Após pressão do governo, Enel promete R$ 10 bi e aposta em rede subterrânea em SP

1 0
Read Time:2 Minute, 27 Second

Após o anúncio do início do processo de caducidade do contrato de concessão dos serviços de distribuição de energia em 24 municípios de São Paulo, a Enel informou nesta quarta-feira (17) que pretende investir R$ 10 bilhões nos próximos anos. Segundo a concessionária, os recursos serão destinados principalmente à aceleração da transição para redes subterrâneas, ao reforço da resiliência do sistema elétrico e à ampliação da digitalização da fiscalização e das medidas preventivas.

Em nota, a empresa afirmou que a solução para os problemas recorrentes no fornecimento de energia passa por “investimentos maciços em redes resilientes e digitalizadas, além da implantação em larga escala de uma rede de distribuição subterrânea”. A Enel ressaltou, no entanto, que esse tipo de iniciativa exige um plano estruturado e coordenado com o poder público, incluindo definições sobre formas de remuneração dos investimentos. A concessionária declarou estar disposta a realizar os aportes como parte de uma estratégia conjunta com as autoridades.

A manifestação contrasta com posicionamentos anteriores da empresa, que em outras ocasiões havia rechaçado o enterramento da fiação, alegando inviabilidade financeira.

Na terça-feira (16), o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, o prefeito da capital, Ricardo Nunes, e o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, anunciaram que irão encaminhar à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) um pedido formal de caducidade do contrato de concessão da Enel, que atende a cidade de São Paulo e outros 23 municípios da região metropolitana.

A iniciativa ocorre após novos episódios de interrupção prolongada no fornecimento de energia. Na semana passada, milhões de clientes ficaram sem luz por mais de cinco dias, após a queda de árvores sobre a rede elétrica, o que provocou danos a cabos e postes.

A Enel afirma que tem ampliado suas contratações, tanto de funcionários próprios quanto de terceirizados. Segundo a empresa, houve aumento de cerca de 30% nos custos ao comparar os três primeiros trimestres de 2025 com o mesmo período de 2024. O número de trabalhadores contratados cresceu 15%, ultrapassando 4,6 mil no ano.

Os gastos com poda e manutenção de árvores também subiram 16,8%. Já os investimentos acumulados em 2025 chegaram a R$ 1,9 bilhão, alta de 25,8% em relação ao mesmo período do ano anterior. A receita operacional líquida cresceu 8,9%, superando R$ 16 bilhões, com lucro aproximado de R$ 650 milhões até setembro.

A concessionária sustenta ainda que cumpre integralmente os indicadores regulatórios e que apresentou avanços nos índices de qualidade do serviço, conforme fiscalizações recentes da agência reguladora.

Aneel

Em nota divulgada nesta quarta-feira, a Aneel informou que incluiu as informações sobre a recente interrupção prolongada na área de concessão da Enel-SP no processo de monitoramento instaurado após o apagão de outubro de 2024. Na ocasião, a agência emitiu um termo de intimação, etapa preparatória para eventual recomendação de caducidade do contrato ao Ministério de Minas e Energia.

ÚLTIMAS NOTÍCIAS


Foto: Paulo Pinto/Ag. Brasil

Happy
Happy
0 %
Sad
Sad
0 %
Excited
Excited
0 %
Sleepy
Sleepy
0 %
Angry
Angry
0 %
Surprise
Surprise
0 %

Concessão da Enel sob ameaça após resposta abaixo do esperado ao apagão em SP

1 0
Read Time:1 Minute, 53 Second

A Enel São Paulo ainda não tem prazo definido para restabelecer completamente o fornecimento de energia elétrica aos consumidores afetados pelo apagão causado pelo temporal da última sexta-feira (11). A resposta da companhia, até o momento, ficou aquém do previsto no plano de contingência, segundo informações divulgadas neste domingo (13) após reunião da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) e da Arsesp (Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo).

O encontro, realizado em São Paulo, contou com a participação de empresas distribuidoras de energia e foi convocado em meio a trocas de acusações entre o Ministério de Minas e Energia, o governo de São Paulo e a prefeitura da capital. O apagão afetou mais de 2 milhões de pessoas na cidade de São Paulo e na região metropolitana.

De acordo com a Aneel, um dos principais pontos que contribuiu para a resposta inadequada foi a demora da Enel em mobilizar os 2.500 agentes previstos em campo para a retomada do serviço. Até este domingo, a empresa havia colocado apenas 1.700 agentes atuando. O presidente da Enel São Paulo, Guilherme Lencastre, afirmou que o número completo será alcançado nesta segunda-feira (14).

Durante a reunião, que contou com representantes de diversas empresas do setor, incluindo Neoenergia Elektro, EDP São Paulo e CPFL, foi informado que 698,8 mil clientes da Enel em São Paulo ainda estavam sem energia até este domingo, dois dias após o temporal.

O diretor-geral da Aneel, Sandoval Feitosa Neto, criticou a lentidão na resposta da Enel. Segundo ele, o restabelecimento do serviço não está tão eficiente quanto o esperado, especialmente em comparação com eventos similares no ano passado. Feitosa Neto também afirmou que a agência não descarta sanções adicionais, incluindo a possibilidade de recomendar a caducidade do contrato da empresa, e já solicitou à área de fiscalização que emita uma intimação à Enel.

Leia também: Resultado das eleições em Barueri, quem está com a verdade?


*Com informações Folha de S. Paulo – Foto: Paulo Pinto/Ag. Brasil

Happy
Happy
0 %
Sad
Sad
0 %
Excited
Excited
0 %
Sleepy
Sleepy
0 %
Angry
Angry
0 %
Surprise
Surprise
0 %
error: