TSE confirma Marçal na disputa presidencial, mas sob recurso

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TSE homologa Marçal, mesmo com inelegibilidade até 2032

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) homologou nesta sexta-feira (4) o registro das 13 candidaturas à Presidência da República nas eleições de 2026, incluindo a de Pablo Marçal (PRTB). A confirmação ocorre mesmo com o empresário considerado inelegível pela Justiça Eleitoral até 2032.

A situação de Marçal, que vinha sendo apontado em diferentes reportagens como fora da disputa presidencial, é mais complexa. O candidato poderá participar da eleição com o registro sub judice, enquanto a Justiça Eleitoral analisa os recursos apresentados por sua defesa.

Marçal foi condenado pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) a oito anos de inelegibilidade por uso indevido dos meios de comunicação durante a campanha à Prefeitura de São Paulo, em 2024. A decisão está relacionada ao chamado “concurso de cortes”, estratégia que envolvia a produção e disseminação de trechos de vídeos do então candidato nas redes sociais.

A condenação foi mantida pelo TRE-SP em dezembro de 2025, por 4 votos a 3, e posteriormente os recursos apresentados pela defesa tiveram novos desdobramentos na Justiça Eleitoral paulista. A defesa tenta levar a discussão ao TSE.

O que significa estar sub judice

A confirmação do registro não significa que a condenação que tornou Marçal inelegível tenha sido anulada. Na prática, a candidatura permanece sob análise judicial e poderá sofrer alterações caso uma decisão definitiva impeça o empresário de disputar o cargo.

De acordo com as regras eleitorais, candidatos com registro sub judice podem realizar atos de campanha enquanto não houver decisão definitiva sobre a candidatura. Isso inclui pedir votos, participar da propaganda eleitoral e ter o nome mantido na urna eletrônica durante a tramitação do processo.

A situação de Marçal ganhou ainda mais atenção em agosto, quando o próprio TSE havia determinado, em decisão liminar, que ele não poderia utilizar recursos públicos de campanha nem realizar propaganda eleitoral gratuita até a análise do mérito do registro. Na ocasião, a Corte ressaltou que aquela decisão não representava antecipação do julgamento definitivo da candidatura.

Treze candidatos na disputa

Com a homologação dos registros, a eleição presidencial de 2026 terá 13 candidatos. Além de Pablo Marçal, estão na disputa:

  • Augusto Cury (Avante), número 70;
  • Clariana Barão (DC), número 27;
  • Edmilson Costa (PCB), número 21;
  • Flávio Bolsonaro (PL), número 22;
  • Hertz Dias (PSTU), número 16;
  • Luiz Inácio Lula da Silva (PT), número 13;
  • Renan Santos (Missão), número 14;
  • Romeu Zema (Novo), número 30;
  • Ronaldo Caiado (PSD), número 55;
  • Rui Costa Pimenta (PCO), número 29;
  • Samara Martins (UP), número 80;
  • Veterinário Wilson Grassi (Democrata), número 35.

Os registros de seis chapas já haviam sido validados pelo TSE em sessão virtual realizada em 2 de setembro. Na ocasião, a Corte aprovou as candidaturas de Lula, Flávio Bolsonaro, Samara Martins, Romeu Zema, Hertz Dias e Edmilson Costa. Os outros sete registros, entre eles o de Marçal, aguardavam análise.

A situação jurídica de Pablo Marçal, portanto, ainda pode sofrer alterações ao longo do processo eleitoral. A homologação do registro permite que ele esteja na disputa neste momento, mas não representa uma decisão que tenha afastado a inelegibilidade determinada anteriormente pelo TRE-SP.

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Foto: Arquivo/Reprodução/Instagram

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Renan Santos vai recorrer contra suspensão de propaganda eleitoral

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Candidato também teve repasses do Fundo Eleitoral suspensos e foi impedido de participar de debates; medidas valem até decisão final do TSE.

A campanha do candidato à Presidência da República Renan Santos, do Missão, informou nesta segunda-feira (31) que pretende protocolar um pedido de liminar contra a decisão do ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que suspendeu a propaganda eleitoral do candidato na internet.

Segundo Renan, a medida representa uma ação que classificou como autoritária. A defesa também sustenta que a campanha não teve direito ao contraditório e à ampla defesa.

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Decisão suspende propaganda e Fundo Eleitoral

Além da suspensão da propaganda eleitoral na internet, a decisão de Toffoli determinou a suspensão dos repasses do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) destinados ao candidato.

Renan Santos também ficou impedido de participar de debates realizados em televisão, rádio e podcasts.

As medidas têm caráter provisório e permanecem em vigor até uma decisão final do TSE sobre o caso.

Segundo a decisão, o partido Missão não informou à Justiça Eleitoral, dentro do prazo previsto, todos os perfis utilizados para propaganda do candidato nas redes sociais.

De acordo com Toffoli, 16 perfis vinculados a Renan Santos foram informados ao TSE 12 dias após o período de registro da candidatura.

As regras eleitorais para propaganda na internet determinam que candidatos e partidos comuniquem à Justiça Eleitoral os perfis oficiais que serão utilizados durante a campanha.

Defesa prepara recurso

O partido deverá apresentar recurso ao presidente do TSE, ministro Nunes Marques, na tentativa de suspender os efeitos da decisão.

O advogado Arthur Rollo, que representa Renan Santos, afirmou que a medida praticamente paralisa a campanha ao restringir as formas de comunicação do candidato.

Segundo o defensor, o curto período de uma campanha eleitoral torna especialmente relevante a suspensão das atividades de propaganda.

A defesa também questiona a ausência de contraditório antes da adoção das medidas.

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Lula, Flávio e candidatos iniciam campanha pelo país

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Primeiros atos ocorreram em diferentes regiões do país, com candidatos destacando temas como segurança pública, economia, saúde e soberania

A campanha eleitoral para a Presidência da República começou oficialmente neste domingo (16), primeiro dia em que a propaganda eleitoral passou a ser permitida pela Justiça Eleitoral. Os candidatos realizaram atos em diferentes regiões do país e apresentaram as principais mensagens que devem marcar a disputa até outubro.

Entre os principais nomes, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) iniciou a campanha em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) escolheu a Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão), Augusto Cury (Avante) e Hertz Dias (PSTU) também realizaram os primeiros atos eleitorais.

Lula inicia campanha em São Bernardo do Campo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva começou oficialmente a busca pelo quarto mandato em um comício no Estádio da Vila Euclides, em São Bernardo do Campo.

A escolha do local está relacionada à trajetória política do petista e à história das mobilizações dos trabalhadores do ABC paulista. No discurso, Lula destacou a defesa da soberania nacional, políticas sociais e diferenças entre os campos político e ideológico que disputam a eleição.

Na segurança pública, o presidente defendeu medidas como a criação do Ministério da Segurança Pública e o combate às organizações criminosas, com atenção também aos responsáveis pelo financiamento dessas atividades.

A largada em São Bernardo foi marcada ainda pela presença de políticos do PT de diferentes regiões do país. A cidade tem forte relação com a trajetória sindical e política de Lula.

Flávio Bolsonaro escolhe Copacabana

Flávio Bolsonaro iniciou sua campanha na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, tradicional ponto de manifestações do campo bolsonarista.

Flávio Bolsonaro iniciou sua campanha na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. | Foto: Fernando Frazão/Ag. brasil

Acompanhado do candidato a vice, Alfredo Gaspar, de familiares e apoiadores, o senador destacou o legado do ex-presidente Jair Bolsonaro e fez críticas ao atual governo.

A segurança pública foi um dos principais temas do discurso. Flávio defendeu medidas mais duras contra organizações criminosas e milícias, além de propostas relacionadas à redução da maioridade penal e ao combate ao feminicídio.

Na economia, criticou a atual taxa básica de juros e defendeu redução de gastos públicos e de cargos na administração federal.

O início da campanha ocorreu em um cenário de disputa acirrada entre Lula e Flávio. Pesquisa Quaest divulgada na sexta-feira (14) apontou Lula com 38% das intenções de voto no primeiro turno, contra 31% de Flávio.

Caiado percorre cidades de Goiás

Ronaldo Caiado escolheu Goiás para iniciar sua campanha. O candidato percorreu municípios do entorno do Distrito Federal, passando por Águas Lindas de Goiás, Santo Antônio do Descoberto, Novo Gama, Valparaíso e Cidade Ocidental, antes de encerrar a agenda em Luziânia.

O ex-governador afirmou que pretende disputar o segundo turno e fez críticas ao PT e ao governo Lula.

Caiado também destacou resultados de sua administração em Goiás nas áreas de segurança pública, educação e saúde e defendeu responsabilidade orçamentária e equilíbrio fiscal.

Zema começa campanha em Montes Claros

Romeu Zema iniciou a campanha em Montes Claros, no Norte de Minas Gerais.

O candidato do Novo participou de uma missa e, posteriormente, de um almoço com candidatos de seu partido ao Legislativo.

Durante o ato, criticou o governo Lula e apresentou como prioridades temas como segurança pública e combate à corrupção.

Renan Santos faz primeiro ato em São Paulo

Renan Santos, do Missão, escolheu o Largo São Francisco, no centro de São Paulo, para iniciar sua campanha.

O evento contou com a presença de apoiadores e integrantes do partido. O candidato concentrou o discurso em temas como segurança pública, empreendedorismo e críticas ao modelo de assistência social.

Augusto Cury inicia campanha em Minas

Augusto Cury, candidato do Avante, começou a campanha em Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Durante o ato, apresentou propostas relacionadas principalmente à área da saúde e afirmou que pretende adotar uma postura de maior proximidade com a população.

Cury também procurou se afastar da polarização entre direita e esquerda e apresentou sua candidatura como uma alternativa aos dois principais campos políticos.

Hertz Dias realiza atos em São Paulo

Hertz Dias, candidato do PSTU, iniciou a campanha com atividades na Avenida Paulista, em São Paulo, e também em São José dos Campos.

O candidato apresentou entre suas principais propostas a reestatização de empresas consideradas estratégicas e fez críticas à concentração de riqueza no país.

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*Texto com informações da Agência Brasil | Foto destaque: Ricardo Stuckert

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Republicanos decide não apoiar candidato à Presidência em 2026

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O Republicanos anunciou nesta terça-feira (4) que não apoiará nenhum candidato à Presidência da República nas eleições de 2026. A decisão foi oficializada durante a convenção nacional do partido, que também confirmou que a legenda não lançará candidato próprio ao Palácio do Planalto.

Em nota, o partido informou que adotará uma posição de independência institucional, permitindo que os diretórios estaduais tenham autonomia para definir suas alianças conforme a realidade política de cada estado.

Diretórios estaduais terão autonomia

Segundo o Republicanos, a decisão leva em consideração a presença da legenda em diversas regiões do país e a necessidade de preservar os acordos políticos já construídos nos estados.

Na nota divulgada pela direção nacional, o partido afirma que sua ampla atuação no território brasileiro exige respeito às particularidades locais.

“Essa capilaridade impõe o dever de considerar as particularidades de cada estado na tomada de decisão, respeitando as estratégias políticas locais e as diferentes composições construídas ao longo dos últimos anos”, informou a legenda.

Com isso, os diretórios regionais poderão firmar alianças com diferentes candidaturas, sem uma orientação única da executiva nacional.

Convenção confirmou decisão

A convenção nacional foi realizada na manhã desta terça-feira, mas a decisão já havia sido antecipada em nota publicada pelo partido antes mesmo do início do encontro.

A definição ocorre no momento em que as legendas iniciam a formalização de candidaturas e alianças para as eleições gerais de 2026.

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Foto: Divulgação/Republicanos

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Kassab leva presidenciáveis do PSD a Sorocaba e Itapevi em ofensiva política em SP

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O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, desembarca em março em Sorocaba e Itapevi acompanhado dos três pré-candidatos à Presidência da República pela sigla — Eduardo Leite, Ratinho Junior e Ronaldo Caiado. A agenda integra uma ofensiva política do partido em São Paulo, com foco em novas filiações e fortalecimento regional.

Em Itapevi, o principal movimento acontece no sábado (7) com a filiação do ex-prefeito Igor Soares, que deixa o Podemos para ingressar no PSD. A articulação é considerada estratégica pela direção nacional da legenda.

Igor Soares ganhou projeção nacional nas eleições municipais de 2020 ao conquistar a reeleição com 98% dos votos válidos — o maior percentual registrado no país naquele pleito. Em 2024, deixou a Prefeitura com uma das maiores aprovações de governo do Brasil, segundo levantamento do IPEC.

A chegada do ex-prefeito reforça o peso do PSD na Região Metropolitana de São Paulo, ampliando a presença do partido em um dos municípios que mais cresceram politicamente na última década.

Já em Sorocaba, a comitiva participa na sexta-feira (6) da filiação do ex-prefeito e deputado federal Vitor Lippi e da deputada estadual Maria Lucia Amary, que deixam o PSDB para integrar o PSD. O município é considerado estratégico para a legenda no interior paulista, tanto pelo tamanho do eleitorado quanto pela relevância econômica regional.

O roteiro da cúpula do PSD ainda inclui compromissos em Presidente Prudente, Santos e na capital paulista. Na segunda-feira (9), os governadores participam da reunião do COPS (Conselho Político e Social) da Associação Comercial de São Paulo, ampliando o diálogo com representantes do setor produtivo.

A presença simultânea de Kassab e dos três governadores em solo paulista é interpretada como demonstração de unidade interna e de fortalecimento partidário em um estado considerado decisivo para a disputa presidencial.

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Foto: Reprodução/Redes Sociais

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