Dados mostram redução expressiva nos principais índices criminais em Santana de Parnaíba

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Dados do primeiro semestre apontam redução em roubos e furtos de veículos; município também ampliou investimentos em segurança

Santana de Parnaíba registrou redução nos principais indicadores de crimes contra o patrimônio no primeiro semestre de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado. Entre os destaques está o roubo de carga, que caiu 100%, passando de três ocorrências em 2025 para nenhum registro nos seis primeiros meses deste ano.

Os dados também mostram redução de 37,5% nos roubos de veículos, que passaram de 16 para 10 casos, e queda de 29,63% nos furtos de veículos, com redução de 27 para 19 ocorrências.

Outro indicador em queda foi o de roubos classificados como “outros”, que recuou 28,85%, passando de 52 para 37 registros.

Segundo a Prefeitura, o município também registrou diminuição nos índices gerais de furtos e roubos ao longo do primeiro semestre, reforçando a tendência de redução da criminalidade.

Investimentos em segurança

De acordo com a administração municipal, os resultados acompanham uma série de investimentos em segurança pública, entre eles o reforço do patrulhamento preventivo, operações de bloqueio realizadas pela Guarda Civil Municipal (GCM) e a utilização do sistema de monitoramento inteligente Smart+ Santana de Parnaíba.

Ainda segundo a Prefeitura, as ações da GCM resultaram na apreensão de 22 armas de fogo durante o período.

Nova base da Guarda Civil Municipal

Entre os investimentos recentes está a inauguração da nova sede da Guarda Civil Municipal, localizada na Estrada dos Romeiros, próximo à Barragem Edgard de Souza.

Com aproximadamente 4 mil metros quadrados de área construída, a estrutura reúne setores administrativos e operacionais, academia, salas de treinamento, estande de tiro, canil, garagem para viaturas e estacionamento com capacidade para 165 veículos.

O complexo também abriga o novo Centro de Operações Integradas, responsável pelo monitoramento do sistema Smart+ Santana de Parnaíba, que integra câmeras de vigilância e tecnologias de apoio às forças de segurança.

Atualmente, a corporação conta com 377 guardas municipais em atividade e outros 73 agentes em formação. Durante a inauguração da nova base, os agentes também receberam novos aparelhos celulares para utilização nas viaturas, com o objetivo de agilizar o compartilhamento de informações durante as ocorrências.

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Punir mais ou compreender melhor o caminho dos jovens – por Dra. Vera Resende

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Sempre que há aumento nos índices de criminalidade com a participação de menores de idade, o tema da redução da maioridade penal volta ao debate público. Trata-se de uma questão complexa, longe de alcançar consenso tanto no campo das ciências jurídicas quanto no das ciências sociais. É necessário refletir se as medidas punitivas aplicadas à população adulta têm sido eficazes na redução da criminalidade. Caso fossem, viveríamos em uma sociedade mais segura, com menor incidência de crimes. No entanto, o país apresenta um dos maiores índices de população carcerária do mundo.

É comum recorrer à comparação com modelos estrangeiros, especialmente em momentos de comoção diante de crimes cometidos por adolescentes. No entanto, cada sociedade possui sua própria cultura e organiza suas leis em articulação com políticas públicas de educação, saúde e inclusão social. Esses fatores influenciam diretamente o desenvolvimento de crianças e adolescentes e ampliam as perspectivas de inserção no mercado de trabalho e na vida social. No Brasil, ainda há desafios significativos nesse campo e um longo caminho a ser percorrido. Sociedades que oferecem mais condições de desenvolvimento também estabelecem maiores níveis de exigência. Ainda assim, mesmo países com melhores indicadores sociais enfrentam problemas relacionados à criminalidade juvenil.

Outro ponto recorrente no debate é a tendência de associar a delinquência juvenil à população pobre e periférica. Essa visão simplifica um fenômeno complexo e não se sustenta diante dos fatos. Casos recentes e declarações de autoridades mostram que jovens de diferentes classes sociais também estão envolvidos em atos violentos.

Historicamente, crimes graves foram cometidos por jovens de famílias economicamente favorecidas. Casos emblemáticos, como os de Araceli e Ana Lídia, evidenciam essa realidade. Situações de violência contra pessoas em situação de rua, idosos e animais também ocorreram sem que houvesse a mesma pressão social por medidas extremas como a redução da maioridade penal ou a adoção de penas mais severas.

A violência, em qualquer contexto, produz efeitos que vão além do ato em si. Ela retira a humanidade tanto da vítima quanto do agressor. Em experiências clínicas com grupos de adolescentes em liberdade assistida, foi possível observar trajetórias marcadas pela ausência de orientação familiar, afeto e educação. O trabalho terapêutico em grupo buscava oferecer a esses jovens a possibilidade de se reconhecerem como parte da sociedade e de assumirem responsabilidade por suas próprias trajetórias. Ao entrarem em contato com o outro, puderam resgatar aspectos de sua própria humanidade. Muitos relataram que nunca haviam sido tratados com respeito ou considerados como sujeitos. Uma das falas mais marcantes foi a de um jovem que afirmou que, se tivesse sido reconhecido como alguém digno, talvez não tivesse seguido o caminho do crime. Essas reflexões indicam que o enfrentamento da violência exige mais do que respostas punitivas. É necessário investir na redução das desigualdades, na ampliação do acesso à educação de qualidade e na criação de oportunidades reais de desenvolvimento para crianças e adolescentes. Trata-se de um desafio coletivo que envolve responsabilidade social e compromisso com o futuro.


Dra. Vera Resende – Psicóloga clínica (CRP 06-2353), mestre e doutora em Psicologia Clínica pela PUC-SP. Com sólida trajetória acadêmica, foi professora e supervisora de estágio clínico na Unesp, ministrou aulas na pós-graduação, orientou teses, integrou grupos de pesquisa e coordenou cursos de especialização e extensão. Atuou no Instituto Sedes Sapientiae, participando de seminários e publicações na área de psicanálise da criança. Atualmente, mantém consultório próprio, oferecendo atendimentos, supervisão clínica e aperfeiçoamento para psicólogos iniciantes.


Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal Hora de S. Paulo.

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Roubos caem até 23% e reforçam queda da criminalidade em Santana de Parnaíba

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Santana de Parnaíba registrou uma queda expressiva nos índices de criminalidade, especialmente nos crimes contra o patrimônio. Levantamento divulgado pela Secretaria Municipal de Segurança Urbana (SMSU) aponta redução de 15,1% no total de ocorrências no comparativo entre os trimestres de novembro e dezembro de 2024 e janeiro de 2025 com o mesmo período de novembro e dezembro de 2025 e janeiro de 2026.

O recorte considera crimes que impactam diretamente a sensação de segurança da população, como roubos e furtos, além de delitos classificados como de maior potencial ofensivo.

Entre os principais indicadores, os crimes patrimoniais apresentaram quedas significativas. O número de roubos caiu 23,08% no período analisado. Já os casos de roubo de veículos registraram redução de 25%, enquanto o furto de veículos apresentou a maior queda, com recuo de 44,12%.

A análise isolada do mês de janeiro também confirma a tendência de redução. Na comparação entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026, o total geral de ocorrências diminuiu 10,39%, indicando estabilidade e controle dos índices de criminalidade no município.

De acordo com a Secretaria Municipal de Segurança Urbana, os crimes contra o patrimônio costumam impactar diretamente a população por atingirem bens conquistados ao longo de anos de trabalho. A queda nesses indicadores é considerada relevante para a percepção de segurança no dia a dia da cidade.

Os dados reforçam o cenário de redução gradual das ocorrências e apontam para a continuidade das ações de prevenção e monitoramento realizadas pelas forças de segurança no município.

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Crimes contra o patrimônio caem em Santana de Parnaíba

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Os índices de criminalidade registrados em dezembro de 2025 apresentaram redução significativa em comparação com o mesmo período de 2024, segundo levantamento divulgado pela Secretaria Municipal de Segurança Urbana. Os dados indicam queda expressiva nos crimes contra o patrimônio, resultado atribuído às ações integradas de segurança adotadas no município.

O comparativo, elaborado com base nas estatísticas da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP), mostra diminuição no número total de ocorrências gerais, com impacto direto nos principais indicadores patrimoniais.

Entre os destaques, o furto de veículos teve redução de 53,85%, passando de 13 registros em dezembro de 2024 para seis no mesmo mês de 2025. O roubo de carga apresentou queda de 100%, com um caso contabilizado em 2024 e nenhum registro em 2025. Já o roubo de veículos também recuou, com diminuição de 33,33%, ao passar de três ocorrências para duas.

De acordo com a Secretaria Municipal de Segurança Urbana, o resultado reflete o fortalecimento das estratégias de prevenção adotadas ao longo do período, incluindo o uso de tecnologias de monitoramento, o policiamento ostensivo e a atuação conjunta da Guarda Civil Municipal com as forças de segurança do Estado.

O balanço aponta que a redução consistente dos crimes patrimoniais contribui para a melhoria da sensação de segurança da população e reforça a importância da integração entre os órgãos responsáveis pela segurança pública.

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Santana de Parnaíba tem queda histórica nos roubos e atinge menor índice desde 1999

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Santana de Parnaíba registrou em 2025 o menor índice de roubos de sua série histórica, segundo dados oficiais da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP). O município reduziu em cerca de 73% a taxa de ocorrências por 100 mil habitantes em comparação com o início dos anos 2000, consolidando um dos melhores desempenhos da Região Metropolitana e do estado.

No começo dos anos 2000, a taxa de roubos na cidade chegou a 268,98 registros por 100 mil habitantes. Em 2025, o índice caiu para 72,69, o menor patamar desde 1999. A queda expressiva reflete uma redução contínua ao longo de mais de duas décadas.

Em números absolutos, o cenário também é de melhora recente. Entre 2024 e 2025, o total de roubos registrados passou de 138 para 117 ocorrências, o que representa uma diminuição de 15,22% em um ano.

Quando comparado ao contexto regional e estadual, o resultado ganha ainda mais relevância. Embora a Região Metropolitana e o Estado de São Paulo também tenham apresentado redução no número de roubos, Santana de Parnaíba mantém uma taxa proporcionalmente inferior, o que reforça sua posição de destaque nos indicadores de segurança pública.

De acordo com a administração municipal, a evolução dos dados está associada ao fortalecimento das políticas públicas de segurança, ao monitoramento contínuo dos indicadores e à atuação integrada das forças policiais. Investimentos em tecnologia, ampliação do videomonitoramento e ações preventivas têm contribuído para respostas mais rápidas e maior capacidade operacional.

A manutenção dos índices em patamares historicamente baixos, segundo a gestão, reafirma o compromisso do município com a preservação da ordem pública e com a promoção de um ambiente mais seguro para os moradores.

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SP: estado tem queda de homicídios dolosos e alta de estupros em 2021

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O estado de São Paulo terminou o ano de 2021 com as menores taxas de homicídios dolosos desde 2001. No entanto, os casos de estupro aumentaram no período, chegando a 11,7 mil registros no ano passado. Os dados foram divulgados hoje pela Secretaria de Segurança Pública (SSP) estadual.

Os casos de estupro subiram 6,7% em 2021, na comparação com o ano anterior. Foram 739 ocorrências a mais, somando 11.762 boletins no ano passado.

Já os casos e vítimas de homicídios dolosos – mortes intencionais – tiveram queda de 6,2% e 6,3%, respectivamente, no ano passado se comparado a 2020. O primeiro indicador passou de 2.893 para 2.713, enquanto o segundo caiu de 3.038 para 2.847. Ambos os totais são os menores da série histórica, iniciada em 2001.

Com os resultados, as taxas dos últimos 12 meses – de janeiro a dezembro de 2021 – caíram para 6,04 ocorrências e 6,34 vítimas de homicídios dolosos para cada grupo de 100 mil habitantes. Os índices são os menores em 21 anos.


Leia também: Monitoramento eletrônico ajudou GCM Barueri a prender ladrões de carreta


Houve queda também nos latrocínios, os roubos seguidos de morte, em 2021 na comparação com o ano anterior. A quantidade de boletins e vítimas desse tipo de crime diminuíram 7,3% e 5,5%, respectivamente. A primeira passou de 179 para 166. A segunda caiu de 183 para 173. As duas somatórias também são as menores já registradas na série.

Em comparação com 2020, o estado apresentou 11 casos a menos de roubo a banco no ano passado. A quantidade passou de 29 para 18 – o menor número em 21 anos.

Já outros crimes patrimoniais registraram aumento de casos. Os furtos em geral e de veículos tiveram alta de 19,9% e 21,2%, respectivamente, em 2021. O primeiro chegou a 470.196 no ano passado e o segundo a 79.670.

O mesmo ocorreu com os roubos de carga, em geral e de veículos, os quais cresceram 10,3%, 3,1% e 3,6%, nesta ordem. Os números totais em 2021 foram 6.529, 225.704 e 33.039, respectivamente. Nas extorsões mediante sequestro o número passou de 10 para 23.

Houve aumento na quantidade de prisões e de armas de fogo ilegais apreendidas no estado. O primeiro cresceu 2,94%, passando de 146.291 para 150.590, e o segundo teve alta de 2,03%, de 11.553 para 11.787.


Fonte/texto: Agência Brasil/Camila Boehm – Imagem: Rawpixel

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