Dia do Ciclista: 10 destinos para conhecer pedalando em SP

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Roteiros passam por trilhas, estradas rurais, praias, serras e cidades históricas em diferentes regiões do estado

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São Paulo oferece roteiros para quem quer conhecer o estado de uma forma diferente: sobre duas rodas.

No Dia Nacional do Ciclista, celebrado nesta quarta-feira, 19 de agosto, a Secretaria de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo destacou destinos que podem ser explorados de bicicleta, com percursos que atravessam estradas rurais, áreas de mata, praias, serras, rios e pequenas comunidades.

As opções atendem desde quem busca um passeio mais tranquilo até ciclistas acostumados a trajetos de mountain bike e percursos com maior nível de dificuldade.

Confira dez destinos para explorar pedalando pelo estado.

1. Caminho do Sal

O Caminho do Sal é uma das opções para quem quer percorrer uma rota que mistura natureza e história.

O trajeto tem 53,5 quilômetros e passa por São Bernardo do Campo, Paranapiacaba, em Santo André, e Mogi das Cruzes.

A rota é especialmente procurada por praticantes de mountain bike e pode ser feita completa ou dividida em três trechos: Caminho do Zanzalá, Caminho dos Carvoeiros e Caminho de Bento Ponteiro.

O tempo médio para completar todo o percurso é de cerca de cinco horas.

2. Rota da Madeira, em Santo André

Também na região do ABC Paulista, a Rota da Madeira oferece um percurso de 34 quilômetros indicado para mountain bike.

O caminho passa por áreas serranas e de floresta e guarda referências dos antigos trajetos utilizados para o transporte de carvão.

O percurso pode ser concluído, em média, em quatro horas.

3. Serra Negra

Em Serra Negra, os ciclistas encontram diferentes opções de rotas, com níveis que vão do fácil ao mais desafiador.

São seis percursos voltados ao mountain bike e quatro destinados à bike speed.

Entre os destaques está a Rota dos Lagos, com 21 quilômetros, que passa pelo Parque Ecológico Adib João Dib. Já a Rota das Capelas chega a 50 quilômetros e exige maior preparo físico.

O município também oferece roteiros como a Rota do Café e os caminhos conhecidos como Queijo e Vinho.

4. São José dos Campos

São José dos Campos reúne ciclorrotas voltadas tanto para ciclistas iniciantes quanto para os mais experientes.

Entre os percursos estão a Rota dos Muriquis, com saída do Parque Ribeirão Vermelho, a rota São José dos Campos, que parte do Parque Municipal dos Pássaros, e a rota da Represa do Jaguari.

A proposta é combinar atividade física, contato com a natureza e experiências ligadas à cultura local.

5. Socorro

Conhecida pelo turismo de aventura, Socorro possui mais de 1.300 quilômetros de caminhos rurais, trilhas e estradas de terra.

Entre as principais opções estão os roteiros do Rio do Peixe, da Pompéia, do Centro Histórico e do Cristo.

Outro destaque é o Colina Bike Park, que reúne mais de 20 trilhas com alternativas para ciclistas de diferentes níveis de experiência.

6. Vale do Ribeira

No município de Barra do Turvo, a Rota Pedal da Barra oferece um percurso que atravessa áreas de preservação ambiental.

O trajeto começa no bairro Rio Vermelho e passa pela Área de Proteção Ambiental dos rios Vermelho e Pardinho, seguindo por áreas localizadas no interior do Parque Estadual Rio do Turvo.

O tempo médio do percurso é de aproximadamente duas horas e meia.

7. Itanhaém

Para quem prefere o litoral, Itanhaém reúne cerca de 26 quilômetros de praias, baías, enseadas e costões rochosos.

Entre as opções para explorar a cidade estão roteiros históricos e culturais, percursos pelas praias e caminhos até a Cachoeira Três Quedas.

O município também conta com grupos de ciclistas que promovem passeios durante o dia e à noite.

8. Guararema

Em Guararema, os roteiros aproveitam paisagens verdes e trechos ligados à história ferroviária da região.

Um dos caminhos acompanha o antigo traçado da Estrada de Ferro Central do Brasil, ligando a estação ferroviária do centro à Vila de Luís Carlos.

Outra alternativa é a Rota Verde, que liga a Vila de Luís Carlos ao Parque Municipal da Pedra Montada, passando por trechos asfaltados, estradas de terra e caminhos de cascalho.

9. Cuesta Paulista

O projeto Cuesta Cicloturismo reúne diferentes municípios e oferece roteiros voltados ao turismo de aventura.

Em Itatinga, os ciclistas podem percorrer estradas que ligam diferentes pontos turísticos da cidade.

Entre as opções está a Rota 17K Horto, que segue por estradas de terra até a estação ambiental ESALQ-Horto Florestal e termina em uma cachoeira.

Outra alternativa é a Rota 26K Igrejinha/Abadia/Sabesp/80 Alqueires, que passa pela Abadia de Itatinga e pelo reservatório da Sabesp.

10. Itapeva

Com um território extenso e relevo diversificado, Itapeva oferece opções para diferentes perfis de ciclistas.

No Circuito Caipira de Cicloturismo, o percurso parte e retorna à região da catedral, passando por vales, serras, cachoeiras, vilarejos e bairros rurais.

Um dos destaques é a Rota dos Cânions, que passa pelos cânions Itanguá, Pirituba e Bom Sucesso e inclui mirantes e paisagens naturais ao longo do caminho.

Pedalar também é uma forma de conhecer São Paulo

Os roteiros mostram que o cicloturismo vai muito além das atividades esportivas.

Em diferentes regiões do estado, a bicicleta pode ser utilizada como uma forma de conhecer paisagens, cidades, áreas de preservação ambiental, comunidades rurais e pontos históricos.

Antes de iniciar qualquer percurso, especialmente os mais longos ou realizados em áreas rurais e trilhas, a recomendação é verificar as condições da rota, o nível de dificuldade e as condições climáticas.


Foto: Divulgação/GESP

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Veja o que pode e o que não pode ser cobrado no comércio das praias, segundo Procon-SP

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Diante do aumento das reclamações sobre cobranças abusivas e indevidas em praias do litoral paulista — tema que tem ganhado amplo espaço nos veículos de comunicação — o Procon-SP lança a campanha #ConsumoNaPraia, com um folder informativo voltado à orientação dos consumidores que frequentam praias nesta temporada.

O material reúne, de forma clara e didática, o que pode, o que não pode ser cobrado por ambulantes, barracas e quiosques, além de indicar os direitos do consumidor e os canais corretos para reclamação. O folder ficará disponível para download dos consumidores-turistas no site, terá divulgação nas redes sociais do Procon-SP e será compartilhado com Procons municipais de cidades litorâneas de SP e outros estados, que poderão imprimir para distribuir em suas praias.

“A praia é um espaço de lazer e descanso e não pode se transformar em motivo de transtorno ou prejuízo financeiro para o consumidor. Entendemos que em períodos de demanda elevada os preços sobem; mas, eventuais irregularidades precisam ser evitadas e a informação é sempre a melhor forma de prevenir abusos e conflitos”, destaca o diretor Executivo do Procon-SP Luiz Orsatti.

O folder e os cards para download com as dicas estão disponíveis na internet.

O que pode ser cobrado:

  • Ambulantes, barracas e quiosques devem ter autorização da Prefeitura, e o consumidor pode pedir para ver o alvará
  • É permitida a cobrança pelo uso de cadeiras e guarda-sóis, respeitando as regras municipais;
  • O consumidor pode levar alimentos e bebidas de fora, pagando apenas pela ocupação das mesas, cadeiras ou guarda-sóis;
  • Produtos e serviços podem ser cobrados, desde que o consumidor seja informado previamente, antes de sentar e consumir.

O que não pode:

  • Exigir consumação mínima para uso de cadeiras, mesas ou guarda-sóis;
  • Condicionar o uso do mobiliário ao consumo de produtos do próprio comerciante (venda casada);
  • Cobrança antecipada: o pagamento deve ocorrer após o consumo ou a prestação do serviço.

É obrigatório

  • Informar os preços antes de o consumidor se acomodar;
  • Exibir preços em cardápios e/ou tabelas visíveis e em versões impressas;
  • Informar, nos cardápios ou tabelas, os canais de reclamação como Ouvidoria da Prefeitura, Guarda Civil, Procon Municipal ou Procon-SP.

Onde reclamar

O material também orienta o consumidor sobre a quem recorrer, conforme o problema:

  • Higiene e conservação de alimentos e bebidas: Vigilância Sanitária municipal ou estadual;
  • Licença e fiscalização do local: Prefeitura, por meio das Ouvidorias;
  • Direitos do consumidor (preços, venda casada, consumação mínima): Procon Municipal ou Procon-SP – www.procon.sp.gov.br.

Alertas importantes ao consumidor

O folder reforça ainda que:

  • Não existe tabelamento de preços no Brasil, por isso é fundamental verificar os valores antes de consumir;
  • Pesquisar entre as várias barracas e quiosques também é uma dica interessante;
  • Sempre pedir nota fiscal, recibo ou comprovante de pagamento;
  • Casos de abusos de preços podem ser analisados pelo Procon-SP ou levados à Justiça, sendo essencial identificar corretamente o fornecedor;
  • Atenção redobrada ao uso de QR Codes para pagamento, pois há registros de adulterações;
  • Evitar situações de conflito, que podem resultar em episódios de violência.

Com a campanha #ConsumoNaPraia, o Procon-SP reforça seu papel de orientação, prevenção e defesa do consumidor, promovendo relações de consumo mais transparentes, seguras e equilibradas, especialmente em um período de grande fluxo turístico no litoral paulista.

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Fonte: GESP | Foto: Fred Casagrande/Arquivo/PMPG

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Praia está própria para banho? Veja como consultar a balneabilidade no litoral de SP

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Antes de entrar no mar, além do protetor solar e da garrafa de água, um cuidado simples pode evitar dor de cabeça nas férias: conferir se a praia está própria para banho. No litoral de São Paulo, essa informação é atualizada semanalmente pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), que monitora a qualidade da água de 175 praias ao longo de todo o ano.

Toda quinta-feira, a Cetesb divulga um novo boletim de balneabilidade em seu site e no aplicativo oficial (disponível para Android e iOS). No mesmo dia, as bandeiras de sinalização também são trocadas nas praias monitoradas: verde para praias próprias e vermelha para as impróprias.

O monitoramento é realizado há mais de 50 anos. Técnicos coletam amostras de água sempre no mesmo ponto — exatamente onde os banhistas entram no mar —, a um metro de profundidade e em horário padronizado. O material é levado aos laboratórios da companhia para a análise da presença de Enterococos, bactérias microscópicas que indicam contaminação fecal.

É essa análise que determina a chamada balneabilidade, termo técnico usado para indicar se a água oferece ou não risco à saúde. Os critérios seguem a legislação ambiental brasileira e padrões internacionais, considerando a possibilidade de contaminações que podem causar problemas gastrointestinais, infecções de pele e de ouvido.

Segundo a gerente do Setor de Águas Litorâneas da Cetesb, Claudia Lamparelli, a avaliação não pode ser feita apenas visualmente. “A água pode parecer limpa e, ainda assim, estar imprópria para banho. Os Enterococos são nossos sinais de alerta”, explica.

Uma praia é classificada como imprópria quando duas ou mais amostras das últimas cinco semanas ultrapassam 100 colônias de Enterococos por 100 mL de água, ou quando a coleta mais recente supera 400 colônias. O histórico de cinco semanas ajuda a identificar tendências, evitando decisões baseadas em variações pontuais.

Os dados divulgados pela Cetesb também servem de base para ações de prefeituras e concessionárias de saneamento, como manutenção de redes de esgoto, identificação de ligações irregulares e melhorias na drenagem urbana.

Mesmo em praias liberadas, a recomendação é manter a cautela. Após chuvas intensas, o ideal é evitar o banho de mar por pelo menos 24 horas. Também é indicado manter distância de rios, córregos e canais que deságuam na praia, locais com maior risco de contaminação.

Outros fatores, como floração de algas, derramamento de óleo ou descargas acidentais de poluentes, também podem tornar o banho de mar inadequado temporariamente. Por isso, antes de aproveitar a praia, vale sempre conferir o boletim mais recente e observar a sinalização no local.

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Foto: Divulgação/GESP

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