São Paulo supera Londres e Paris no turismo corporativo

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São Paulo aparece como o segundo principal destino do mundo para viagens corporativas e o primeiro da América Latina, segundo uma pesquisa da plataforma Hoteis.com. A capital paulista foi escolhida por 37% dos brasileiros entrevistados que viajaram a trabalho, ficando atrás apenas de Nova York, com 42%.

O levantamento ouviu 1.000 brasileiros que realizaram viagens profissionais, nacionais ou internacionais, nos últimos três anos. Na lista, São Paulo aparece à frente de Londres, citada por 26% dos participantes, e de Madri e Paris, ambas com 16%.

A infraestrutura é um dos fatores mais valorizados pelos viajantes corporativos. Para 77% dos entrevistados, bons transportes, hotéis e conveniência são importantes na escolha do destino. Outros 69% consideram relevante a existência de estrutura para reuniões e eventos.

O acesso à internet também pesa na decisão: 66% afirmam considerar importante contar com Wi-Fi rápido e gratuito nos hotéis.

Turismo de negócios movimenta a capital

A posição de São Paulo no levantamento acompanha uma agenda expressiva de eventos corporativos. Dados do Observatório de Turismo e Eventos da São Paulo Turismo (SPTuris), em parceria com a Ubrafe, mostram que a cidade recebeu 81 eventos de médio e grande porte em julho de 2026, com cerca de 819 mil participantes.

Foram 26 feiras de negócios, 17 congressos, cinco convenções e 33 outros eventos.

Entre janeiro e julho, a capital recebeu 673 eventos, que reuniram aproximadamente 3,85 milhões de participantes. O calendário incluiu 114 feiras de negócios, 95 congressos, 42 convenções e 422 outros eventos.

O movimento ajuda a reduzir os efeitos da sazonalidade no setor turístico, já que os eventos corporativos atraem visitantes mesmo em períodos tradicionalmente menos movimentados.

Segundo Marcelo Salles, presidente da SPTuris, o turismo de negócios movimenta uma cadeia que inclui hotelaria, transporte, alimentação, compras, vida noturna e entretenimento.

Viagens de trabalho também incluem lazer

A pesquisa mostra ainda uma mudança no comportamento dos viajantes corporativos. Para 59% dos entrevistados, é importante conseguir combinar compromissos profissionais com momentos de lazer durante a viagem, prática conhecida como bleisure.

Além disso, 56% afirmam viajar a trabalho com mais frequência do que antes da pandemia. Metade dos entrevistados realiza pelo menos três viagens corporativas por ano.

A infraestrutura urbana também aparece como parte da experiência desses visitantes, especialmente em uma cidade que recebe grandes eventos e concentra atividades empresariais, culturais e de entretenimento.

Mercado movimenta bilhões

A importância de São Paulo no turismo corporativo também aparece em dados da Global Business Travel Association (GBTA).

Segundo levantamento da entidade, as viagens corporativas para e dentro de São Paulo movimentaram mais de US$ 3,4 bilhões em receitas relacionadas a viagens de negócios em 2024.

O valor representa cerca de 10% do mercado brasileiro de viagens corporativas, estimado pela entidade em US$ 35,8 bilhões.

O cenário reforça o peso do turismo de negócios para a economia paulistana, com impacto direto em setores como hospedagem, transporte, alimentação, eventos e entretenimento.

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Foto: Divulgação/Pref. de SP

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São Paulo cria quase 300 mil empregos em 12 meses e registra maior salário inicial em seis anos

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O estado de São Paulo criou 286.743 vagas de emprego com carteira assinada entre fevereiro de 2025 e janeiro de 2026. No mesmo período, o estado também registrou o maior salário médio de admissão desde 2020. Os dados são da Fundação Seade, com base nas informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego.

O resultado representa um crescimento de 2% na geração de empregos formais em comparação com os 12 meses anteriores. Com esse desempenho, São Paulo respondeu por cerca de 24% de todas as vagas criadas no Brasil no período, quando o saldo nacional foi de 1.228.483 postos de trabalho.

Somente no mês de janeiro de 2026, o estado registrou a criação de 16.451 novas vagas com carteira assinada.

Além da geração de empregos, São Paulo também liderou o ranking nacional de salário médio de admissão. Em janeiro, o valor médio pago aos trabalhadores contratados foi de R$ 2.702,76, o maior registrado desde que o Novo Caged passou a ser utilizado, em 2020.

O valor representa aumento de 2,75% em relação a dezembro de 2025 e de 1,93% na comparação com janeiro do ano passado.

O salário inicial médio pago em São Paulo também superou o de outros estados e regiões do país. No Distrito Federal, por exemplo, o valor foi de R$ 2.575,45. Já em Mato Grosso, a média foi de R$ 2.421,85, enquanto no Rio de Janeiro chegou a R$ 2.409,30.

Em nível nacional, o salário médio de admissão foi de R$ 2.389,50. Na região Sudeste, a média ficou em R$ 2.551,61.

Os dados analisados consideram apenas trabalhadores contratados com carteira assinada, regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). As informações são enviadas mensalmente pelas empresas ao governo federal e integram o Novo Caged, sistema que reúne dados do eSocial, do antigo Caged e do Empregador Web para monitorar o mercado de trabalho formal.

Entre os setores que mais contribuíram para a geração de empregos em janeiro no estado de São Paulo, destaque para a indústria, responsável por 21.528 novas vagas. Na sequência aparecem a construção civil, com 15.934 postos de trabalho, e o setor de serviços, que registrou saldo positivo de 3.001 empregos no período.

No recorte regional, a região Sudeste registrou saldo de 13.301 vagas em janeiro e acumulou 481.216 postos de trabalho criados em 12 meses. Já no Brasil, foram 112.334 vagas abertas no primeiro mês de 2026.

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Foto: Fernando Frazão/Ag. Brasil

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Desemprego em SP cai a 5% e atinge menor nível em 13 anos, aponta IBGE

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O estado de São Paulo encerrou 2025 com taxa anual de desemprego de 5%, a menor desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), iniciada em 2012 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados foram divulgados pelo IBGE e consolidados pela Fundação Seade.

O índice paulista ficou abaixo da média nacional, que foi de 5,6%, e também da região Sudeste, com 5,3%. Em relação aos anos anteriores, a taxa caiu 1,2 ponto percentual na comparação com 2024 (6,2%), 2,5 pontos frente a 2023 (7,5%) e 4,1 pontos em relação a 2022 (9,1%).

No quarto trimestre de 2025, a taxa foi ainda menor: 4,7%, também o melhor resultado da série histórica. O percentual superou o desempenho nacional no período (5,1%) e o do Sudeste (4,8%).

O número de pessoas ocupadas no estado alcançou 24,576 milhões no último trimestre do ano, alta de 1,1% ante o trimestre anterior e de 1,3% na comparação anual. Trata-se do maior contingente desde o início da pesquisa. No país, o total de ocupados chegou a 102,998 milhões.

Já o total de desocupados em São Paulo foi estimado em 1,212 milhão no quarto trimestre, queda de 9,3% em relação ao trimestre anterior e de 20,7% frente ao mesmo período de 2024. É o menor número registrado na série histórica.

O estado também lidera em empregos formais. O total de trabalhadores com carteira assinada no setor privado chegou a 11,593 milhões no quarto trimestre, crescimento de 2,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. O número representa 30% dos 39,409 milhões de empregados formais no país.

Entre os trabalhadores do setor privado paulista, 82,2% tinham carteira assinada, segundo maior percentual entre as unidades da Federação. No Brasil, o índice foi de 74,4%.

A taxa anual de informalidade em São Paulo ficou em 29% da população ocupada, a terceira menor do país. O percentual é inferior ao registrado no Brasil (38,1%) e no Sudeste (33%).

No rendimento médio real habitual, São Paulo também apresentou desempenho superior. Em 2025, o valor médio foi de R$ 4.190, acima da média nacional (R$ 3.560) e da região Sudeste (R$ 3.958). O estado superou ainda os demais integrantes da região: Rio de Janeiro (R$ 4.177), Espírito Santo (R$ 3.497) e Minas Gerais (R$ 3.350).

No quarto trimestre, o rendimento médio no estado chegou a R$ 4.324, novamente acima do Sudeste (R$ 4.033) e do Brasil (R$ 3.613).

Em nota, o governador Tarcísio de Freitas afirmou que os resultados são reflexo de medidas de modernização da gestão pública e de estímulo ao ambiente de negócios. Segundo ele, a ampliação de vagas formais contribui para maior segurança ao trabalhador e impacto direto na renda das famílias.

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Foto: Reprodução/GESP

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