Eduardo Bolsonaro é demitido da PF por abandono de cargo

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Portaria publicada nesta segunda-feira (21) aponta mais de 30 dias consecutivos de faltas injustificadas; ex-deputado estava afastado da PF para exercer mandato parlamentar.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública demitiu Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal por abandono de cargo. A decisão foi publicada nesta segunda-feira (21) no Diário Oficial da União e tem como base um processo administrativo disciplinar que concluiu pela ocorrência de mais de 30 dias consecutivos de faltas injustificadas.

Segundo a portaria, a penalidade foi aplicada com base na legislação que prevê a demissão em casos de abandono de cargo.

Eduardo Bolsonaro integrava o quadro da Polícia Federal e estava afastado da função para exercer o mandato de deputado federal por São Paulo. A Câmara dos Deputados declarou a perda do mandato parlamentar em dezembro de 2025, após o então deputado deixar de comparecer a pelo menos um terço das sessões deliberativas da Casa.

Retorno à Polícia Federal

Após a perda do mandato, a Polícia Federal publicou ato determinando o encerramento do afastamento para exercício de mandato eletivo, com efeitos retroativos a 19 de dezembro de 2025, e o retorno de Eduardo Bolsonaro às atividades como escrivão.

A medida, no entanto, não resultou na retomada das atividades funcionais. O processo administrativo disciplinar que fundamentou a demissão concluiu pela existência de faltas injustificadas por período superior a 30 dias consecutivos.

Eduardo Bolsonaro havia ingressado na Polícia Federal como escrivão e exerceu a função em unidades de Guajará-Mirim (RO), Guarulhos, São Paulo e Angra dos Reis antes de assumir o mandato parlamentar.

STF também havia determinado perda do cargo

A demissão publicada pelo Ministério da Justiça ocorre em um contexto em que o Supremo Tribunal Federal também determinou a perda do cargo público de Eduardo Bolsonaro.

Em junho de 2026, a Primeira Turma do STF condenou o ex-deputado a quatro anos e dois meses de prisão, em regime inicial semiaberto, pelo crime de coação no curso do processo. Na mesma decisão, o colegiado determinou a perda do cargo de escrivão da Polícia Federal.

O processo teve novo julgamento virtual concluído em 18 de setembro, quando a Primeira Turma rejeitou os embargos apresentados pela defesa. A decisão anterior permaneceu registrada no processo.

A decisão do STF também determinou a comunicação ao Tribunal Superior Eleitoral para fins de inelegibilidade, conforme os termos estabelecidos no julgamento.

Atuação nos Estados Unidos

Eduardo Bolsonaro deixou o Brasil em março de 2025 e passou a viver nos Estados Unidos. Durante o período, segundo a decisão do STF, o ex-deputado atuou para pressionar instituições brasileiras por meio de medidas adotadas pelo governo norte-americano.

Entre os episódios analisados no processo estão a articulação relacionada a tarifas sobre produtos brasileiros, a revogação de vistos de autoridades brasileiras e a aplicação de sanções previstas na Lei Magnitsky.

Segundo o STF, essas ações tinham como objetivo interferir no andamento do processo relacionado à tentativa de golpe de Estado e no julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A demissão publicada nesta segunda-feira, porém, tem como fundamento específico o processo administrativo disciplinar por abandono de cargo, e não a condenação criminal do STF.

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Foto: Marcelo Camargo/ABR

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Amazon anuncia segunda rodada de demissões e corta nove mil empregos

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A Amazon anunciou, nesta segunda-feira (20), a segunda rodada de demissões, com corte de nove mil funcionários. A decisão foi comunicada pelo presidente executivo da empresa, Andy Jassy.

Em novembro de 2022, a Amazon planejava demitir cerca de 10 mil funcionários. No início deste ano, porém, Jassy confirmou que a gigante do varejo cortaria ao menos 18 mil.

Os cortes afetarão inicialmente o serviço de computação em nuvem e os departamentos de recursos humanos e marketing, além da plataforma de streaming de games Twitch.

“Dado o cenário incerto na economia e a incerteza que existe em relação ao futuro próximo, optamos por ser mais simplificados em nossos custos e número de funcionários”, escreveu Jassy.

Nos últimos meses, além da Amazon, Meta, Twitter, Microsoft, Alphabet (Google), entre outras gigantes da tecnologia, também anunciaram cortes expressivos.

Leia também: Educação de SP abre processo seletivo para professores atuarem nas classes hospitalares


Fonte: TV Cultura

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Amazon confirma a demissão de 18 mil funcionários

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O presidente executivo da Amazon, Andy Jassy, confirmou nesta quarta-feira (4) em um comunicado a demissão de 18 mil funcionários.

O documento, assinado por Jassy, afirma que as revisões que levaram ao plano de demissões têm como objetivo “priorizar o que é mais importante para os clientes e a saúde a longo prazo dos nossos negócios”.

Andy Jassy afirmou que o anúncio foi adiantado após a informação ser vazada. “Normalmente, esperamos para comunicar sobre esses resultados até que possamos falar com as pessoas diretamente afetadas. No entanto, como um de nossos colegas vazou essa informação externamente, decidimos que era melhor compartilhar essa notícia antes para que você pudesse ouvir os detalhes diretamente de mim”.

A Amazon planeja começar a comunicar os funcionários apenas no dia 18 de janeiro. Em novembro de 2022, a empresa planejava demitir cerca de 10 mil funcionários de cargos corporativos e de tecnologia, além de dispositivos e livros.

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Fonte: TV Cultura

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