Lula lidera 1º turno, mas empata com Flávio no 2º, aponta BTG

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Presidente aparece com 41% contra 36% do senador no primeiro turno; em eventual segundo turno, diferença de três pontos fica dentro da margem de erro

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera a disputa pela Presidência da República no primeiro turno das eleições de 2026, mas encontra um cenário mais equilibrado contra Flávio Bolsonaro (PL) em uma eventual segunda etapa da disputa, segundo pesquisa BTG Pactual/Nexus divulgada nesta segunda-feira (17).

No primeiro turno, Lula aparece com 41% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro soma 36%. O senador está cinco pontos percentuais atrás do presidente.

Ronaldo Caiado (PSD) aparece em terceiro lugar, com 5%. Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo) têm 4% cada. Outros 5% dos entrevistados afirmaram que votariam em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos.

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Disputa fica mais apertada no segundo turno

Quando o levantamento considera um eventual segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, a distância diminui.

Lula aparece com 47%, enquanto Flávio Bolsonaro registra 44%. A diferença de três pontos percentuais está dentro da margem de erro da pesquisa, que é de dois pontos para mais ou para menos.

O resultado indica um cenário de empate técnico, embora Lula apresente vantagem numérica no levantamento.

Lula também lidera contra outros adversários

A pesquisa testou ainda outros cenários de segundo turno.

Contra Romeu Zema, Lula aparece com 46%, enquanto o governador de Goiás tem 41%. Em uma disputa contra Renan Santos, o presidente registra 47%, ante 36% do candidato do Missão.

Já no cenário entre Lula e Ronaldo Caiado, o petista tem 45%, contra 42% do ex-governador de Goiás.

Pesquisa foi realizada no início da campanha

O levantamento foi realizado por telefone entre os dias 14 e 16 de agosto, com 2.003 eleitores.

A margem de erro é de dois pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-03317/2026.

A divulgação ocorre um dia após o início oficial da campanha eleitoral nas ruas, que começou neste domingo (16), colocando os candidatos diante de um cenário de disputa nacional ainda marcado por forte polarização.

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Foto: Montagem/Hora SP

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Lula, Flávio e candidatos iniciam campanha pelo país

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Primeiros atos ocorreram em diferentes regiões do país, com candidatos destacando temas como segurança pública, economia, saúde e soberania

A campanha eleitoral para a Presidência da República começou oficialmente neste domingo (16), primeiro dia em que a propaganda eleitoral passou a ser permitida pela Justiça Eleitoral. Os candidatos realizaram atos em diferentes regiões do país e apresentaram as principais mensagens que devem marcar a disputa até outubro.

Entre os principais nomes, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) iniciou a campanha em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) escolheu a Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão), Augusto Cury (Avante) e Hertz Dias (PSTU) também realizaram os primeiros atos eleitorais.

Lula inicia campanha em São Bernardo do Campo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva começou oficialmente a busca pelo quarto mandato em um comício no Estádio da Vila Euclides, em São Bernardo do Campo.

A escolha do local está relacionada à trajetória política do petista e à história das mobilizações dos trabalhadores do ABC paulista. No discurso, Lula destacou a defesa da soberania nacional, políticas sociais e diferenças entre os campos político e ideológico que disputam a eleição.

Na segurança pública, o presidente defendeu medidas como a criação do Ministério da Segurança Pública e o combate às organizações criminosas, com atenção também aos responsáveis pelo financiamento dessas atividades.

A largada em São Bernardo foi marcada ainda pela presença de políticos do PT de diferentes regiões do país. A cidade tem forte relação com a trajetória sindical e política de Lula.

Flávio Bolsonaro escolhe Copacabana

Flávio Bolsonaro iniciou sua campanha na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, tradicional ponto de manifestações do campo bolsonarista.

Flávio Bolsonaro iniciou sua campanha na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. | Foto: Fernando Frazão/Ag. brasil

Acompanhado do candidato a vice, Alfredo Gaspar, de familiares e apoiadores, o senador destacou o legado do ex-presidente Jair Bolsonaro e fez críticas ao atual governo.

A segurança pública foi um dos principais temas do discurso. Flávio defendeu medidas mais duras contra organizações criminosas e milícias, além de propostas relacionadas à redução da maioridade penal e ao combate ao feminicídio.

Na economia, criticou a atual taxa básica de juros e defendeu redução de gastos públicos e de cargos na administração federal.

O início da campanha ocorreu em um cenário de disputa acirrada entre Lula e Flávio. Pesquisa Quaest divulgada na sexta-feira (14) apontou Lula com 38% das intenções de voto no primeiro turno, contra 31% de Flávio.

Caiado percorre cidades de Goiás

Ronaldo Caiado escolheu Goiás para iniciar sua campanha. O candidato percorreu municípios do entorno do Distrito Federal, passando por Águas Lindas de Goiás, Santo Antônio do Descoberto, Novo Gama, Valparaíso e Cidade Ocidental, antes de encerrar a agenda em Luziânia.

O ex-governador afirmou que pretende disputar o segundo turno e fez críticas ao PT e ao governo Lula.

Caiado também destacou resultados de sua administração em Goiás nas áreas de segurança pública, educação e saúde e defendeu responsabilidade orçamentária e equilíbrio fiscal.

Zema começa campanha em Montes Claros

Romeu Zema iniciou a campanha em Montes Claros, no Norte de Minas Gerais.

O candidato do Novo participou de uma missa e, posteriormente, de um almoço com candidatos de seu partido ao Legislativo.

Durante o ato, criticou o governo Lula e apresentou como prioridades temas como segurança pública e combate à corrupção.

Renan Santos faz primeiro ato em São Paulo

Renan Santos, do Missão, escolheu o Largo São Francisco, no centro de São Paulo, para iniciar sua campanha.

O evento contou com a presença de apoiadores e integrantes do partido. O candidato concentrou o discurso em temas como segurança pública, empreendedorismo e críticas ao modelo de assistência social.

Augusto Cury inicia campanha em Minas

Augusto Cury, candidato do Avante, começou a campanha em Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Durante o ato, apresentou propostas relacionadas principalmente à área da saúde e afirmou que pretende adotar uma postura de maior proximidade com a população.

Cury também procurou se afastar da polarização entre direita e esquerda e apresentou sua candidatura como uma alternativa aos dois principais campos políticos.

Hertz Dias realiza atos em São Paulo

Hertz Dias, candidato do PSTU, iniciou a campanha com atividades na Avenida Paulista, em São Paulo, e também em São José dos Campos.

O candidato apresentou entre suas principais propostas a reestatização de empresas consideradas estratégicas e fez críticas à concentração de riqueza no país.

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*Texto com informações da Agência Brasil | Foto destaque: Ricardo Stuckert

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Filiação ao Missão trava candidatura de Flávio Bolsonaro pelo PL

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Senador apareceu no sistema da Justiça Eleitoral como filiado ao Missão desde quarta-feira (12), o que impediu o registro pelo PL; campanha pretende pedir investigação

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) não conseguiu registrar nesta quinta-feira (13) sua candidatura à Presidência da República pelo Partido Liberal após aparecer no sistema da Justiça Eleitoral como filiado ao Missão, legenda de Renan Santos, que também disputa o Palácio do Planalto.

A mudança consta no cadastro eleitoral desde quarta-feira (12). Com isso, o PL não conseguiu concluir o registro da candidatura dentro do sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A equipe de Flávio afirma que a filiação ao Missão ocorreu sem autorização e pretende solicitar a investigação do caso pela Polícia Federal.

Segundo informações atribuídas ao TSE, não houve hackeamento do sistema da Justiça Eleitoral. O tribunal informou que a filiação de Flávio ao Missão foi realizada por um representante da própria legenda. O partido ainda não havia se manifestado sobre o episódio no momento da publicação.

A alteração também aparece na certidão de filiação partidária do senador. O documento registra a saída do PL e a entrada no Missão em 12 de agosto. Apesar da mudança, a situação eleitoral de Flávio permanece registrada como regular.

Campanha tenta reverter mudança

Os representantes de Flávio deverão pedir à Justiça Eleitoral o restabelecimento da filiação ao PL. A equipe também pretende solicitar a abertura de um inquérito para apurar como a alteração foi realizada.

A situação ganhou urgência porque o prazo para o registro das candidaturas termina neste sábado (15), às 19h. Além disso, segundo as informações divulgadas, as convenções partidárias já foram encerradas, o que dificulta uma eventual candidatura por outra legenda.

A legislação eleitoral exige vínculo partidário dentro do prazo estabelecido para que o candidato possa disputar a eleição pela legenda. A mudança registrada às vésperas do encerramento dos registros, portanto, criou um obstáculo para a candidatura presidencial de Flávio pelo PL.

Até o momento, outros candidatos à Presidência já haviam registrado suas candidaturas no TSE, entre eles Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Hertz Dias (PSTU), Samara Martins (UP), Wilson Grassi (Democrata), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão).

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Foto: Reprodução/Flickr/Flávio Bolsonaro

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PoderData: Lula abre 6 pontos sobre Flávio Bolsonaro no 1º turno

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Pesquisa ouviu 2.400 eleitores em todo o país entre os dias 12 e 15 de julho; levantamento está registrado no TSE

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera a disputa pelo Palácio do Planalto no cenário de primeiro turno da nova pesquisa PoderData/Aya, divulgada nesta quinta-feira (16). O levantamento mostra Lula com 40% das intenções de voto, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece com 34%. Segundo o instituto, a diferença de seis pontos percentuais supera a margem de erro de dois pontos, deixando de configurar empate técnico nesse cenário.

Na sequência aparecem Renan Santos (Missão), com 6% das intenções de voto; Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo), ambos com 4%; e Augusto Cury (Avante), com 3%. Os demais nomes permanecem tecnicamente empatados dentro da margem de erro da pesquisa.

Destaques do levantamento

De acordo com o PoderData/Aya, Lula registra desempenho mais forte entre o eleitorado feminino, com 40% das intenções de voto, contra 30% de Flávio Bolsonaro nesse segmento.

Regionalmente, o presidente também apresenta vantagem no Nordeste, onde alcança 46%, enquanto Flávio Bolsonaro soma 33%. Já o senador tem desempenho relativamente melhor nas regiões Sul e Centro-Oeste, segundo o instituto.

Motivação do voto

A pesquisa também perguntou aos entrevistados quais fatores mais influenciam a escolha do candidato.

Segundo o levantamento:

  • 61% afirmaram votar principalmente pelas propostas apresentadas pelos candidatos;
  • 17% disseram que a escolha é motivada pela rejeição aos demais concorrentes.

Metodologia

A pesquisa PoderData/Aya foi realizada entre 12 e 15 de julho de 2026, com 2.400 entrevistas telefônicas em 685 municípios das 27 unidades da Federação.

A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com 95% de nível de confiança. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-00059/2026.

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Foto: Ricardo Stuckert/PR

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Quaest: Lula lidera cenários de segundo turno contra Flávio Bolsonaro

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Levantamento também testou disputas contra Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Renan Santos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em uma eventual disputa de segundo turno da eleição presidencial, segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (15).

No cenário testado pelo instituto, Lula registra 45% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 37%. Os eleitores que afirmaram votar em branco, anular o voto ou não comparecer às urnas somam 14%, enquanto 4% disseram estar indecisos.

Na comparação com o levantamento anterior, divulgado em junho, Lula oscilou de 44% para 45%, enquanto Flávio Bolsonaro passou de 38% para 37%. Segundo o instituto, as variações ocorreram dentro da margem de erro.

Outros cenários

A pesquisa também simulou um eventual segundo turno entre Lula e o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD).

Neste cenário, o presidente também aparece com 45% das intenções de voto, contra 36% de Caiado. Brancos, nulos e eleitores que afirmaram não votar representam 15%, enquanto os indecisos somam 4%.

Em outra simulação, contra o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), Lula mantém 45%, enquanto Zema registra 35%. Os votos em branco, nulos e abstenções chegam a 16%, e os indecisos permanecem em 4%.

Já em um eventual confronto com Renan Santos (Missão), coordenador do Movimento Brasil Livre (MBL), Lula aparece novamente com 45%, enquanto o adversário registra 33%. Nesse cenário, 18% declararam intenção de votar em branco, anular o voto ou não comparecer às urnas, e 4% permanecem indecisos.

Metodologia

A pesquisa Genial/Quaest entrevistou 2.004 eleitores entre os dias 10 e 13 de julho, por meio de entrevistas presenciais.

A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com 95% de nível de confiança.

O levantamento foi contratado pelo Banco Genial e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-07181/2026.

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Foto: Reprodução/Montagem – HoraSP

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Moraes suspende visitas de Flávio Bolsonaro ao pai por 90 dias

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Ministro do STF também deu prazo de 48 horas para a defesa de Jair Bolsonaro explicar publicação de carta nas redes sociais

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes decidiu nesta segunda-feira (13) suspender, por 90 dias, as visitas do senador Flávio Bolsonaro ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar.

A decisão foi tomada após Flávio Bolsonaro publicar, no último sábado (11), uma carta escrita pelo pai em suas redes sociais. Segundo Moraes, a divulgação descumpriu as condições impostas ao ex-presidente, que está proibido de utilizar redes sociais, inclusive por intermédio de terceiros.

Além da suspensão das visitas, o ministro determinou que a defesa de Jair Bolsonaro apresente explicações sobre a publicação no prazo de 48 horas.

Na decisão, Moraes afirmou que a conduta do senador representou um desvio da finalidade autorizada para a visita e contrariou expressamente a ordem judicial em vigor.

“Não há dúvidas de que a conduta irregular de Flávio Nantes Bolsonaro desrespeitou expressa vedação judicial e configurou ostensivo desvio de finalidade no exercício de seu direito de visita”, registrou o ministro na decisão.

A suspensão das visitas ocorre pouco mais de um mês após Moraes ter autorizado o senador a visitar o ex-presidente em prisão domiciliar, dentro das condições estabelecidas pelo Supremo.

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Foto: Reprodução/Ag. Senado

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Flávio Bolsonaro negociou R$ 134 milhoes com Daniel Vorcaro para filme sobre Bolsonaro

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Mensagens, áudios e documentos obtidos pelo portal Intercept Brasil apontam que o senador Flávio Bolsonaro teria negociado um investimento de US$ 24 milhões — cerca de R$ 134 milhões — para financiar um filme inspirado na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Segundo a reportagem divulgada nesta quarta-feira (13), os recursos teriam sido tratados diretamente com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

O projeto audiovisual, intitulado “Dark Horse”, é dirigido pelo cineasta Cyrus Nowrasteh e tem o ator Jim Caviezel no papel principal.

De acordo com os documentos citados pela publicação, ao menos US$ 10,6 milhões — aproximadamente R$ 61 milhões — já teriam sido transferidos entre fevereiro e maio de 2025 em operações relacionadas à produção do longa.

Em um dos áudios divulgados pelo Intercept Brasil, Flávio Bolsonaro demonstra preocupação com a continuidade do projeto e cobra uma definição sobre novos repasses financeiros.

Na gravação, o senador afirma que atrasos poderiam comprometer a permanência de atores, diretores e integrantes da equipe internacional do filme.

“Agora que é a reta final, que a gente não pode vacilar”, afirmou Flávio em trecho divulgado pela reportagem.

As mensagens reveladas também mostram proximidade entre o parlamentar e Daniel Vorcaro. Em uma das conversas reproduzidas pelo portal, Flávio escreve: “Estou e estarei contigo sempre”.

A reportagem afirma ainda que Daniel Vorcaro foi preso no Aeroporto Internacional de Guarulhos enquanto tentava embarcar para Dubai. Dias depois, o Banco Master acabou liquidado pelo Banco Central.

Outro ponto revelado envolve Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro e apontado pela Polícia Federal como operador financeiro ligado ao empresário.

Segundo documentos mencionados pela publicação, Zettel teria investido ao menos R$ 13,5 milhões em empresas ligadas ao financiamento do filme.

O Intercept afirma que parte dos recursos passou por empresas associadas à Entre Investimentos e Participações, apontada como responsável por intermediar operações financeiras destinadas ao projeto audiovisual.

Documentos também indicariam transferências para uma empresa ligada ao deputado federal Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.

O filme “Dark Horse” tem estreia prevista para setembro e retrata a ascensão política de Jair Bolsonaro.

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Foto: Imagem criada por Inteligência Artificial

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AtlasIntel: Lula e Flávio Bolsonaro empatam pela 1ª vez em eventual 2º turno

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro aparecem tecnicamente empatados em um eventual segundo turno da eleição presidencial, segundo pesquisa da AtlasIntel encomendada pela Bloomberg News e divulgada na quarta-feira.

De acordo com o levantamento, Flávio teria 46,3% das intenções de voto, enquanto Lula soma 46,2%. É a primeira vez que os dois figuram em empate desde que o senador oficializou sua entrada na disputa.

Filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre pena de 27 anos de prisão por planejar uma tentativa de golpe após a derrota na eleição de 2022, Flávio reduziu a desvantagem registrada em dezembro. À época, Lula liderava por 53% a 41%. Em janeiro, o presidente ainda aparecia à frente, com 49% contra 45%.

A pesquisa indica que a vantagem de Lula diminuiu às vésperas da votação, em um cenário de polarização semelhante ao das últimas eleições.

O levantamento também aponta divisão equilibrada do eleitorado sobre qual candidato teria melhor desempenho em temas centrais. Lula tem priorizado propostas econômicas, como novas faixas de isenção do Imposto de Renda para trabalhadores que recebem até R$ 5 mil por mês e um plano para reduzir a jornada semanal de trabalho. Ainda assim, não apresenta vantagem clara sobre Flávio na avaliação de quem conduziria melhor a economia.

Já o senador tem defendido medidas mais rígidas na área de segurança pública, tema apontado por parte significativa dos brasileiros como uma das principais preocupações. Mesmo assim, o estudo aponta empate estatístico também nesse quesito.

Em um cenário de primeiro turno, Lula aparece com 45% das intenções de voto, contra 40% de Flávio. O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, e o governador do Paraná, Ratinho Jr., registram cerca de 4% cada. O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, alcança aproximadamente 5% quando incluído na simulação.

A AtlasIntel entrevistou 4.986 brasileiros entre os dias 19 e 24 de fevereiro. A margem de erro é de um ponto percentual.

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Foto: Reprodução/Ag. Senado

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Desfile com homenagem a Lula na Sapucaí gera reação política e vira alvo de ações no TSE

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O desfile da escola Acadêmicos de Niterói em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro, provocou forte reação política e já é alvo de questionamentos na Tribunal Superior Eleitoral. O caso dividiu aliados e opositores do governo e reacendeu o debate sobre os limites entre manifestação cultural e propaganda eleitoral.

Parlamentares da oposição afirmam que a apresentação pode configurar propaganda antecipada e crime eleitoral. Partidos anunciaram nesta segunda-feira (16) que vão judicializar o episódio. Já há um processo em análise no TSE para apurar eventual irregularidade, com multa prevista entre R$ 5 mil e R$ 25 mil, conforme a legislação eleitoral.

O partido Novo informou ainda que pretende pedir a inelegibilidade de Lula por suposto abuso de poder político e econômico, sob a alegação de que recursos públicos teriam sido utilizados para promover a imagem do presidente. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, declarou que irá protocolar ação contra o que classificou como “crimes do PT na Sapucaí com dinheiro público”.

Integrantes do governo e do PT rejeitam qualquer irregularidade. O presidente nacional do partido, Edinho Silva, afirmou que a oposição tenta judicializar uma manifestação cultural e acusou adversários de tentar censurar o carnaval. Segundo ele, o desfile foi uma “grande manifestação popular” que animou o público.

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, também negou ilegalidade eleitoral. Para ele, a legislação é clara ao considerar irregular apenas o pedido explícito de voto ou o abuso de poder econômico. “Estão tentando achar pelo em ovo. É uma forçação de barra”, afirmou.

Entre as manifestações favoráveis ao desfile, o ex-presidente Michel Temer (MDB) disse não ver sentido em exigir rigor histórico de um desfile carnavalesco. Ele lembrou que foi satirizado pela Paraíso do Tuiuti em 2018 e defendeu a tradição da sátira política no carnaval. O ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, afirmou nas redes sociais que a Sapucaí presenciou “a história viva passando pela avenida”. Já o senador Humberto Costa (PT) destacou a narrativa da trajetória de um “nordestino que dedicou a vida ao povo”.

Do lado contrário, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) criticou o desfile ao comentar um carro alegórico e afirmou que Lula foi preso por corrupção. O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho, declarou que transformar o desfile em “palanque político” afronta a ética e o equilíbrio democrático. Já o deputado federal Coronel Zucco (PL-RS) afirmou que o enredo e a presença do presidente criam indícios que merecem apuração pela Justiça Eleitoral.

A controvérsia deve seguir em debate nos tribunais nos próximos dias, enquanto o episódio amplia a polarização política em torno do carnaval e de manifestações culturais de grande alcance nacional.

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Foto: Repordução/Facebook/Acadêmicos de Niterói

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Tarcísio avalia nomes para vice em 2026 e disputa entre Felício, Kassab e André do Prado se intensifica

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Interlocutores do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), apontam o atual vice-governador, Felício Ramuth (PSD), como o nome mais provável para compor a chapa à reeleição em 2026, embora a definição ainda não tenha sido formalizada. De acordo com apuração da revista Veja, Felício estaria preparado para diferentes cenários e, caso não seja mantido como vice, não pretende disputar outro cargo nem concorrer ao Legislativo, permanecendo filiado ao PSD.

Nos bastidores do Palácio dos Bandeirantes, outro nome que segue em articulação é o do secretário de Governo e Relações Institucionais, Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD. Segundo fontes do alto escalão estadual, Kassab trabalha com a hipótese de integrar a chapa como vice já de olho em 2030, quando poderia se credenciar como opção ao governo paulista. A indefinição sobre a composição tem provocado desgaste na relação entre Kassab e Felício, ambos do mesmo partido, segundo relatos de aliados.

Também é citado como potencial vice o presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, André do Prado (PL), aliado do presidente nacional da sigla, Valdemar Costa Neto. De acordo com fontes do governo, André tem se movimentado para viabilizar seu nome e acompanha com frequência a agenda pública do governador. A aliados, o deputado afirma estar pronto para assumir a “missão”, caso seja o escolhido.

Integrantes do núcleo político de Tarcísio, porém, avaliam que o PL já estaria contemplado no cenário nacional com o apoio do governador à candidatura de Flávio Bolsonaro, o que reduziria a pressão por uma vaga na chapa estadual. Nesse contexto, a manutenção de Felício Ramuth ou a entrada de Kassab como vice permanecem como as principais alternativas em análise.

A decisão final sobre a composição da chapa deve ficar para mais adiante, mas o debate já expõe disputas internas e cálculos estratégicos que envolvem não apenas a eleição de 2026, como também a sucessão ao governo paulista em 2030.

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Foto: João Valério/GESP | *Texto com informações Revista Veja

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