Congresso pode votar fim da escala 6×1 e outras pautas nesta semana

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Câmara e Senado concentram votações antes das eleições, com propostas sobre jornada de trabalho, compras internacionais, aplicativos, segurança e Orçamento de 2027.

O Congresso Nacional terá uma semana de votações com cinco temas de grande repercussão social na pauta. Entre eles estão o fim da escala de trabalho 6×1, a chamada “taxa das blusinhas”, medidas para trabalhadores de aplicativos, a PEC da Segurança Pública e o Orçamento da União para 2027.

As propostas fazem parte do esforço concentrado da Câmara dos Deputados e do Senado antes das eleições de outubro.

Fim da escala 6×1

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê mudanças na jornada de trabalho deve ser analisada na quarta-feira (2) pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.

O relator, senador Omar Aziz (PSD-AM), apresentou parecer favorável e rejeitou as 12 emendas apresentadas ao texto.

A proposta prevê dois dias de repouso semanal remunerado, sendo um deles preferencialmente aos domingos, e estabelece que o salário não poderá ser reduzido em razão da diminuição da jornada.

Se aprovada, a jornada máxima passaria de 44 para 42 horas semanais dois meses após a promulgação da PEC. Um ano depois, seria reduzida definitivamente para 40 horas semanais.

Depois da CCJ, o texto ainda precisará ser aprovado em dois turnos pelo Plenário do Senado, com pelo menos 49 votos favoráveis em cada votação.

Taxa das blusinhas

A chamada “taxa das blusinhas”, que trata do imposto de importação sobre compras internacionais de até US$ 50, também está entre os assuntos que podem avançar nesta semana.

A comissão mista responsável pela Medida Provisória se reúne nesta segunda-feira (31), às 16h. A relatora, senadora Leila Barros (PDT-DF), deve apresentar seu parecer, com expectativa de votação.

A medida provisória perde a validade em 8 de setembro.

Se aprovada pela comissão, ainda precisará passar pelos plenários da Câmara e do Senado.

Mototaxistas e entregadores

A Câmara dos Deputados também inicia a semana com votação prevista para esta segunda-feira (31), às 18h.

Entre as medidas provisórias em discussão estão propostas relacionadas aos mototaxistas e profissionais de motofrete, além de uma linha de financiamento para entregadores comprarem motocicletas e bicicletas elétricas.

Os deputados também podem analisar propostas relacionadas a incentivos fiscais para doações destinadas à atenção oncológica e à saúde da pessoa com deficiência, além da Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica e do Plano Nacional de Cultura.

PEC da Segurança Pública

No Senado, a PEC da Segurança Pública está entre as prioridades da Comissão de Constituição e Justiça.

A proposta prevê mudanças na integração entre as forças de segurança, no compartilhamento de informações e nas regras de financiamento do setor.

Também estão na agenda dos senadores o Redata, que prevê incentivos para instalação de data centers no Brasil, e o marco dos minerais críticos e estratégicos.

Orçamento de 2027

Além das votações, o Congresso deve receber nesta semana o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027.

O documento apresenta as estimativas de receitas e despesas da União para o próximo ano e abre uma nova rodada de negociações entre governo e parlamentares sobre metas fiscais, políticas públicas e investimentos federais.

Depois de recebido, o projeto será analisado pela Comissão Mista de Orçamento antes de seguir para votação no Congresso Nacional.

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Foto: Lula Marques/Ag. Brasil

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Lula avalia vetar taxação federal de compras internacionais até US$ 50

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quinta-feira (23), que pode vetar a taxação federal de remessas de até US$ 50, vindas do exterior. A cobrança do imposto de importação desses produtos foi incluída no projeto que institui o Programa Mobilidade Verde e Inovação (Mover) que estava para ser votada nessa quarta-feira (22) pela Câmara dos Deputados. A votação, entretanto, foi adiada.

A tendência é vetar, mas a tendência também pode ser negociar”, disse o presidente, na manhã de hoje, em conversa com jornalistas no Palácio do Planalto. Segundo Lula, ele está disponível para discutir o tema com o presidente da Câmara, Arthur Lira.

Cada um tem uma visão a respeito do assunto. Quem é que compra essas coisas? São mulheres a maioria, jovens, e tem muita bugigangas. Eu nem sei se essas bugigangas competem com as coisas brasileiras, nem sei”, acrescentou.

Atualmente, por meio do programa Remessa Conforme, as compras do exterior abaixo de US$ 50 são isentas de impostos federais e taxadas somente pelo Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) com alíquota de 17%, arrecadado pelos estados. O imposto de importação federal, de 60%, incide somente para remessas provenientes do exterior acima de US$ 50.

A lista das empresas que já aderiram ao Remessa Conforme, que inclui Amazon, Shein e Shoppe, pode ser conferida na página da Receita Federal na internet.

Ao incluir a taxação no projeto do Programa Mover, o relator do texto, deputado Átila Lira, manifestou “preocupação” com a indústria nacional e desequilíbrio na concorrência com os produtos fabricados no Brasil. A isenção também é questionada por entidades ligadas ao varejo.

O presidente Lula, entretanto, defendeu que haja um equilíbrio de tratamento na cobrança de impostos da população, argumentando que pessoas em viagem ao exterior também tem isenção de cobranças. “Você tem as pessoas que viajam que tem isenção de US$ 500 no Free Shop, que tem mais isenção de US$ 1 mil dólares, e que não paga [imposto], que são gente de classe média. E como é que você vai proibir as pessoas pobres, meninas e moças que querem comprar uma bugiganga, um negócio de cabelo”, disse.

Quando discuti [o assunto com o vice-presidente Geraldo Alckmin], falei pro Alckmin: ‘tua mulher compra, minha mulher compra, tua filha compra, a filha de todo mundo compra, a filha do Lira compra, todo mundo compra’. Então, o que precisamos é tentar ver um jeito de não tentar ajudar uns prejudicando o outro, mas tentar fazer uma coisa uniforme. E estamos dispostos a conversar e encontrar uma saída”, acrescentou Lula.

Leia também: Dani Alonso é a nova presidente da Comissão de Defesa dos Direitos das Mulheres da Alesp


Fonte: Agência Brasil – Foto: Ricardo Stuckert/PR

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