Osasco alcançou o primeiro lugar no ranking nacional que mede a eficiência do uso dos recursos públicos, segundo levantamento do Grupo Assertif. O estudo analisou 396 municípios brasileiros com mais de 50 mil habitantes e dados públicos consolidados, utilizando o indicador batizado de “Retornômetro”. A ferramenta cruza informações oficiais de bases como IBGE, Finbra, DataSUS e Inep para medir como os impostos retornam em serviços à população.
De acordo com José Guilherme Sabino, responsável pelo desenvolvimento do índice, o Retornômetro foi criado para ampliar a transparência e oferecer um instrumento técnico de gestão. “Nós estamos trazendo uma bússola para gestores públicos e, ao mesmo tempo, oferecendo ao cidadão a clareza sobre onde seus recursos estão sendo melhor investidos”, afirmou.
O indicador reúne 69 variáveis distribuídas nos eixos “viver”, “governar” e “prosperar”, avaliando políticas públicas e resultados em áreas como educação, saúde, administração e desenvolvimento econômico. Embora o estudo tenha abrangido apenas municípios com dados consistentes, o Grupo Assertif planeja expandir o ranking conforme novos registros sejam disponibilizados.
Os resultados revelam forte desigualdade regional. A região Sul apresentou o melhor desempenho médio, seguida pelo Sudeste. Norte e Nordeste concentraram as cidades com os piores índices de eficiência. São Paulo foi o estado mais bem posicionado entre os avaliados.
No topo da lista, Osasco se destacou pela soma de fatores estruturais e pela continuidade administrativa. Segundo Sabino, o desempenho não reflete um esforço isolado, mas um ciclo de gestões que investiram de forma planejada. “As gestões que passaram por Osasco fizeram investimentos estruturantes nos três eixos do estudo. São herdeiros de investimento”, explicou.
Responsabilidade fiscal, transparência e manutenção de políticas eficientes foram apontadas como pilares que consolidaram a cidade como referência nacional. “Osasco aparece acima da média por causa dessa sequência de gestões eficientes, que contribuiu para colocá-la em primeiro lugar”, disse Sabino.
A relevância do Retornômetro deve crescer nos próximos anos, especialmente diante da reforma tributária. A partir de 2033, municípios perderão a prerrogativa de conceder incentivos fiscais a empresas, o que aumenta a importância de demonstrar capacidade de aplicar bem os recursos públicos. Para especialistas, ferramentas como essa podem orientar políticas e apontar gargalos que impactam a competitividade econômica local.
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Foto: Arquivo/PMC | *Matéria com informações da CNN Brasil
