Uber passa a monitorar motos em tempo real e pode banir condutores no Brasil

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A Uber começou a usar no Brasil um sistema que acompanha o comportamento de motociclistas durante as corridas e pode resultar até no bloqueio de contas em casos graves. A ferramenta, batizada de “Painel de Direção”, utiliza dados das viagens para identificar práticas de risco, como excesso de velocidade.

A novidade foi disponibilizada na última semana e funciona com base nas informações captadas pelo GPS do celular do próprio condutor. A partir desses dados, o sistema analisa o padrão de condução ao longo das viagens e registra possíveis irregularidades, incluindo acelerações acima do recomendado.

Além do monitoramento técnico, o painel reúne um histórico completo de desempenho de cada motociclista. Isso inclui uma pontuação que combina avaliações dos passageiros com indicadores de segurança detectados automaticamente durante as corridas.

Na prática, a ferramenta também destaca momentos específicos em que pode ter ocorrido condução perigosa, permitindo uma análise mais precisa do comportamento do profissional. A empresa afirma que, em fase de testes, o recurso já mostrou impacto positivo na forma de dirigir dos parceiros.

Motoristas com desempenho considerado abaixo do esperado poderão receber orientações e conteúdos educativos para melhorar a condução. No entanto, casos recorrentes ou considerados mais graves podem levar a restrições operacionais ou até à exclusão definitiva da plataforma.

A iniciativa ocorre em meio ao aumento do uso de motocicletas em aplicativos de transporte no país, especialmente em grandes centros urbanos, onde o serviço se tornou uma alternativa mais rápida e acessível para deslocamentos no dia a dia.

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Foto: Reprodução/UBER

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Colisão traseira lidera acidentes nas rodovias Castello e Raposo e já soma mais de 900 casos

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A colisão traseira é o tipo de acidente mais comum nas rodovias Castello Branco (SP-280), Raposo Tavares (SP-270) e no trecho da SP-029 sob concessão da Ecovias Raposo Castello. Entre abril de 2025 e janeiro de 2026, esse tipo de ocorrência somou mais de 900 registros, representando 31% dos 2.925 acidentes contabilizados no período.

Os dados fazem parte de um levantamento da concessionária que monitora os principais fatores de risco nas rodovias administradas. Em segundo lugar aparecem as colisões laterais, com 658 casos (22%), seguidas pelos tombamentos, que registraram 346 ocorrências, equivalentes a 12% do total.

Segundo a concessionária, grande parte dos acidentes está associada a comportamentos de risco ao volante, como excesso de velocidade, uso do celular durante a condução e falhas na manutenção dos veículos. A falta de prática de direção defensiva também aparece entre os fatores mais recorrentes.

De acordo com o coordenador de Tráfego da Ecovias Raposo Castello, Márcio Vono, atitudes simples podem reduzir significativamente o risco de colisões. “Medidas como manter distância segura do veículo da frente e respeitar os limites de velocidade reduzem drasticamente o risco de colisões, especialmente em períodos de chuva”, afirmou.

O levantamento também aponta que as sextas-feiras e segundas-feiras concentram a maior quantidade de acidentes nas rodovias do sistema. As sextas respondem por 17% das ocorrências, enquanto as segundas registram 15%.

Em relação aos horários, o período entre 6h e 8h apresenta a maior concentração de acidentes, reunindo 23% dos casos. O intervalo coincide com o pico de deslocamentos diários para trabalho, escola e outras atividades, quando o fluxo de veículos nas rodovias aumenta.

Entre as estradas monitoradas, a Raposo Tavares concentra a maior parte dos acidentes, com 49,18% do total. A Castello Branco aparece logo em seguida, com 48,50%, enquanto a SP-029 representa 2,32% das ocorrências.

No período analisado, 6.122 pessoas estiveram envolvidas em acidentes nessas rodovias. Desse total, 73% saíram ilesas. Outras 17% tiveram ferimentos leves, 8% sofreram ferimentos moderados e 1% ficou gravemente ferida. Também foram registradas 54 mortes.

De acordo com a Ecovias Raposo Castello, os dados reforçam a importância das ações de prevenção e da atuação das equipes operacionais para reduzir impactos e agilizar o atendimento nas rodovias.

Com base no mapeamento das ocorrências, a concessionária mantém ações do Programa de Redução de Acidentes (PRA), que reúne iniciativas de engenharia, operação e educação no trânsito em parceria com a Polícia Militar Rodoviária. O objetivo é diminuir a frequência e a gravidade dos acidentes e ampliar a segurança viária nos trechos administrados.

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Foto: Kauany Schoedl/Ecovias

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Excesso de velocidade é a segunda maior causa de acidentes nas rodovias federais

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Dirigir em velocidade incompatível com a via foi a segunda maior causa de acidentes nas rodovias federais brasileiras entre janeiro e julho deste ano, perdendo apenas para as causas relacionadas à desatenção do condutor. De acordo com dados da PRF, 2.476 sinistros ocorridos por desrespeito ao limite de velocidade provocaram a morte de 281 pessoas e deixaram outras 2.963 feridas.

O número total de sinistros no período chegou a 38.368, com 3.218 mortos e 44.351 feridos. No topo do ranking das causas mais frequentes de acidentes está a desatenção, registrada oficialmente como reação tardia ou insuficiente do condutor, ausência de reação do condutor e acessar a via sem observar a presença de outros veículos.

Na avaliação do diretor científico da Associação Mineira de Medicina do Tráfego (Ammetra), Alysson Coimbra, os números revelam a urgência de reduzir os limites de velocidade não só nas rodovias, mas também nas vias urbanas. “A Organização Mundial da Saúde (OMS) sugeriu que o Brasil reduza o limite de velocidade nas cidades para 50km/h como uma medida necessária para reduzir os sinistros de trânsito. Dezenas de países já adotaram esse limite, mas vem crescendo o número de cidades que adotaram uma velocidade ainda menor em suas vias. Em Toronto, no Canadá, o número de sinistros caiu quando o limite de velocidade passou para 30 km/h em 2015”, pondera.

Letalidade

O especialista em Medicina do Tráfego Alysson Coimbra explica que um atropelamento a uma velocidade de 60km/h provoca os mesmos tipos de ferimentos que os de uma queda do 6º andar. “Nessas circunstâncias, a vítima tem 98% de chances de morrer. A velocidade impacta diretamente na gravidade dos sinistros de trânsito. A 30 km/h, há 10% de chance de óbito em um atropelamento. Se a velocidade subir para 50 km/h, o risco de morte chega a 80%”, comenta.

Redução à vista

Hoje, o Código Brasileiro de Trânsito estabelece a velocidade máxima de 80 km/h nas vias urbanas. Mas tramita na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 2789/2023, que pretende reduzir os limites para 60km/h nas vias de trânsito rápido; para 50km/h nas vias arteriais; para 40 km/h nas vias coletoras e para 30 km/h nas vias locais. “Esse é o momento de colocarmos em prática medidas simples que podem salvar vidas, como a redução dos limites de velocidade, o aumento das fiscalizações e das ações de educação e conscientização”, completa.

Sinistros entre janeiro e julho de 2023
Total: 38.368
Feridos: 44.351
Mortos: 3.218

Velocidade incompatível
Sinistros: 2.476
Feridos: 2.963
Mortos: 281 pessoas

Fatores relacionados à desatenção
Reação tardia ou ineficiente do condutor
Sinistros: 5.546
Feridos: 6.429
Mortos: 313

Ausência de reação do condutor
Sinistros: 5.191
Feridos: 5.606
Mortos: 374

Acessar a via sem observar a presença de outros veículos
Sinistros: 3.623
Feridos: 4.447
Mortos: 214
Fonte: Polícia Rodoviária Federal

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Fonte: Ammetra

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