Polícia estoura central de golpes via Pix em chácara na Grande SP e prende 11

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Uma operação da Polícia Civil desmontou uma central clandestina de fraudes que funcionava em uma chácara em Mairiporã, na Grande São Paulo. Ao todo, 11 pessoas foram presas em flagrante suspeitas de aplicar golpes pela internet, com foco em transferências via Pix.

A ação ocorreu na tarde de quarta-feira (1º), após denúncias apontarem a existência de um “call center do crime”. Ao chegar ao endereço, os agentes identificaram movimentação incomum e veículos na entrada do imóvel, o que reforçou a suspeita de atividade ilegal.

Durante a abordagem, um carro tentou fugir ao desobedecer ordem de parada. Um dos ocupantes foi detido e confirmou que o local era usado para a prática de estelionato. Dentro da residência, outros dez suspeitos foram encontrados operando computadores e celulares no momento em que aplicavam os golpes.

Segundo as investigações, o grupo utilizava uma estratégia baseada em engenharia social. As vítimas recebiam mensagens informando compras suspeitas em seus nomes. Ao buscar ajuda, acabavam entrando em contato com uma falsa central de atendimento, onde eram convencidas a fazer transferências via Pix para supostos cancelamentos — que, na prática, eram desvios para contas ligadas à quadrilha.

Os criminosos também compravam dados pessoais na internet para tornar a fraude mais convincente. De acordo com a polícia, o grupo pagava cerca de R$ 500 por pacotes com mil registros de possíveis vítimas. Em alguns casos, complementavam as informações com dados disponíveis publicamente.

No local, foram apreendidos notebooks, celulares, acessórios eletrônicos e três veículos. Todo o material será analisado pela perícia para aprofundar as investigações.

Os suspeitos foram encaminhados ao Setor de Investigações Gerais (SIG) da Delegacia Seccional de Franco da Rocha, onde permanecem presos pelos crimes de estelionato e associação criminosa.

A Polícia Civil segue investigando o caso para identificar outros integrantes da rede e possíveis ramificações do esquema.

Esquemas semelhantes se espalham pela região

Casos desse tipo têm se multiplicado na Grande São Paulo. Em março, operações semelhantes desarticularam estruturas criminosas que também funcionavam como centrais de atendimento falsas, com divisão de tarefas e uso intensivo de tecnologia.

Em uma dessas ações, realizada na zona leste da capital, 16 pessoas foram presas em um esquema que simulava atendimentos jurídicos para enganar vítimas. Dias depois, outro grupo foi detido em Suzano com atuação semelhante, prometendo valores inexistentes em processos judiciais para aplicar golpes.

As investigações indicam que essas organizações operam de forma cada vez mais estruturada, replicando modelos profissionais de atendimento para dar aparência de legitimidade e aumentar a taxa de sucesso das fraudes.

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Foto: Divulgação/SSP-SP

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Mulher compra pizzas por quase dois anos com PIX falso

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O dono de uma pizzaria em Camaragibe, no Grande Recife, denunciou um golpe de uma cliente que enviava comprovantes falsos de PIX para os pedidos que fazia. Depois de ser cobrada pela dívida, segundo o empresário, a mulher encaminhou uma nota dizendo que havia morrido.

Alex Renato Silva, proprietário da Delicious Delivery, publicou a denúncia em seu Instagram. De acordo com ele, Francielly dos Santos, de 20 anos, fez pelo menos cinco pedidos na pizzaria ao longo dos últimos meses. Ao todo, a dívida totaliza R$ 814.

Renato ainda disse que o golpe só foi percebido no início de 2024, mas que a mulher fazia pedidos na pizzaria há um ano e oito meses. O empresário começou a desconfiar por conta da frequência dos pedidos, que, às vezes, aconteciam três vezes por semana.

“O pessoal (funcionários) via o comprovante e achava que estava tudo certo. Aí, teve um dia (em) que ela pediu para a casa de uma amiga dela, só que, na hora, eu estava mexendo no computador e não chegou nenhuma notificação de PIX”, disse o dono da pizzaria.

Depois de sofrer uma nova tentativa de golpe, o empresário foi até o banco com o comprovante impresso. Lá, os funcionários disseram que o print era falso e mostraram coisas que não deveriam ter em um comprovante verdadeiro. Ao cobrar o pagamento, Renato disse que foi “enrolado” pela cliente.

“Por favor, respeite o luto da família. […] Até hoje pela manhã, nossa menina estava aqui feliz, sorridente, mas, infelizmente, chegou sua hora”, dizia a mensagem.

Três dias depois, o homem encontrou a antiga cliente em um bar. Após expor o caso nas redes sociais, Renato foi procurado por donos de outros estabelecimentos que também foram vítimas do golpe: a jovem comprava comida, dizia que iria pagar por PIX e enviava comprovantes falsos.

No dia 13 de maio, Renato prestou queixa contra Francielly pelo crime de estelionato na Delegacia de Camaragibe.

Leia também: Tony Ramos recebe alta hospitalar após oito dias internado


Fonte: TV Cultura – Foto: Rawpixel

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