Castello, Raposo e Rodoanel ampliam uso de inteligência artificial nas rodovias

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Castello Branco, Raposo Tavares, Rodoanel e outras rodovias recebem tecnologias capazes de identificar acidentes, veículos suspeitos e situações de risco em tempo real

O Governo de São Paulo está ampliando o uso de inteligência artificial nas rodovias concedidas do estado para fortalecer a segurança viária, agilizar o atendimento de ocorrências e integrar o monitoramento ao Programa Muralha Paulista.

As medidas envolvem a instalação de milhares de câmeras inteligentes, leitores automáticos de placas, sistemas de análise de tráfego e centros operacionais conectados 24 horas por dia às forças de segurança.

Segundo o governo, a iniciativa faz parte da estratégia de transformação digital da malha rodoviária paulista.

Mais de 4 mil câmeras integradas à segurança pública

Um dos principais projetos prevê a integração entre a Secretaria da Segurança Pública (SSP), a Secretaria de Parcerias em Investimentos (SPI), a Artesp e a Arsesp.

Por meio da parceria, mais de 4 mil câmeras de monitoramento e cerca de 350 equipamentos de leitura automática de placas (OCR) passarão a fornecer informações em tempo real para o Programa Muralha Paulista, ampliando a capacidade de identificação de veículos roubados, foragidos da Justiça e outras ocorrências.

Rodoanel terá monitoramento inteligente

No Rodoanel Mário Covas, o Governo do Estado autorizou um investimento inicial superior a R$ 284 milhões para implantação do programa Rodoanel Seguro.

O projeto prevê monitoramento dos 174 quilômetros da via durante 24 horas por dia, utilizando:

  • câmeras 4K;
  • reconhecimento facial;
  • leitura automática de placas;
  • sensores para detectar invasões;
  • iluminação inteligente;
  • rede de fibra óptica em toda a extensão.

A inteligência artificial permitirá identificar acidentes, veículos parados, pedestres na pista e tentativas de invasão, reduzindo o tempo de resposta das equipes operacionais e da Polícia Militar Rodoviária.

Raposo e Castello recebem novas câmeras

Nos cerca de 75 quilômetros concedidos das rodovias Castello Branco (SP-280) e Raposo Tavares (SP-270) já operam 48 câmeras inteligentes, enquanto outras 177 estão sendo instaladas para ampliar a cobertura do monitoramento.

As rodovias também recebem o Sistema Analisador de Tráfego (SAT), tecnologia capaz de contar, pesar e classificar veículos, além de registrar velocidades médias e fornecer dados para a gestão do tráfego.

Outro recurso disponível aos usuários é o sistema digital de solicitação de ajuda, que permite acionar as equipes de atendimento mesmo sem consumo de dados móveis.

Inteligência artificial identifica situações de risco

As novas câmeras utilizam inteligência artificial para detectar automaticamente diferentes situações, entre elas:

  • acidentes;
  • veículos parados;
  • circulação na contramão;
  • pedestres na pista;
  • objetos sobre a via;
  • uso de celular ao volante;
  • motoristas sem cinto de segurança (em alguns corredores rodoviários).

Os alertas são enviados automaticamente aos Centros de Controle Operacional (CCOs), permitindo respostas mais rápidas.

Atendimento digital e integração com aplicativos

Além do monitoramento, o Governo de São Paulo também amplia os serviços digitais nas rodovias.

Entre as novidades estão:

  • totens de autoatendimento com chamada de vídeo;
  • atendimento por WhatsApp;
  • assistente virtual para usuários dos pórticos eletrônicos;
  • cobertura 4G em novos trechos;
  • integração entre os Centros de Controle Operacional e aplicativos como o Waze, permitindo o compartilhamento de informações sobre acidentes, congestionamentos e ocorrências em tempo real.

Segundo o Governo do Estado, o objetivo das novas tecnologias é reduzir acidentes, melhorar a fluidez do trânsito, aumentar a segurança dos usuários e tornar a operação das rodovias paulistas mais eficiente.

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Foto: Divulgação/Ecovias Raposo Castello

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Castello Branco terá câmeras com IA para flagrar uso de celular e falta de cinto

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Tecnologia será expandida para a rodovia após testes na Raposo Tavares; autuações só acontecem após validação da Polícia Militar Rodoviária

Motoristas que utilizam a Rodovia Castello Branco (SP-280) passarão a contar com um novo sistema de fiscalização baseado em inteligência artificial. A tecnologia, desenvolvida pela Ecovias Raposo Castello, será utilizada para identificar comportamentos de risco, como o uso de celular ao volante e a falta do cinto de segurança.

Diferentemente dos radares de velocidade, as câmeras inteligentes não aplicam multas automaticamente. O sistema apenas identifica possíveis infrações e encaminha as imagens para análise da Polícia Militar Rodoviária. Somente após a confirmação visual feita por um policial é que uma autuação poderá ser emitida, conforme prevê a legislação brasileira.

Como funciona a fiscalização com inteligência artificial

Os equipamentos utilizam algoritmos de visão computacional capazes de monitorar veículos em movimento durante o dia e também à noite.

O processo acontece em três etapas:

  • A inteligência artificial identifica indícios de infrações, como uso do celular ou ausência do cinto de segurança;
  • As imagens são encaminhadas para análise da Polícia Militar Rodoviária;
  • Apenas após a validação humana a infração pode resultar em multa. Caso não seja possível confirmar a irregularidade, o registro é descartado.

Segundo a concessionária, a tecnologia atua como ferramenta de apoio à fiscalização e não substitui o trabalho dos policiais.

Testes já apontam mais de mil possíveis infrações

O sistema já está em operação experimental na Rodovia Raposo Tavares (SP-270), nos quilômetros 19 e 28.

De acordo com a Ecovias Raposo Castello, em apenas 72 horas de funcionamento, os equipamentos registraram mais de mil indícios de infrações.

As ocorrências mais frequentes foram:

  • motoristas dirigindo sem o cinto de segurança;
  • passageiros sem o cinto;
  • uso de telefone celular durante a condução.

A concessionária afirma que os resultados reforçam o potencial da tecnologia para reduzir comportamentos que aumentam o risco de acidentes.

Velocidade média ainda depende de regulamentação

Outro projeto em estudo é a implantação da fiscalização por velocidade média.

Nesse modelo, o sistema calcula o tempo gasto pelo veículo entre dois pontos da rodovia para verificar se a velocidade média ultrapassou o limite permitido.

Segundo a concessionária, a tecnologia já existe, mas sua utilização ainda depende de regulamentação e debates sobre a legislação brasileira.

Celular e falta de cinto aumentam o risco de acidentes

Dados da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet) mostram que o uso do cinto de segurança reduz o risco de morte em cerca de 60% para ocupantes dos bancos dianteiros e 44% para passageiros do banco traseiro.

Já o uso do celular ao volante pode aumentar em até 400% o risco de acidentes. Durante a digitação de mensagens, esse risco pode ser até 23 vezes maior, segundo a entidade.

A expectativa é que a expansão do sistema para a Castello Branco contribua para reduzir essas infrações e aumentar a segurança viária.

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Foto: Edson Mesquita Jr/Hora SP

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O mercado que muitos pequenos negócios ainda ignoram – por Adriana Vasconcellos Soares

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Durante muito tempo, boa parte das estratégias de marketing concentrou seus esforços em conquistar consumidores mais jovens. Afinal, acreditava-se que inovação, consumo e crescimento estavam diretamente ligados às novas gerações. Mas os números mostram que essa lógica já não explica completamente o mercado brasileiro. Uma parcela cada vez mais ativa da economia é formada por pessoas com mais de 50 anos. Conhecida como “geração prateada” ou “economia prateada”, essa população reúne profissionais experientes, consumidores com maior poder aquisitivo e pessoas que permanecem economicamente ativas por muito mais tempo do que ocorria décadas atrás.

Dados divulgados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostram que, somente em 2024, brasileiros entre 50 e 79 anos produziram cerca de R$ 89 bilhões por mês em renda do trabalho, o equivalente a 20% de toda a renda do trabalho do país. Além disso, essa parcela da população movimenta outros R$ 12 bilhões mensais provenientes de aposentadorias e pensões, ampliando significativamente sua capacidade de consumo.

Mais do que números, esse cenário revela uma mudança de comportamento. A ideia de que pessoas acima dos 50 anos estão encerrando a vida profissional já não reflete a realidade de uma parcela significativa da população. Muitos permanecem no mercado por escolha, ocupando cargos de liderança, atuando como consultores, empreendedores, professores e profissionais liberais. Outros iniciam uma segunda ou até uma terceira carreira, expressão utilizada para descrever profissionais que, após anos de experiência em uma área, decidem empreender ou seguir um novo caminho profissional. Há ainda quem permaneça trabalhando simplesmente porque deseja continuar produzindo, aprendendo e participando da vida econômica e social.

Ao mesmo tempo, trata-se de um público mais escolarizado, com maior expectativa de vida, mais autonomia financeira e disposição para investir em qualidade de vida, viagens, saúde, educação, tecnologia, lazer e experiências. Apesar disso, muitas pequenas empresas continuam direcionando praticamente toda sua comunicação para públicos mais jovens. Esse talvez seja um dos maiores erros estratégicos de posicionamento.

Quem conversa apenas com um perfil de consumidor pode deixar de enxergar um mercado altamente qualificado, fiel e disposto a consumir produtos e serviços que atendam suas necessidades reais.

Mas conquistar esse público não depende apenas de adaptar campanhas publicitárias, o maior desafio é construir confiança. É justamente nesse contexto que a comunicação estratégica e a assessoria de imprensa assumem um papel fundamental.

Consumidores mais maduros costumam valorizar reputação, credibilidade e histórico antes de tomar decisões. Eles pesquisam, comparam informações, procuram referências e tendem a confiar mais em empresas que demonstram autoridade no mercado.

Nesse contexto, entrevistas, reportagens, artigos assinados e presença recorrente na imprensa funcionam como importantes elementos de validação. Quando uma empresa aparece em veículos de comunicação explicando tendências, compartilhando conhecimento ou oferecendo orientações ao mercado, ela deixa de ser apenas mais uma opção comercial e passa a ser percebida como referência.

Esse movimento ganha ainda mais importância com o avanço da inteligência artificial. Ferramentas como Google AI Overviews, ChatGPT, Gemini e Perplexity passaram a utilizar conteúdos publicados em fontes confiáveis para construir respostas aos usuários. Isso significa que uma estratégia consistente de assessoria de imprensa fortalece não apenas a reputação perante as pessoas, mas também aumenta a presença digital em ambientes utilizados pelas inteligências artificiais.

Para pequenos negócios, essa pode ser uma oportunidade importante. Enquanto grandes empresas disputam investimentos elevados em mídia paga, negócios locais podem conquistar espaço produzindo conteúdo útil, compartilhando conhecimento especializado e construindo autoridade por meio da imprensa. Mais do que vender produtos, trata-se de construir relacionamento com um público que valoriza experiência, consistência e confiança.

O envelhecimento da população brasileira costuma ser apresentado como um desafio econômico. No entanto, especialistas defendem que ele também representa uma oportunidade de desenvolvimento, desde que empresas e governos saibam aproveitar o potencial produtivo e consumidor dessa geração.

Para quem atua com pequenos negócios, a mensagem é clara, talvez o próximo grande mercado para sua empresa não esteja nas novas gerações. Ele pode estar justamente entre consumidores que acumulam experiência, renda, tempo e disposição para continuar investindo em qualidade de vida. A diferença é que essas pessoas não procuram apenas preço. Elas procuram confiança. E a confiança continua sendo construída por meio de comunicação, reputação e autoridade.

A disputa não acontece apenas por visibilidade, ela acontece por confiança. E confiança continua sendo um dos ativos mais valiosos para qualquer negócio. No ambiente digital atual, ser encontrado é importante, mas ser reconhecido como uma fonte confiável pode fazer toda a diferença quando um cliente, um parceiro ou até mesmo uma inteligência artificial precisa escolher quem merece ser lembrado.


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista, assessora de imprensa e consultora em comunicação estratégica, posicionamento de marca e construção de autoridade para pequenos e médios negócios. Há mais de 26 anos desenvolve estratégias para fortalecer a reputação, ampliar a visibilidade e posicionar empresas, produtos e especialistas como referência em seus segmentos. É sócia da Six Comunicação Integrada.


Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal Hora de S. Paulo.

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Câmeras com IA flagram mais de mil infrações em três dias na Raposo Tavares

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A Ecovias Raposo Castello registrou mais de mil indícios de infrações de trânsito em apenas 72 horas após iniciar a operação de câmeras equipadas com inteligência artificial (IA) na Rodovia Raposo Tavares. A tecnologia foi implantada com o objetivo de reforçar a segurança viária e deverá ser ampliada para outros trechos da Raposo Tavares e da Castello Branco nos próximos meses.

Segundo a concessionária, a maior parte das ocorrências está relacionada à falta do uso do cinto de segurança. Do total de registros, 40% envolvem passageiros sem o equipamento de proteção, 30% motoristas sem cinto e outros 30% flagraram condutores utilizando o celular ao volante.

A tecnologia foi implantada com o objetivo de reforçar a segurança viária. | Imagem: Divulgação/Ecovias Raposo Castello

As câmeras operam de forma ininterrupta, captando imagens de alta resolução durante o dia e à noite, mesmo com veículos em alta velocidade. O sistema identifica possíveis infrações, registra as evidências e encaminha as imagens aos órgãos competentes, responsáveis pela análise e eventual aplicação das penalidades previstas no Código de Trânsito Brasileiro. A Ecovias destaca que não possui poder para autuar motoristas.

Imagem: Divulgação/Ecovias Raposo Castello

De acordo com o gerente de Operações da concessionária, Vinícius Antonioli, os comportamentos identificados representam riscos elevados para todos os usuários da rodovia.

Dados da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet) mostram que o uso do cinto de segurança reduz em pelo menos 60% o risco de morte para ocupantes do banco dianteiro e em 44% para quem viaja no banco traseiro. Já o uso do celular ao volante pode aumentar em até 400% o risco de acidentes e em até 23 vezes a chance de envolvimento em sinistros durante a digitação de mensagens.

Segundo a Ecovias, novas câmeras com inteligência artificial deverão ser instaladas em pontos estratégicos das rodovias Raposo Tavares e Castello Branco, ampliando o monitoramento e o apoio às ações de segurança viária.

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Fotos: Divulgação/Ecovias Raposo Castello

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Como pequenos negócios podem ganhar autoridade em um mundo dominado pela inteligência artificial – por Adriana Vasconcellos Soares

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Durante muitos anos, a visibilidade de pequenas empresas dependia principalmente de publicidade, indicação de clientes e presença nas redes sociais. Hoje, a lógica da comunicação está mudando rapidamente. A inteligência artificial está transformando a forma como as pessoas pesquisam informações, escolhem fornecedores e tomam decisões de compra.

Nesse novo cenário, a assessoria de imprensa deixa de ser uma ferramenta utilizada apenas por grandes empresas e passa a ocupar um papel estratégico também para pequenos negócios. A mudança acontece porque a inteligência artificial alterou o caminho da informação.

Ferramentas como ChatGPT, Gemini, Claude, Perplexity e os próprios resumos gerados pelo Google passaram a responder perguntas dos usuários antes mesmo que eles visitem um site. Quando alguém procura por um profissional, uma empresa ou uma solução para determinado problema, muitas vezes recebe uma resposta pronta, baseada em conteúdos considerados confiáveis pelos sistemas de inteligência artificial. E é justamente nesse ponto que a imprensa ganha relevância.

Credibilidade passa a valer mais do que alcance

As redes sociais continuam importantes, mas enfrentam um desafio crescente. O volume de conteúdo produzido diariamente é tão grande que conquistar atenção se tornou cada vez mais difícil. Além disso, alcance não significa necessariamente confiança. Uma publicação pode alcançar milhares de pessoas e ainda assim gerar pouco impacto na percepção do público. Já uma reportagem, uma entrevista ou um artigo publicado em um veículo de comunicação costuma carregar um elemento que nenhuma rede social consegue reproduzir integralmente, a credibilidade editorial.

Quando uma empresa é citada por um veículo de imprensa, ela passa por um processo de validação que fortalece sua reputação perante clientes, parceiros e mercado. Na era da inteligência artificial, esse reconhecimento ganha uma dimensão adicional, já que as IAs tendem a utilizar fontes consideradas confiáveis para construir respostas e recomendações. Isso significa que a presença em veículos de comunicação pode contribuir para aumentar a autoridade digital de uma marca.

Pequenas empresas também podem ser referência

Existe uma percepção equivocada de que assessoria de imprensa é um recurso exclusivo para grandes corporações. Na prática, pequenos negócios possuem algo extremamente valioso para a imprensa, que são histórias reais, conhecimento especializado e conexão direta com problemas que afetam a vida das pessoas.

Empresas familiares, profissionais liberais, clínicas, escritórios, consultorias e prestadores de serviço acumulam experiências que podem gerar pautas relevantes para veículos locais, regionais e até nacionais. O desafio não está na falta de conteúdo, mas na capacidade de transformar conhecimento em informação de interesse público.

É exatamente esse o papel da assessoria de imprensa.

Mais do que divulgar produtos ou serviços, ela identifica oportunidades de posicionamento, constrói narrativas relevantes e conecta especialistas aos temas que estão em discussão na sociedade.

Autoridade digital não se constrói apenas com algoritmos

Muitas empresas concentram seus esforços exclusivamente nas redes sociais. Embora essas plataformas sejam importantes, elas estão sujeitas a mudanças constantes de algoritmo, alcance e comportamento do usuário. Por isso, uma estratégia baseada apenas em redes sociais cria dependência de plataformas que a empresa não controla.

A assessoria de imprensa ajuda a diversificar essa presença.

Entrevistas, reportagens, artigos de opinião e participações em pautas jornalísticas geram ativos de reputação que permanecem disponíveis por muito mais tempo. Além disso, fortalecem a presença da marca em ambientes que podem ser utilizados como referência por buscadores e sistemas de inteligência artificial. Em outras palavras, a empresa deixa de depender apenas da própria comunicação e passa a contar também com reconhecimento externo.

A nova disputa é por confiança

A inteligência artificial está tornando a informação mais acessível, mas também está ampliando a necessidade de fontes confiáveis. Quanto maior o volume de conteúdo disponível, maior a importância da credibilidade. Nesse contexto, pequenas empresas que investem em reputação, relacionamento com a imprensa e construção de autoridade tendem a ganhar vantagem competitiva.

A disputa não acontece apenas por visibilidade, ela acontece por confiança. E confiança continua sendo um dos ativos mais valiosos para qualquer negócio. No ambiente digital atual, ser encontrado é importante, mas ser reconhecido como uma fonte confiável pode fazer toda a diferença quando um cliente, um parceiro ou até mesmo uma inteligência artificial precisa escolher quem merece ser lembrado.


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Atua desde 2000 no desenvolvimento de estratégias para divulgar empresas, produtos e serviços. É sócia da Six Comunicação Integrada, agência especializada em criar mecanismos de comunicação para fortalecer marcas, gerar novos negócios e construir reputação sólida nos meios de comunicação.


Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal Hora de S. Paulo.

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Smart+ de Santana de Parnaíba identifica veículo dublê e ajuda a recuperar carro furtado

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O sistema Smart+, utilizado pela Prefeitura de Santana de Parnaíba, identificou mais um veículo dublê e contribuiu para a recuperação de um automóvel furtado na capital paulista. A irregularidade foi detectada por meio da inteligência artificial integrada ao sistema de monitoramento, que apontou a circulação simultânea do mesmo veículo em Santana de Parnaíba e na cidade de Colombo, no Paraná.

Após o alerta, os operadores do sistema acionaram a Guarda Civil Municipal (GCM), que iniciou diligências e localizou o veículo estacionado nas proximidades da região central da cidade. A abordagem foi realizada quando a condutora retornou ao automóvel.

Durante a vistoria, os agentes constataram indícios de adulteração nos sinais identificadores do veículo, incluindo divergências no chassi gravado nos vidros, etiquetas de identificação e falhas na leitura dos QR Codes das placas.

Com o auxílio de um scanner OBD, equipamento capaz de acessar informações diretamente do módulo eletrônico do veículo, os agentes identificaram o chassi original e verificaram que o automóvel havia sido furtado em 4 de maio de 2026, na cidade de São Paulo.

A condutora informou que havia adquirido o veículo recentemente e apresentou documentos da negociação. As investigações apontaram ainda que o vendedor possuía diversas ocorrências relacionadas ao crime de receptação e, na mesma data, estava sendo preso em flagrante pelo mesmo delito no município de Barueri.

A ocorrência foi apresentada na Delegacia de Polícia, onde foram registrados os procedimentos de localização e apreensão do veículo, além do crime de adulteração de sinais identificadores de veículo automotor.

Segundo a administração municipal, a atuação reforça a importância da integração entre tecnologia, inteligência artificial e forças de segurança para ampliar a proteção da população e combater crimes relacionados a furtos e clonagem de veículos.

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Fotos: Reprodução/Redes Sociais/PMSP

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Como aparecer nos resumos do Google e nos chats de IA – por Adriana Vasconcellos Soares

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A inteligência artificial mudou a forma como as pessoas pesquisam informações na internet. As buscas não estão diminuindo. Elas estão se expandindo. O que mudou foi o comportamento do usuário e a maneira como o conteúdo é consumido.

Apesar do crescimento de ferramentas como ChatGPT, Gemini, Claude e Perplexity, o Google continua sendo a principal porta de entrada para a informação digital. Embora a empresa não divulgue números detalhados por país, o Brasil é atualmente o segundo maior mercado de buscas do mundo, atrás apenas da Índia. Dados de mercado indicam que mais de 90% dos brasileiros conectados utilizam o buscador regularmente. Considerando que o Google processa mais de 16 bilhões de pesquisas por dia em todo o mundo, estima-se que os brasileiros realizem bilhões de buscas diariamente, impulsionados pela alta penetração da internet e pelo uso massivo de dispositivos móveis.

O que está mudando não é a importância das buscas, mas a forma como elas acontece.

Hoje, parte das respostas já aparece pronta nos resumos do Google, nos AI Overviews e em plataformas de inteligência artificial. Em vez de acessar vários links para encontrar uma informação, o usuário faz uma pergunta e recebe uma síntese pronta com recomendações, explicações, comparações e caminhos para tomada de decisão.

Segundo estudos recentes do mercado de SEO, os resumos gerados por IA aumentaram significativamente as impressões nas buscas, mas reduziram os cliques para os sites. Isso revela uma transformação importante. A visibilidade digital não depende mais apenas de gerar tráfego. Ela passa a depender também da capacidade de aparecer nas respostas produzidas pelas inteligências artificiais.

Nesse novo cenário, empresas, marcas e profissionais de diferentes segmentos precisam adaptar sua comunicação. A seguir, veja oito passos para aumentar as chances de aparecer nos resumos do Google e nos chats de IA.

1 – Entenda como as pessoas pesquisam

As buscas ficaram mais conversacionais e específicas. O usuário não pesquisa apenas “consultoria financeira” ou “advogado trabalhista”. Agora ele pergunta:

“Qual a melhor estratégia para reduzir custos na empresa?”

“Como escolher um advogado para revisão contratual?”

“Qual plataforma vale mais a pena para pequenas empresas?”

As inteligências artificiais trabalham exatamente em cima desse modelo de pergunta e resposta. Quanto mais sua comunicação refletir a linguagem real do público, maiores serão as chances de relevância.

2 – Transforme dúvidas reais em conteúdo

Um dos caminhos mais eficientes é usar as perguntas frequentes dos clientes como pauta de conteúdo. Toda empresa acumula dúvidas recorrentes no atendimento, nas reuniões comerciais e nas redes sociais. Essas perguntas mostram exatamente o que o mercado quer entender. Conteúdos que respondem questões práticas tendem a performar melhor tanto nos buscadores quanto nas respostas geradas por IA.

3 – Use linguagem simples e objetiva

Muitas marcas ainda produzem conteúdos excessivamente técnicos, longos e difíceis de interpretar. As inteligências artificiais priorizam clareza, contexto e objetividade. Isso significa que a linguagem precisa ser acessível sem perder profundidade. Em vez de tentar impressionar com termos complexos, o ideal é explicar de forma clara, direta e útil.

4 – Tenha presença em fontes confiáveis

As IAs tendem a priorizar informações provenientes de fontes recorrentes e consideradas confiáveis. Por isso, presença digital não significa apenas ter um site. Significa construir reputação em diferentes ambientes. Perfis completos em plataformas relevantes do setor, avaliações positivas, participação em eventos, entrevistas, entrevistas e artigos publicados na imprensa e presença institucional consistente ajudam a fortalecer a autoridade digital.

5 – Produza conteúdos focados em uma única resposta

Conteúdos muito amplos dificultam a interpretação e o reaproveitamento pelas inteligências artificiais. Materiais mais objetivos costumam funcionar melhor. Um artigo, vídeo ou postagem que responda claramente uma única dúvida tende a ter maior potencial de reutilização nos resumos automáticos e isso não significa superficialidade, significa organização da informação.

6 – Use vídeos como ferramenta de descoberta

YouTube, Instagram, TikTok e outras plataformas deixaram de ser apenas redes sociais. Elas também funcionam como mecanismos de busca. Muitas pessoas pesquisam diretamente nesses ambientes antes de tomar decisões.

Vídeos curtos, explicativos e educativos ajudam a ampliar a presença digital e aumentam as chances de descoberta tanto nas plataformas sociais quanto nos resultados do Google.

7 – Produza conteúdo para quem está decidindo

Grande parte das empresas ainda concentram produção apenas no topo do funil, focando conteúdos genéricos e informativos, mas as inteligências artificiais também valorizam materiais ligados à tomada de decisão. Comparativos, análises, perguntas frequentes, estudos de caso, provas sociais e demonstrações de resultados ajudam a construir confiança e relevância. Esses conteúdos influenciam diretamente a percepção do usuário antes da escolha final.

8 – Use a inteligência artificial como apoio estratégico

A IA pode ajudar na identificação de pautas, organização de ideias, simplificação da linguagem e estruturação de conteúdos, mas existe um ponto importante, que precisa ser considerado: a tecnologia apoia a produção, ela não substitui experiência, repertório, estratégia e conhecimento humano. O diferencial continua sendo a capacidade da marca de gerar contexto, credibilidade e interpretação qualificada.

O papel da assessoria de imprensa na era das respostas por IA

Nesse novo ambiente digital, a assessoria de imprensa passa a exercer uma função ainda mais estratégica. Mais do que gerar visibilidade em veículos de comunicação, ela ajuda a construir autoridade em fontes consideradas confiáveis por buscadores e sistemas de inteligência artificial.

Quando uma empresa aparece de forma consistente em entrevistas, reportagens, artigos de opinião e matérias especializadas, aumenta sua relevância não apenas para o público, mas também para os mecanismos que organizam a informação online. As inteligências artificiais tendem a priorizar conteúdos com lastro editorial, recorrência e credibilidade.

Isso significa que a presença na imprensa pode ampliar as chances de uma marca ser citada em respostas geradas por IA. A assessoria deixa de atuar apenas como uma ferramenta de relacionamento com jornalistas e passa a contribuir diretamente para o posicionamento digital e para a construção de reputação.

A nova lógica da visibilidade

O comportamento digital mudou, o usuário quer respostas rápidas, claras e contextualizadas. Nesse cenário, aparecer nos resumos do Google e nas respostas das inteligências artificiais se tornou parte estratégica da construção de autoridade. A disputa não acontece apenas pelo clique, ela acontece pela presença na resposta. Empresas que conseguem unir conteúdo útil, linguagem acessível, reputação, autoridade e consistência aumentam significativamente suas chances de serem lembradas antes mesmo da decisão de compra.

Hoje, ser encontrado continua importante, mas ser citado pelas inteligências artificiais passou a ter peso estratégico na construção de influência, credibilidade e relevância digital. A inteligência artificial está transformando a comunicação, mas não substitui a confiança construída por empresas, especialistas e veículos de comunicação.

Nesse contexto, produzir conteúdo de qualidade, manter presença consistente e investir em reputação tornou-se tão importante quanto aparecer nas primeiras posições do Google.

No novo ambiente digital, quem conquista espaço nas respostas conquista também espaço na decisão.


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Atua desde 2000 no desenvolvimento de estratégias para divulgar empresas, produtos e serviços. É sócia da Six Comunicação Integrada, agência especializada em criar mecanismos de comunicação para fortalecer marcas, gerar novos negócios e construir reputação sólida nos meios de comunicação.


Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal Hora de S. Paulo.

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Você domina sua profissão. Mas o mercado sabe disso? – por Adriana Vasconcellos Soares

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Durante muito tempo, ser um excelente profissional seria suficiente para conquistar reconhecimento no mercado. A lógica parecia simples. Quem tinha mais conhecimento, mais experiência e melhores resultados acabaria naturalmente sendo encontrado pelos clientes. Essa realidade mudou.

Hoje, milhares de profissionais altamente qualificados disputam atenção em um ambiente digital saturado de informações. O conhecimento continua sendo fundamental, mas deixou de ser suficiente. Se ele não for transformado em comunicação estratégica, corre o risco de permanecer invisível.

Esse desafio é especialmente evidente entre médicos, advogados, consultores, engenheiros, psicólogos e outros especialistas que dedicam grande parte do seu tempo ao exercício da profissão. Na maioria das vezes, o problema não é falta de conteúdo, pelo contrário, existe um enorme patrimônio intelectual acumulado em anos de estudo, experiência e prática profissional. A dificuldade está em transformar esse conhecimento em presença.

Muitos profissionais começam a produzir conteúdo com entusiasmo, publicam por algumas semanas, compartilham informações relevantes e tentam manter frequência nas redes sociais. Depois, a rotina se impõe, as demandas aumentam, os compromissos se acumulam e a produção perde consistência.

Outros conseguem manter uma frequência razoável, mas esbarram em outra frustração. Descobrem que alcance não significa autoridade, curtidas não representam necessariamente confiança e visualizações nem sempre se convertem em negócios. Esse é um dos principais equívocos da comunicação digital atual, confundir atividade com posicionamento.

Publicar muito não significa construir reputação, o que gera autoridade não é a quantidade de conteúdo, mas a capacidade de transformar conhecimento em narrativas relevantes, consistentes e alinhadas aos objetivos profissionais. A construção de autoridade exige estratégia e cada conteúdo precisa cumprir uma função. Alguns ajudam a educar o público, outros fortalecem credibilidade. Alguns esclarecem dúvidas recorrentes, outros demonstram experiência prática.

Quando existe planejamento, cada publicação passa a fazer parte de um sistema maior de posicionamento, além disso, cresce a importância da diversificação de canais. Muitos profissionais concentram toda sua comunicação em uma única rede social. O problema é que dependem integralmente dos algoritmos para serem vistos e uma mudança na plataforma pode reduzir drasticamente alcance, visibilidade e engajamento. Por isso, a construção de presença digital precisa ser mais ampla.

O LinkedIn fortalece posicionamento profissional. O Instagram amplia proximidade e relacionamento. O blog ou site próprio consolida autoridade e cria um patrimônio digital permanente, independente das mudanças nas redes sociais.

A inteligência artificial reforça ainda mais essa necessidade com ferramentas como ChatGPT, Gemini e Perplexity, que estão mudando a forma como as pessoas encontram informações e escolhem profissionais. Cada vez mais, sistemas de IA utilizam conteúdos publicados em diferentes fontes para construir respostas e recomendações, nesse contexto, a consistência da presença digital ganha um novo significado. Não basta apenas existir nas redes sociais, é preciso construir relevância em múltiplos canais.

O profissional que consegue transformar sua experiência em conteúdo estruturado aumenta suas chances de ser encontrado, lembrado e considerado quando uma decisão importante precisa ser tomada.

A boa notícia é que ninguém precisa produzir conteúdo todos os dias para construir autoridade. O que faz diferença é a qualidade do conteúdo, a estratégia, organização e coerência empregadas. Porque, no ambiente digital atual, o mercado não reconhece apenas quem sabe mais, ele reconhece quem consegue transformar conhecimento em presença, presença em autoridade e autoridade em confiança.

O Instagram mudou. Hoje, crescer na plataforma depende menos de “hackear algoritmo” e mais de construir relevância consistente. No fim, o algoritmo não recompensa perfis zerados. Ele recompensa conteúdo que faz sentido para pessoas reais.


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Atua desde 2000 no desenvolvimento de estratégias para divulgar empresas, produtos e serviços. É sócia da Six Comunicação Integrada, agência especializada em criar mecanismos de comunicação para fortalecer marcas, gerar novos negócios e construir reputação sólida nos meios de comunicação.


Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal Hora de S. Paulo.

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IA, FATO ou FAKE? – por Celso Tracco

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Fato: A Inteligência Artificial, a já popular IA, é parte de nosso cotidiano, não tem mais volta. Ela é cada vez mais usada em todos os ambientes e setores da nossa vida, quer seja no agronegócio, na área acadêmica, artística, cientifica, médica, transportes, literária, no lazer em casa ou fora de casa. Incorporada ao celular, podemos até não perceber, mas esta ferramenta já está influenciando nossa vida. A IA é o ápice da chamada Quarta Revolução Industrial, ou Revolução 4.0. E como aconteceu nas três Revoluções anteriores, esta também irá modificar nosso modo de viver, nossos hábitos, nossas relações interpessoais, nossos contatos com o mundo. Por isso é correto tratá-la como uma “revolução” e não apenas como uma simples evolução. O mundo mudou e continua mudando velozmente. Isto é fato. Pode ser para melhor ou para pior, não sabemos. O futuro dirá. Porém, acredito que o caminho a ser escolhido ainda vai depender da Inteligência Natural, ou seja, de nós mesmos, os humanos.

Fake: Estamos já vivendo com uma verdadeira inundação de mensagens falsas na Internet. Como desconfiamos, a mentira nasceu com a humanidade. Somos mestres, desde a mais tenra idade, na arte de enganar, manipular, mentir, dizer meias verdades, em favor de alcançarmos nossos objetivos imediatos de modo mais rápido e com menor esforço. No passado, a mentira até podia ter “pernas curtas” e não gerar maiores transtornos, MAS, com a velocidade da luz da Internet, uma mentira pode atingir milhões de pessoas em segundos, e tornar-se uma verdade. Há cerca de 100 anos atrás, o regime nazista já tinha essa prática. Hoje, no Brasil, em ano eleitoral, quando ainda estamos em fase de pré-candidaturas, temos o uso massivo da IA. E aqui, corremos, como sociedade, um grande perigo. Cito um exemplo, a postagem de uma “dona Maria”, uma mulher comum, de meia idade, negra, pobre. Em seu vídeo, “d. Maria” fazia comentários políticos bastante contundentes. “D. Maria” jamais existiu, era fake, criada pela Inteligência Artificial, assim como o cenário, a plateia, e o conteúdo de suas falas. Os vídeos foram produzidos em 2025. Segundo informações da imprensa, a conta no Instagram de “d. Maria” alcançaram cerca de 9 milhões de visualizações, mais de 700 mil seguidores e milhares de comentários. “D. Maria” 100% fake, não era uma informação, mas uma desinformação. O grande problema é que a desinformação em escala exponencial, pode causar a desconfiança que tudo é falso. Em consequência aumenta o descrédito nas instituições, na imprensa, na ciência, gerando aumento da polarização e do extremismo. Um verdadeiro caos.

Não penso que devemos demonizar a Internet e principalmente a IA. Elas são ferramentas, e como tais, devemos tomar os devidos cuidados ao usá-las. Como por exemplo desenvolver uma educação digital crítica: saber identificar manipulações, verificar as fontes da postagem, desconfiar de conteúdos “verdadeiros” por definição própria. A opinião pública deve apoiar todas as iniciativas no sentido da responsabilização das empresas de tecnologia, pelos conteúdos falsos gerados por IA. Transparência deveria ser fundamental no conteúdo das redes sociais. Podemos e devemos fortalecer nossas relações humanas; quanto mais sólida for nossa rede real, com a família, escola, trabalho, amigos, comunidade, menos espaços haverá para a manipulação digital.

A IA não é uma ameaça por existir, mas pelo uso irresponsável que pode ser feito dela. Criar pessoas e conteúdos falsos é uma das fronteiras mais perigosas dessa tecnologia, porque atinge algo básico: a nossa capacidade de confiar. A tecnologia avança rápido, mas nossa consciência crítica precisa avançar ainda mais. Este artigo foi escrito com a ajuda de IA. Aproveite seu dia.


Celso Tracco é economista, mestre em Teologia Sistemática, escritor, consultor e palestrante (www.celsotracco.com.br). Com ampla experiência como executivo em empresas nacionais e internacionais, é especialista em marketing, vendas e comportamento humano. Atuou como professor universitário e tem três livros publicados. Em sua coluna, abordará temas como política, economia e sociedade.


*Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal Hora de S. Paulo

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Imagem de Roman Budnikov/Unsplash

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Rodoanel Seguro amplia monitoramento com IA e investimento de R$ 284 milhões em SP

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O Governo de São Paulo anunciou a implementação do programa Rodoanel Seguro, que prevê um investimento inicial de mais de R$ 284 milhões para reforçar a segurança ao longo dos 174 km do Rodoanel Mário Covas.

A iniciativa integra a Artesp, concessionárias e a Polícia Militar Rodoviária, com monitoramento 24 horas por dia. O projeto utiliza câmeras inteligentes, reconhecimento de placas, tecnologia facial e sistemas conectados ao Muralha Paulista para ampliar o combate a crimes e melhorar a resposta a ocorrências.

Entre os principais recursos, estão a instalação de câmeras em alta resolução, rede de fibra ótica de grande capacidade e sensores capazes de identificar tentativas de invasão na via. O sistema também contará com inteligência artificial para filtrar alertas e priorizar situações reais de risco.

Outro destaque é a iluminação inteligente em LED, que será ajustada conforme as condições climáticas, aumentando a visibilidade e reduzindo o consumo de energia.

Além da tecnologia, o programa prevê reforço operacional com a implantação do 6º Batalhão de Polícia Rodoviária, que deve centralizar a atuação das equipes e ampliar o suporte aos motoristas.

A proposta é transformar o Rodoanel em referência nacional em segurança viária e infraestrutura inteligente, com atuação integrada entre tecnologia e forças de segurança.

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Foto: Divulgação/GESP

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