MP muda de posição e pede R$ 4 milhões de Monark após fala sobre nazismo

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O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) mudou de posição e passou a pedir a condenação do influenciador Monark ao pagamento de R$ 4 milhões por danos morais, após declarações feitas em 2022 sobre a legalização de um partido nazista no Brasil. A reviravolta ocorre depois que um novo promotor assumiu o caso, revertendo o entendimento anterior que defendia o arquivamento.

A mudança recoloca o episódio no centro do debate sobre os limites da liberdade de expressão e pode influenciar decisões futuras envolvendo discursos públicos e ideologias extremistas.

Em março, o promotor Marcelo Otavio Camargo Ramos havia se manifestado pelo arquivamento da ação. Na avaliação dele, as falas de Monark representavam uma defesa abstrata — ainda que controversa — da liberdade de expressão, sem configurar infração passível de condenação.

O cenário mudou em abril, com a entrada do promotor Ricardo Manuel Castro no caso. Em nova manifestação, ele pediu que a Justiça desconsidere o posicionamento anterior e sustenta que houve defesa explícita da criação de um partido nazista e da possibilidade de práticas antissemitas.

Segundo o novo parecer, esse tipo de discurso não está protegido pela liberdade de expressão. Para o promotor, não é admissível tratar como direito a manifestação de ideias que legitimem discriminação ou ideologias extremistas.

A defesa de Monark reagiu e afirmou ter recebido a nova manifestação com “espanto”. Os advogados alegam que as declarações foram interpretadas de forma isolada e fora de contexto, sustentando que o influenciador expressava uma visão ideológica baseada na liberdade absoluta de expressão e associação.

O caso remonta a 2022, quando Monark participou de um episódio do podcast Flow ao lado de parlamentares. Na ocasião, apesar de criticar o nazismo, afirmou que, em sua visão, um partido nazista deveria ter reconhecimento legal — fala que gerou forte repercussão negativa.

As consequências foram imediatas: perda de patrocinadores e o desligamento do influenciador do programa. Meses depois, ele deixou o Brasil alegando perseguição política e retornou ao país no ano seguinte.

Agora, com o novo pedido de condenação, a ação civil pública ganha novo peso e pode se tornar um marco na definição dos limites legais da liberdade de expressão no Brasil.

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Imagem: Reprodução/YouTube/Flow Podcast

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STJ restabelece indenização de R$ 1 milhão à família de estudante morta em excursão escolar

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O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu restabelecer em R$ 1 milhão o valor da indenização por danos morais à família de Victoria Mafra Natalini, que morreu aos 16 anos durante uma excursão escolar em 2015. A jovem era aluna da Escola Waldorf Rudolf Steiner, na zona sul da capital paulista.

A decisão foi tomada na terça-feira (3) e reformou entendimento do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), que havia reduzido a indenização para R$ 400 mil. Para o relator do caso, ministro Antônio Carlos Ferreira, a redução contrariou os princípios da razoabilidade e da proporcionalidade diante da gravidade dos fatos.

Segundo a defesa da família, o voto do relator reconheceu a negligência da instituição de ensino, ao ressaltar que pais confiam às escolas “aquilo que têm de mais precioso”. O acórdão tem previsão de publicação nesta terça-feira (10).

Procurada, a escola não se manifestou até o momento. O espaço segue aberto para posicionamento.

Entenda o caso

Em setembro de 2015, Victoria participava de uma excursão escolar com cerca de 20 estudantes à Fazenda Pereiras, em Itatiba, no interior de São Paulo. A atividade fazia parte do calendário pedagógico da escola.

Na tarde do dia 16, a adolescente se afastou do grupo em uma área de mata e não retornou. De acordo com a defesa da família, Victoria teria ido sozinha até um banheiro localizado a aproximadamente um quilômetro do local onde os alunos estavam, sem acompanhamento de monitores.

O desaparecimento só foi comunicado horas depois, quando uma funcionária da fazenda acionou o Corpo de Bombeiros. O corpo da jovem foi encontrado no dia seguinte.

A perícia inicial do Instituto Médico-Legal apontou causa da morte como inconclusiva. Posteriormente, um laudo complementar, elaborado a pedido da família, concluiu que Victoria morreu por estrangulamento. Até hoje, o autor do crime não foi identificado.

Decisão e repercussão

Segundo o advogado da família, Rui Celso Reali Fragoso, todas as instâncias da Justiça reconheceram a responsabilidade da escola pelo ocorrido. “O valor não repara a perda, mas tem caráter pedagógico e serve para inibir condutas irresponsáveis no dever de cuidado com alunos, dentro ou fora da escola”, afirmou.

Após a decisão, o pai de Victoria, João Carlos Natalini, publicou um desabafo nas redes sociais celebrando o reconhecimento judicial da responsabilidade da instituição. A decisão do STJ reforça o entendimento de que escolas respondem civilmente pela segurança de alunos durante atividades extracurriculares, especialmente quando há falhas na supervisão e no acompanhamento.

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Foto: Reprodução

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Brasil tem mais de 200 mil pessoas presas aguardando julgamento, aponta relatório

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O Brasil tem 208.882 pessoas que estão presas, mas ainda aguardam o julgamento dos seus processos. De acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, um em cada quatro presos são provisórios. Os dados foram divulgados na semana passada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FSP).

Em comparação com 2022, o levantamento, que considera dados de 2023, aponta que houve uma redução de apenas 0,8% no número de presos provisórios, já que naquele ano havia 210.687 pessoas aguardando julgamento.

No total, há 852.010 pessoas encarceradas, um aumento de 2,4% em relação a 2022. Negros são maioria dos presos (69,1%), seguidos por brancos (29,7%), amarelos (1%) e indígenas (0,2%).

Além disso, segundo o estudo, a maioria proporcional dos presos provisórios está em Sergipe (56,3%). Em seguida, aparecem Bahia (44,1%) e Piauí (39,9%).


Fonte: TV Cultura – Foto: wsmahar

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