Linha 4-Amarela: Governo de SP avança em etapa para chegada do metrô a Taboão da Serra

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O Governo de São Paulo deu mais um passo para a expansão da Linha 4-Amarela até Taboão da Serra. Foi publicada nesta segunda-feira (15), no Diário Oficial do Estado, a aprovação do termo aditivo que permitirá a modernização e ampliação dos sistemas de sinalização e comunicação necessários para a operação do novo trecho.

A medida é considerada essencial para a futura extensão de 3,3 quilômetros entre a estação Vila Sônia e o município de Taboão da Serra, que contará com duas novas paradas: Chácara do Jockey e Taboão da Serra.

A aprovação ocorreu após reunião do Programa de Parcerias em Investimentos do Estado de São Paulo (PPI-SP), realizada na última quarta-feira (10). O investimento previsto é de R$ 675,4 milhões, por meio de aporte à concessionária responsável pela operação da linha.

Atualmente, a Linha 4-Amarela opera com a tecnologia CBTC, sistema responsável pelo controle da circulação dos trens, monitoramento das velocidades e redução dos intervalos entre as viagens. Com a expansão, será necessária a ampliação dessa tecnologia para atender o novo trecho e garantir a segurança operacional.

As obras civis da extensão já estão em andamento e fazem parte do contrato de concessão. Quando concluída, a ampliação da Linha 4-Amarela deverá beneficiar milhares de moradores da região oeste da Grande São Paulo, especialmente usuários que enfrentam diariamente os congestionamentos da Rodovia Raposo Tavares.

A chegada do metrô a Taboão da Serra é considerada uma das principais obras de mobilidade da região e promete reforçar a integração metropolitana, ampliar a capacidade do sistema sobre trilhos e reduzir o tempo de deslocamento entre a cidade e a capital paulista.

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Foto: Divulgação/Motiva trilhos

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Tarcísio envia LDO de 2027 à Alesp com previsão de R$ 371 bilhões em receitas

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O governador de São Paulo, Tarcisio de Freitas, encaminhou à Assembleia Legislativa de Sao Paulo o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2027, com estimativa de R$ 371,4 bilhões em receitas e R$ 365,9 bilhões em despesas. A proposta define as bases do orçamento estadual e agora será analisada pelos deputados.

O texto estabelece metas fiscais, prioridades de governo e regras para garantir o equilíbrio das contas públicas. A LDO também orienta a elaboração do orçamento do próximo ano e serve como referência para a execução financeira do Estado.

O projeto está dividido em duas partes: uma com os artigos da lei e outra com anexos que detalham metas, projeções e riscos fiscais. As diretrizes seguem o Plano Plurianual (PPA) 2024–2027 e foram ajustadas ao cenário econômico atual.

Entre os pontos centrais, o governo apresenta projeções financeiras até 2029, além da evolução do patrimônio estadual e dados sobre receitas obtidas com a venda de ativos. O documento também inclui estimativas de renúncia fiscal e avaliação do regime previdenciário dos servidores.

A gestão da previdência é feita pela São Paulo Previdência, e o projeto traz análise da sustentabilidade financeira do sistema no médio e longo prazo.

Outro destaque é o anexo de riscos fiscais, que aponta fatores que podem impactar as contas públicas, como variações econômicas e despesas obrigatórias.

Na Alesp, o projeto ficará em pauta por 15 dias para recebimento de emendas. Em seguida, será analisado pela Comissão de Finanças, Orçamento e Planejamento antes de ir ao plenário.

Antes do envio, a proposta passou por consulta pública realizada pela Secretaria da Fazenda e Planejamento, que recebeu sugestões da população sobre áreas como saúde, educação, segurança e desenvolvimento econômico.

A LDO também trata de temas como política tributária, gestão da dívida pública e aplicação de recursos por instituições financeiras ligadas ao Estado.

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Foto: João Valério/GESP

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Governo de SP propõe salário mínimo de R$ 1.874 para 2026

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O Governo de São Paulo enviou à Assembleia Legislativa de Sao Paulo, nesta terça-feira (28), o projeto de lei que define o novo salário mínimo estadual. A proposta prevê piso de R$ 1.874 em 2026, o que representa aumento de 46% em relação a 2022, quando o valor era de R$ 1.284.

O reajuste amplia a diferença em relação ao salário mínimo nacional, hoje em R$ 1.621. Se aprovado, o piso paulista ficará cerca de 15,6% acima do valor federal, com diferença de R$ 253.

Segundo o governador Tarcísio de Freitas, a proposta reflete a política de valorização da renda no estado. “Com o novo valor, chegamos a R$ 590 a mais do que há quatro anos, beneficiando mais de 70 categorias”, afirmou.

Na comparação com o cenário nacional, o crescimento do piso paulista também supera outros indicadores. Enquanto o salário mínimo nacional teve alta nominal de 33,7% no período, o reajuste estadual alcança 46%.

O aumento também ficou acima da inflação acumulada medida pelo INPC, que foi de 19,5% no mesmo intervalo, indicando ganho real no poder de compra dos trabalhadores.

A proposta agora será analisada pelos deputados estaduais. Caso seja aprovada, passará a valer após sanção do governo.

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Foto: Marcello Casal Jr/Ag. Brasil

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Rede quer Marina Silva ao Senado e sinaliza apoio a Haddad em SP

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A executiva da Rede Sustentabilidade em São Paulo manifestou nesta terça-feira (21) a intenção de lançar Marina Silva ao Senado e apoiar Fernando Haddad (PT) ao governo estadual. A sinalização marca um alinhamento político para as eleições e amplia o debate sobre alianças no estado.

O posicionamento também inclui críticas à atual gestão paulista, classificada pela sigla como negativa, e reforça a tentativa de construir uma alternativa política para o próximo pleito.

Segundo a nota, a possível dobradinha entre Marina e Haddad teria como foco a reconstrução de políticas públicas e a preparação do estado para os impactos das mudanças climáticas.

A Rede destacou a trajetória de Marina Silva, apontando a ex-ministra como uma das principais referências políticas e éticas do país, com perfil alinhado a temas ambientais e sociais.

Em relação a Haddad, o partido afirmou que sua pré-candidatura representa um campo político voltado à responsabilidade econômica e à ampliação de políticas sociais.

O movimento indica articulações antecipadas para o cenário eleitoral em São Paulo, que deve reunir diferentes forças políticas nos próximos meses.

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Foto: Bruno Peres/Ag. Brasil

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PATs oferecem quase 10 mil vagas em SP nesta segunda com destaque para Itapevi e Santana de Parnaíba

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Os Postos de Atendimento ao Trabalhador (PATs) do Governo de São Paulo disponibilizam nesta segunda-feira (13) um total de 9.931 vagas de emprego em todo o estado. As oportunidades estão distribuídas em mais de 200 unidades e abrangem diferentes áreas e níveis de qualificação.

A alta oferta reforça o cenário de geração de empregos em São Paulo e amplia as chances de recolocação para quem busca uma vaga no mercado de trabalho.

Entre as funções com maior número de oportunidades estão alimentador de linha de produção, com 1.501 vagas, auxiliar de logística (1.189) e faxineiro (461). Também há destaque para atendente de lojas, operador de caixa e vendedor.

Na divisão por cidades, os PATs com maior número de vagas são Valinhos, com 2.371 oportunidades, Itapevi (1.683) e Santana de Parnaíba (688), concentrando grande parte das ofertas.

Regionalmente, Campinas lidera com 3.972 vagas, seguida pela capital paulista, com 3.487, e Sorocaba, com 902 oportunidades disponíveis.

Além das vagas presenciais, os trabalhadores também podem acessar a plataforma digital Trampolim, que reúne oportunidades e cursos de qualificação gratuitos, com ferramentas para criação de currículo e testes de habilidades.

Os PATs também oferecem serviços como habilitação ao seguro-desemprego e intermediação de mão de obra, facilitando o acesso ao mercado e reduzindo o tempo de contratação.

Para se candidatar, é necessário comparecer a uma unidade com RG, CPF e Carteira de Trabalho. As vagas são atualizadas constantemente e podem ser preenchidas a qualquer momento.

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Foto: Arquivo/PMI

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Tarcísio sanciona aumento de 10% para policiais em SP e impacto chega a R$ 1,7 bilhão

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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, oficializou nesta quinta-feira (2) um reajuste salarial de 10% para policiais civis, militares e técnico-científicos. A medida passa a valer após publicação no Diário Oficial e atinge cerca de 198 mil servidores, entre ativos e aposentados.

O aumento será aplicado de forma linear sobre os vencimentos de todas as carreiras, elevando a folha de pagamento do Estado em aproximadamente R$ 1,75 bilhão. Na prática, o reajuste amplia a renda mensal dos profissionais da segurança pública e pressiona o orçamento estadual, que precisará absorver o impacto nos próximos anos.

Segundo o governo, o reajuste faz parte de uma política de valorização das forças policiais. A gestão estadual também destaca mudanças recentes nas regras de progressão de carreira, que devem facilitar promoções e evolução salarial ao longo do tempo.

Com o novo aumento, o ganho acumulado das carreiras policiais chega a cerca de 35% desde o início da atual administração. O índice supera a inflação registrada no período, estimada em torno de 14%, o que indica aumento real de renda para os profissionais.

Além disso, o governo considera no cálculo um reajuste concedido anteriormente, em 2022, elevando o impacto total das medidas salariais para aproximadamente 55% ao longo dos últimos anos.

Outro ponto citado pela gestão é a alíquota previdenciária de 10,5%, considerada baixa em comparação com outros estados. Na prática, isso significa que os policiais ficam com uma parcela maior do salário líquido após os descontos obrigatórios.

O reajuste ocorre em meio a debates sobre segurança pública e valorização das forças policiais, tema recorrente tanto no cenário estadual quanto nacional, especialmente diante da pressão por melhores condições de trabalho e remuneração na área.

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Foto: Pablo Jacob/GESP

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Tarcísio banca Ramuth como vice e ignora pressão do PL

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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), decidiu manter o vice-governador Felício Ramuth (PSD) em sua chapa à reeleição, mesmo diante da pressão do PL para ocupar o posto. A definição, segundo aliados, já está consolidada no núcleo do governo, embora ainda dependa de ajustes partidários.

O principal impasse envolve o futuro de Ramuth no PSD. O presidente da sigla, Gilberto Kassab — também secretário de Governo — demonstrou interesse na vaga de vice, o que abriu uma disputa interna. Interlocutores afirmam que Kassab pode dificultar a permanência de Ramuth no partido após ser preterido.

Pessoas próximas ao governador relatam que houve desgaste na relação entre Ramuth e Kassab, o que torna incerta a permanência do vice na legenda. O entorno de Ramuth, por sua vez, nega qualquer conflito e sustenta que ele pretende seguir no PSD.

Nos bastidores, Tarcísio e Kassab devem se reunir nos próximos dias para tentar um acordo que mantenha o partido na vice, desde que Ramuth permaneça na função. Caso isso não ocorra, o destino mais provável do vice-governador é o MDB, aliado da atual gestão e sem pré-candidato próprio ao Senado. O próprio Tarcísio deve participar das articulações para uma eventual mudança de sigla.

A relação entre o governador e Kassab também sofreu abalos recentes, em meio a divergências sobre a condução política do PSD no estado.

Outro fator de tensão é a investigação que envolve Ramuth por suposta lavagem de dinheiro em Andorra, revelada em fevereiro. O vice nega irregularidades e afirma ter prestado esclarecimentos às autoridades. Aliados chegaram a especular que o vazamento da informação teria motivação política, hipótese sem confirmação.

Apesar do episódio, Tarcísio minimizou o impacto do caso na formação da chapa. “Fofoca antes de eleição sempre tem”, afirmou à imprensa na ocasião. Desde o fim de 2025, o governador já demonstrava preferência por manter Ramuth como vice.

A escolha é considerada estratégica. A expectativa entre aliados é que Tarcísio dispute a Presidência da República em 2030. Nesse cenário, o vice assumiria o governo estadual meses antes da eleição, tornando-se candidato natural à sucessão.

No PL, a decisão frustrou o plano de emplacar o presidente da Assembleia Legislativa, deputado André do Prado, como vice. O nome era defendido pelo presidente da legenda, Valdemar Costa Neto, e chegou a mobilizar parlamentares da Alesp em um abaixo-assinado. A iniciativa, porém, foi vista por interlocutores do governo como pressão indevida.

Com a manutenção de Ramuth, integrantes do PL passaram a considerar André do Prado como possível candidato ao Senado em 2026. Pelo acordo entre partidos da base, Tarcísio indicaria um nome — o deputado federal Guilherme Derrite (PP) —, enquanto a outra vaga poderia ficar com o grupo ligado a Jair Bolsonaro.

Sem previsão de retorno ao Brasil, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL) deve indicar um substituto. Entre os nomes ventilados estão o deputado federal Mario Frias (PL) e o coronel Mello Araújo (PL), atual vice-prefeito de São Paulo.

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Foto: Pablo Jacob/GESP | *Matéria com informações Folha de S. Paulo

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Sem reajuste até abril, Polícia Civil pode ficar sem aumento em 2026

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O Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Sindpesp) cobrou do governo estadual a apresentação urgente de uma proposta de aumento salarial para os policiais civis. A entidade afirma que o reajuste precisa ser encaminhado até 6 de abril, prazo limite antes das restrições impostas pela legislação eleitoral para concessão de aumentos a servidores públicos.

Em 2026, por causa das eleições marcadas para 6 de outubro, a lei impede reajustes salariais nos 180 dias que antecedem o pleito. Caso o governo não encaminhe uma proposta até o início de abril, a medida ficaria inviabilizada até depois da votação.

Diante da falta de sinalização concreta do Palácio dos Bandeirantes, o Sindpesp afirma temer que o governador Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos) deixe o prazo expirar e utilize a regra eleitoral como justificativa para não conceder o reajuste à categoria.

Além de oficiar o governador, o sindicato encaminhou documentos ao secretário de Segurança Pública, delegado Osvaldo Nico Gonçalves, ao delegado-geral da Polícia Civil, Artur José Dian, e a deputados estaduais, pedindo apoio para que o Executivo envie um projeto de lei com a recomposição salarial.

A presidente do Sindpesp, delegada Jacqueline Valadares, afirma que a Polícia Civil paulista enfrenta um cenário de desvalorização salarial em comparação com outras unidades da federação. Segundo ela, os vencimentos da categoria estão entre os mais baixos do país, o que tem provocado evasão de profissionais e ampliado o déficit de efetivo.

Delegada Jacqueline Valadares é presidente
do Sindpesp. – Foto: Divulgação

De acordo com a dirigente, a falta de valorização também impacta diretamente o funcionamento das delegacias e a condução de investigações. “Faltam policiais no atendimento nas delegacias e na condução de investigações e inquéritos”, afirmou.

O ofício enviado ao governo estadual foi acompanhado de um parecer técnico elaborado pela assessoria jurídica do sindicato. O documento detalha os limites legais para concessão de reajustes em ano eleitoral e reforça a necessidade de envio rápido de um projeto de lei à Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).

Segundo a entidade, apenas com a tramitação e aprovação do projeto antes do prazo eleitoral será possível garantir a recomposição salarial da categoria ainda neste ano.

A preocupação dos policiais civis aumentou após uma reunião da Comissão de Segurança Pública e Assuntos Penitenciários da Alesp, realizada na quarta-feira (11). Na ocasião, o secretário de Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, e o secretário-executivo da pasta, Henguel Ricardo Pereira, foram questionados sobre a valorização da Polícia Civil.

De acordo com relatos do sindicato, os representantes do governo afirmaram apenas que o tema está em estudo.

O Sindpesp também destaca que a valorização da categoria está ligada à criação de uma nova Lei Orgânica da Polícia Civil. A proposta prevê modernização institucional e mudanças na carreira, incluindo a possibilidade de todos os delegados alcançarem a classe especial.

Segundo Jacqueline Valadares, a atualização da legislação também foi promessa de campanha do governador em 2022, mas ainda não foi concluída.

No ofício enviado aos parlamentares, o sindicato pediu que deputados estaduais cobrem do governo o envio de um projeto de reajuste e reforçou que a valorização da Polícia Civil é uma pauta considerada suprapartidária.

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Foto: Arquivo/SSP-SP

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Governo de SP lança site que mostra quem não precisa pagar IPVA de moto

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O Governo de São Paulo lançou um portal para esclarecer dúvidas sobre a isenção do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) para motocicletas de até 180 cilindradas. A página reúne orientações sobre quem tem direito ao benefício, quais são os requisitos e o que fazer caso a isenção não tenha sido aplicada automaticamente.

O site, chamado Duas Rodas Zero IPVA, também disponibiliza materiais informativos e explica como solicitar o benefício em situações específicas. A plataforma pode ser acessada pelo endereço duasrodaszeroipva.sp.gov.br.

A nova lei, em vigor desde janeiro deste ano, pode beneficiar cerca de 4,4 milhões de motocicletas em São Paulo, o que representa aproximadamente 77% da frota de motos do estado. Segundo o governo paulista, a isenção é concedida automaticamente para veículos que atendem aos critérios estabelecidos e não exige cadastro prévio do proprietário.

Quem tem direito

O benefício vale para motocicletas, motonetas e ciclomotores de até 180 cilindradas registrados em nome de pessoas físicas. Veículos financiados por meio de arrendamento mercantil também podem receber a isenção, desde que o contrato esteja em nome de pessoa física.

Além da cilindrada, o veículo precisa estar com cadastro e licenciamento regulares. No caso de motos usadas, é necessário que o licenciamento do ano anterior esteja em dia. Já para veículos novos, o primeiro emplacamento deve ser realizado no Detran dentro do prazo legal de 30 dias após a emissão da nota fiscal.

Outro ponto importante é a transferência de propriedade. Quem compra uma moto usada precisa concluir a transferência no Detran/SP em até 30 dias após a venda. Caso o procedimento não seja finalizado até 31 de dezembro, o veículo passa a ser considerado irregular em 1º de janeiro do ano seguinte e perde o direito à isenção naquele exercício.

De acordo com dados do governo estadual, a frota de motocicletas em São Paulo cresceu 33% na última década, e quase 80% dos veículos de duas rodas em circulação têm até 180 cilindradas.

O que fazer se a isenção não aparecer

Proprietários que atendem aos critérios, mas não receberam a isenção automaticamente, devem solicitar o benefício por meio do Sistema de Peticionamento Eletrônico (Sipet), da Secretaria da Fazenda e Planejamento.

O pedido é gratuito e pode ser feito com login gov.br ou certificado digital. Após acessar o sistema, o usuário deve selecionar a opção “Isenção IPVA — motociclos, motonetas e ciclomotores até 180cc”, preencher os dados e anexar os documentos exigidos.

Entre os documentos solicitados estão:

  • CRLV ou CRV (frente e verso)
  • RG e CPF do solicitante
  • Comprovante de que a cobrança segue ativa no site IPVAneT
  • Contrato de financiamento ou arrendamento, quando houver
  • Nota fiscal, no caso de motocicleta zero quilômetro

Restituição para quem já pagou

Segundo o portal do governo paulista, proprietários que já quitaram o IPVA, mas se enquadram nas regras da isenção, receberão a restituição automaticamente. Nesses casos, não é necessário apresentar pedido adicional para receber o valor de volta.

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Foto: Paulo Pinto/Ag. Brasil

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Aprovação de Tarcísio cresce em SP e chega a 45%, aponta Datafolha

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A avaliação do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), apresentou melhora e agora é considerada ótima ou boa por 45% dos paulistas, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta semana. No levantamento anterior, realizado em abril de 2025, o índice era de 41%.

De acordo com o estudo, 31% classificam o governo como regular (eram 33% no levantamento anterior), enquanto 20% consideram a gestão ruim ou péssima, ante 22% anteriormente. Outros 4% não souberam opinar.

A pesquisa foi realizada entre os dias 3 e 5 de março, com 1.608 entrevistas em 71 municípios do estado de São Paulo, envolvendo pessoas com 16 anos ou mais. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com 95% de nível de confiança. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob os números BR-06798/2026 e SP-04136/2026.

Comparação com gestões anteriores

Considerando os últimos 12 anos, a avaliação positiva de Tarcísio é igual ou superior à de governadores anteriores no mesmo período de mandato, dentro da margem de erro.

Em abril de 2022, o então governador João Doria tinha 23% de avaliação ótima ou boa. Já Geraldo Alckmin registrava 36% em abril de 2018 e 41% em junho de 2014, durante seu governo anterior.

Por outro lado, o desempenho atual de Tarcísio ainda fica abaixo de avaliações registradas em mandatos anteriores no estado. Alckmin tinha 66% de ótimo ou bom em abril de 2006, enquanto José Serra alcançava 55% em março de 2010.

Diferenças entre grupos

A pesquisa também aponta diferenças relevantes na percepção da gestão entre diferentes perfis de eleitores.

A avaliação positiva é maior entre homens (49%), em comparação com 42% entre mulheres. O índice também cresce entre pessoas com 60 anos ou mais (59%), enquanto cai para 27% entre jovens de 16 a 24 anos.

Entre os menos escolarizados, a avaliação positiva chega a 54%, contra 43% entre os mais instruídos. No recorte regional, moradores do interior registram 49% de aprovação, enquanto na Região Metropolitana de São Paulo o índice é de 41%.

Entre categorias profissionais, a aprovação é mais alta entre empresários (67%), enquanto cai para 19% entre funcionários públicos.

Já a avaliação ruim ou péssima é maior entre mais instruídos (29%), pessoas com renda familiar entre cinco e dez salários mínimos (31%), funcionários públicos (41%) e moradores da Região Metropolitana de São Paulo (27%).

Aprovação do trabalho

Quando questionados diretamente sobre o trabalho do governador, 64% dos entrevistados disseram aprovar a gestão, ante 61% em abril de 2025. Já 30% afirmaram desaprovar, contra 33% no levantamento anterior, enquanto 6% não souberam responder.

Associação política

O levantamento também mediu como os eleitores identificam o posicionamento político de Tarcísio. Para 69% dos entrevistados, o governador é aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Outros 10% afirmam que ele é aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), enquanto 1% considera que ele é aliado de ambos. Já 3% dizem que ele não é aliado de nenhum dos dois, e 17% não souberam responder.

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Foto: Pablo Jacob/GESP

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