O consumidor de 2026 busca facilidade em todos os pontos da jornada. Ele não quer percorrer etapas longas, mudar de ambiente ou lidar com processos que exigem atenção total. Pesquisas da Euromonitor mostram que o público valoriza conforto, simplicidade e experiências que se encaixem no cotidiano, sem esforço extra. A tendência se confirma em estudos do RBC Capital Markets, que apontam maior sensibilidade ao valor e preferência por soluções diretas e funcionais.
Esse cenário desloca a lógica de presença digital. A compra deixa de depender da loja e passa a acontecer no ambiente onde o consumidor já está. Direct, WhatsApp e comentários se tornam locais naturais de conversão. A jornada é fluida e deve acompanhar o usuário de forma integrada. Plataformas como Instagram e TikTok aceleram esse processo ao estimular consumo imediato, o que torna arriscada a dependência de um único canal. Segundo o Jobspace, o comportamento híbrido é padrão e exige múltiplos pontos de contato funcionando de forma coerente.
Outro aspecto relevante é a busca por continuidade. O público não se envolve mais com conteúdos isolados. Ele procura narrativas que avancem, formatos reconhecíveis e entregas frequentes. Essa mudança impulsiona a lógica de canal, em que marcas e criadores trabalham quadros fixos, rotinas editoriais e identidade visual consistente. A Euromonitor aponta que quase metade dos consumidores desejam experiências personalizadas e com sensação de familiaridade. Postagens avulsas geram atenção momentânea. Séries criam hábito.
A tecnologia acelera essa transformação. Processos que antes exigiam grandes equipes agora podem ser estruturados por meio de planejamento e recursos de automação e inteligência artificial. Isso permite escala sem perder qualidade. Estudos da Consumidor Moderno indicam que o público aceita bem o uso de IA, desde que aplicado de forma transparente e realmente útil. O consumidor de 2026 também rejeita barreiras. Caminhos engessados, obrigatoriedade de aplicativos próprios ou etapas desnecessárias geram abandono imediato. Experiências conectadas, e não apenas multicanais, são as que se destacam. O cliente espera que uma conversa iniciada em um canal continue em outro sem perda de contexto. Quando a marca simplifica, a conversão cresce.
Outro movimento importante é a transformação do conteúdo em experiência. Quando marcas estruturam sua presença como um programa, com linguagem própria e entregas recorrentes, a audiência passa a voltar de forma espontânea. Essa dinâmica já aparece em grupos de mídia que adaptam formatos tradicionais para vídeos verticais e narrativas episódicas pensadas para consumo mobile. O conteúdo nasce no digital e para o digital.
Em 2026, presença digital eficiente depende mais de estratégia do que de volume. A construção de séries, estilos definidos e rotinas consistentes fortalece a relação. Marcas que entendem o comportamento atual deixam de disputar atenção e começam a desenvolver vínculo de longo prazo.
As previsões se alinham em diferentes estudos. A Euromonitor destaca o desejo por conforto. O RBC aponta a busca por valor real. A Consumidor Moderno reforça a importância do bem-estar e do uso consciente de tecnologia.
O Jobspace evidencia a preferência por jornadas integradas. Em conjunto, esses dados mostram um consumidor que busca facilidade, continuidade e conexão. Marcas que se adaptam a esse movimento conquistam vantagem competitiva, porque atendem não apenas a um desejo imediato, mas a um padrão de consumo que tende a se fortalecer nos próximos anos.
Por fim, a assessoria de imprensa ganha um papel ainda mais relevante nesse cenário. Com consumidores que valorizam clareza, confiança e experiências contínuas, torna-se essencial construir presença institucional sólida, visibilidade qualificada e reputação bem estruturada. A imprensa atua como ponte entre marca e sociedade, ampliando autoridade, fortalecendo narrativas e garantindo que a empresa seja encontrada, citada e reconhecida nos ambientes onde o público busca informação. Enquanto o conteúdo do dia a dia cria relação, a assessoria sustenta credibilidade, contextualiza a marca no setor e reforça sua relevância no longo prazo. Essa combinação coloca as empresas em posição de vantagem em 2026, unindo conexão imediata e reputação consistente.

Adriana Vasconcellos Soares é jornalista formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Atua desde 2000 no desenvolvimento de estratégias para divulgar empresas, produtos e serviços. É sócia da Six Comunicação Integrada, agência especializada em criar mecanismos de comunicação para fortalecer marcas, gerar novos negócios e construir reputação sólida nos meios de comunicação.
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