Salário mínimo pode subir para R$ 1.741 em 2027

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Estimativa do governo prevê aumento de R$ 120, mas valor definitivo dependerá da inflação medida pelo INPC até novembro de 2026

O salário mínimo brasileiro poderá subir para R$ 1.741 em janeiro de 2027, segundo nova projeção do governo federal divulgada nesta segunda-feira (24).

O valor representa um aumento estimado de R$ 120 em relação ao salário mínimo atual de R$ 1.621, equivalente a uma alta de aproximadamente 7,4%.

A previsão deverá constar no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027, que precisa ser encaminhado pelo governo ao Congresso Nacional até o dia 31 de agosto.

No entanto, o valor de R$ 1.741 ainda não está definido oficialmente e poderá sofrer alterações antes de entrar em vigor.

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Valor depende da inflação

O cálculo final do salário mínimo de 2027 dependerá principalmente do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação para famílias com renda de até oito salários mínimos.

Pela regra atual, o reajuste considera a inflação acumulada e prevê também ganho real acima da inflação, dentro dos limites estabelecidos pela legislação.

Por isso, o valor definitivo só deverá ser conhecido no fim de 2026, após a divulgação do INPC acumulado até novembro.

A nova estimativa de R$ 1.741 é superior à previsão anterior de R$ 1.717, apresentada pelo governo no projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) em abril.

Quem será afetado pelo novo salário mínimo

O reajuste do salário mínimo não afeta apenas trabalhadores que recebem o piso nacional.

O valor também serve como referência para diversos pagamentos e benefícios, entre eles:

  • aposentadorias e pensões vinculadas ao piso do INSS;
  • Benefício de Prestação Continuada (BPC);
  • seguro-desemprego;
  • abono salarial;
  • contribuições previdenciárias dos Microempreendedores Individuais (MEIs).

Segundo o governo, cerca de 45% dos benefícios do Regime Geral da Previdência Social estão vinculados ao salário mínimo, o que faz com que qualquer aumento tenha impacto direto sobre as despesas públicas.

Aumento pode ampliar poder de compra

Se a projeção for confirmada, o novo valor representará um aumento nominal de R$ 120 em relação ao piso atual.

A política de reajuste busca preservar o poder de compra dos trabalhadores e beneficiários e prevê também ganho real, desde que respeitados os limites estabelecidos pelas regras fiscais.

Por outro lado, o aumento também amplia os gastos do governo, já que diversos benefícios previdenciários e assistenciais utilizam o salário mínimo como referência.

O Projeto de Lei Orçamentária de 2027 ainda será analisado pelo Congresso Nacional.

Até lá, o valor projetado de R$ 1.741 poderá ser atualizado de acordo com o comportamento da inflação. Se a estimativa for confirmada, o novo salário mínimo passará a valer a partir de janeiro de 2027.

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Governo de SP propõe salário mínimo de R$ 1.874 para 2026

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O Governo de São Paulo enviou à Assembleia Legislativa de Sao Paulo, nesta terça-feira (28), o projeto de lei que define o novo salário mínimo estadual. A proposta prevê piso de R$ 1.874 em 2026, o que representa aumento de 46% em relação a 2022, quando o valor era de R$ 1.284.

O reajuste amplia a diferença em relação ao salário mínimo nacional, hoje em R$ 1.621. Se aprovado, o piso paulista ficará cerca de 15,6% acima do valor federal, com diferença de R$ 253.

Segundo o governador Tarcísio de Freitas, a proposta reflete a política de valorização da renda no estado. “Com o novo valor, chegamos a R$ 590 a mais do que há quatro anos, beneficiando mais de 70 categorias”, afirmou.

Na comparação com o cenário nacional, o crescimento do piso paulista também supera outros indicadores. Enquanto o salário mínimo nacional teve alta nominal de 33,7% no período, o reajuste estadual alcança 46%.

O aumento também ficou acima da inflação acumulada medida pelo INPC, que foi de 19,5% no mesmo intervalo, indicando ganho real no poder de compra dos trabalhadores.

A proposta agora será analisada pelos deputados estaduais. Caso seja aprovada, passará a valer após sanção do governo.

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Reajustes salariais em julho ficaram acima da inflação, mostra Fipe

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Pesquisa da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), divulgada nesta quinta-feira (24), mostra que 92,6% dos reajustes salariais fechados em acordos e convenções coletivas de trabalho em julho ficaram acima da inflação, considerado o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

O reajuste salarial mediano do sétimo mês do ano ficou em 5%, ante uma inflação acumulada nos 12 meses anteriores de 3%, o que representa um ganho real de 2%.

Julho foi o oitavo mês consecutivo com reajuste mediano de salário acima da inflação e o maior ganho real desde dezembro de 2022. No acumulado do ano, até julho, 78,4% dos reajustes ficaram acima do INPC. Em 2022, no mesmo período, essa proporção foi 20,5%.

A prévia de agosto, segundo a Fipe, mostra que 75% dos reajustes estão acima do INPC, com reajuste mediano salarial de 5% para o INPC de 3,5%.

A pesquisa da Fipe é baseada em informações do Mediador do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a partir dos resultados das negociações coletivas.

Leia também: SP lidera ranking de competitividade dos estados


Fonte: Agência Brasil

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