Em reunião realizada na sede da Associação Paulista de Supermercados (APAS), em São Paulo, o presidente da entidade, Erlon Ortega, solicitou ao secretário de Governo e Relações Institucionais do Estado, Gilberto Kassab, a revisão do modelo de devolução do ICMS pago em duplicidade após mudanças no sistema tributário que entraram em vigor em janeiro deste ano.
A proposta apresentada pela APAS é que o ressarcimento ao setor supermercadista seja feito em seis parcelas, e não em 24, como previsto inicialmente pelo governo estadual. Segundo a entidade, o formato atual pode provocar desequilíbrios financeiros, especialmente entre pequenas e médias redes.
De acordo com Ortega, foram apresentados dados técnicos e planilhas com exemplos reais que apontam aumento expressivo do ICMS referente ao mês de janeiro. Para a associação, a antecipação do reembolso contribuiria para aliviar o fluxo de caixa das empresas e permitir um reequilíbrio financeiro mais rápido do setor.
Em 2026, passou a valer uma mudança no regime de substituição tributária do ICMS em São Paulo. No modelo anterior, havia retenção antecipada do imposto sobre as mercadorias. Com o fim dessa sistemática, fornecedores e importadores deixaram de recolher previamente o tributo para toda a cadeia, o que resultou em pagamentos duplicados em alguns casos.
Durante o encontro, a APAS também alertou para o risco de aumento de preços ao consumidor caso a redução de impostos obtida anteriormente pela indústria não seja refletida no valor final dos produtos comercializados nos supermercados.
A entidade ainda destacou o trabalho desenvolvido pela Secretaria da Justiça e Cidadania do Estado de São Paulo e pela Fundação Procon-SP, especialmente nas ações de orientação ao setor. No ano passado, APAS e Procon-SP lançaram uma cartilha sobre o Código de Defesa do Consumidor, voltada à qualificação de equipes, organização das lojas e adoção de boas práticas no atendimento ao público.
Ao final da reunião, foram discutidos cenários políticos nos âmbitos estadual e nacional. Segundo Ortega, o secretário demonstrou disposição para avançar na agenda do setor e atuar como interlocutor junto ao governo estadual para o encaminhamento das demandas apresentadas.
A isenção do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) para motocicletas de até 180 cilindradas, implementada pelo Governo de São Paulo, alcança a frota que mais cresceu no estado nos últimos dez anos. Dados do Detran-SP indicam que os modelos mais populares dessa categoria passaram de 3,3 milhões em 2015 para 4,4 milhões em 2025, aumento de 33%.
No mesmo período, a frota total de veículos em São Paulo — considerando motos, carros e outros tipos — cresceu 20%, saltando de 22,3 milhões para 27 milhões. Já o número de automóveis teve alta mais moderada, de 9%, ao passar de 14 milhões para 15,3 milhões entre 2015 e 2025.
Segundo o governador Tarcísio de Freitas, a medida tem impacto direto sobre trabalhadores que dependem da motocicleta no dia a dia. Ele destaca que o benefício alcança especialmente entregadores e famílias que utilizam a moto como principal meio de transporte, sobretudo em cidades pequenas e médias, contribuindo para aliviar despesas e manter a atividade econômica.
Entre as motocicletas registradas no estado, 4,4 milhões — o equivalente a 77% do total — têm até 180 cilindradas. Para ter direito à isenção, o veículo deve estar com registro e licenciamento em situação regular e ser de propriedade de pessoa física.
A proposta de isenção foi apresentada pelo governo estadual, aprovada pela Alesp e sancionada em 24 de dezembro. De acordo com o Executivo, a mudança levou em conta o papel social e econômico das motocicletas, projeções fiscais, a atualização da Tabela Fipe para 2026 e o cumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal.
Representante de cerca de 1 milhão de motoboys, mototaxistas e motofretistas no estado, o presidente do Sindimotos de São Paulo, Gilberto Almeida dos Santos, afirma que a isenção atende a uma demanda antiga da categoria. Para ele, a economia gerada pode ser usada em despesas essenciais, como manutenção do veículo.
Motociclistas também relatam impacto positivo no orçamento familiar. O motoboy Dorival Roberto afirma que o valor economizado com o imposto permitirá pagar parcelas da moto e ajudar nas despesas domésticas.
O benefício é automático para veículos que se enquadram nos critérios e vale exclusivamente para o IPVA. A taxa de licenciamento anual continua obrigatória, conforme calendário do Detran-SP. Informações detalhadas sobre o IPVA 2026 podem ser consultadas no site da Sefaz-SP.
A disputa pelo apoio do MDB em São Paulo ganhou novos contornos após uma reunião realizada nesta segunda-feira (9) entre o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o presidente nacional do MDB, Baleia Rossi. Segundo interlocutores ouvidos nos bastidores, o encontro teve como objetivo consolidar a aliança entre as duas siglas para a disputa eleitoral no estado.
A movimentação ocorre em meio a articulações do governo federal para o Senado. De acordo com apuração da CNN Brasil, a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB), deve ser indicada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para concorrer a uma vaga ao Senado por São Paulo, como um nome identificado com o campo da esquerda.
Para viabilizar essa candidatura, porém, Tebet teria de deixar o MDB. O partido está fechado com o governador Tarcísio de Freitas e, segundo fontes, não há interferência direta do Palácio do Planalto nas decisões da legenda em São Paulo.
Após o encontro, Baleia Rossi usou as redes sociais para sinalizar a continuidade da aliança com o atual governador. “Estive ontem à noite com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Falamos sobre o cenário eleitoral no Brasil e em São Paulo, onde o MDB vai reforçar sua parceria firmada há quatro anos, que foi marcada por lealdade e respeito mútuo”, escreveu o dirigente.
A reunião aconteceu no mesmo dia em que Tarcísio deixou de comparecer a duas agendas oficiais do presidente Lula e do vice-presidente Geraldo Alckmin em São Paulo, gesto interpretado por aliados como mais um indicativo do distanciamento político entre o governador e o governo federal.
Nos bastidores, a avaliação é de que o alinhamento entre MDB e Republicanos em São Paulo fortalece o projeto eleitoral de Tarcísio e dificulta uma eventual candidatura de Simone Tebet ao Senado pelo partido. O cenário ainda depende das definições formais das legendas e do avanço das negociações nacionais, mas sinaliza um rearranjo relevante no tabuleiro político paulista.
Interlocutores do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), apontam o atual vice-governador, Felício Ramuth (PSD), como o nome mais provável para compor a chapa à reeleição em 2026, embora a definição ainda não tenha sido formalizada. De acordo com apuração da revista Veja, Felício estaria preparado para diferentes cenários e, caso não seja mantido como vice, não pretende disputar outro cargo nem concorrer ao Legislativo, permanecendo filiado ao PSD.
Nos bastidores do Palácio dos Bandeirantes, outro nome que segue em articulação é o do secretário de Governo e Relações Institucionais, Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD. Segundo fontes do alto escalão estadual, Kassab trabalha com a hipótese de integrar a chapa como vice já de olho em 2030, quando poderia se credenciar como opção ao governo paulista. A indefinição sobre a composição tem provocado desgaste na relação entre Kassab e Felício, ambos do mesmo partido, segundo relatos de aliados.
Também é citado como potencial vice o presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, André do Prado (PL), aliado do presidente nacional da sigla, Valdemar Costa Neto. De acordo com fontes do governo, André tem se movimentado para viabilizar seu nome e acompanha com frequência a agenda pública do governador. A aliados, o deputado afirma estar pronto para assumir a “missão”, caso seja o escolhido.
Integrantes do núcleo político de Tarcísio, porém, avaliam que o PL já estaria contemplado no cenário nacional com o apoio do governador à candidatura de Flávio Bolsonaro, o que reduziria a pressão por uma vaga na chapa estadual. Nesse contexto, a manutenção de Felício Ramuth ou a entrada de Kassab como vice permanecem como as principais alternativas em análise.
A decisão final sobre a composição da chapa deve ficar para mais adiante, mas o debate já expõe disputas internas e cálculos estratégicos que envolvem não apenas a eleição de 2026, como também a sucessão ao governo paulista em 2030.
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) realiza neste sábado (10), o Dia D de vacinação contra a gripe, em adesão à mobilização nacional contra a doença. A ação ocorre nos 645 municípios paulistas, que tem como objetivo ampliar a cobertura vacinal e reforçar a importância da imunização.
A campanha é voltada para 19,3 milhões de pessoas dos grupos prioritários, como crianças de até 6 anos, gestantes, puérperas, pessoas com comorbidades e idosos — públicos mais vulneráveis às complicações causadas pelo vírus. Os gestores municipais possuem autonomia para realização de estratégias próprias para vacinar o público-alvo.
Apesar de a vacina já estar incluída no Calendário de Vacinação, é importante a realização do ‘Dia D’ de imunização contra a influenza antes do período de maior circulação do vírus. A meta é alcançar 90% de cobertura vacinal entre os grupos elegíveis (crianças, gestantes e idosos), prevenindo complicações, internações e mortes causadas pelas infecções pela doença. Até o momento, a cobertura entre os grupos prioritários no Estado é de 16,1%.
“A vacinação é a maneira mais eficaz de se proteger contra a gripe. Segura e atualizada anualmente, a vacina ajuda a evitar formas graves da doença, especialmente porque o vírus da Influenza sofre mutações frequentes e exige constante monitoramento”, explica Tatiana Lang D’Agostini, diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) da SES.
A duração de proteção da vacina é de aproximadamente um ano, dependendo da resposta imunológica individual de cada pessoa. Por isso, é importante se vacinar todos os anos, já que o vírus muda com frequência e a vacina é atualizada para acompanhar essas mudanças.
Este ano, o CVE da SES já enviou aos 645 municípios 11,6 milhões de doses do imunizante. No Estado de São Paulo, a vacinação dos grupos prioritários teve início em 28 de março.
O Governo de São Paulo, por meio da SES-SP, criou o portal “Vacina 100 Dúvidas” com as perguntas mais frequentes sobre vacinação nos buscadores da internet. A plataforma esclarece questões como efeitos colaterais, eficácia das vacinas, doenças imunopreveníveis e quais os perigos ao não se imunizar. O acesso está disponível no link: www.vacina100duvidas.sp.gov.br
O Brasil terá seu primeiro túnel imerso, com 870 metros de comprimento, instalado embaixo do mar para ligar as cidades de Santos e Guarujá. O governador Tarcísio de Freitas participa nesta quinta-feira (27), em Santos, do lançamento do edital de concessão do Túnel Santos-Guarujá. A estrutura tem investimento estimado em R$ 6 bilhões, divididos entre Governo do Estado, Governo Federal e a iniciativa privada, que será responsável pela construção, operação e manutenção do túnel.
A profundidade será de 21 metros. O projeto é uma demanda antiga da população e vai reduzir o tempo de deslocamento entre as duas áreas urbanas. Atualmente, a travessia é feita por balsa ou por cerca de 40 km de rodovia. Mais de 21 mil veículos cruzam diariamente as duas margens utilizando barcos de pequeno porte (catraias) e as balsas, além de 7,7 mil ciclistas e 7,6 mil pedestres.
O trecho vai ligar as regiões de Outeirinhos e Macuco, em Santos, ao bairro Vicente de Carvalho, em Guarujá. O estudo de mobilidade do projeto concluiu que a localização mais adequada do túnel é no centro do canal, atendendo as necessidades logísticas da região.
O projeto do Túnel Imerso ligando os municípios de Santos e Guarujá está qualificado no âmbito do Programa de Parcerias de Investimentos do Estado de São Paulo (PPI-SP) e será executado por meio de parceria público-privada (PPP), com valor de investimento estimado em R$ 6 bilhões.
A futura concessionária será responsável pela construção, operação e manutenção do ativo, que permitirá o tráfego de veículos de passeio e de transporte público, além de caminhões, bicicletas (ciclovia) e pedestres. A solução não limita o desenvolvimento e a expansão do porto de Santos.
Os estudos foram realizados pela Fipe, por meio da Companhia Paulista de Parcerias. O projeto-executivo do empreendimento foi validado por duas consultorias internacionais especializadas em projetos de alta complexidade de engenharia e já possui licença ambiental prévia.
Divulgação: Governo de SP
As demandas atuais e futuras de viagens, conectando as áreas de maior geração de tráfego nas duas cidades da Baixada Santista, balizaram a formatação da proposta para a ligação seca. O empreendimento ainda permitirá a integração dos sistemas de transportes públicos na região.
Além da passagem de veículos, o túnel contará com uma área de circulação para ciclistas e pedestres instalada entre as seis vias de pista – três faixas por sentido, sendo uma delas adaptável ao VLT (Veículo Leve sobre Trilhos).
A estrutura será composta por seis módulos de concreto pré-moldados que serão construídos em uma doca seca. Em seguida, os módulos serão “mergulhados” na água para o teste de vedação e impermeabilidade. Depois de prontas, as partes serão transportadas por flutuação até o local onde o túnel será instalado no fundo do leito oceânico (veja mais abaixo).
Projeto do túnel que ligará Santos-Guarujá – Divulgação: Governo de SP
Etapas da construção:
Preparação do solo
A primeira etapa é a preparação do fundo do canal onde o túnel será instalado. Uma trincheira é cavada no local para abrigar os módulos que formarão a estrutura. Também serão instaladas placas de concreto na vala para suportar os elementos de túnel.
Construção
Os elementos de túnel são peças de concreto construídas em uma doca seca, de preferência próxima ao local onde ficará o túnel. Os elementos contam com piscinas provisórias no seu interior. Os reservatórios fazem com que a estrutura não afunde na água em um primeiro momento.
Transporte
Quando as peças ficam prontas, elas passam por testes de vedação e impermeabilidade. Na sequência, a doca seca é inundada. Por conta das piscinas provisórias, os elementos flutuam para, desta forma, serem transportados por rebocadores para o local onde o túnel vai ficar.
Posicionamento
Os elementos são fixados em pontes flutuantes e posicionados por sistemas eletrônicos no ponto exato onde devem ser imersos.
Imersão
A água presente nas piscinas provisórias do interior dos módulos é bombeada, fazendo submergir lentamente os elementos do túnel. Esse processo é monitorado por sensores.
Ligação dos elementos
Por meio de guinchos hidráulicos, os elementos são aproximados, até o contato entre eles.
Acoplagem
A união final dos módulos de túnel contíguos é feita pela diferença de pressão atmosférica no interior do elemento já posicionado e a pressão que a água exerce no novo elemento.
Nivelamento
Em uma das extremidades do elemento, são ancorados macacos hidráulicos, que movimentam pinos de aço para nivelar o módulo. Os pinos são soldados e os macacos hidráulicos, retirados. Em seguida, é injetada areia na base, formando uma “cama” para assentar o elemento de túnel.
Proteção
Por fim, uma camada de pedras é utilizada para recobrir e proteger o túnel contra impactos de embarcações e o enganchamento de âncoras soltas.
Sobre o túnel
Qualificado no Programa de Parcerias de Investimentos do Estado de São Paulo (PPI-SP) e integrado ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o projeto do túnel imerso prevê investimento total estimado de R$ 6 bilhões, de aportes público dividido entre o Governo de São Paulo e a União, além de participação da iniciativa privada.
Divulgação: Governo de SP
A concessionária será responsável pela elaboração do projeto executivo e execução das obras de implantação do túnel e dos acessos viários e pelas atividades de manutenção, conservação e operação da infraestrutura pelo prazo de 30 anos, sendo remunerada por tarifa a ser cobrada dos usuários e, a depender dos resultados dos estudos de viabilidade, de contraprestação pública, durante a fase de operação.
A obra do túnel promete solucionar um dos maiores gargalos logísticos do país.
A ligação entre as duas principais cidades da Baixada Santista vai permitir o tráfego de veículos de passeio, caminhões e transporte público, além de bicicletas e pedestres em vias segregadas. A solução viária também amplia possibilidades de desenvolvimento e expansão do Porto de Santos.
Com projeto executivo elaborado pelo Governo de São Paulo, o empreendimento é uma demanda centenária da população da Baixada Santista e vai reduzir o tempo de deslocamento entre os dois municípios.
Na próxima segunda-feira (23), Barueri sediará a inauguração do tão aguardado Hospital Regional Rota dos Bandeirantes, que receberá o nome de Rubens Furlan Júnior (Rubinho Furlan) em homenagem ao filho do prefeito Rubens Furlan. A homenagem foi confirmada pelo prefeito, que destacou o envio do projeto à Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) pelo governador Tarcísio de Freitas.
O Hospital Regional Rubens Furlan Júnior será administrado pelo Instituto de Responsabilidade Social Sírio-Libanês (IRSSL), uma Organização Social de Saúde (OSS) sem fins lucrativos, vinculada ao renomado Hospital Sírio-Libanês de São Paulo. A gestão do IRSSL começou em 1º de agosto, e a instituição teve pouco mais de quatro meses para organizar a operação gradativa da unidade.
Estrutura e Benefícios do Hospital
O hospital será um marco na saúde regional, oferecendo atendimento de alta e média complexidade para cerca de 1,8 milhão de habitantes de Barueri e cidades vizinhas, como Carapicuíba, Itapevi, Jandira, Osasco, Pirapora do Bom Jesus e Santana de Parnaíba.
Com um investimento conjunto de R$ 375 milhões — R$ 250 milhões pela Prefeitura de Barueri e R$ 125 milhões pelo Governo de São Paulo —, o hospital foi construído em um terreno de 64.000 metros quadrados, contando com 41.000 metros quadrados de área construída. A estrutura moderna inclui 10 pavimentos, um heliponto, 442 vagas de estacionamento, 17 elevadores e 360 leitos, com especialidades em oncologia, cardiologia, ortopedia, neurologia/neurocirurgia e cirurgia bariátrica.
A inauguração do Hospital Regional Rubens Furlan Júnior representa um avanço significativo para a saúde da região, consolidando Barueri como referência em atendimento médico de alta qualidade.
O Governo de São Paulo, por meio da Procuradoria Geral do Estado (PGE/SP), juntamente com a Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp) e a Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor de São Paulo (Procon), protocolou ação civil pública contra a concessionária Enel São Paulo, responsável por distribuir energia elétrica para a capital e 24 cidades da Região Metropolitana segundo Contrato de Concessão nº 162/98, firmado com a União. Os fundamentos são descumprimentos de deveres na prestação de serviços públicos adequados e de fornecer acesso aos órgãos de fiscalização da concessão, ocultando dados essenciais para as ações regulatórias.
O objetivo da ação é proteger os direitos dos cidadãos paulistas e dos consumidores atendidos pela concessionária, que apresentou duas graves falhas de operação após tempestades que atingiram a região metropolitana da capital: a primeira em novembro de 2023 e a segunda recentemente, em 11 de outubro.
Na primeira ocasião, 2,1 milhões de pessoas ficaram sem energia elétrica, que só foi totalmente restabelecida seis dias depois. Na interrupção deste ano, 3,1 milhões consumidores ficaram no escuro, alguns por vários dias, com prejuízos estimados em R$ 2 bilhões para o varejo e o comércio, segundo levantamento da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio). Oito dias depois, mesmo sem condições extremas do clima, a população voltou a sofrer com a interrupção de fornecimento de energia elétrica.
Como concessionária da União na distribuição de energética elétrica, a Enel São Paulo tem uma série de deveres previstos por contrato e descritos no Código de Defesa do Consumidor e especificamente pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que na resolução nº 1000/2021, dispõe sobre a responsabilidade na prestação de serviço adequado ao consumidor e por informações necessárias à defesa de interesses individuais, coletivos ou difusos e prevê ainda que o serviço adequado é o que “satisfaz as condições de regularidade, continuidade, eficiência, segurança, atualidade, generalidade e cortesia na sua prestação”, além de ajustar prazos para reparos e restabelecimento do fornecimento de energia elétrica, que vai de 4 horas, para religação em caso de suspensão indevida do fornecimento, a 48 horas, para religação normal de instalações localizadas em área rural.
Contudo, as falhas em atender aos direitos dos usuários do serviço público e no alcance da meta de Duração Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora (DEC) de 2023 — índice que avalia o tempo médio em que cada consumidor ficou sem fornecimento de energia elétrica — ensejaram a ação.
Em 15 de outubro, o governador Tarcísio de Freitas se reuniu com o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Augusto Nardes, e com prefeitos de municípios da Região Metropolitana afetados pela queda no fornecimento de energia elétrica. Na ocasião, entregou uma carta conjunta solicitando ao TCU medidas cabíveis para que órgãos federais competentes dessem início à intervenção na Enel ou a caducidade do contrato.
O documento reforçava que a concessionária não havia cumprido plano de contingência apresentado pela própria empresa para o enfrentamento de eventos climáticos extremos, além da “incapacidade de prestação de um serviço essencial e indispensável à população, e à altura do que o contrato de concessão exige”.
O Governo de São Paulo realizou neste sábado (14) a maior operação aérea da história para o combate aos incêndios em diversas regiões do estado. A mobilização contou com 20 aeronaves, ou seja 100% do efetivo, no enfrentamento de focos ativos em 13 municípios do estado. O governador Tarcísio de Freitas esteve no início da tarde no Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) para acompanhar o trabalho no Gabinete de Crise, instalado para monitorar e coordenar as ações de prevenção e combate às chamas.
“As equipes do Governo do Estado estão reunidas, monitorando a situação em tempo real e atuando em conjunto com a iniciativa privadas e os efetivos municipais para o enfrentamento dos incêndios em São Paulo. São mais de 15 mil pessoas e 2 mil veículos trabalhando de forma simultânea em diversas regiões”, destacou o governador Tarcísio de Freitas.
Governador Tarcísio de Freitas no gabinete de crise instalado na Defesa Civil. – Foto: Divulgação/Governo de SP
Na sexta-feira (13), o governador autorizou a abertura de 13,5 mil vagas na Dejem (Diária Especial por Jornada Extraordinária de Trabalho Policial Militar) para integrantes do Corpo de Bombeiros atuarem no combate aos focos de incêndio em todo o Estado. O objetivo é aumentar o efetivo para monitoramento e controle de queimadas, permitindo que bombeiros trabalhem durante as folgas recebendo uma remuneração adicional.
Também foi liberado a abertura de um crédito suplementar de R$ 10 milhões à Defesa Civil para reforçar as ações de combate aos incêndios florestais no estado.
Toda a situação é acompanhada de forma permanente pela Operação São Paulo Sem Fogo e pelo Gabinete de Crise, instalado no final de agosto com o agravamento dos incêndios no interior, reunindo profissionais da Defesa Civil do Estado e das secretarias da Segurança Pública (SSP), Agricultura e Abastecimento (SAA) e de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil).
O governador Tarcísio de Freitas concluiu nesta quinta-feira (16), em Nova Iorque (EUA), a segunda missão internacional do ano para apresentar oportunidades de investimentos no Estado a investidores estrangeiros.
Em seu último compromisso antes de voltar ao Brasil, Tarcísio participou da conferência promovida pelo grupo Itaú BBA Latin América. Na ocasião, explicou as medidas administrativas que o Estado tem adotado para garantir a eficiência da gestão e priorizar a atração de recursos.
“Um estado que tem R$ 330 bi de orçamento precisa ter fôlego para investimentos. Por isso, estamos fazendo um grande exercício para reduzir despesas e custeio, renegociar dívidas e rever benefícios tributários que não se traduzem mais em Capex [investimentos em bens de capital] ou empregos para o Estado. Com isso, estamos construindo um Estado com maior capacidade de investimento”, afirmou.
Ao detalhar as iniciativas e oportunidades de investimento, o chefe do Executivo paulista reforçou o compromisso da administração com a revitalização da região central da capital. Segundo o governador, ao destinar R$ 4 bilhões para o projeto da construção do Centro Administrativo Campos Elíseos, a gestão dá um sinal claro ao mercado sobre o potencial da região para a atração de recursos.
“Vamos revitalizar o centro de SP, que tem potencial para ser pulsante. Nós temos de devolver o centro para as pessoas e é isso que vamos fazer”, disse. Tarcísio reforçou que o projeto não é o único para a região, que contará ainda com a construção de mais de seis mil unidades habitacionais no âmbito da PPP do centro. “Se eu vou levar as pessoas para trabalhar lá, tenho de garantir condições para elas morarem lá também. E isso faz sentido porque é uma região que já conta com serviços como transporte, saneamento e segurança”, completou.
Ao longo dos dias que permaneceu nos Estados Unidos, o governador participou de uma série de eventos com investidores e executivos de diferentes de grupos, que demostraram grande interesse no projeto de desestatização da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo – Sabesp. A próxima etapa do processo será a reunião do Conselho Deliberativo da Unidade de Regional de Serviços de Abastecimento de Água Potável e Esgotamento Sanitário Sudeste (URAE-1), na próxima semana. A expectativa da gestão é que a oferta pública de ações da companhia seja aberta ainda neste trimestre.
Além do projeto da Sabesp, o Programa de Parcerias de Investimentos do Estado de São Paulo (PPI-SP) conta ainda com diversas outras propostas inovadoras e estruturantes. Ao todo, são 18 projetos já qualificados e distribuídas em quatro eixos estruturais – água e energia, mobilidade, rodovias e social. A expectativa da gestão é realizar 44 leilões até o final de 2026, mobilizando grupos globais interessados em investir nos ativos estaduais.