PSD dispara na Alesp após janela partidária e PSDB encolhe a uma cadeira

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O fechamento da janela partidária na última sexta-feira (3) redesenhou o mapa político da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). O PSD saltou para 11 deputados e se tornou a terceira maior bancada da Casa, enquanto o PSDB sofreu um colapso histórico e ficou com apenas uma representante.

O avanço do partido comandado por Gilberto Kassab consolida uma mudança de força no Legislativo paulista, com impacto direto na articulação política e nas decisões estratégicas da Assembleia.

A virada começou antes mesmo da janela oficial. Em fevereiro, sete deputados estaduais deixaram o PSDB e migraram para o PSD, movimento que foi formalizado dentro do prazo legal e ampliado com novas adesões.

Entre os nomes que trocaram de partido estão Analice Fernandes, Maria Lúcia Amary, Mauro Bragato, Rogério Nogueira, Barros Munhoz, Carlão Pignatari e Carla Morando. O PSD também incorporou Dirceu Dalben, que estava no Cidadania.

Do outro lado, o PSDB, que por décadas dominou a política paulista, viu sua bancada praticamente desaparecer. A sigla passou a contar apenas com Ana Carolina Serra, que fez o caminho inverso ao se filiar ao partido após deixar o Cidadania.

A crise tucana se aprofundou com a saída de nomes relevantes, como Bruna Furlan, que optou pelo Republicanos, partido ligado ao governador Tarcísio de Freitas.

Com apenas uma cadeira, o PSDB perde espaço institucional na Alesp, deixando de ter liderança própria e reduzindo sua influência em comissões e decisões da Mesa Diretora.

Enquanto isso, o cenário também mudou em outras frentes. O PT manteve sua bancada, o PSB cresceu com a chegada de Marina Helou, e partidos como Cidadania, PDT e Rede ficaram sem representação na Casa.

As movimentações refletem o reposicionamento dos partidos de olho nas eleições, com deputados buscando fortalecer suas bases e ampliar chances de reeleição. No cenário atual, a nova configuração da Alesp já começa a influenciar o equilíbrio de forças no estado.

Gráfico: Hora de S. Paulo | Fonte: Alesp

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Foto: Rodrigo Costa/Alesp

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Bruna Furlan oficializa filiação ao Republicanos e mira reeleição em SP

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A deputada estadual Bruna Furlan oficializou sua filiação ao Republicanos, partido ligado ao governador Tarcísio de Freitas, e reposiciona sua estratégia para a disputa pela reeleição. A mudança foi consolidada dentro do prazo da janela partidária, encerrada na última sexta-feira (3).

A nova filiação já consta nos registros da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), embora tenha ocorrido de forma discreta. A movimentação confirma articulações políticas antecipadas e altera o cenário partidário no estado.

A saída de Bruna Furlan do PSDB simboliza o enfraquecimento da sigla em São Paulo. Após décadas de protagonismo, o partido passa a ter apenas um representante na Alesp, evidenciando a perda de espaço político.

No novo cenário, o PSD foi a legenda que mais cresceu em número de deputados estaduais e ocupa a terceira posição, atrás de PL e PT. O Republicanos, nova sigla da deputada, aparece na sequência, seguido por União Brasil e Podemos.

Nos bastidores, a mudança é vista como estratégica. A aproximação com o grupo político do governador amplia o campo de atuação de Bruna Furlan, especialmente em pautas ligadas à saúde e políticas públicas no estado.

Analistas apontam que a filiação fortalece seu posicionamento para a próxima eleição, consolidando alianças e ampliando sua base política para a disputa pela reeleição.

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Foto: Larissa Navarro/Alesp

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Câmara de Barueri: 15 vereadores mudaram de partido durante a ‘janela partidária’

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A ‘janela partidária’ é um período que a legislação eleitoral estabelece para que vereadores mudem de partidos sem o risco de perder o mandato, o prazo ocorreu entre os dias 7 de março e 5 de abril.

Na Câmara de Barueri, a ampla maioria dos vereadores decidiram aproveitar o período para trocar de legenda, dos 21 vereadores, 15 decidiram utilizar a ‘janela partidária’ e trocar de partido para disputar a eleição, que ocorre em outubro deste ano.

Outro ponto importante com o fim da ‘janela’, é que com a mudança dos parlamentares fez com que desaparecessem alguns partidos da Câmara, com destaque o PDT, que era a legenda com maior número de representantes na Casa de Leis, com 4 vereadores e ficou sem nenhum. Outro partido em destaque é o PSB, que não tinha representantes e ganhou 3 vereadores.

O pré-candidato à Prefeitura de Barueri, Beto Piteri, que tem o apoio do prefeito Rubens Furlan, manteve o apoio da maioria dos vereadores na Câmara e contribuiu para que os parlamentares pudessem trocar de partido.

Veja abaixo quem são os vereadores que trocaram e os que decidiram não trocar de partido.

Mudaram de partido, são eles:

VereadoresPartido anteriorPartido atual
Toninho FurlanPDTSOLIDARIEDADE
Levi JânioAVANTEPSB
Dra. ClaudiaPDTPSB
Rafael CarvalhoUNIÃOREPUBLICANOS
Reinaldo CamposPTBPL
Ornedo NevesPDTREPUBLICANOS
Robertinho MendonçaSOLIDARIEDADEPRD
KascataUNIÃOSOLIDARIEDADE
Allan MirandaPSDBUNIÃO
Thiago RodriguesPDTPSB
Wilden SilvaPTBPP
Leandrinho DantasPRTBPSD
José de MeloREPUBLICANOSPMN
FabiãoPSDBMDB
Keu OliveiraPTBPV

Permaneceram no partido, são eles:

VereadoresPartido
Tania GianelliUNIÃO
Hélio JuniorPL
Wilson ZuffaREPUBLICANOS
Mary RodriguesPSDB
Cris da MaternalPSDB
Rodrigo RodriguesPODEMOS

Leia também: Governador de São Paulo recebe Jonatas Randal no Republicanos


Foto: Marco Miatelo/CMB

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Deputados aproveitam janela partidária para firmar alianças nos municípios

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Sem votações na Câmara nesta semana, deputados retornaram aos estados para negociar apoios em suas bases eleitorais. Terminou nesta sexta-feira (5) o prazo para que vereadores se desfiliem de seus partidos atuais caso busquem a reeleição ou pretendam concorrer ao cargo de prefeito representando outra legenda. A filiação partidária para se candidatar nas eleições municipais deste ano deve ser feita até este sábado (6), seis meses antes do primeiro turno.

Esse período, que começou no dia sete de março, é conhecido como janela partidária. A regra foi regulamentada pela Reforma Eleitoral de 2015 (Lei 13.165/15). A janela é um intervalo de 30 dias, aberto apenas nos anos eleitorais, em que os detentores de mandatos obtidos em eleições proporcionais, como é o caso dos vereadores, podem mudar de partido sem perder o cargo que ocupam.

As eleições municipais no Brasil em 2024 ocorrerão em 6 de outubro. – Foto: Antônio Cruz/Ag. Brasil

Também são definidos por eleições proporcionais os cargos de deputados distritais, estaduais e federais, mas como o pleito deste ano é municipal, apenas os vereadores serão beneficiados por essa janela.

Esta última semana de prazo para a troca de partidos esvaziou a Câmara. Não foram marcadas sessões de votação. O consultor legislativo Márcio Rabat comenta a importância de os deputados federais participarem das negociações políticas em seus municípios. “As eleições são sempre um momento muito importante da representação política e uma das funções principais do representante é fortalecer o seu grupo político porque só assim suas propostas vão pra frente”, ressaltou.

O deputado Giovani Cherini (PL-RS), vice-líder de seu partido na Câmara, também defende a importância da presença dos deputados nesse período. “O papel dos deputados federais nas eleições de 2024 é fundamental no sentido de fazer a base. O vereador é a base da pirâmide política e nós temos que visitar os municípios, encontrar as pessoas e construir os partidos políticos. O deputado federal e os deputados estaduais são fundamentais nesse processo“.

A deputada Alice Portugal (PCdoB-BA), vice-líder da federação PT-PCdoB-PV na Câmara, destacou que, agora, são estabelecidos os alicerces para as eleições gerais de 2026. “O papel dos parlamentares é fazer o diálogo com as lideranças em cada município do Brasil. É um processo cansativo, é um processo exaustivo, mas ao mesmo tempo é um processo onde renovam-se opiniões, onde estabelecem-se acordos e pactuações para as eleições municipais e garante-se a construção do preâmbulo, do alicerce para as eleições parlamentares e majoritárias daqui a dois anos.”

Fidelidade partidária

A janela foi criada como uma solução depois de decisão do Tribunal Superior Eleitoral, que foi confirmada pelo Supremo Tribunal Federal e estabeleceu que, no caso dos cargos obtidos em eleições proporcionais, o mandato pertence ao partido. Assim, fazendo a troca de legenda, fora da janela, o deputado ou vereador perde o mandato.

O consultor legislativo Márcio Rabat explica que, depois dessa decisão, foi preciso achar uma saída, pois uma das possibilidades para que o político não perdesse o mandato, de acordo com a nova regra, era a criação de uma nova legenda. “Quem estava desconfortável em seu partido precisava de uma saída e foram criados muitos partidos novos, que já começavam com uma certa força de bancada e isso foi fundamental para uma retomada da fragmentação partidária. Em um determinado momento, o próprio Congresso percebeu que não teria como se contrapor à decisão do Supremo Tribunal Federal, mas precisaria mudar regras.”

Existem ainda outras duas situações que permitem a mudança de legenda com justa causa, sem a perda do mandato: desvio do programa partidário ou grave discriminação pessoal.

Leia também: Após assinar filiação no Republicanos, Beto Piteri agora é 10


Fonte: Agência Câmara de Notícias – Foto: Fernando Frazão/Ag. Brasil

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