A Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) aprovou, em sessão extraordinária, projeto de lei que autoriza o Executivo a conceder gratuidade no transporte público metropolitano para pessoas entre 60 e 65 anos.
De acordo com o texto, o Projeto de Lei 608/2022 autoriza a gratuidade do transporte por meio de bilhete eletrônico de uso pessoal e intransferível, que poderá ser suspenso ou cancelado caso haja uso indevido. Após concluído o trâmite interno na Assembleia, a medida seguirá para sanção ou veto, total ou parcial, do governador Rodrigo Garcia, o que deve acontecer até o fim desta semana.
Os parlamentares alteraram o projeto original, enviado pelo governador, que previa a gratuidade da passagem apenas para pessoas de 60 a 65 anos em situação de pobreza e extrema pobreza inscritas no CadÚnico, do governo federal.
Essa exigência foi retirada do texto, por meio de um projeto substituto, que diz que o Poder Executivo estabelecerá as normas complementares necessárias à execução da lei. A autorização concedida pela Alesp ao Executivo está prevista no Estatuto do Idoso, de 2003, que já tem a gratuidade para pessoas com 65 anos ou mais em todo o Brasil.
A vacinação contra a covid-19 no Brasil salvou a vida de até 63 mil idosos de janeiro a agosto de 2021, indica estudo de pesquisadores do Observatório Covid-19 BR. Além disso, até 178 mil hospitalizações de pessoas com idade acima de 60 anos foram evitadas com as vacinas.
A análise estima ainda que outras 47 mil vidas poderiam ter sido salvas e 104 mil hospitalizações evitadas se a imunização tivesse ocorrido em um cenário de maior celeridade. A pesquisa foi publicada hoje (21) em artigo do periódico The Lancet Regional Health Americas.
“Se tivéssemos vacinado em janeiro no mesmo ritmo que vacinamos em março, poderíamos ter evitado a perda de mais 47 mil vidas nesse mesmo período. Só por ter um ritmo de vacinação mais rápido do que o que aconteceu na vida real”, disse o pesquisador Leonardo Souto Ferreira, primeiro autor do artigo e pesquisador do Instituto de Física Teórica (IFT) da Universidade Estadual Paulista (Unesp).
O trabalho também teve participação de cientistas da Fiocruz, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Universidade Federal do ABC (Ufabc) e da Universidade de São Paulo (USP).
O estudo se baseia em uma análise estatística com intenção de dimensionar o papel da vacinação em massa e a eficácia dessa estratégia sanitária.
“A gente assumiu, no nosso modelo, que o comportamento da curva de hospitalizações e óbitos em uma faixa etária mais jovem, que não está recebendo a vacina, é o mesmo da faixa etária dos mais idosos”, acrescentou Ferreira.
Em um cenário, portanto, em que “alguma faixa etária começa a descer antes da outra, atribuímos essa diferença à vacinação dos idosos”. A diferença entre as duas faixas etárias é o que a vacinação evitou, tanto de mortes, quanto de hospitalizações, acrescentou.
A pesquisa estimou, também, a economia resultante da redução de internações, considerando que cada pessoa hospitalizada teve, durante a pandemia, um custo médio de 12 mil dólares no Brasil. Ao evitar de 158 mil a 178 mil internações, houve uma economia de 1,9 bilhão a 2,1 bilhões de dólares para o sistema de saúde. No artigo, os cientistas comparam que o Brasil investiu 2,2 bilhões de dólares em imunizantes no período analisado de janeiro a agosto de 2021.
No cenário estimado em que a vacinação ocorresse em ritmo mais acelerado, foi considerado como referência o período de quatro semanas e outro de oito semanas depois da data inicial da imunização, em 18 de janeiro. No primeiro período considera-se que a vacinação ocorreu em ritmo moderado e, no segundo, em alta aceleração.
No Brasil, cerca de 250 mil doses [de vacina] por dia foram aplicadas entre fevereiro e março. Entre abril e maio, 500 mil doses diárias. E o ritmo que garante um milhão de doses/dia foi conseguido em junho de 2021.
“A gente sabe que o Brasil conseguiria vacinar tranquilamente um milhão de pessoas, baseado tanto na campanha contra H1N1, quanto na própria campanha da covid-19 que, entre junho e julho, estava vacinando um milhão de pessoas”, analisou Ferreira.
Ele acrescentou que uma comparação conservadora indica que 47 mil vidas poderiam ter sido salvas. “Só a diferença de ter vacinado 100 mil pessoas para vacinar 300 mil pessoas naquele momento, por dia, que não é nem metade da capacidade do Sistema Único de Saúde, já teria salvo mais 50 mil vidas só na faixa de maiores de 60 anos”, disse à Agência Brasil.
Variante Gama
Os pesquisadores lembram, por exemplo, que, em janeiro de 2021, registrava-se a disseminação da variante Gama, que provocou crise sanitária em Manaus (AM). Embora não fosse possível evitar a emergência da nova cepa, que surgiu em novembro, uma vacinação mais rápida poderia ter diminuído consideravelmente o pico de hospitalizações e mortes, especialmente entre idosos e nos estados em que a variante demorou mais a chegar.
Eles destacam ainda que, em meados do ano passado, a vacinação foi fundamental para impedir nova onda severa de casos graves com outra variante – a Delta.
Dados do Ministério da Saúde apontam que 35 milhões de casos de covid-19 foram registrados no país desde o início da pandemia. Nesse período, 688.907 mortes foram confirmadas.
O Senado aprovou hoje (26) um projeto que prevê prioridade no atendimento a acompanhantes de idosos, gestantes, lactantes, pessoas com crianças de colo e obesos. Essa prioridade poderá ser exercida quando estiverem acompanhando os titulares de tal benefício. O projeto segue para sanção presidencial.
Para o autor do texto, o deputado Alexandre Leite (União-SP), o projeto se faz necessário porque, segundo ele, a falta de extensão da prioridade aos acompanhantes dos titulares desse direito pode fazer com que a pessoa assistida seja separada de seus acompanhantes. Atualmente o atendimento prioritário em repartições públicas e empresas concessionárias de serviços públicos, instituições financeiras, logradouros e sanitários públicos e veículos de transporte coletivo é garantido por lei, mas ela não trata dos acompanhantes.
“De pouco adianta que o titular do direito seja atendido rapidamente se precisar esperar pelo acompanhante e a separação entre eles pode deixar física ou psicologicamente desamparada a pessoa a quem é expressamente reconhecida prioridade”, afirmou o relator do projeto no Senado, Fabiano Contarato (PT-ES).
O projeto ainda tenta evitar inversão indevida e abusiva, em que o acompanhante se valha da pessoa assistida apenas para ter acesso ao atendimento prioritário. Assim, o texto condiciona a extensão da prioridade aos acompanhantes apenas quando isso for imprescindível para a aplicação da prioridade legal.
Por Marcelo Brandão – Repórter da Agência Brasil – Foto: Roque Sá/Ag. Senado
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Nesta segunda-feira (28), começa a Campanha de Vacinação Contra a Gripe para idosos com 80 anos ou mais. Na semana seguinte, no dia 4, poderão ser vacinados idosos acima dos 60 anos e trabalhadores da saúde. Crianças, maiores de seis meses e menores de 6 anos, gestantes, puérperas e professores serão vacinados em maio.
Em Itapevi, a imunização acontece em todos os 15 postos de saúde, nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e nas Unidades de Saúde da Família (USF), de segunda a sexta-feira, das 9h às 15h. O objetivo é imunizar pelo menos 90% dos grupos prioritários. No Estado de São Paulo, a estimativa é vacinar 16,6 milhões de pessoas.
A vacina do Butantan contra a influenza é trivalente e 100% nacional, composta pelos vírus H1N1, a cepa B e o H3N2, do subtipo Darwin, que causou os surtos localizados no final do ano passado.
A transmissão dos vírus influenza acontece por meio do contato com secreções das vias respiratórias, eliminadas pela pessoa contaminada ao falar, tossir ou espirrar. Também ocorre por meio das mãos e objetos contaminados, quando entram em contato com mucosas (boca, olhos, nariz).
Alergia a ovo
A vacina é contraindicada para pessoas com histórico de reação anafilática prévia em doses anteriores ou para pessoas que tenham alergia grave relacionada a ovo de galinha e seus derivados. É importante procurar o médico para mais orientações.
Confira o calendário de vacinação contra a gripe em Itapevi:
– 28 de março: Idosos acima dos 80 anos;
– 4 de abril: Idosos acima de 60 anos e trabalhadores da saúde;
– 2 de maio: Crianças acima de 6 meses a menores de 5 anos de idade; gestantes e puérperas;
– 9 de maio: Indígenas, professores, pessoas com deficiência e pessoas com comorbidades;
– 16 de maio: forças de segurança e salvamento, forças armadas, funcionários do sistema prisional, caminhoneiros, trabalhadores do transporte coletivo rodoviário de passageiros urbanos e de longo curso, trabalhadores portuários.
A Prefeitura dará início a uma obra na Aldeia de Barueri onde se estabelecerá a nova Instituição de Longa Permanência para Idosos (ILPI).
De acordo com a Secretaria da Família (Sefam), responsável pelos programas da Prefeitura destinados à terceira idade, o projeto da obra foi feito a partir de consultas com os profissionais especializados no atendimento de idosos, levando em consideração todos os detalhes em cada ambiente visando o melhor para essas pessoas.
O novo espaço terá capacidade para 52 vagas e contará com uma equipe altamente capacitada com cuidador, terapeuta ocupacional, fisioterapeuta, psicólogo, assistente social, médico, enfermeiro, auxiliar de enfermagem, nutricionista e cozinheiro.
Critérios de atendimento O ingresso do idoso ou idosa em situação de vulnerabilidade social ao novo ILPI será feito depois de uma avaliação caso a caso, por meio de uma visita técnica com uma equipe composta por psicólogo, assistente social e enfermeiro. Nessa visita serão verificadas todas as condições do idoso.
Posteriormente, uma equipe multidisciplinar analisará os resultados das averiguações realizadas para decidir quem poderá ser transferido pra o novo espaço. Novos lugares abrem em caso de óbito, desistência ou eventual ampliação das vagas.
Asilo municipal Atualmente, a Prefeitura de Barueri, em parceria com o Grupo Vida, mantém a ILPI que atende 42 idosos. Desde 2003, o serviço oferece atendimento global e multiprofissional, proporcionando ao residente maior autonomia e independência na realização das atividades do dia a dia.
A Sefam também tem outros programas destinados à população da terceira idade, como o Vincular, que atende 111 moradores em seu domicílio com equipes de cuidadores e especialistas multiprofissional. Já o programa Equilíbrio atende 105 idosos com serviço social e psicologia, palestras, rodas de conversa, passeios, espaço do saber e das artes, mídia digital e atendimento com fisioterapeuta e educador físico, proporcionando mais autonomia aos atendidos.
A partir de segunda-feira (21/03), a Secretaria de Saúde de Cotia inicia a vacinação com a segunda dose adicional contra a Covid-19 – a 4ª dose – nos idosos com idade a partir de 80 anos. A vacina será aplicada em todas as 26 Unidades Básicas de Saúde (UBS’s) do município, de segunda a sexta-feira, das 9h às 15h. Não é preciso agendar, mas tem que levar documento com foto, comprovante de endereço e o cartão de vacina contra a Covid-19 (físico ou digital).
Para ser vacinado com a 4ª dose é preciso que o idoso tenha recebido a última dose há pelo menos quatro meses. A Secretaria de Saúde informou que a cidade tem um público estimado de 2.500 munícipes com idade a partir de 80 anos.
Todos os pacientes imunossuprimidos com idade a partir de 12 anos [veja abaixo], que tomaram a primeira dose adicional há pelo menos quatro meses, já estão recebendo a segunda adicional, desde janeiro. A 4ª dose também está disponível em todas as UBS’s. O intervalo entre a 2ª e a 3ª dose para os pacientes imunossuprimidos é de 28 dias, e, a partir daí a 4ª dose deve ser recebida depois de quatro meses.
Intervalo entre as doses adicionais
Pacientes imunossuprimidos (12+):
3ª dose: depois de 28 dias da 2ª
4ª dose: depois de 4 meses da 3ª
Idosos 80+
3ª dose: depois de 4 meses da 2ª
4ª dose: depois de 4 meses da 3ª
Pacientes imunossuprimidos
– Imunodeficiência primária grave
– Quimioterapia para câncer
– Transplantados de órgão sólido ou de células tronco hematopoiéticas (TCTH) em uso de drogas imunossupressoras
– Pessoas vivendo com HIV/Aids
– Uso de corticoides em doses a partir de 20 mg/dia de prednisona, ou equivalente, por um período a partir de 14 dias
– Uso de drogas modificadoras da resposta imune como: Metotrexato; Leflunomida; Micofenolato de mofetila; Azatiprina; Ciclofosfamida; Ciclosporina; Tacrolimus; 6-mercaptopurina; Biológicos em geral (infliximabe, etanercept, humira, adalimumabe, tocilizumabe, Canakinumabe, golimumabe, certolizumabe, abatacepte, Secukinumabe, ustekinumabe); Inibidores da JAK (Tofacitinibe, baracitinibe e Upadacitinibe)
– Auto inflamatórias, doenças intestinais inflamatórias
– Pacientes em terapia renal substitutiva (hemodiálise)
– Pacientes com doenças imunomediadas inflamatórias crônicas