Financiamento de veículos cresce 12,8% e atinge melhor resultado desde 2008

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As vendas financiadas de veículos no Brasil cresceram 12,8% no primeiro trimestre de 2026, totalizando 1,89 milhão de unidades — o melhor desempenho para o período desde 2008. O avanço reforça a retomada do crédito e aquece o mercado automotivo no país.

O resultado mostra um cenário mais favorável para o setor, impulsionado pela maior oferta de crédito e pela demanda aquecida em diferentes segmentos.

Os veículos usados seguem liderando os financiamentos, com 1,21 milhão de unidades, enquanto os novos somaram 675 mil. Ambos apresentaram crescimento em relação ao mesmo período de 2025.

Entre os segmentos, os automóveis leves concentraram a maior parte das operações, com 1,31 milhão de unidades financiadas. Já as motos tiveram destaque no crescimento, com alta de 18,1%, enquanto os veículos pesados avançaram de forma mais moderada.

O desempenho positivo foi registrado em todas as regiões do país, com o Nordeste liderando a expansão percentual, seguido por Centro-Oeste, Sul, Sudeste e Norte.

No recorte por modalidade, o Crédito Direto ao Consumidor (CDC) foi responsável pela maior parte das operações, com mais de 1,6 milhão de financiamentos, seguido pelos consórcios.

O mês de março também apresentou forte aceleração, com crescimento de 27,6% em relação ao mesmo período do ano passado, alcançando 703 mil unidades financiadas — o melhor resultado desde 2011.

O avanço foi puxado tanto por veículos novos quanto usados, indicando um movimento consistente de recuperação e estabilidade no setor.

Além disso, os preços dos veículos novos registraram leve alta em março, enquanto o mercado de usados manteve estabilidade, refletindo um equilíbrio entre oferta e demanda.

O cenário aponta para uma continuidade do crescimento ao longo do ano, com o crédito desempenhando papel central na sustentação das vendas.

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Foto: Rafa Neddemeyer/Ag. Brasil

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Páscoa deve movimentar supermercados, mas chocolate mais caro pesa no bolso

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As vendas da cesta de Páscoa nos supermercados de São Paulo devem crescer 2,7% em 2026, segundo projeção da Associação Paulista de Supermercados (APAS) em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). O avanço é atribuído à melhora do mercado de trabalho e ao aumento da renda real da população, apesar de um cenário ainda pressionado por juros elevados e endividamento das famílias.

O levantamento indica que o preço médio da cesta de Páscoa deve subir 4,7% neste ano — a segunda menor alta dos últimos cinco anos. Mesmo com o avanço nos preços, o setor projeta aumento no faturamento, impulsionado pelo consumo em um ambiente econômico mais favorável.

Entre os produtos típicos do período, alguns registram queda significativa de preços. O azeite de oliva acumula redução superior a 22% nos últimos 12 meses. Também ficaram mais baratos itens como frutas de época (-11,38%), batata (-13,62%), ovos (-12,24%) e queijo muçarela (-8,05%).

Na contramão, o chocolate subiu cerca de 20% no mesmo intervalo, pressionado pela alta do cacau no mercado internacional. Segundo o economista-chefe da APAS, Felipe Queiroz, o aumento reflete problemas na cadeia produtiva global.

“Quando analisamos itens fundamentais, como o chocolate, vemos que o aumento vem de toda a cadeia produtiva do cacau. O setor sofre impactos das oscilações decorrentes das alterações climáticas e das quebras de safra no cenário internacional”, afirmou.

Apesar do crescimento projetado, o setor avalia que fatores como juros elevados e o alto nível de endividamento das famílias ainda limitam uma expansão mais expressiva das vendas.

Quaresma pressiona preços de pescados

Produtos tradicionalmente consumidos durante a Quaresma também apresentam aumento de preços, impulsionados pela maior demanda. É o caso dos pescados, que registraram alta de 9,13%. Entre os itens, destacam-se a sardinha (5,85%), o cação (11,16%), a merluza (4,46%), o bacalhau (8,58%) e o atum enlatado (4,27%).

De acordo com Queiroz, o movimento é sazonal e segue um padrão já observado em anos anteriores. “Durante períodos de maior demanda, como a Quaresma, há pressão sobre os preços de alguns pescados, refletindo o aumento da procura”, explicou.

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Foto: Rafa Neddemeyer/Ag. Brasil

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Haddad afirma que decisão do BC de manter a Selic em 13,75% é “preocupante”

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Fernando Haddad, ministro da Fazenda, classificou a decisão do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) em manter a Selic em 13,75% ao ano como “preocupante”.

Em conversa com a imprensa na noite desta quarta-feira (22), o ministro disse que um relatório divulgado indica aumento nas receitas e diminuição no déficit para o ano.

“Hoje divulgamos relatório bimestral mostrando que nossas projeções de janeiro estão se confirmando sobre as contas públicas No momento em que a economia está retraindo, o Copom chega a sinalizar uma subida da taxa de juros”, explicou Haddad.

“Lemos com muita atenção, mas achamos que realmente o comunicado preocupa bastante”, disse o ministro sobre a taxa básica de juros brasileira.

“Eu falei em harmonia desde a primeira entrevista, e vou continuar perseverando com esse objetivo. Nunca faltei com respeito com diretor ou com presidente do Banco Central”, reforçou Haddad.

A taxa básica de juros brasileira, a Selic, não aumenta desde junho de 2022. Apesar disso, o país continua no topo do ranking global de juros reais, atrás apenas da Argentina, segundo levantamento compilado pelo MoneYou e pela Infinity Asset Management.

A Selic é calculada com o abatimento da inflação prevista para os próximos 12 meses, sendo considerada uma medida melhor para comparação com outros países.

Leia também: Petrobras reduz preço do Diesel em R$ 0,18 a partir de quinta-feira (23)


Fonte: TV Cultura – Foto: Flickr/Ministério da Fazenda

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Mercado financeiro aumenta previsão de inflação para este ano

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Instituições financeiras consultadas semanalmente pelo Banco Central (BC) estimam, em boletim divulgado hoje (24), que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), inflação oficial do país, deve fechar 2022 em 5,15%. Há uma semana, a projeção do mercado era que a inflação terminasse o ano em 5,09%. Há quatro semanas, era 5,03%.

Para 2023, o mercado manteve a expectativa de inflação da semana passada, de 3,4%. Em 2024, a previsão também é a mesma da última semana.

O boletim Focus reúne a projeção do mercado para os principais indicadores econômicos do país. Na estimativa desta semana, o Focus indica a mesma variação do Produto Interno Bruto (PIB) registrada há sete dias, de 0,29%. Há quatro semanas, o mercado previa crescimento da economia brasileira de 0,42%.

O boletim registra ainda diminuição na expectativa de crescimento do PIB para 2023, passando de 1,75% na semana passada para 1,69%. Para 2024, a projeção se manteve estável, em 2%.

Taxa de juros e câmbio

A previsão do mercado para a taxa básica de juros, a Selic, em 2022, também ficou estável em relação ao divulgado na semana passada, 11,75% ao ano. Há quatro semanas, a projeção era que a Selic fecharia 2022 em 11,5% ao ano.

A taxa, definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) está atualmente em 9,25% ao ano. Na próxima reunião do órgão, em fevereiro, o Copom já sinalizou que deve elevar a Selic em mais 1,5 ponto percentual.

Para o fim de 2023, a estimativa é que a taxa básica caia para 8% ao ano, a mesma da semana passada. Para 2024, a previsão para a Selic é 7% ao ano, índice igual ao da semana anterior.

A expectativa do mercado para a cotação do dólar em 2022 também se manteve igual ao projetado na semana passada, R$ 5,60. No próximo ano, a projeção é de alta no câmbio. Para 2023, a previsão da cotação do dólar subiu de R$ 5,46 para R$ 5,50 e, para 2024, se manteve estável em R$ 5,40.


Fonte/texto: Agência Brasil/Luciano Nascimento – Imagem: Marcello Casal Jr/AB

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