Só acho que a “Black Friday” deveria mudar de nome – por Tom Moisés

0 0
Read Time:1 Minute, 54 Second

Esse texto é para reflexão. Semana passada o Brasil celebrou o “Dia da Consciência Negra”. Foi feriado, para marcar e homenagear a história, luta e resistência da população negra no país. A data chama atenção para conscientização acerca do racismo e da desigualdade social.

Felizmente, ao longo dos anos, expressões racistas estão caindo em desuso e, graças a Deus, desaparecendo dos textos e vocabulários. Hoje em dia não se admite mais dizer ou ouvir coisas do tipo: “a coisa está preta”, “denegrir”, “ovelha negra”, “lista negra”, “serviço de preto”, “criado mudo”. Pelo amor de Deus, nunca diga ou escreva isso, a menos que seja para advertir ou orientar as pessoas a respeito. Todas essas expressões são deselegantes, inconvenientes e racistas; em alguns casos podem até ser consideradas como crime. Em Joinville, SC, a Câmara de Vereadores trocou as etiquetas nas garrafas de café após reclamações de um munícipe que viu racismo nas expressões “preto amargo” e “preto doce” que indicavam café puro e com açúcar. A sociedade está mudando.

Aí para divulgar uma data que marca a temporada de compras para o natal, com um movimento intenso de consumidores, chamam a data de “Black Friday” que traduzindo para o português significa “sexta-feira negra”. No passado, a palavra “negra” foi muito utilizada, incorretamente, para demonstrar coisas negativas. Segundo pesquisas, policiais americanos começaram a usar a expressão “Black Friday” para descrever o alvoroço de gente, tumulto, trânsito caótico, ruas lotadas e confusão geral causadas pelo grande volume de pessoas, carros e compras, com uma conotação bastante negativa.

Talvez a “Black Friday” pudesse ser chamada de “Green Friday” dando sinal verde para as compras. Ou de “Red Friday” advertindo os consumidores a terem cautela e não ficarem no vermelho. Independente do nome, até que surgem boas promoções. Eu pretendo aproveitar a data para comprar uma TV nova, já visando a Copa do Mundo do ano que vem. Embora quem tem criança em casa sabe que a gente nunca consegue assistir nada, pois as crianças têm preferência, cabendo aos pais decidirem os conteúdos, priorizando os educativos e de lazer. Enfim, vamos às compras?

ÚLTIMAS NOTÍCIAS


*Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal.

Happy
Happy
0 %
Sad
Sad
0 %
Excited
Excited
0 %
Sleepy
Sleepy
0 %
Angry
Angry
0 %
Surprise
Surprise
0 %

Segredos, fofocas e fake news sobre a Proclamação da República – por Tom Moisés

0 0
Read Time:1 Minute, 57 Second

Não faz muito tempo, foi em 1967 que Chico Buarque compôs e cantou “Carolina, maravilha de mulher”, música que hoje é mais conhecida na voz do Seu Jorge. De fato, toda “Carolina é menina bem difícil de esquecer”, mas talvez o Chico tenha se inspirado lá em 1889, em Ana Carolina Fonseca Jacques, a Baronesa do Triunfo, loira, linda e rica; que, segundo as más línguas, foi paquera e a grande paixão do Marechal Deodoro da Fonseca. Ela se tornou personagem decisiva para a Proclamação da República.

Em 1889 o foro (local de debates e discussões) não era nas redes sociais, mas na Rua do Ouvidor, ao lado da rua da Direita e das quitandas, no Rio de Janeiro; onde a sociedade se encontrava, disseminam-se os boatos e as fofocas se espalhavam pelo país em poucas horas. Naquela época só tinha um líder bom o bastante para comandar um golpe militar e tirar Dom Pedro do poder. Era o comandante geral do Exército, o militar Marechal Manuel Deodoro da Fonseca. Ele era contra a Proclamação da República, mas, virou a casaca a partir das fake news que o enganou.

Deodoro estava doente e de cama, quando Quintino Bocaiúva (suposto autor das falsas notícias) enviou Benjamim Constant com as fofocas:
-“Marechal, o senhor acha que Dom Pedro é seu amigo, mas não é. O Visconde do Rio Preto já deu ordem no Palácio para te prender.
Deodoro nem “deu ligança”:

  • “Esquece isso, Benja. Pedrinho é meu amigo, não faria isso”.
    E sabe quem virá comandar a sua prisão, te prender, tirar a sua roupa em público e te humilhar? Insistiu Benjamim.
  • “Quem”? Interessou-se o Marechal.
  • “Gaspar Martins, o gaúcho”
  • “Deixa ele vir. Vai ser porrada, pau e bomba”
  • Eu nem queria dizer, mas ele está dizendo por aí que está pegando aquela sua paquera da juventude, a Ana Carolina; debochando e dizendo “Mané perdeu”.
    Ao ouvir isso o Marechal, com cólera, dor de barriga, febre e sem forças, deu uma pirueta da cama e se levantou procurando suas botas para calçar:
  • “O quê? Pegando a Carolzinha? Isso não! Vamos lá proclamar essa república”.
    Assim disseram, que em 15 de novembro de 1889 o Marechal Deodoro da Fonseca proclamou a República do Brasil motivado por fake news e por um rabo de saia. Ele fez o certo?

ÚLTIMAS NOTÍCIAS


Happy
Happy
0 %
Sad
Sad
0 %
Excited
Excited
0 %
Sleepy
Sleepy
0 %
Angry
Angry
0 %
Surprise
Surprise
0 %

Os dilemas do empregado – por Tom Moisés

0 0
Read Time:1 Minute, 37 Second

Não é nada fácil ser empregado:
Se está procurando emprego ………. não tá procurando trabalho.
Se está num trabalho ruim ………. ruim mesmo é ter que trabalhar. 
Se fala alguma coisa certa ………. está ganhando pra isso.
Se fala alguma coisa errada ………. é um burro e idiota.
Se cumpre estritamente as normas ………. não tem iniciativa.
Se faz além das normas ………. tá querendo aparecer.
Se chama o chefe de “senhor” ………. é formal demais.
Se chama o chefe de você ………. é muito folgado.
Se faz tudo certinho ………. não faz mais do que a obrigação.
Se comete um pequeno erro ………. é bastante incompetente.
Se questiona alguma coisa ………. é indisciplinado.
Se concorda com tudo ………. não tem opinião própria.
Se critica alguém ou alguma coisa ………. é insubordinado.
Se elogia ………. é puxa-saco.
Se se diz satisfeito ………. é falso.
Se se diz insatisfeito ………. é ingrato.
Se não tem trabalho ………. é porque não procura.
Se tem muito trabalho ………. é desorganizado e lento.
Se faz cursos ………. tá querendo “dar um migué” pra sair.
Se não faz cursos ………. não tem vontade de crescer.
Se não paquera ninguém ………. não gosta da fruta.
Se paquera alguém ………. é abusado e comete assédio
Se procura conhecer outros serviços ………. não é focado.
Se entende apenas do seu serviço ………. é acomodado.
Se ouve opinião dos outros ………. não tem personalidade própria.
Se não ouve ninguém ………. é prepotente e dono da razão.
Se fica só de boca fechada ………. não é participativo. 
Se abre a boca ………. alguém diz que tem mal hálito.
Se fala na reunião ………. é chamado de Aparício.
Se não fala nada na reunião ………. é desnecessário.  
Se frequenta a sala do chefe ………. é bajulador.
Se não frequenta ………. está na lista de dispensa.
Se vai embora no horário certo ………. é sem comprometimento.
Se fica até mais tarde ………. está com algum esqueminha.
Se quer trabalhar só no home-office ………. é antissocial.
Se vai presencialmente na empresa ………. tá pegando alguém.
Se ri da piadinha do chefe ………. é puxa-saco.
Se não ri ………. é demitido.

ÚLTIMAS NOTÍCIAS


Happy
Happy
0 %
Sad
Sad
0 %
Excited
Excited
0 %
Sleepy
Sleepy
0 %
Angry
Angry
0 %
Surprise
Surprise
0 %

Desculpa, foi culpa do corretor ortográfico – por Tom Moisés

0 0
Read Time:1 Minute, 22 Second

DESCULPA, FOI CULPA DO CORRETOR ORTOGRÁFICO

Hoje em dia quase todas as pessoas enviam e recebem mensagens escritas pelo celular. Alguns diálogos podem ser mal interpretados por conta do intrometido do corretor ortográfico.

– Agora, não posso, estou vendo um filme lindo no Telecine Piroca.
– Que isso, garota?! Para de assistir filme pornô!
– Tá louco?! O filme é romântico. Acha que eu assisto filme pornô?
– Só acho que o Telecine Piroca não passa filme romântico.
– Não! Eu digitei PIPOCA, TELECINE PIPOCA.

– Quero BODE.
– Quer o quê?
– Ops. Escrevi que quero VOCÊ!

– Oi, o que aconteceu? Você está sumido das redes sociais?
– É que agora só estou estuprando.
– O quê?
– Não! O corretor que digitou. Eu quis dizer que só estou ESTUDANDO.

– Eu me sento tão bem com ele.
– Senta, então, ué.
– Aonde? Não… eu quis dizer que me SINTO tão bem com ele.
– Tudo bem, te perdoo, afinal, você é uma galinha!
– Sou o quê?
– Não, eu quis dizer GATINHA!

– Vem pra casa que eu vou te fazer uma gostosa limonada SUICIDA.
– Não, SUIÇA.
– E aí? Tá onde?
– To comendo um macho.
– Comendo o que?
– NACHO, pai. NACHO! Comida mexicana. Queijo. Entendeu?

– Cara, te procurei ontem o dia todo. Onde você foi?
– Em uma festa, com um amigo meu, que transava comigo.
– Opa, eu quis dizer que TRAMPAVA comigo.

– Você tá meio gordinho, hein?!
– É que andei exagerando e comendo umas gordinhas.
– Opa, eu quis dizer comendo umas GORDURINHAS.

– Fiquei meia hora sentado no pinto.
– No PONTO. Esperando o ônibus.

Por favor, leia e revise o seu texto antes de enviá-lo.
E aí? Alguma vez o corretor já aprontou com você também?

ÚLTIMAS NOTÍCIAS


Happy
Happy
0 %
Sad
Sad
0 %
Excited
Excited
0 %
Sleepy
Sleepy
0 %
Angry
Angry
0 %
Surprise
Surprise
0 %

Você é uma pessoa de sorte? – por Tom Moisés

0 0
Read Time:2 Minute, 5 Second

Eu sou uma pessoa de sorte, principalmente em dar azar. Depois de 25 anos jogando na mega sena, até que enfim acertei uma quadra. O prêmio era de R$ 300,00 e só gastei R$ 150,00. Mas, quando fui buscá-lo descobri que era um bolão dividido por 20 pessoas e eu só teria direito a R$ 15,00. Isso é que é sorte.

Considero os jogos importantes, pois custeiam parte significativa do interesse público e, joga quem quer. Eu só jogo porque tenho sorte. Um dia fui trabalhar num autódromo para ganhar uma diária de R$ 60,00; isso foi no dia 06/06. Naquele dia eu acordei atrasado, às 6 pra 6h, me arrumei em 6 minutos, saí de casa às 6h e fiquei 66 minutos no trânsito. Passando próximo à fila de apostas perguntei para uma moça quem venceria e ela disse “aposta no carro nº 6”. Era muita coincidência tantos números 6. Fiquei na dúvida se deveria apostar os R$ 60,00 da diária, mas no mesmo instante me ligou uma pessoa que eu considerava uma besta quadrada. Se besta é igual 666, a ligação foi um sinal, apostei tudo. O carro 6 saiu na frente e liderou a corrida. Mas, na reta de chegada fundiu o motor e chegou em 6º.

Rifa, eu só compro para ajudar. Se eu marco o nome Roberval, dá Robervalda. No bingo sempre fico por um número. Se preciso do 10, vem o 01; se preciso do 96, vem o 69. Baralho, loterias, dados, bolas numeradas, cassinos, enfim, sempre dou sorte com o azar e ainda bem, assim não corro o risco de ficar psicologicamente viciado. Até no consórcio tenho sorte, ganhei um carro. Paguei 60 prestações esperando mês a mês ser sorteado e não fui. Depois de 5 anos pagando, quando encerrou o grupo, a empresa faliu. Mas a minha sorte brilhou, pois minha mãe ficou sensibilizada e me deu um carro de presente, um Peugeot 206 ano 1999. Nunca bateu, só apanhou; coitado. Estava com o motor fumando e a caixa de marcha engripada. Fora isso, estava bonito; amarelo, desbotado. O apelido dele era “pálido”.

Teve um dia que eu achei que ganharia uma bolada e ganhei. Eu estava do lado direito atrás do gol quando o cara bateu o pênalti. Foi uma bolada e tanto, pegou bem na minha cara. Perdemos o jogo e perdi a aposta, mas pelo menos eu ganhei, uma bolada.

E você, também é uma pessoa de sorte?


Happy
Happy
0 %
Sad
Sad
0 %
Excited
Excited
0 %
Sleepy
Sleepy
0 %
Angry
Angry
0 %
Surprise
Surprise
0 %
error: