Operação investiga golpe bancário de R$ 1,27 milhão em SP

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Polícia Civil cumpre cinco mandados em São Paulo, Goiás e Distrito Federal; investigação identificou 2,7 mil linhas telefônicas virtuais ligadas ao grupo

A Polícia Civil deflagrou nesta terça-feira (20) a Operação Nexion para investigar uma organização criminosa suspeita de envolvimento em fraudes bancárias que provocaram prejuízo de R$ 1,27 milhão. A ação cumpre cinco mandados de busca e apreensão em Poá e Embu das Artes, na Grande São Paulo, além de Planaltina (GO) e Brasília (DF).

A investigação identificou 2,7 mil linhas telefônicas virtuais relacionadas ao grupo e 114 boletins de ocorrência registrados no estado com possível participação dos suspeitos.

Investigação começou após golpe contra idoso

O caso teve início após um idoso de 80 anos, morador de Presidente Venceslau, no interior paulista, perder R$ 180 mil em um golpe. Segundo a Polícia Civil, os criminosos se passaram por funcionários de uma instituição bancária e convenceram a vítima de que havia um problema com sua conta.

Induzido pelos suspeitos, o idoso realizou uma transferência bancária sem autorização, dando início às apurações conduzidas pela Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Presidente Venceslau.

Durante a investigação, os policiais identificaram milhares de linhas telefônicas virtuais adquiridas em um curto intervalo. O cruzamento dessas informações com sistemas policiais permitiu localizar registros de outras possíveis vítimas no estado.

“Começamos a apuração a partir do prejuízo sofrido por um idoso, mas o cruzamento de informações permitiu encontrar outros registros de fraudes. Agora, nosso objetivo é aprofundar a investigação, identificar todos os envolvidos e localizar outras possíveis vítimas”, afirmou o delegado Edmar Caparroz, responsável pela coordenação da operação.

Justiça determina bloqueio de bens

Os mandados de busca têm como objetivo recolher documentos, celulares, computadores e outros materiais que possam contribuir para o avanço das investigações.

A Justiça também determinou o bloqueio de bens e valores de até R$ 180 mil, quantia correspondente ao prejuízo sofrido pelo idoso que deu origem ao caso.

A Polícia Civil continua analisando as informações para esclarecer a participação de cada investigado, identificar outras possíveis vítimas e dimensionar o total dos prejuízos atribuídos ao grupo.

O nome da operação, Nexion, faz referência à rede de números telefônicos interligados que, segundo a investigação, era utilizada pelos suspeitos para enganar as vítimas.

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Foto: Divulgação/SSP-SP

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Central de golpes é descoberta com movimentações de até R$ 5 milhões em Carapicuíba

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Uma operação da Polícia Militar revelou um esquema sofisticado de fraudes bancárias que movimentava valores milionários em Carapicuíba, na Grande São Paulo. A ação ocorreu na tarde de sexta-feira (27) e terminou com a descoberta de uma espécie de “central do golpe” instalada dentro de uma residência.

De acordo com os agentes do 5º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (BAEP), a suspeita começou após a equipe identificar, através da janela do imóvel, uma grande quantidade de equipamentos eletrônicos ligados simultaneamente. Entre os itens estavam celulares, notebook, tablet, máquina de cartão e dispositivos de armazenamento.

Ao abordar o morador, os policiais notaram comportamento nervoso. Questionado, ele não soube explicar a origem dos aparelhos. Durante a verificação, os agentes constataram que todos os dispositivos estavam ativos e conectados, o que levantou ainda mais suspeitas.

A análise inicial revelou indícios claros de um esquema organizado. Em um dos aparelhos, havia uma lista intitulada “cartela de clientes”, com dados pessoais e bancários de diversas vítimas, incluindo senhas. Outro dispositivo continha ferramentas de criptografia usadas para gerenciar várias contas do WhatsApp, prática comum em golpes digitais.

Também foram localizados registros de transações financeiras com valores expressivos — um deles de R$ 400 mil e outro superior a R$ 5 milhões — além de um caderno com anotações detalhando abordagens e informações sobre vítimas.

Diante das evidências, o suspeito admitiu participação no esquema. Segundo o relato, o grupo se passava por funcionários de uma central de atendimento vinculada a um banco para enganar clientes. As vítimas eram induzidas a fornecer dados sensíveis, clicar em links falsos e permitir o acesso às suas contas, inclusive com clonagem de WhatsApp.

Ainda conforme o depoimento, a organização criminosa lucrava entre 14% e 35% sobre cada golpe aplicado, indicando uma operação estruturada e com divisão de ganhos.

O caso foi registrado no 3º Distrito Policial de Carapicuíba, onde o suspeito permaneceu detido e à disposição da Justiça.

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Foto: PMESP

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