Datafolha mostra empate entre Lula e Flávio em São Paulo

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Pesquisa divulgada nesta sexta-feira (2) mostra 41% dos votos válidos para Flávio Bolsonaro e 40% para Lula no estado

A disputa pela Presidência da República aparece empatada tecnicamente em São Paulo na pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (2), a dois dias do primeiro turno. Considerando os votos válidos, Flávio Bolsonaro (PL) registra 41% e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 40% entre os eleitores paulistas.

A diferença de um ponto percentual está dentro da margem de erro do levantamento, que é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

O levantamento foi realizado presencialmente entre 28 de setembro e 1º de outubro e ouviu 1.610 eleitores de 16 anos ou mais em 65 municípios do estado.

Segundo turno tem 48% para Flávio e 45% para Lula

Em uma simulação de segundo turno entre os dois candidatos, Flávio Bolsonaro aparece com 48% dos votos totais em São Paulo, enquanto Lula registra 45%. Brancos e nulos somam 7%, e 1% dos entrevistados se declarou indeciso.

Na pesquisa anterior, realizada no fim de setembro, Flávio tinha 49% das preferências dos paulistas nesse cenário, enquanto Lula registrava 41%.

A comparação, porém, deve considerar a margem de erro e as características da amostra. O levantamento retrata as intenções de voto no período em que as entrevistas foram realizadas e não representa uma previsão do resultado das urnas.

Governo Lula tem 53% de desaprovação em SP

O Datafolha também avaliou a percepção dos eleitores paulistas sobre o governo federal.

Em São Paulo, 44% aprovam o trabalho de Lula como presidente, enquanto 53% desaprovam. Na pesquisa anterior, os índices eram de 41% de aprovação e 56% de desaprovação.

Na avaliação da gestão, 29% dos entrevistados classificam o governo como ótimo ou bom, 25% como regular e 45% como ruim ou péssimo.

Os números mostram uma mudança em relação ao levantamento anterior, com aumento de três pontos percentuais na aprovação e redução de três pontos na desaprovação.

Pesquisa foi realizada em 65 municípios

O levantamento foi contratado pela Folha de S.Paulo e pela TV Globo. Em São Paulo, foram realizadas 1.610 entrevistas presenciais com eleitores de 16 anos ou mais distribuídos por 65 municípios.

A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob os números SP-01367/2026 e BR-02676/2026.

O primeiro turno das eleições será realizado neste domingo (4).

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Fotos: Ricardo Stuckert/PR e Valdemar Barreto/Ag. Senado

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Quaest: Flávio tem 42% e Lula, 41% no 2º turno

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Flávio Bolsonaro aparece com 42% e Lula com 41%; levantamento ouviu 2.004 eleitores entre 17 e 20 de setembro.

Pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (21) mostra Flávio Bolsonaro (PL) com 42% das intenções de voto contra 41% de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um cenário de segundo turno para a Presidência da República.

A diferença de um ponto percentual está dentro da margem de erro do levantamento, de dois pontos para mais ou para menos, caracterizando empate técnico entre os dois candidatos.

Segundo os dados apresentados, 14% dos entrevistados afirmaram que votariam em branco, anulariam o voto ou não votariam, enquanto 3% disseram estar indecisos.

Na comparação com o levantamento anterior, Flávio Bolsonaro manteve os 42%, enquanto Lula oscilou um ponto percentual para cima.

Lula x Renan Santos

No cenário de segundo turno entre Lula e Renan Santos (Missão), o petista aparece com 41%, contra 38% do candidato do Missão. Branco, nulo ou não voto somam 17%, enquanto 4% dos entrevistados estão indecisos.

Lula x Romeu Zema

Quando o cenário apresentado é entre Lula e Romeu Zema (Novo), Lula registra 46% e Zema, 32%. Outros 18% afirmam que votariam em branco, anulariam ou não votariam, e 4% estão indecisos.

Metodologia

A pesquisa ouviu 2.004 eleitores entre os dias 17 e 20 de setembro de 2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

O levantamento foi contratado pelo Grupo Globo e, conforme o material fornecido, está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-06004/2026.

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Foto: Reprodução | Montagem: Hora SP

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Gilmar acusa Mendonça de viés eleitoral no caso Master

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O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), acusou nesta terça-feira (15) o ministro André Mendonça de conduzir o caso Master com um suposto viés político-eleitoral. A declaração ocorreu durante sessão extraordinária da Corte.

Gilmar afirmou que Mendonça teria escolhido deliberadamente a data de uma etapa do processo para coincidir com manifestações populares de 7 de setembro.

“Com todas as vênias e toda sinceridade presidente, é evidente e até as pedras sabem que há um inequívoco viés político-eleitoral na forma como o tema foi conduzido”, afirmou Gilmar, dirigindo-se ao presidente do STF, Edson Fachin.

O ministro acrescentou que esse tipo de conduta não deveria ocorrer. Em resposta, Mendonça acusou Gilmar de ser “leviano” ao levantar a suspeita.

“Não aponte o dedo para mim”, respondeu Mendonça.

A discussão ocorreu durante o julgamento, pelo plenário do STF, de uma questão envolvendo uma investigação sobre o ministro Alexandre de Moraes relacionada ao caso Master.

Gilmar pede adiamento do julgamento

Após a manifestação, Gilmar Mendes apresentou uma questão de ordem para pedir que o Supremo adiasse o julgamento para 23 de setembro.

A data coincide com outro julgamento já marcado por Fachin, que analisará um pedido de Moraes para que Mendonça seja investigado por suposto abuso de autoridade na condução do caso Master.

A sessão foi suspensa para o intervalo de almoço e deveria ser retomada às 14h.

Fachin informou ainda que a transmissão pela TV Justiça seria interrompida durante o horário eleitoral gratuito.

Caso Master provocou crise no STF

O conflito entre os ministros ocorre em meio à crise desencadeada pela divulgação de um relatório da Polícia Federal relacionado à Operação Compliance Zero.

O documento, cujo sigilo foi levantado por Mendonça em 1º de setembro, reúne mensagens atribuídas pela investigação ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do antigo Banco Master, e que mencionam Alexandre de Moraes.

Segundo o material apresentado no processo, as mensagens indicariam uma relação de proximidade entre Vorcaro e Moraes. Em um dos trechos, o ex-banqueiro teria mencionado um contrato de R$ 131 milhões do Banco Master com o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro.

Em outro trecho, Vorcaro teria buscado informações sobre uma operação policial que poderia resultar em sua prisão.

Moraes negou ter cometido irregularidades e classificou o relatório como inconstitucional e ilegal.

Ministros também são alvo de pedidos de investigação

A divulgação do material provocou reações dentro do próprio Supremo.

Em 2 de setembro, Moraes encaminhou a Fachin um documento que, segundo ele, seria um relatório de inteligência da Polícia Federal e que apontaria possível direcionamento da Operação Compliance Zero por Mendonça para atingir adversários políticos.

O documento, entretanto, não possui assinatura nem timbre da Polícia Federal e traz a indicação de que o conteúdo seria uma conjectura, sem valor probatório.

Moraes pediu a abertura de investigação contra Mendonça por suspeitas de abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade. Fachin marcou a análise do pedido para 23 de setembro.

A Procuradoria-Geral da República também pediu a Fachin a anulação do relatório parcial relacionado às mensagens envolvendo Moraes e Vorcaro. Segundo a PGR, Mendonça teria permitido o avanço da investigação sobre um ministro do Supremo sem comunicar previamente o presidente da Corte ou o plenário.

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Foto: Marcelo Camargo/ABR

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