Barueri mantém referência em atendimento a vítimas de violência doméstica

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A campanha nacional “Agosto Lilás”, realizada em agosto, chama atenção para o enfrentamento à violência contra a mulher e marca o aniversário da Lei Maria da Penha. No Brasil, além dessa legislação, outras normas como a Lei do Feminicídio e o Pacote Antifeminicídio ampliam a proteção às vítimas e endurecem penas para agressores.

Em 2024, o país registrou 1.459 feminicídios — uma mulher morta a cada seis horas — e, em 2025, São Paulo contabilizou aumento de 4% nos casos, com 129 assassinatos.

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Barueri mantém uma estrutura de atendimento considerada referência, com serviços gratuitos e sigilosos, voltados à orientação jurídica, apoio psicológico e medidas de segurança. Entre os destaques estão:

  • Cram (Centro de Referência de Atendimento à Mulher) – Oferece atendimento jurídico, psicológico e social, mesmo sem boletim de ocorrência. Tel.: (11) 4706-4046.
  • Guardiã Maria da Penha – Programa da Guarda Civil Municipal que monitora mulheres com medidas protetivas. Tel.: (11) 4194-7562.
  • Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) – Primeira do Estado a funcionar 24 horas. Tel.: (11) 4198-0522 / 4198-3145.

Além disso, a Central 180 segue como canal nacional de denúncia, com atendimento gratuito e sigiloso 24 horas.

Mesmo com avanços, especialistas e autoridades reforçam que o combate à violência exige envolvimento de toda a sociedade, desde denúncias até ações de enfrentamento à cultura machista.


Foto: Arquivo/GESP

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Presidente Lula sanciona lei que fortalece o combate integrado à violência doméstica e familiar contra a mulher

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O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, sancionou nesta segunda-feira, 17 de junho, o Projeto de Lei nº 501, de 2019, que cria um plano de metas para o enfrentamento integrado da violência doméstica e familiar contra a mulher. O plano deverá ser executado de maneira colaborativa pela União, estados, municípios e o Distrito Federal, e terá validade de dez anos com atualização obrigatória a cada dois anos.

A proposta também cria a Rede Estadual de Enfrentamento à Violência contra a Mulher e a Rede de Atendimento à Mulher em Situação de Violência. Essas redes serão compostas pelos órgãos públicos de segurança, saúde, justiça, assistência social, educação e direitos humanos, além de representantes da sociedade civil.

“Nós temos um papel, enquanto governo, de divulgar essa lei. Nós temos que fazer com que isso chegue a conhecimento das mulheres que estão no sindicato, das mulheres que estão na política, das mulheres que estão no comércio, que estão dentro da fábrica, porque se ela souber que existe a lei, ela começa a ter coragem de fazer a denúncia”, declarou o presidente Lula, durante a solenidade no Palácio do Planalto.

Lula lamentou o fato de que, ainda hoje, com a Lei Maria da Penha prestes a completar 18 anos – foi sancionada em agosto de 2006 –, ainda exista tanta violência contra a mulher. “O cara que levanta a mão para bater na mulher, o cara que levanta a mão para atirar na mulher, é porque o cidadão não presta enquanto ser humano. Então é triste, mas no século XXI a gente estar discutindo uma coisa dessa magnitude, com Constituição bem-feita, com todas as leis aprovadas, com o começo do crescimento da participação da mulher na política, você percebe que a gente ainda está muito longe, porque a gente vai fazendo lei para proteger a mulher, fazendo lei para dar direito à mulher, mas o homem continua solto”, disse o presidente.

A sanção da nova lei se soma a uma série de medidas implementadas pelo Governo Federal para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher, além de assegurar a atenção humanizada à mulher que esteja em situação de violência.

O texto diz que estados, municípios e o Distrito Federal devem apresentar regularmente suas propostas sob risco de perderem o acesso a recursos relacionados à segurança pública e aos direitos humanos. O projeto também determina que o Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp) armazene informações para auxiliar nas políticas públicas de enfrentamento da violência contra a mulher.

MEDIDAS – Além das metas de prevenção, o plano deve assegurar atenção humanizada à mulher que esteja em situação de violência e contemplar medidas como:

  • Dispositivo móvel de segurança: disponibilização de dispositivo móvel de segurança que viabilize a proteção da integridade física da mulher.
  • Delegacias: expansão das delegacias de atendimento à mulher.
  • Horários de atendimento: ampliação dos horários de funcionamento dos institutos médico-legais e dos serviços de atendimento à mulher em situação de violência.
  • Monitoramento do agressor: implementação de monitoramento eletrônico do agressor.
  • Reeducação do agressor: reeducação e acompanhamento psicossocial do agressor.
  • Educação policial: disciplina específica de enfrentamento da violência contra a mulher nos cursos regulares das instituições policiais.

Participaram da assinatura da sanção do Projeto de Lei nº 501/2019, além do presidente Lula, a primeira-dama, Janja Lula da Silva; a ministra das Mulheres, Cida Gonçalves; o ministro da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, Alexandre Padilha; a senadora Janaína Farias; as deputadas federais Erika Kokay e Benedita da Silva; a secretária Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres do Ministério das Mulheres, Denise Dau; a secretária-adjunta de Assuntos Parlamentares da SRI, Vivian Mendes; e a coordenadora do Observatório da Mulher contra a violência do Senado Federal, Maria Teresa Prado.

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Fonte: SECOM-PR – Foto: Ricardo Stuckert/PR

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