Morte de menina após picada de escorpião acende alerta para crianças

0 0
Read Time:2 Minute, 21 Second

Especialistas explicam por que o veneno é mais perigoso nos pequenos, quais são os sintomas e como agir em caso de acidente

A morte da menina Valentina Nobre Lima, de 11 anos, após ser picada por um escorpião no Distrito Federal, reacendeu o alerta sobre os riscos desse tipo de acidente, especialmente entre crianças. Segundo especialistas, elas estão entre os grupos mais vulneráveis aos efeitos do veneno e precisam de atendimento médico imediato.

Valentina foi picada ao calçar um sapato. Após o acidente, recebeu atendimento inicial e foi encaminhada a um hospital onde recebeu o soro antiescorpiônico. Ela permaneceu internada por 24 dias em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas morreu no último domingo (5).

De acordo com a pediatra Joelma Gonçalves Martin, da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), o organismo infantil sofre mais com a ação da toxina porque a mesma quantidade de veneno representa uma dose proporcionalmente maior em crianças do que em adultos.

“O veneno se distribui por um organismo com menor peso corporal, aumentando a concentração da toxina por quilo e tornando os efeitos muito mais intensos”, explica a especialista.

O veneno do escorpião atua principalmente sobre o sistema nervoso e pode provocar alterações cardíacas e respiratórias graves. Entre os principais sintomas estão dor intensa no local da picada, suor excessivo, aumento ou queda da pressão arterial, aceleração ou redução dos batimentos cardíacos, convulsões, sonolência, falta de ar, vômitos e dor abdominal.

Segundo a especialista, quanto menor a criança, maior tende a ser o risco de evolução para um quadro grave.

Atendimento rápido pode salvar vidas

Especialistas alertam que o fator mais importante após uma picada de escorpião é o tempo para administração do soro antiescorpiônico.

A recomendação é procurar imediatamente um hospital de referência que disponha do medicamento. Enquanto o atendimento não acontece, a orientação é lavar o local da picada, manter o membro afetado elevado e evitar qualquer procedimento caseiro que possa atrasar a chegada ao hospital.

Em situações de emergência, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), pelo telefone 192, ou o Corpo de Bombeiros, pelo 193, podem ser acionados para encaminhar o paciente ao serviço adequado.

Como prevenir acidentes

A prevenção continua sendo a principal forma de evitar casos graves.

Especialistas orientam que roupas, sapatos e toalhas guardados por muito tempo sejam sacudidos antes do uso, principalmente em residências onde há registros da presença de escorpiões.

Também é importante evitar o acúmulo de entulho, materiais de construção, madeira e lixo, locais que costumam servir de abrigo para esses animais.

Outra recomendação é instalar telas e vedações em ralos, manter camas e berços afastados das paredes e impedir que lençóis ou cobertores encostem no chão.

Caso um escorpião seja encontrado, a orientação é comunicar imediatamente a Vigilância Ambiental do município.

ÚLTIMAS NOTÍCIAS


*Matéria com informações Agência Brasil | Foto: Canal Saúde/Fiocruz

Happy
Happy
0 %
Sad
Sad
0 %
Excited
Excited
0 %
Sleepy
Sleepy
0 %
Angry
Angry
0 %
Surprise
Surprise
0 %

Brasil registra 225 mil casos de picadas de escorpião e mortes dobram em 2025

0 0
Read Time:1 Minute, 29 Second

O Brasil registrou 225.695 casos de picadas de escorpião em 2025, com aumento expressivo nas mortes, que chegaram a 265 — o dobro do ano anterior. Os dados do Ministério da Saúde mostram que o animal foi responsável por mais de 65% dos acidentes com animais peçonhentos no país.

Apesar de a maioria dos casos ser considerada leve, crianças estão entre as principais vítimas fatais. Mais de 20% das mortes envolveram menores de 10 anos, o que acende alerta para a vulnerabilidade desse grupo.

O avanço dos casos está diretamente ligado às condições urbanas. Mais de 66% dos acidentes ocorrem em áreas urbanas, onde a falta de infraestrutura, acúmulo de lixo e presença de esgoto favorecem a proliferação de escorpiões.

A espécie mais perigosa é o escorpião amarelo, que se adapta facilmente a ambientes urbanos e possui alta capacidade de reprodução, inclusive sem necessidade de acasalamento.

Os dados também revelam desigualdade no perfil das vítimas. Pessoas pardas concentram 55% dos casos e 62% das mortes, cenário associado à maior exposição em regiões com infraestrutura precária.

Em relação às ocorrências, mãos e dedos são as áreas mais atingidas, seguidas por pés e pernas, geralmente durante atividades domésticas.

São Paulo e Minas Gerais lideram em número absoluto de casos, enquanto estados do Nordeste apresentam maior incidência proporcional.

Especialistas alertam que o tempo de atendimento é decisivo. Quanto mais rápido o socorro, menores as chances de agravamento. A recomendação é procurar atendimento imediato, lavar o local com água e sabão e evitar práticas como torniquete ou gelo.

Apesar do alto número de ocorrências, menos de 5% dos casos exigem uso de soro, disponível gratuitamente pelo SUS.

O cenário reforça a necessidade de prevenção, com atenção a ambientes domésticos e urbanos que favorecem a presença do animal.

ÚLTIMAS NOTÍCIAS


Happy
Happy
0 %
Sad
Sad
0 %
Excited
Excited
0 %
Sleepy
Sleepy
0 %
Angry
Angry
0 %
Surprise
Surprise
0 %
error: