Uma homenagem aos Professores – por Dra. Vera Resende

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Quem é o professor na vida de cada um de nós? E na vida dos seus filhos?

Ao compararmos as experiências escolares de diferentes gerações, percebemos uma imensa lacuna entre o período anterior às redes sociais e o atual.

As histórias que ouvíamos sobre a escola nos faziam sonhar com ela. Hoje, infelizmente, escola e professores tornaram-se, muitas vezes, alvos de críticas e desconfiança, reflexos das mesmas fragilidades que afetam toda a sociedade.

Sem a intenção de atribuir à tecnologia a culpa exclusiva pelo enfraquecimento das relações entre professor e aluno, é possível reconhecer que o uso inadequado das redes sociais tem alterado a maneira como a sociedade enxerga o papel da escola e de seus educadores.

Perdeu-se, em parte, o sentido profundo da relação professor/aluno, que antes era tecida por sonhos, expectativas, medos e descobertas levadas nas mochilas no primeiro dia de aula. A escola era percebida como um organismo vivo, um espaço que acolhia a diversidade de habilidades, limites, possibilidades e histórias de vida. Seu propósito ia além do aprendizado teórico: era um ambiente de convivência humana, respeito, pertencimento e inclusão.

A imagem da escola como espaço de crescimento e de relações saudáveis precisa ser resgatada. Como pais e como alunos, precisamos enxergá-la novamente como um lugar vivo, que pulsa e transforma. Só assim poderemos nos reconectar com o melhor de nós, despertando o desejo genuíno de viver em sociedade.

Enquanto adultos, quando levamos nossos filhos à escola, levamos também uma parte de nós mesmos: o sonho de crescer, aprender, descobrir e evoluir. Carregamos conosco a esperança de que nossas aspirações individuais possam contribuir para uma sociedade mais justa e consciente.

Que possamos, portanto, retomar o diálogo, as trocas saudáveis e o respeito mútuo. Que a tecnologia seja usada para aproximar, enriquecer o aprendizado e fortalecer a construção de um mundo mais humano, seguro e tolerante.


Dra. Vera Resende – Psicóloga clínica (CRP 06-2353), mestre e doutora em Psicologia Clínica pela PUC-SP. Com sólida trajetória acadêmica, foi professora e supervisora de estágio clínico na Unesp, ministrou aulas na pós-graduação, orientou teses, integrou grupos de pesquisa e coordenou cursos de especialização e extensão. Atuou no Instituto Sedes Sapientiae, participando de seminários e publicações na área de psicanálise da criança. Atualmente, mantém consultório próprio, oferecendo atendimentos, supervisão clínica e aperfeiçoamento para psicólogos iniciantes.


Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal Zero Hora Digital.

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Homenagem aos Professores (as) – por Celso Tracco

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Um professor de filosofia, em determinada aula e sem dizer uma só palavra aos seus alunos, pegou um pote de vidro, grande e vazio, colocou sobre sua mesa e começou a enchê-lo, até a boca, com bolas de tênis. Em seguida, perguntou aos seus alunos se o frasco estava cheio e imediatamente todos disseram que sim. O professor então pegou uma caixa de bolinhas de gude e esvaziou-a dentro do pote. As bolas de gude encheram todos os vazios entre as bolas de tênis.

O professor voltou a perguntar se o frasco estava cheio e voltou a ouvir de seus alunos que sim.

Imediatamente, pegou um saco com areia e esvaziou-a dentro do pote. A areia preencheu os espaços vazios que ainda restavam e ele perguntou novamente aos alunos, que responderam que o pote agora sim, estava cheio. O professor então de modo teatral e ainda sem dizer nada, pegou sua garrafa térmica, que continha o café que ele tomava durante as aulas e derramou sobre o pote umedecendo a areia.

Os estudantes observavam a situação, esperando a pergunta do professor. Mas, sem nada perguntar o professor ensinou:

Quero que entendam que o pote de vidro representa nossas vidas. As bolas de tênis são os elementos mais importantes: a família, seus verdadeiros amigos, sua vocação profissional, sua espiritualidade, suas crenças, Deus. Elas representam o que é essencial em nossas vidas. Nelas estão contidas nossos princípios e valores. Valores e princípios que devemos cuidar em primeiro lugar, pois elas nos conduzem à felicidade plena. Sem elas nossas vidas serão vazias, sem um propósito definido.

As bolas de gude são as outras coisas que importam: o trabalho, um bom lugar onde morar, o carro novo, o estudo que satisfaz, como ocupo minhas horas livres. São importantes, mas não são determinantes na vida.

A areia representa todas as pequenas coisas, agradáveis e desagradáveis que acontecem todos os dias na vida de qualquer ser humano: cervejinha de sexta-feira, passeios na natureza, contas para pagar, compromissos chatos e obrigatórios, contratempos e momentos de prazer. Sua importância é relativa, não determinante portanto, devemos tratá-los com a significância que eles têm, quase nula.

Mas atenção, o professor elevou a voz provocando a atenção dos alunos, se a areia fosse colocada em primeiro lugar no pote, não haveria espaço para todas as bolas de tênis e nem para as de gude. O mesmo ocorre com nossas vidas. Se gastamos todo nosso tempo e energia com as pequenas coisas não teremos espaço e tempo para as coisas realmente importantes.

Assim devemos prestar atenção nas coisas que são primordiais para a nossa felicidade. Brincar com os nossos filhos, sair para se divertir com a família e com os amigos, dedicar um tempo a nós mesmos, buscar conhecimento, estudar sempre, cuidar da saúde, viajar, ser fiel a nossa crença.

Sempre haverá tempo para as outras coisas, mas devemos nos ocupar primeiro das bolas de tênis, depois das de gude, pois o resto é areia.

Um aluno se levantou e perguntou: professor, o que representa o café?

Com um sorriso contido, o professor respondeu: Excelente pergunta. O café serve apenas para demonstrar que não importa quão ocupada esteja nossa vida, sempre haverá lugar para tomar um café com um amigo.

Um grande e forte abraço e até nosso próximo café. Aproveite seu dia.


Celso Tracco é economista, mestre em Teologia Sistemática, escritor, consultor e palestrante (www.celsotracco.com.br). Com ampla experiência como executivo em empresas nacionais e internacionais, é especialista em marketing, vendas e comportamento humano. Atuou como professor universitário e tem três livros publicados. Em sua coluna, abordará temas como política, economia e sociedade.


*Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal Zero Hora Digital.

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Furto de Armas do exército e dia do professor pautam sessão Ordinária na Alesp

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Os parlamentares da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo repercutiram, durante a sessão desta segunda-feira (16), o furto de 21 armas do Exército Brasileiro, em Barueri, município da Grande São Paulo. Além disso, os deputados celebraram o Dia do Professor, comemorado neste domingo (15), e o aniversário da Rota (Rondas Ostensivas Tobias Aguiar), batalhão da Polícia Militar.

De segunda a sexta-feira, acontecem as sessões ordinárias na Alesp. A partir das 14h, ocorrem o Pequeno e o Grande Expedientes, nos quais os parlamentares têm, respectivamente, 5 e 10 minutos para falar sobre temas de livre escolha.

Furto de armas do Exército

O deputado Conte Lopes (PL) subiu à tribuna para comentar sobre as 21 armas de alto calibre do Exército Brasileiro que foram furtadas de um quartel na cidade de Barueri, na Grande São Paulo. O caso aconteceu na última sexta-feira (13), quando, durante uma inspeção no quartel, foi constatado o sumiço desses armamentos.

“Armas que podem derrubar avião. Armas que vão para as mãos dos bandidos. Precisa fazer um boletim de ocorrência para a polícia procurar”, disse o parlamentar. Ele ainda contrariou a nota oficial do Exército que afirmou que as armas furtadas são ‘inservíveis’, ou seja, não funcionam. Conte defendeu que os bandidos não teriam roubado armas quebradas e, mesmo que tivessem feito isso, poderiam consertá-las.

Conte Lopes aproveitou para parabenizar os 53 anos de atividade da Rota, batalhão especializado da Polícia Militar do Estado de São Paulo. O deputado esteve presente no evento de aniversário da corporação e afirmou que os policiais estão preocupados com o armamento que foi roubado das Forças Armadas.

Na mesma linha, o deputado Reis (PT) disse que espera que o caso seja resolvido e que acredita que a Polícia será responsável por encontrar o armamento.

Dia do Professor

Reis ainda usou o seu tempo regimental para celebrar o Dia do Professor, comemorado neste domingo (15). “Os professores e professoras, assim como os seus direitos, precisam ser valorizados, pela importância de seu trabalho na formação de nossa identidade como povo”, declarou.

Reis ainda enfatizou que os docentes que atuam em escolas da periferia precisam de especial atenção, já que convivem com ‘difíceis condições de trabalho, participam das inúmeras carências das crianças da periferia, além de questões relacionadas à falta de segurança’.

“Precisamos falar mais sobre essas questões, não só quando acontecem problemas extremos, que expõem a precariedade da segurança, como já vimos em nosso estado. E não devemos só falar, devemos cobrar, propor soluções e discuti-las”, completou.

Leia também: Itapevi abre processo seletivo para contratar estagiários, salário de até R$ 1.400


Fonte: Alesp – Foto: Rodrigo Costa

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Dia do Professor: docentes de Barueri oferecem a melhor formação aos alunos

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Em 15 de outubro é comemorado o Dia do Professor. A rede de ensino de Barueri conta com 4.164 docentes altamente capacitados e comprometidos em oferecer a melhor educação para os estudantes baruerienses. Prova disso foi o excelente resultado apontado pelo último Ideb (Índice Brasileiro da Educação Básica).

O professor representa cuidado, segurança e afeto. Trata-se de uma profissão que vai muito além da responsabilidade de ensinar crianças, jovens e adultos dentro da sala de aula, eles também exercem papel fundamental na formação ética e cidadã das pessoas. Educadores compartilham conhecimentos que são capazes de impactar os rumos da sociedade de forma significativa.

Quem não se lembra do seu primeiro professor ou professora? E daquele mestre do ensino médio ou da universidade que foi tão importante em sua formação? Muitas pessoas carregam esses profissionais como inspiração para diferentes carreiras, sendo incentivadas, apoiadas e percebidas por cada um deles desde o início da vida escolar.

De acordo com o secretário de Educação, Celso Furlan, a data deve ser lembrada para reconhecimento e gratidão a cada um dos professores que tanto têm feito para que a educação de Barueri seja destaque positivo em todo o país. “Nós, professores, temos orgulho de ter feito o melhor por cada aluno. Parabéns a todos os profissionais maravilhosos que escolheram essa profissão tão especial”, disse.

Pensando em valorizar e reconhecer os profissionais da rede, a Secretaria de Educação de Barueri oferece as melhores ferramentas, como material didático e tecnológico, laboratórios, além do incentivo à formações e plano de carreira.

O que é ser professor?
Representando os professores de toda a rede, alguns docentes falaram sobre a importância e o orgulho de ser educador.

“Ser professora é o que me faz acordar toda manhã e ir para o meu ambiente de trabalho para ver meus alunos aprendendo e compartilhando conhecimento. É amor, é afeto, é aprendizagem”.
Márcia Gibin, professora da Emef Nestor de Camargo

“Ser professor é instrumentalizar a cada um aluno com conhecimento, coragem, humanidade, empatia, senso de autocuidado, senso de autodisciplina e principalmente autonomia”.
Edson Luiz, professor da Emef João Tibúrcio

“Ser professora é a arte de transformar a realidade em sonhos”.
Adriana Alves Pinheiro Antônio, professora da Emef Maria Meduneckas

“Ser professora é fazer parte de um ciclo em que ensinar e aprender são indissociáveis”.
Fernanda Conceição, professora da Emef João Tibúrcio

“Ser professora é estar e passar por vidas de pessoas com variadas histórias que por um momento te deixam fazer parte dela, e você, com muita sabedoria – diria que divina -, apresenta caminhos e possibilidades. Uma hora instrui, outra corrige e por fim dá liberdade para que faça suas escolhas. Ser professora é ter todos os sentidos aguçados, e principalmente saber ouvir e ter a expertise de fazer tudo diferente quando for necessário”.
Áldria Vital, professora da Emef Margarida Maciel

Leia também:


Fonte: SECOM-Barueri – Foto: Arquivo/SECOM-Barueri

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