aprovada na CCJ do Senado, que prevê a redução gradual da jornada de 44 para 36 horas semanais.

O presidente também voltou a afirmar que o Brasil está pronto para encurtar a jornada de trabalho. O tema, segundo ele e aliados, deve ganhar força no debate eleitoral. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), já declarou que a proposta “com certeza” será discutida em 2026.

No campo econômico, Lula destacou a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil mensais, sancionada no fim de novembro. De acordo com o governo, cerca de 15 milhões de brasileiros deixarão de pagar o imposto. Para rendas entre R$ 5 mil e R$ 7.350, haverá desconto progressivo. A compensação fiscal virá de um imposto mínimo de 10% sobre os chamados super-ricos, grupo estimado em 140 mil contribuintes com rendimentos acima de R$ 600 mil por ano.

A segurança pública também ocupou espaço no pronunciamento. Lula reconheceu o desafio do combate ao crime organizado e citou a operação Carbono Oculto, conduzida pela Polícia Federal, que investigou vínculos do Primeiro Comando da Capital com postos de combustíveis e empresas. O presidente afirmou que o enfrentamento às facções “chegou ao andar de cima” e que não haverá interferência política nas investigações.

O tema é apontado como uma das principais preocupações dos brasileiros, segundo o Datafolha, e promete ser central no debate eleitoral, especialmente após operações policiais de grande letalidade registradas ao longo do ano.

Lula também abordou a violência contra a mulher e os casos de feminicídio, que motivaram protestos em várias regiões do país. Em São Paulo, 2025 registrou recorde de ocorrências. O presidente afirmou que irá liderar um esforço conjunto entre ministérios e instituições para enfrentar a violência de gênero e convocou os homens a se comprometerem com o combate ao problema.

Na política externa, o presidente celebrou o recuo parcial do tarifaço imposto pelos Estados Unidos durante o governo de Donald Trump. Em agosto, produtos brasileiros passaram a sofrer sobretaxa de até 50%. Após negociações, parte das tarifas foi retirada, reduzindo de 60% para 22% a parcela das exportações afetadas, segundo o governo. Lula afirmou que o país apostou no diálogo, protegeu empregos e ampliou mercados para produtos brasileiros.

O pronunciamento de Natal reforçou, assim, bandeiras sociais, econômicas e institucionais que devem orientar o discurso do Palácio do Planalto e do PT no caminho até a disputa presidencial de 2026.

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Foto: Ricardo Stuckert/PR | *Com informações Folha de S. Paulo

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Lula passará por nova cirurgia no cérebro para prevenir sangramentos e reduzir riscos

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O presidente Lula passará por um novo procedimento cirúrgico nesta quinta-feira (12) para bloquear o fluxo de sangue em uma região do cérebro e prevenir novos sangramentos, segundo informações da coluna Mônica Bergamo, do Jornal Folha de S. Paulo.

Ele será submetido a uma embolização das artérias meníngeas, técnica utilizada no tratamento de hematomas subdurais crônicos. O procedimento consiste em injetar, por meio de um cateter, material que obstrui as artérias responsáveis por irrigar as meninges, minimizando os riscos de novos episódios.

Na última segunda-feira (9), Lula sofreu fortes dores de cabeça e foi levado ao Hospital Sírio-Libanês, em Brasília, sendo posteriormente transferido para São Paulo, onde passou por uma craniotomia de emergência para drenar um hematoma. A cirurgia foi bem-sucedida, de acordo com boletim médico, e o presidente segue em observação na UTI. Ele está sob os cuidados da equipe médica liderada por Roberto Kalil Filho e do neurocirurgião Marcos Stavale, além da infectologista Ana Helena Germoglio.

O episódio ocorreu após Lula relatar dores e sonolência durante reuniões com ministros e encontros com os presidentes da Câmara, Arthur Lira, e do Senado, Rodrigo Pacheco. A primeira-dama, Janja, acompanhou o presidente durante todo o processo.

Leia também: Levi Jânio retira candidatura à presidência da Câmara de Barueri e declara apoio a Zuffa


*Com informações Jornal Folha de S. Paulo – Foto: Ricardo Stuckert/PR

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Lula sanciona lei que restringe ‘saidinha’ de presos

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou na noite desta quinta-feira (11) a lei que restringe ‘saidinha’ de presos. Com vetos, o mandatário manteve as saídas para que os detentos possam visitar familiares em datas comemorativas.

O anúncio foi feito pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, e confirmado em nota publicada pelo Palácio do Planalto.

Segundo o comunicado, Lula acatou uma recomendação do ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, para manter o direito à saída temporária dos presos do semiaberto para visita a familiares.

“Entendemos que a proibição de visita às famílias dos presos que já se encontram no regime semiaberto atenta contra valores fundamentais da Constituição, como o princípio da dignidade da pessoa humana, o princípio da individualização da pena e a obrigação do Estado de proteger a família”, disse Lewandowski.

“Preservamos todas as outras restrições estabelecidas pelo Congresso, como a necessidade de exame criminológico para progressão de regime e o uso de tornozeleiras eletrônicas”, completou o ministro.

Também seguindo parecer do ministro Lewandowski, o presidente sancionou o trecho que proíbe saída temporária para condenados por praticar crimes hediondos, com violência ou grave ameaça, a exemplo de estupro, homicídio, latrocínio e tráfico de drogas.

O projeto que restringe a “saidinha” foi aprovado pela Câmara em março, com o objetivo de modificar trechos da legislação que trata da saída temporária de presos.

Agora, o veto será analisado por deputados e senadores, que podem manter ou derrubar a decisão do presidente.

A legislação antiga permitia que os detentos do regime semiaberto visitassem a família, realizassem cursos (profissionalizantes, de ensino médio e ensino superior) e fizessem atividades de retorno ao convívio social.

O texto aprovado no Congresso manteve a permissão da saída apenas no caso de detentos de baixa periculosidade que forem realizar cursos estudantis ou profissionalizantes.

As saídas temporárias são um benefício regulamentado pela Lei de Execução Penal, sendo concedidas exclusivamente a detentos do regime semiaberto que já tenham cumprido ao menos um sexto da pena total e que apresentem bom comportamento.

Leia também: Ministro Alexandre Padilha visita Carapicuíba na próxima sexta-feira (12)


Fonte: TV Cultura – Foto: Ricardo Stuckert/PR

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