Operação Criptonita prende grupo suspeito de lavar R$ 146 milhões com criptomoedas

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Uma operação conjunta da Polícia Civil e do Ministério Público de São Paulo prendeu cinco pessoas ligadas a um esquema milionário de lavagem de dinheiro com criptomoedas. A ação, realizada nesta terça-feira (7), tem conexão com uma fraude bancária estimada em R$ 146,5 milhões e se desdobrou em diferentes cidades dentro e fora do estado.

As prisões ocorreram em Sorocaba, Indaiatuba, Santa Isabel e também em Natal (RN). Um dos investigados já estava detido por envolvimento em apurações anteriores conduzidas pela Polícia Federal e pelo próprio Ministério Público.

O caso teve origem em um sequestro registrado no Shopping Cidade Jardim, na capital paulista. A partir desse episódio, investigadores do 34º Distrito Policial identificaram uma organização criminosa estruturada, com divisão de funções e uso de criptoativos para ocultar recursos ilícitos.

As apurações indicam ligação direta com um esquema investigado pela Divisão de Crimes Cibernéticos (DCCiber), do Deic, que apura fraudes bancárias de grande escala. A vítima do sequestro, segundo a polícia, estaria envolvida na movimentação de valores do grupo.

Há indícios de que parte do dinheiro tenha sido desviada dentro da própria organização, o que pode ter motivado o crime. Também foram identificadas transferências superiores a R$ 70 milhões para um parceiro comercial, valor incompatível com a renda declarada.

Durante o cumprimento de 14 mandados de busca e apreensão, os agentes recolheram relógios de luxo, veículos de alto padrão, equipamentos eletrônicos e dispositivos ligados a transações com criptomoedas. Um guarda civil municipal está entre os investigados.

Segundo o delegado Marcus Vinícius da Silva Reis, responsável pelo caso, o grupo operava com alto nível de sofisticação para ocultar a origem dos recursos e viabilizar a circulação do dinheiro.

As investigações continuam para rastrear o destino dos valores e identificar outros possíveis envolvidos no esquema criminoso.

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Foto: Divulgação/SSP-SP

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BTG suspende Pix após suspeita de ataque hacker e apura movimentação de até R$ 100 milhões

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O banco BTG Pactual confirmou neste domingo (22) a identificação de “atividades atípicas relacionadas ao Pix” e decidiu suspender temporariamente o serviço enquanto investiga um possível ataque hacker. Segundo a instituição, não houve acesso a contas de clientes nem exposição de dados.

De acordo com o banco, o volume financeiro envolvido pode ter chegado a cerca de R$ 100 milhões. A maior parte já teria sido recuperada ao longo do dia, restando entre R$ 20 milhões e R$ 40 milhões ainda em processo de recuperação.

A instituição informou que os valores afetados não pertencem a clientes, mas a recursos mantidos pelo próprio banco junto ao Banco Central do Brasil. A autoridade monetária teria identificado indícios de irregularidade nas primeiras horas da manhã e iniciado alertas por volta das 6h. Não há indícios de comprometimento dos sistemas do Banco Central.

Como medida preventiva, o BTG suspendeu as operações via Pix até que a investigação seja concluída. O banco afirma que a resposta foi rápida e que mecanismos de segurança permitiram conter boa parte do prejuízo.

As transferências teriam sido direcionadas a contas em diferentes instituições financeiras, como Banco Inter, Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, PicPay, Itaú e Mercado Pago. Em seguida, os valores foram convertidos em criptomoedas, o que dificulta o rastreamento e a recuperação integral dos recursos.

A Polícia Federal foi acionada e conduz as investigações. Apurações preliminares avaliam se há relação com o mesmo grupo responsável pela invasão à empresa C&M Software em 2025, que resultou no desvio de ao menos R$ 813 milhões. A empresa atua na integração de sistemas de instituições financeiras com a infraestrutura do Banco Central.

O BTG Pactual, controlado pelo banqueiro André Esteves, encerrou 2025 com cerca de R$ 2,3 trilhões em ativos sob gestão e administração.

Em nota oficial, o banco reiterou que não houve comprometimento de contas ou dados de clientes e que a suspensão do Pix é uma medida de precaução. A instituição informou ainda que segue monitorando o caso e mantém seus canais de atendimento disponíveis.

Nota do BTG Pactual na íntegra:

“O BTG Pactual informa que identificou na manhã deste domingo (22/03) atividades atípicas relacionadas ao PIX. O banco esclarece que não houve acesso a contas de clientes e nenhum dado de correntista foi exposto. Enquanto investiga o caso, por medida de precaução, as operações por PIX estão suspensas. O BTG Pactual reforça, ainda, que a segurança das informações é prioridade e está disponível em caso de dúvidas em seus canais de atendimento.”

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Foto: Reprodução

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