A imprensa perdeu relevância ou a assessoria de imprensa precisa mudar?

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“Não compensa mais sair na imprensa.”

Já ouvi algumas pessoas fazendo essa afirmação que, geralmente, vem acompanhada de comparações com as redes sociais, os podcasts e outros canais que permitem às empresas falar diretamente com seus públicos, sem depender da decisão editorial de um jornalista. É verdade que a comunicação mudou. Hoje, uma empresa pode produzir conteúdo, compartilhar conhecimento e construir relacionamentos por meio de diferentes plataformas, mas isso significa que a imprensa perdeu relevância? Ou será que precisamos rever a maneira como avaliamos o trabalho de assessoria de imprensa?

Para mim, o problema começa quando o resultado desse trabalho é medido apenas pelo número de matérias publicadas. Aparecer em um veículo não é, por si só, um resultado estratégico. É preciso considerar o contexto daquela publicação, o público que ela alcança e a relação entre o assunto abordado e os objetivos da empresa. Uma reportagem em um veículo nacional pode fazer sentido para um negócio que busca investidores. Já uma publicação regional pode ser mais relevante para uma empresa que deseja ampliar sua presença em determinado mercado. Não existe uma resposta única, o que existe é a necessidade de saber por que aquela exposição importa. Antes de perguntar quantas matérias foram conquistadas, portanto, vale entender o que a empresa pretendia alcançar com o trabalho.

A assessoria de imprensa tem uma característica que a diferencia de outros canais. A empresa não decide o que será publicado, quando a matéria sairá ou qual abordagem o jornalista dará ao assunto. Cabe à assessoria identificar pautas, preparar fontes, apresentar informações relevantes e construir um relacionamento profissional com a imprensa. A decisão final é editorial.

Nas redes sociais e nos canais próprios, como sites, blogs e newsletters, a empresa tem mais autonomia para definir o que dizer e como apresentar sua história. Isso permite manter uma comunicação contínua com seus públicos, compartilhar conhecimento e aprofundar temas relacionados ao negócio. Esses canais são importantes, mas existe uma diferença entre uma organização falar de si mesma e um veículo jornalístico considerar que sua experiência, seus dados ou seus profissionais merecem espaço em uma reportagem.

Quando uma empresa aparece em uma matéria alinhada aos seus objetivos, ela passa a integrar uma narrativa editorial que não controla integralmente. Essa exposição pode contribuir para sua credibilidade, ampliar o reconhecimento de seus especialistas e aproximá-la de públicos estratégicos.

Recentemente, um cliente foi publicado no Portal Terra e na Bons Fluidos. A repercussão observada ajudou a mostrar o valor da exposição para minha cliente que busca por mais pacientes.

O ponto não está apenas no nome do veículo. Está na combinação entre a pauta, o perfil do público e o momento vivido pelo negócio. Dependendo do que o cliente/empresa procura atrair, uma reportagem com esse alinhamento pode ter mais valor estratégico do que várias publicações sem relação direta com seus objetivos. Isso não significa que uma matéria garanta novos negócios, investimentos, novos clientes ou resultados comerciais. Significa que a escolha dos assuntos e dos veículos precisa fazer sentido dentro da estratégia de comunicação.

Quando a assessoria se resume a publicar

Parte da resistência à assessoria de imprensa pode ser explicada por experiências em que o trabalho se limita ao envio de releases, à busca por espaços e à apresentação de relatórios com a quantidade de matérias conquistadas. Nesse modelo, a empresa até pode aparecer, mas nem sempre entende o que aquela exposição acrescenta à sua reputação ou ao seu posicionamento. O volume de publicações acaba ocupando o lugar da análise sobre a qualidade e a pertinência dos resultados.

Uma assessoria estratégica começa muito antes do contato com os jornalistas. É preciso conhecer o negócio, entender seus objetivos, identificar seus diferenciais e reconhecer quais conhecimentos e experiências podem contribuir para uma pauta de interesse jornalístico. Nem sempre isso significa divulgar um produto ou serviço. Muitas vezes, o caminho está em identificar um problema relevante, explicar uma tendência, analisar uma mudança no setor ou apresentar informações que ajudem o público a compreender determinado assunto.

A experiência de uma empresa pode render boas pautas, desde que seja transformada em informação relevante para além dos interesses comerciais da própria organização. É nesse trabalho que a assessoria de imprensa se conecta à comunicação estratégica. O objetivo não é apenas conquistar espaço, mas contribuir para que a empresa e seus profissionais sejam reconhecidos por conhecimentos, experiências e temas que tenham relação com aquilo que desejam construir no mercado.

Reconhecer o valor do jornalismo não significa ignorar as transformações na maneira como as pessoas consomem informação. Redes sociais, podcasts, newsletters, sites e eventos ampliaram as possibilidades de comunicação e permitem que empresas mantenham contato frequente com seus públicos.

O erro está em tratar todos esses canais como se cumprissem a mesma função. Um artigo no blog pode aprofundar um tema e demonstrar o conhecimento da empresa. As redes sociais ajudam a distribuir esse conteúdo e manter o relacionamento com a audiência. Um podcast pode ampliar a conversa com especialistas. Já uma reportagem permite que a organização participe de uma discussão conduzida por um veículo jornalístico. Essas iniciativas podem se fortalecer mutuamente. Uma entrevista pode render novos conteúdos para os canais próprios. Um artigo pode revelar uma pauta de interesse da imprensa. A produção recorrente de conteúdo técnico também pode ajudar a preparar especialistas para entrevistas e posicioná-los como fontes em suas áreas de atuação.

Para isso, porém, as ações precisam conversar entre si. Publicar em várias plataformas, sem uma direção comum, não significa necessariamente construir uma estratégia de comunicação. Também é preciso respeitar os limites de cada canal. Uma presença ativa nas redes sociais não substitui automaticamente o relacionamento com a imprensa. Da mesma forma, conquistar uma reportagem não dispensa a empresa de manter seus canais atualizados e oferecer informações que ajudem o público a conhecer seu trabalho. A escolha deve partir dos objetivos do negócio, e não da ideia de que uma ferramenta é mais moderna ou eficiente simplesmente por estar em evidência.

Afinal, compensa sair na imprensa?

Depende do que a empresa precisa construir, do momento em que se encontra e do público que deseja alcançar. Em alguns casos, o trabalho poderá priorizar o reconhecimento de especialistas. Em outros, poderá contribuir para fortalecer a reputação em determinado setor, apresentar uma análise relevante ou ampliar a presença da empresa em discussões de interesse de clientes, investidores e parceiros. Há situações, inclusive, em que a imprensa não será o canal prioritário. Uma estratégia bem planejada não precisa utilizar todas as ferramentas disponíveis, mas precisa escolher aquelas que fazem sentido e avaliar sua contribuição ao longo do tempo.

O que não faz sentido é descartar a imprensa como se a multiplicação dos canais tivesse eliminado o valor do jornalismo. Tampouco vale manter uma assessoria apenas para contabilizar publicações, sem compreender o que elas representam para a empresa. A questão, portanto, não é simplesmente aparecer ou não aparecer. É saber por que estar naquele veículo, com aquela pauta e diante daquele público pode contribuir para os objetivos do negócio.

É assim que a assessoria de imprensa deixa de ser uma atividade medida apenas pela quantidade de matérias e passa a integrar uma estratégia mais ampla de posicionamento e reputação.

Comunicação é um ativo de negócio.


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista, assessora de imprensa e consultora em comunicação estratégica, posicionamento de marca e construção de autoridade para pequenos e médios negócios. Há mais de 26 anos desenvolve estratégias para fortalecer a reputação, ampliar a visibilidade e posicionar empresas, produtos e especialistas como referência em seus segmentos. É sócia da Six Comunicação Integrada.


Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal Hora de S. Paulo.

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Por que algumas empresas aparecem na imprensa e outras nunca conseguem virar notícia?

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Uma empresa pode ter uma história interessante, profissionais experientes e muito conhecimento acumulado. Ainda assim, isso não significa que tenha uma pauta jornalística. Essa é uma diferença que costuma gerar confusão. O que é importante para uma empresa nem sempre desperta o interesse de um jornalista ou do público de um veículo.

Um lançamento, a abertura de uma nova unidade, uma conquista ou o aniversário da empresa podem ter grande significado para quem está dentro do negócio. Para se transformar em notícia, porém, aquela informação precisa trazer algo que interesse também a quem está do outro lado e, é aí que muitas empresas confundem divulgação comercial com pauta jornalística.

O jornalista não começa pelo que a empresa gostaria de divulgar. Ele precisa entender por que aquela informação merece ser apresentada ao público daquele veículo. Uma pauta pode ganhar relevância porque traz uma informação nova, ajuda a explicar uma mudança, apresenta dados, mostra um comportamento que está crescendo, esclarece um problema ou coloca à disposição uma fonte capaz de analisar um assunto em discussão. Essa perspectiva muda a maneira de pensar uma pauta.

Uma empresa pode ter muito a dizer sem necessariamente ter uma notícia pronta. Cabe à comunicação identificar, dentro da experiência daquele negócio, o que pode contribuir para uma discussão que ultrapasse os seus próprios interesses. Um médico, por exemplo, não precisa falar apenas sobre sua clínica ou sobre os serviços que oferece, sua experiência pode ajudá-lo a explicar uma dúvida frequente dos pacientes, um comportamento que vem observando ou uma questão que ganhou espaço na sociedade. Isso também vale para empresários, advogados, arquitetos, especialistas em tecnologia e profissionais de outras áreas.

O conhecimento acumulado dentro de uma empresa pode se tornar informação de interesse público quando consegue ultrapassar os limites da própria empresa.

O erro de confundir divulgação com pauta

Um dos erros mais comuns na assessoria de imprensa é tentar transformar uma informação comercial em notícia apenas mudando seu título. “Empresa lança novo serviço” pode ser uma informação importante para seus clientes, mas isso não significa, por si só, que seja uma pauta relevante para um veículo. O jornalista precisa encontrar naquele lançamento um elemento que justifique a publicação. Pode ser uma mudança no comportamento do consumidor, uma tendência de mercado, um dado relevante, uma inovação com impacto mais amplo ou uma questão que ajude a explicar algo que está acontecendo.

A assessoria de imprensa pode convencer o jornalista de que toda informação da empresa merece publicação. O assessor tem o papel estratégico de encontrar os pontos de contato entre o conhecimento daquele negócio e os assuntos que interessam ao público e aos veículos. É por isso que algumas empresas aparecem na imprensa diversas vezes sem necessariamente falar de seus produtos. Elas se tornam fontes.

Um empresário pode comentar uma tendência do setor, um médico pode explicar uma dúvida que ganhou repercussão, um especialista pode analisar uma mudança regulatória e uma empresa pode apresentar dados de sua própria experiência para ajudar a compreender determinado fenômeno. Nesses casos, a marca não aparece simplesmente porque quer ser divulgada, ela aparece porque tem algo relevante a acrescentar.

Grande parte das empresas possui informações que poderiam render boas pautas, mas que permanecem restritas à rotina interna. São perguntas que os clientes fazem repetidamente, problemas que a equipe aprendeu a resolver, mudanças percebidas antes de outros profissionais, comportamentos observados ao longo dos anos e experiências que influenciaram decisões importantes. O primeiro passo é identificar esse conhecimento.

O que mudou no comportamento dos clientes? Que problema passou a aparecer com mais frequência? O que os profissionais da empresa estão observando? Existe alguma tendência que pode ser compreendida a partir da experiência do negócio? Há dados internos que ajudam a explicar um fenômeno mais amplo? Perguntas assim costumam produzir pautas mais interessantes do que uma simples apresentação institucional.

Também é preciso acompanhar o calendário jornalístico. Assuntos sazonais, mudanças econômicas, acontecimentos recentes, datas relevantes e tendências podem abrir espaço para especialistas que estejam preparados para comentar determinado tema. Nesse contexto, uma boa fonte não é necessariamente a pessoa que representa a empresa mais conhecida. É aquela que tem experiência real, consegue explicar o assunto com clareza e está disponível quando o jornalista precisa. Para o jornalista, isso faz diferença.

Uma fonte precisa ser confiável e acessível, mas também deve entender que uma entrevista não é uma apresentação comercial. A lógica da imprensa é outra.

Assessoria de imprensa e construção de credibilidade

É justamente por isso que a assessoria de imprensa pode ser entendida como uma ferramenta de construção de autoridade e reputação, e não apenas como um serviço de divulgação. O trabalho começa antes do envio de um release. É preciso conhecer a empresa, entender seus profissionais, identificar os conhecimentos que podem ser relevantes para o público, acompanhar os assuntos em discussão e reconhecer as oportunidades em que aquela experiência pode contribuir de maneira legítima. Também faz parte desse trabalho preparar fontes para entrevistas, organizar informações e construir relacionamentos profissionais com jornalistas.

Quando existe consistência, a empresa começa a ocupar outra posição. Seus profissionais deixam de ser apresentados apenas como representantes de uma marca e passam a ser reconhecidos como fontes capazes de contribuir para determinados assuntos. Essa construção não acontece de uma hora para outra e tampouco depende da quantidade de matérias publicadas.

Uma entrevista pode ter grande valor quando associa um profissional a um assunto relevante. Da mesma forma, várias publicações podem contribuir pouco para a reputação se forem apenas menções comerciais sem relação com um posicionamento claro. A imprensa pode ampliar o alcance do conhecimento de uma empresa, mas seu papel não se resume à exposição.

Uma entrevista registra uma opinião, uma reportagem pode associar um profissional a determinado assunto, uma análise publicada pode se tornar uma referência que continuará sendo encontrada depois da publicação original. É assim que a experiência começa a ganhar existência pública.

Para empresários, médicos e especialistas, talvez seja mais produtivo trocar uma pergunta por outra. Em vez de pensar apenas em “como faço para sair na imprensa?”, vale perguntar “sobre quais assuntos tenho conhecimento suficiente para ser uma fonte relevante?”.

Essa mudança de perspectiva costuma levar a uma estratégia de comunicação mais consistente e ajuda a empresa a entender que notícia não é aquilo que ela simplesmente deseja divulgar.

Lembre-se: aparecer na imprensa não começa com a tentativa de divulgar uma empresa, mas com a capacidade de oferecer ao público uma informação que vale a pena conhecer.

Comunicação é um Ativo de Negócio.


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista, assessora de imprensa e consultora em comunicação estratégica, posicionamento de marca e construção de autoridade para pequenos e médios negócios. Há mais de 26 anos desenvolve estratégias para fortalecer a reputação, ampliar a visibilidade e posicionar empresas, produtos e especialistas como referência em seus segmentos. É sócia da Six Comunicação Integrada.


Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal Hora de S. Paulo.

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Divulgar muito e vender pouco, o erro que trava o crescimento de empresas – por Adriana Vasconcellos Soares

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A maior dor do empreendedor hoje não é a falta de esforço. É o excesso de esforço sem resultado. Produz conteúdo, investe em anúncios, publica com frequência e, ainda assim, as vendas não acompanham. A sensação é clara. Muito trabalho para pouco retorno.

Esse cenário é mais comum do que parece e não está ligado a um único fator. Ele surge da combinação de falhas estratégicas que comprometem a conversão.

A primeira delas é a baixa visibilidade orgânica. Redes sociais reduziram o alcance natural das publicações, tornando mais difícil ser visto sem investimento. Quando a marca não aparece, não entra no radar do cliente. Em paralelo, cresce a dependência de anúncios, muitas vezes sem segmentação adequada. O resultado é um custo de aquisição de cliente elevado. Quando esse custo se aproxima ou supera o valor gerado por cada venda, a operação perde eficiência e compromete a margem.

Outro ponto crítico está na sobrecarga. O “eu-preendedorismo” ainda domina boa parte dos negócios. O empreendedor acumula funções e o marketing perde consistência. Sem consistência, não há construção de marca, apenas ações isoladas.

A falta de direção estratégica completa o problema. É comum ver empresas dividindo esforços entre Instagram, Google, anúncios, conteúdo orgânico e outras frentes, sem clareza de papel para cada canal. O resultado é dispersão de investimento e baixa performance. O problema, portanto, não está nas ferramentas. Está na ausência de estratégia.

O primeiro ajuste é entender que visibilidade sem posicionamento não gera venda. Não basta aparecer. É preciso ser percebido como uma opção confiável. Isso exige clareza na comunicação, coerência na mensagem e alinhamento com a proposta de valor.

Nesse contexto, o marketing de conteúdo deixa de ser volume e passa a ser construção de percepção. Conteúdos bem direcionados educam, reduzem objeções e preparam o cliente antes do contato comercial.  A inteligência artificial também pode contribuir para ganho de produtividade e organização, mas não substitui estratégia. Quando usada sem critério, apenas acelera erros já existentes.

A escolha dos canais também precisa ser mais precisa. Redes sociais atraem e despertam interesse. O Google valida e reforça credibilidade. O WhatsApp facilita o fechamento. Quando esses pontos não se conectam, o processo de decisão do cliente se interrompe.

A assessoria de imprensa atua em outra camada desse processo. Ela não gera venda direta, mas constrói reputação e credibilidade. A presença em veículos de comunicação fortalece a percepção de autoridade, amplia a confiança e posiciona a marca como fonte relevante. Esse movimento impacta diretamente a forma como a empresa aparece nas buscas e nas respostas de inteligências artificiais, que tendem a priorizar fontes recorrentes, citadas e confiáveis. Na prática, isso reduz a resistência do cliente e encurta o caminho até a decisão.

Outro ponto decisivo está na relação entre marketing e comercial. Muitas empresas geram demanda, mas não convertem por falhas na abordagem, demora no atendimento, falta de acompanhamento ou dificuldade em apresentar valor com clareza. Nesses casos, o problema não está na divulgação, mas na execução da venda.

Por fim, é necessário olhar para a estrutura do negócio. Margens apertadas, precificação incorreta e dependência de descontos inviabilizam o crescimento, mesmo quando há volume de vendas.

Resolver a baixa conversão exige integração. Marketing, assessoria de imprensa e comercial precisam atuar de forma coordenada. Um atrai, outro constrói confiança e o terceiro transforma interesse em venda.

Quando essa estrutura funciona, divulgar deixa de ser tentativa e passa a ser estratégia. E é nesse momento que o resultado deixa de ser instável e começa a ganhar previsibilidade.


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Atua desde 2000 no desenvolvimento de estratégias para divulgar empresas, produtos e serviços. É sócia da Six Comunicação Integrada, agência especializada em criar mecanismos de comunicação para fortalecer marcas, gerar novos negócios e construir reputação sólida nos meios de comunicação.


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O papel da assessoria de imprensa no novo ecossistema da comunicação integrada – por Adriana Vasconcellos

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A chegada da TV 3.0 inaugura um capítulo decisivo para o mercado da comunicação. A televisão deixa de ser apenas uma plataforma de transmissão para se tornar um ambiente interativo, conectado e guiado por dados. O público passa a escolher ângulos de câmera, participar de enquetes, acessar conteúdos complementares e até comprar pela própria tela. Essa transformação aproxima TV e internet e cria um cenário em que credibilidade, engajamento e mensuração passam a caminhar juntos.

Esse movimento altera profundamente o papel de marcas, agências e profissionais de comunicação. Não se trata apenas de uma inovação tecnológica, mas de uma nova lógica de relacionamento com o público, em que a união entre assessoria de imprensa, marketing digital e produção de conteúdo se torna indispensável. A TV 3.0 consolida um ecossistema integrado, no qual cada área contribui para fortalecer a presença das marcas e gerar resultados reais.

A credibilidade construída pelos veículos tradicionais ganha ainda mais relevância quando combinada com a precisão das métricas digitais. Pela primeira vez, será possível medir com clareza o impacto de uma reportagem, entrevista ou ação institucional de TV, observando em tempo real como a audiência reage e se engaja. Essa leitura permite ajustar mensagens, narrativas e campanhas com o mesmo nível de detalhamento já comum nas redes sociais.

Nesse contexto, a assessoria de imprensa assume papel estratégico. Ela garante que as marcas apareçam nas pautas certas, sejam reconhecidas como fontes confiáveis e mantenham coerência no discurso institucional. Ao mesmo tempo, o marketing digital interpreta dados, analisa comportamentos e transforma visibilidade editorial em engajamento e conversão. A produção de conteúdo conecta as duas frentes, criando histórias relevantes que circulam entre TV, redes sociais, blogs, newsletters, podcasts e qualquer outro canal de contato com o público.

Separadas, essas áreas têm impacto limitado. Integradas, constroem uma narrativa sólida que fortalece reputação, amplia alcance e gera resultados mensuráveis. A TV 3.0 reforça essa necessidade de integração. Ela oferece métricas detalhadas sobre o comportamento da audiência e permite que a comunicação seja ajustada com precisão. Isso exige equipes capazes de unir dados, narrativa e estratégia em torno de um propósito comum.

A personalização de conteúdo também cria oportunidades para jornalistas, produtores e criadores independentes. As marcas precisarão de profissionais que dominem storytelling, análise de dados e gestão de reputação. A demanda por conteúdo qualificado, exclusivo e alinhado ao perfil do público cresce, abrindo espaço para novas formas de atuação dentro desse ecossistema.

Essa evolução tecnológica exige ainda mais responsabilidade. A coleta de dados em tempo real traz desafios relacionados à transparência, à segurança e ao uso ético das informações. A credibilidade editorial e a consistência narrativa tornam-se ativos fundamentais em um ambiente em que o público está mais informado e mais exigente.

A TV 3.0 revela que o futuro da comunicação não está em escolher entre imprensa, conteúdo ou publicidade. Está em integrar tudo isso de forma estratégica. A credibilidade jornalística sustenta a reputação. O conteúdo transforma visibilidade em relacionamento. O marketing analítico converte essa relação em resultados. Juntos, esses pilares constroem marcas fortes, lembradas e conectadas com o que realmente importa.

Empresas que entenderem essa nova lógica sairão na frente. Serão reconhecidas não apenas por suas ofertas, mas pela relevância das histórias que contam, pela confiança que geram e pela capacidade de ocupar espaços estratégicos em um mercado cada vez mais orientado por dados e experiências. O futuro da comunicação é integrado, colaborativo e guiado por propósito. E a assessoria de imprensa está no centro dessa transformação.


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Atua desde 2000 no desenvolvimento de estratégias para divulgar empresas, produtos e serviços. É sócia da Six Comunicação Integrada, agência especializada em criar mecanismos de comunicação para fortalecer marcas, gerar novos negócios e construir reputação sólida nos meios de comunicação.


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Confraternização da imprensa regional será realizada na cidade de Taboão da Serra

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O tradicional encontro em comemoração ao Dia Nacional da Imprensa, volta ao CEMUR, o primeiro foi no ano de 2001, nas dependências do Centro Municipal de Recreação e Cultura – Teatro Carlos Drummond de Andrade. Localizado na Praça Nícola Vivilechio, 151 – Jd. Bom Tempo – Taboão da Serra.

O evento que começou tímido, foi crescendo e já reuniu mais de 800 pessoas em um único dia na Churrascaria Recanto Gaúcho. No ano passado, quase 500 pessoas prestigiaram os meios de comunicação das cidades de Cotia, Embu das Artes, Embu Guaçu, Itapecerica da Serra, Juquitiba, São Lourenço da Serra, Taboão da Serra e Vargem Grande Paulista.

Este ano, é esperado um número muito maior, mesmo em ano eleitoral. Serão mais de 30 títulos de sites, jornais, web TV, rádios e TV.

“Acredito que este ano, vamos ter mais de 600 pessoas, participando e prestigiando os seus meios de comunicação preferido, O Encontro é uma confraternização dos meios de comunicação, com os seus colaboradores, empresários, comerciantes, políticos e autoridades”, declarou Manoel Rocha, Promoter do evento.

O convite estará a disposição, pelo valor de R$ 100,00 (cem reais), com direito ao coquetel e refrigerante, água e suco, cervejas serão vendidas à parte.

O 19º Encontro Regional de Imprensa da Região Sudoeste da Grande São Paulo, sempre conta com o apoio da Clínica São Bento, Sincoplastic, Acise, Padarias Belas Artes, O Rei das Carnes e Auto Escola Maranhão.

Serviço:

Coquetel em comemoração ao Dia Nacional da Imprensa

  • Local: CEMUR – Praça Nícola Vivilechio, 151 – Jd. Bom Tempo – Taboão da Serra.
  • Data: 10 de setembro de 2024
  • Horário: a partir das 19 horas
  • Convite Individual: R$ 100,00

Leia também: Polícia prende quadrilha especializada em roubos de motos de alta cilindrada


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Imprensa da região recebe homenagem na Câmara Municipal de Itapevi

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Em reconhecimento à imprensa, os vereadores da Câmara Municipal de Itapevi realizaram uma sessão solene dedicada aos jornalistas atuantes na Região Oeste da Grande São Paulo. A solenidade ocorreu na noite de terça-feira (21).

Estiveram presentes à sessão membros da diretoria da Associação Empresarial dos Órgãos de Imprensa da Grande São Paulo (ASEMORIG), além de jornalistas, radialistas, fotojornalistas, estudantes de jornalismo e autoridades municipais. Na ocasião, 55 jornalistas receberam moções de aplauso assinada por todos os vereadores.

Presidida pelo vereador e presidente Thiaguinho Silva (PL), a sessão teve como objetivo valorizar o trabalho social e ético da imprensa. “O jornalismo é fundamental para o desenvolvimento social de uma cidade, região, estado e país. Por isso, reconhecimentos como este são importantes para valorizar ainda mais o trabalho de vocês, que nos mantém atualizados diariamente sobre os acontecimentos cotidianos”, afirmou o presidente.

O presidente da ASEMORIG, Valter Wolf, agradeceu a homenagem da Casa de Leis itapeviense e destacou a importância da união dos jornalistas e da cooperação entre os veículos de comunicação.

Também prestigiaram a solenidade os vereadores Aparecido (Podemos), Bruxão Cavanha (PL) e Aroldo Gueiros (PL). O ex-vereador e atual secretário de governo da prefeitura de Itapevi, Dr. Lucas, representou o Prefeito Igor Soares (Podemos).”

Confira os homenageados

Aguinaldo Reis (Jornal Cotidiano); Alessandro Belcorso (Jornal & Portal 12 Cidades); Alex Deive Lopes Soares (Jornal Alternativa); Aline Barros (Jornal Digital da Região Oeste); Anderson Caire (Nova Oeste); André Barnabé (Canal Itapevi); André Luis Almeida Nascimento (Canal Itapevi); André Teobaldo (Itapevi Da hora); Arnaldo Jorge Viana (ARJ Fotografia); Benilton Freitas (Conexão na Cidade); Bruno Cesar (Itapevi Realidade); Cláudia Azevedo (Giro SA); Cleide Rocha (Jornal Grande SP); Clovis Ferreira (Jornal Tablóide); Cristina Kusano (Itapevi Agora); Diney Castilhos (Jornal Resenhas News); Edson Mesquita Jr (Zero Hora Digital); Eurico Ramos (Agência Impacto); Ezequiel Dorneles (Jornal e Portal Boas Novas); Fábio Mendonça (Jornal A Cidade); Fau Barbosa (Portal Viva Cotia); Gilberto Severino de Almeida (Portal Notícias de Osasco e Região); Guilherme Fabrício Mattos Boani (Itapevi News Oeste); Henrique Leão de Brito – Lyon (Jornal: Expressão Regional); Hipólito Cândido (Primeira Edição); Humberto Brassioli Corsi (O Tabloide VGP); Iracema Trigolo (Tribuna de Barueri e Região); Jean Bueno (Portal Notícias de Osasco e Região); Jefferson Cassundé (Jornal Cidade em Alerta); José Guedes de Brito (Jornal Opção Regional); José Luiz da Cunha Júnior (Jornal: Expressão Regional); José Otávio da Silva (Jornal Conexão Oeste); Júnior Berilo (Rádio Nova Difusora); Kazumi Kusano (Itapevi Agora); Marcos Roberto Pereira (Página Te Informei); Néo Marques (Tribuna de Barueri); Nilson Aranha (Jornal do Estudante); Nilton Ramos (Itapevi Notícias); Paula Theo (Jornal Digital da Região Oeste); Paulo Mack (Jornal Imprensa); Raquel Duarte (Innovare Comunicação); Ricardo Medina Lopes (Jornal Notícias da Região); Ricardo Rodrigues (RR Informações e Notícias); Roberto Carlos (RC TV Interativa); Rodrigo Rodrigues (Jornais: Alpha Times e Granja News); Siquivanio Martins de Souza – SIC (Mestre de Cerimônia); Thomas Luiz Soares Nunes dos Santos (Itapevi News Oeste); Tiago Oad (Fofocas Itapevi); Tunico Azevedo (Gazeta Magazine); Valter Wolff (Jornal: O Repórter Regional); Vanessa Dainese (Jornal Giro); Wesley Prado (Wesley Prado Foto e Vídeo); Adriana Teodoro (Jornal Imprensa Regional).

Leia também: Brasileirão 2024: CBF anuncia retorno dos jogos a partir da 7ª rodada; veja novo calendário


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Brasil melhora e sobe 18 lugares no ranking de liberdade de imprensa

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O Brasil subiu 18 lugares no ranking mundial de liberdade de imprensa, aponta relatório da organização não governamental (ONG) Repórteres Sem Fronteiras (RSF). O país, que estava na 110ª colocação, teve evolução no índice e chegou ao 92º lugar. A situação ainda é considerada problemática. A entidade atribui a melhora na posição à saída de Jair Bolsonaro do poder, que “atacou sistematicamente jornalistas e veículos de comunicação”, diz o relatório.

De acordo com o jornalista Artur Romeu, diretor do escritório da Repórteres Sem Fronteiras para a América Latina, a posição brasileira tem relação com uma expectativa e uma percepção de otimismo de analistas, jornalistas e pesquisadores, consultados para o levantamento, desde a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de 2022. Os dados incluíram até pelo menos março de 2023. O estudo é apresentado anualmente no dia 3 de maio, Dia da Liberdade de Imprensa.

“Essa subida de 18 posições do Brasil no ranking é a mais importante de um país no continente americano e uma das mais significativas em nível global. O estudo reflete otimismo em relação à possível volta à normalidade nas relações entre governo e imprensa”. O diretor da RSF entende que nos quatro anos do governo anterior as relações foram fragmentadas com um governo “hostil” ao jornalismo de maneira geral. 

Violência do ano passado

Artur Romeu chama a atenção para o fato de que essa subida de 18 posições não necessariamente reflete uma mudança que já ocorreu no país. “É um otimismo em relação às mudanças possíveis, que precisa ser confirmado pelas atitudes das lideranças”. 

Ele alerta que, a partir do levantamento da violência contra comunicadores no Brasil entre janeiro e dezembro do ano passado, o país estaria na posição número 149 do ranking. No ano passado, afirma Romeu, o Brasil protagonizou uma série de violências, incluindo o assassinato do jornalista britânico Dom Philips, em junho, e do blogueiro cearense Givaldo Oliveira, em fevereiro.

“Tivemos também as ameaças feitas pelas pessoas em acampamentos em frente a quarteis militares” O diretor da RSF lembra que o então governo federal mobilizou ódio à imprensa, o que levou a base a entende  a imprensa como inimiga. “O cenário de hostilidade era diário”.

Em evolução

Para continuar a evoluir no ranking, a RSF avalia que o país tem desafios importantes. “O Brasil é historicamente violento para jornalistas. “Se considerarmos os últimos dez anos, o Brasil só está atrás do México em número de jornalistas assassinados. Para que continue melhorando, é preciso reafirmar marcos legais, garantir a transparência pública e combater a desinformação”. Aliás, a desinformação, segundo Artur Romeu, é um problema global e vai exigir de lideranças políticas atitudes concretas. No Brasil, o Congresso discute projeto de lei sobre o tema.

O representante da entidade entende que o país tem uma política de proteção na defesa de direitos humanos e o governo atual trouxe uma demonstração de intenções ao criar um observatório de violência contra comunicadores. “É a materialização de uma vontade política do atual governo de marcar uma ruptura com o que foi o anterior”.

Levantamento

O estudo, que leva ao ranking global, tem a pretensão de avaliar as condições do livre exercício do jornalismo em 180 países do mundo. “É uma das publicações mais importantes da Repórteres Sem Fronteiras”, diz Romeu. Ele explica que, entre os indicadores que compõem o índice, estão os políticos, sociais, legislativos, econômicos e de segurança.

Sete países em cada dez estão nessas três escalas de problemas, difíceis ou muito difíceis. O estudo captou a percepção de uma volatilidade política em vários países do mundo e uma tendência a menor prestação de contas por parte de lideranças políticas e governos. Outra percepção é a invasão da desinformação a bordo de tecnologias e inteligência artificial. 

Nos 180 países e territórios classificados pela RSF, os indicadores são avaliados com base em uma contagem quantitativa de abusos contra jornalistas e meios de comunicação e uma análise qualitativa, com base nas respostas de centenas de especialistas em liberdade de imprensa selecionados pela entidade (incluindo jornalistas, acadêmicos e defensores dos direitos humanos) a mais de 100 perguntas em 22 idiomas.

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Por Luiz Claudio Ferreira – Repórter da Agência Brasil – Foto: Arquivo/Fabio Rodrigues Pozzebom/Ag. Brasil

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