Economia prateada movimenta trilhões, mas segue invisível na publicidade e no mercado de trabalho – por Adriana Vasconcellos

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Eles têm experiência, estabilidade financeira e representam quase um terço do consumo brasileiro. Mesmo assim, continuam invisíveis na publicidade e no mercado de trabalho. Estamos falando da geração 50+, que movimenta cifras bilionárias e segue sendo tratada como coadjuvante nas estratégias das empresas.

O Brasil está envelhecendo em ritmo acelerado. Até 2044, serão 75 milhões de pessoas acima dos 60 anos, responsáveis por 35% de todo o consumo nacional. Só em 2024, a chamada economia prateada girou R$ 1,8 trilhão e deve dobrar em apenas 20 anos. Hoje, esse público já representa 20% do consumo brasileiro, segundo o Sebrae, e desperta a atenção de empresas em diversos setores.

Apesar desse potencial gigantesco, a contradição persiste: enquanto são essenciais como consumidores, profissionais 50+ enfrentam invisibilidade no mercado de trabalho e na comunicação. Para muitas empresas, ainda somos “novos para aposentar, mas velhos para contratar”. O resultado? Pessoas experientes que poderiam impulsionar resultados estratégicos permanecem subutilizadas, enquanto marcas perdem a chance de se conectar de forma genuína com o público maduro.

Inclusão é estratégia, não caridade

A inclusão de profissionais maduros não é apenas uma pauta social; é uma decisão estratégica. Ter pessoas acima de 40, 50, 60 ou até 70 anos em posições operacionais, médias ou de decisão permite compreender melhor o comportamento desse consumidor e construir ofertas mais relevantes. Além disso, a geração prateada traz atributos que impactam diretamente na performance: comprometimento, responsabilidade, inteligência emocional, disciplina e prudência.

Empresas que sabem valorizar essas qualidades aumentam a produtividade, reduzem retrabalho e formam equipes mais engajadas. É um diferencial competitivo que não pode ser ignorado.

Como integrar essa geração à comunicação das marcas

Não basta contratar, é preciso dar voz e visibilidade a esses profissionais. Veja alguns caminhos práticos:

  • Campanhas publicitárias inclusivas: mostrar pessoas maduras usando produtos ou serviços reforça representatividade e gera identificação.
  • Conteúdos educativos: profissionais 50+ podem compartilhar conhecimento técnico em vídeos, artigos, webinars e podcasts, humanizando a marca.
  • Porta-vozes experientes: executivos mais velhos podem assumir protagonismo em entrevistas e matérias, fortalecendo a credibilidade institucional.
  • Mentorias e programas internos: integrar colaboradores maduros em treinamentos reforça expertise e cria histórias inspiradoras para a comunicação externa.
  • Marketing segmentado: campanhas digitais voltadas ao público 50+ mostram que a marca fala diretamente com eles, de forma autêntica e relevante.

O mundo já aponta caminhos

Marcas globais como Dove, L’Oréal e Nike já apostaram em campanhas que valorizam a diversidade geracional e mostraram resultados positivos de engajamento e reputação. Se o mercado internacional entendeu que inclusão vende, por que ainda insistimos em tratar esse público como invisível?

A decisão está nas mãos das empresas

As marcas que compreenderem o poder da economia prateada saem na frente. Não se trata apenas de empatia ou responsabilidade social, mas de estratégia para acessar um mercado trilionário que busca representatividade e identificação.

A economia prateada não é o futuro, é o presente.

A questão é: sua empresa vai continuar ignorando esse público ou vai liderar a transformação?


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Atua desde 2000 no desenvolvimento de estratégias para divulgar empresas, produtos e serviços. É sócia da Six Comunicação Integrada, agência especializada em criar mecanismos de comunicação para fortalecer marcas, gerar novos negócios e construir reputação sólida nos meios de comunicação.


Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal Zero Hora Digital.

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Inteligência sem visibilidade não gera autoridade digital- por Adriana Vasconcellos

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Já reparou como profissionais medianos dominam a internet, enquanto especialistas altamente preparados permanecem invisíveis? Não é falta de conhecimento. A explicação é outra: autocrítica em excesso.

Quanto maior o nível de preparo, maior a tendência de travar diante do processo criativo. O especialista revisa, ajusta, adia. Pensa que o áudio não está perfeito, que a luz não favorece, que o cenário não condiz. Resultado: o conteúdo nunca vai ao ar. Enquanto isso, quem não carrega esse filtro simplesmente publica. Não espera o momento ideal, não se paralisa com inseguranças, não complica o processo. E justamente por isso, cresce, aparece e vende.

A lógica é simples: o algoritmo não recompensa inteligência, premia constância. Quem aparece mais, é lembrado mais. E quem é lembrado, vende mais.

Pense em uma médica referência, com pesquisas publicadas e anos de experiência. No consultório, é reconhecida pelos pares. Mas, no digital, quase não existe porque nunca grava um vídeo rápido ou compartilha uma reflexão simples. Quem ocupa o espaço são profissionais menos preparados, porém muito mais consistentes na exposição.

No mundo dos negócios, encontramos casos semelhantes. Fundadores de startups sem currículo brilhante se tornam referência porque entenderam cedo: visibilidade gera oportunidades. Enquanto isso, empreendedores mais competentes permanecem no anonimato, esperando que a autoridade fale sozinha.

Segundo a Nielsen (2023), 92% das pessoas confiam mais em especialistas que aparecem com frequência. A HubSpot mostrou que empresas que publicam conteúdo regularmente geram 67% mais leads do que as que postam de vez em quando. E o Edelman Trust Barometer (2024) confirma: visibilidade consistente é o que constrói credibilidade digital.

Constância sem profundidade não sustenta

Apesar de o algoritmo favorecer quem posta mais, aparecer sem consistência não garante credibilidade. Engaja no curto prazo, mas não sustenta no longo. Se você deseja ser reconhecido como referência, precisa unir frequência com conteúdo sólido. É essa combinação que transforma conhecimento em autoridade, seguidores em comunidade. A presença faz você ser lembrado, a profundidade faz você ser respeitado. Quem equilibra os dois conquista visibilidade constante e credibilidade duradoura.

O mundo digital valoriza clareza. Traduzir complexidade em linguagem acessível não é perder profundidade; é mostrar domínio. É essa a combinação que diferencia especialistas que crescem daqueles que permanecem invisíveis.

No fim, a pergunta não é “por que pessoas medianas crescem mais na internet?”.

A questão real é: até quando você, que tem preparo e conhecimento, vai continuar escondido atrás da sua própria autocrítica?


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Atua desde 2000 no desenvolvimento de estratégias para divulgar empresas, produtos e serviços. É sócia da Six Comunicação Integrada, agência especializada em criar mecanismos de comunicação para fortalecer marcas, gerar novos negócios e construir reputação sólida nos meios de comunicação.


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Comunicação Ruim: O sintoma silencioso que mina empresas e como corrigi-lo – por Adriana Vasconcellos

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Uma comunicação eficiente é tão estratégica quanto planejamento financeiro ou inovação. Ela sustenta a cultura organizacional, garante produtividade e fortalece reputação. Quando falha, porém, os prejuízos são gigantescos.

Um estudo da Holmes Report mostrou que empresas com comunicação eficaz registram 47% mais retorno aos acionistas. Já a Gartner estima que falhas de comunicação podem custar até US$ 62,4 milhões por ano em grandes organizações. A McKinsey reforça: companhias que priorizam clareza interna aumentam a produtividade em 20 a 25%.

Ou seja, comunicar bem não é detalhe. É sobrevivência.

Sintomas mais comuns da comunicação ruim

Esses sinais surgem de forma sutil, mas corroem resultados com o tempo:

  1. Falta de clareza – Metas vagas levam à execução confusa.
    Exemplo: equipes que não sabem qual é a prioridade do trimestre e trabalham em direções opostas.
  1. Ruídos constantes – Informações distorcidas geram retrabalho.
    Exemplo: marketing e vendas divulgam números diferentes para clientes.
  1. Inconsistência – Cada gestor passa uma versão distinta da mesma decisão.
    Resultado: colaboradores não confiam no que ouvem.
  1. Atraso de informações – Decisões chegam tarde e os prazos estouram.
  1. Excesso de jargões – Linguagem técnica demais distancia em vez de engajar.
    Exemplo: propostas comerciais que soam como manuais de engenharia.
  1. Falta de escuta ativa – Quando colaboradores não se sentem ouvidos, surgem desmotivação e alta rotatividade.
  1. Retrabalho frequente – Instruções mal compreendidas geram erros repetidos.
  1. Conflitos desnecessários – Mal-entendidos se transformam em atritos pessoais.
  1. Baixa adesão da equipe – Pouca participação em projetos indica falha na forma como mensagens são transmitidas.
  1. Perda de credibilidade – Contradições ou omissões corroem a confiança na liderança.

Se sua empresa apresenta três ou mais desses sinais, o problema não é apenas operacional: é estratégico.

Como corrigir e transformar a comunicação em ativo de crescimento

  • Objetividade: líderes precisam ser claros sobre metas, responsabilidades e prazos.
  • Canais oficiais: centralizar informações evita boatos e ruídos.
  • Alinhamento prévio: garantir que todos os gestores transmitam a mesma mensagem aumenta confiança.
  • Pontualidade: comunicar no tempo certo mantém equipes produtivas.
  • Linguagem acessível: adaptar o discurso ao público interno e externo gera inclusão.
  • Escuta ativa: ouvir e validar contribuições fortalece engajamento.
  • Feedback constante: checar entendimento reduz erros e retrabalho.
  • Cultura de diálogo: incentivar conversas abertas previne conflitos.
  • Explicitar o propósito: quando o time entende o “porquê”, o engajamento é natural.
  • Transparência: discurso e prática precisam caminhar juntos.

O elo entre comunicação e reputação

É aqui que entra a assessoria de imprensa como aliada estratégica. Muitas crises de imagem que explodem externamente começam, na verdade, com falhas de comunicação interna.

Ter profissionais preparados garante que:

  • o discurso institucional seja coerente;
  • porta-vozes estejam prontos para lidar com mídia;
  • mensagens da marca cheguem com clareza e consistência;
  • reputação seja protegida e fortalecida em momentos de pressão.

A comunicação não é apenas uma tarefa operacional. Ela é uma ferramenta de gestão, liderança e diferenciação competitiva. Empresas que negligenciam esse ativo pagam caro em produtividade, clima organizacional e credibilidade. Já aquelas que tratam comunicação como estratégia colhem equipes mais engajadas, clientes mais fiéis e uma marca mais respeitada no mercado.

A verdade é simples e provocativa: não é o melhor produto que vence, mas o que sabe comunicar melhor o seu valor.


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Atua desde 2000 no desenvolvimento de estratégias para divulgar empresas, produtos e serviços. É sócia da Six Comunicação Integrada, agência especializada em criar mecanismos de comunicação para fortalecer marcas, gerar novos negócios e construir reputação sólida nos meios de comunicação.


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Como pequenos negócios podem captar a atenção em um mundo de distrações digitais – por Adriana Vasconcellos

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O consumidor nunca esteve tão exposto a estímulos digitais. Cada notificação, vídeo ou meme disputa atenção em segundos. Pesquisas mostram que a média de atenção caiu de 75 segundos em 2012 para apenas 47 segundos hoje. Esse fenômeno, chamado recessão da atenção, é um desafio para qualquer marca, especialmente pequenos negócios.

Mas há boas notícias: é possível se destacar, mesmo nesse cenário, quando se entende o jogo.

Um perfil parado é o erro mais comum. Atualizações frequentes passam confiança, mantêm a marca visível e aumentam as chances de ser lembrada na hora da compra. E cuidado: ter muitos seguidores não garante relevância. Engajamento real, conteúdo útil e consistência valem muito mais do que métricas de vaidade.

Não existe horário mágico, mas dados indicam padrões: terça a quinta-feira, entre 11h e 14h ou após às 19h, costumam gerar mais engajamento. Mais importante que o horário é manter regularidade e observar as métricas de cada rede.

Se o tempo de atenção diminuiu, o conteúdo precisa conquistar nos primeiros segundos. Algumas estratégias funcionam:

  • Ofereça valor: dicas rápidas, tutoriais, bastidores ou conteúdos que ajudem o cliente.
  • Seja breve e direto: frases curtas, listas e vídeos de até 1 minuto aumentam a retenção.
  • Use recursos visuais: vídeos, carrosséis e imagens bem diagramadas atraem mais que texto puro.
  • Estimule interação: enquetes, quizzes e caixinhas de perguntas aumentam relevância.
  • Humanize sua marca: mostre quem está por trás, compartilhe depoimentos e mensagens personalizadas.

Checklist rápido: publique constantemente, foque em engajamento real, teste horários, produza conteúdo visual e interativo, responda mensagens e acompanhe métricas.

Se organizar tudo isso parece desafiador, contratar um especialista pode ser decisivo. Mas lembre-se: o trabalho vai muito além de deixar o feed bonito. Envolve estratégia, planejamento, criação, testes, análise e presença digital com propósito. O profissional ideal caminha junto com você, oferecendo orientação e construção contínua de valor.

Na era da recessão da atenção, não vence quem fala mais alto, mas quem fala de forma clara, útil e humana. Para pequenos negócios, cada postagem é uma chance de permanecer na mente do cliente. Seguidores não definem sucesso: consistência, valor e relacionamento verdadeiro é o que realmente importa.


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Atua desde 2000 no desenvolvimento de estratégias para divulgar empresas, produtos e serviços. É sócia da Six Comunicação Integrada, agência especializada em criar mecanismos de comunicação para fortalecer marcas, gerar novos negócios e construir reputação sólida nos meios de comunicação.


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A Tríade Poderosa da Comunicação – por Adriana Vasconcellos

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Como Marketing, Branding e Assessoria de Imprensa constroem marcas fortes e impulsionam negócios

Em um cenário cada vez mais competitivo, em que a informação circula em alta velocidade e as marcas disputam atenção e credibilidade, saber como se posicionar e comunicar não é mais um diferencial, mas uma necessidade. Para alcançar visibilidade e gerar confiança, marketing, branding e assessoria de imprensa são ferramentas essenciais. E, embora complementares, cada uma cumpre uma função distinta dentro de uma estratégia de comunicação bem-sucedida.

O marketing é o conjunto de estratégias que aproxima o produto ou serviço do consumidor. Seu foco é comercial e orientado para resultados: gerar demanda, atrair atenção e estimular a compra. É por meio do marketing que as marcas se tornam visíveis, despertam interesse e geram engajamento nas redes sociais, campanhas digitais, anúncios e promoções.

Um bom exemplo é o lançamento de um novo restaurante. O marketing cria campanhas no Instagram, ativa influenciadores locais, promove sorteios e impulsiona posts patrocinados para atingir um público segmentado. O objetivo? Levar pessoas até o local, gerar movimento, fazer o negócio girar.

Diferente do marketing, o branding é o que constrói o significado da marca na mente das pessoas. Ele trabalha a percepção, o posicionamento, a identidade visual, os valores e o tom de voz. É o que responde à pergunta: “O que essa marca representa?”

Voltando ao exemplo do restaurante, o branding define se ele é um espaço sofisticado e intimista ou se é despojado e voltado para famílias. É ele quem escolhe as cores do ambiente, a linguagem do cardápio, o estilo da música ambiente e até o conteúdo publicado nas redes sociais. Um branding bem construído cria uma experiência coerente, que faz o cliente lembrar, recomendar e voltar.

Já a assessoria de imprensa atua em outra frente: conquistar espaço na mídia tradicional e digital para fortalecer a reputação e a credibilidade da marca. Ela transforma histórias e diferenciais de empresas, profissionais e projetos em pautas jornalísticas de interesse público.

Diferente de um anúncio pago, a assessoria de imprensa conquista visibilidade espontânea, com matérias em jornais, revistas, portais e programas de TV. Se o restaurante do nosso exemplo é comandado por um chef premiado ou tem um projeto social com impacto local, a assessoria é quem leva essa história à imprensa. E quando o público vê essa marca na mídia, a percepção de valor aumenta significativamente.

Embora cada ferramenta atue com focos distintos, o segredo está em integrar marketing, branding e assessoria de imprensa de forma estratégica. E mais: na ordem correta.

  1. Comece pelo branding: Antes de divulgar, é essencial entender quem a marca é. Uma marca sem identidade definida transmite mensagens confusas e não gera conexão emocional.
  1. Ative o marketing: Com a essência definida, é hora de colocar a marca em movimento, gerar presença e atrair clientes.
  1. Trabalhe a assessoria de imprensa: Agora, a história da marca pode ser levada à mídia com mais força e consistência. Isso amplia o alcance e fortalece sua reputação.

Essa tríade não é exclusiva para grandes empresas. Profissionais liberais como, por exemplo, médico e advogados, pequenos negócios e marcas pessoais também podem se beneficiar, e muito, dessa estratégia. O marketing vende, o branding conecta e a assessoria de imprensa valida. Separadas, cada uma entrega resultados importantes. Juntas, são uma combinação poderosa para quem quer ser lembrado da maneira certa, conquistar o respeito do mercado e crescer com consistência.

Investir nessas três frentes de forma coordenada não é luxo. É uma estratégia inteligente e cada vez mais indispensável para qualquer empresa ou profissional que queira se destacar.


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Atua desde 2000 no desenvolvimento de estratégias para divulgar empresas, produtos e serviços. É sócia da Six Comunicação Integrada, agência especializada em criar mecanismos de comunicação para fortalecer marcas, gerar novos negócios e construir reputação sólida nos meios de comunicação.


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A Nova Era do Desejo Digital: O Morango do Amor virou um fenômeno cultural – por Adriana Vasconcellos

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O Morango do Amor virou um fenômeno cultural ao mostrar como um simples doce pode se transformar em desejo coletivo com a força do branding

Por que um morango mergulhado no chocolate virou o produto mais desejado do país nos últimos dias? A pergunta parece simples, mas a resposta revela muito sobre comportamento digital, marketing afetivo e branding de experiência. O “Morango do Amor” não é apenas uma sobremesa bonita, ele é um fenômeno cultural.

O movimento pode ser comparado ao sucesso do pistache, que também viralizou, mas de forma diferente. As pessoas não buscavam um doce específico com pistache, buscavam qualquer coisa com pistache. O que está acontecendo com o morango do amor é inédito: é a primeira vez, fora datas comemorativas como Páscoa, Natal ou Dia dos Namorados, que um único doce alcança tamanha força espontânea nas redes sociais.

O morango do amor é, acima de tudo, instagramável. A composição visual é praticamente feita para viralizar: o vermelho vivo da fruta, o brilho do chocolate, os confeitos coloridos, corações e embalagens cuidadosamente montadas. Basta um vídeo bem-feito ou até mesmo malfeito para despertar o desejo.

Esse é o ponto onde branding e marketing digital se encontram: no digital, estética é argumento de venda. Um produto visualmente atraente, mesmo simples, chama atenção e se transforma em objeto de desejo. Em um ambiente ruidoso, o morango do amor tem a força de fazer o consumidor parar de rolar o feed.

Mas não é só o visual. O morango do amor carrega consigo uma narrativa afetiva. Ele representa mimo, carinho, romantismo e cuidado. O nome já diz tudo, não é só um doce, é um gesto. Casais trocam, mães presenteiam filhos, pessoas se dão de presente. E isso reforça uma lição poderosa do branding: quando um produto se conecta com a emoção, ele se torna inesquecível.

O que diferencia o morango do amor não é apenas o sabor, é a experiência. A sobremesa vem carregada de memória, sensação e intenção. A estética seduz, mas é o significado que fideliza.

O marketing espontâneo venceu novamente

A explosão desse doce nas redes é, acima de tudo, um case de marketing espontâneo e orgânico. O morango do amor viralizou sem campanha paga e sem grandes marcas por trás. Bastaram vídeos curtos, histórias reais e gente comum postando seus acertos e erros na receita. Influenciadores, confeiteiros, donas de casa e até iniciantes na cozinha ajudaram a espalhar a tendência. E aqui está uma lição importante: não é a perfeição que viraliza, é a autenticidade. Erros divertidos, tutoriais simples e bastidores da produção foi o que gerou identificação, engajamento e desejo.

Se você tem um negócio, físico ou digital, o morango do amor ensina três verdades fundamentais:

  • Um produto simples pode virar especial com branding
    O que transforma é o cuidado na apresentação. A embalagem, a entrega, o nome.
  • Venda por impulso exige conveniência
    É preciso estar onde o desejo surge. Por exemplo, no feed do Instagram, balcão da cafeteria, checkout da loja virtual etc.
  • A experiência é o que faz o cliente voltar
    Quando o consumidor se encanta, ele compra de novo, indica e ainda compartilha.

Além disso, empreendedores que souberem aproveitar o hype não apenas venderão mais, mas criarão marcas próprias, com personalidade, estilo e presença. O morango do amor é a porta de entrada para centenas de pequenos negócios tocados por mulheres, muitas vezes com investimento mínimo e retorno imediato. Isso é branding pessoal na prática. E como aplicar isso no seu marketing?

Aqui vão três passos simples e eficazes:

  • Capriche na estética
    Seja doce, post ou e-book, a apresentação importa. Invista em imagens, detalhes, embalagens, legendas bem escritas.
  • Facilite a compra por impulso
    Use botões de compra visíveis, ofereça brindes e crie oportunidades de desejo. No físico ou no digital.
  • Conte uma boa história
    Quem faz, por que faz, como faz. No caso do morango do amor, é a vendedora da praça que sorri, é o artesão que embala um a um com cuidado. Tudo isso conecta.

Branding é emoção. E emoção vende!

O sucesso do morango do amor reforça que vender é encantar. É provocar sentimento, criar identificação e despertar vontade. E mais: mostra que você não precisa de um grande orçamento para ter um grande resultado. Só precisa de uma boa ideia e um estética bem cuidada para transformar o seu produto na alma no negócio. No fim, o morango do amor virou mais que uma sobremesa. Virou símbolo. Virou desejo. Virou lição. Agora pense: qual é o “morango do amor” do seu negócio? Qual produto ou serviço você pode transformar em desejo, só cuidando da forma como ele é visto, oferecido e vivido?


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Atua desde 2000 no desenvolvimento de estratégias para divulgar empresas, produtos e serviços. É sócia da Six Comunicação Integrada, agência especializada em criar mecanismos de comunicação para fortalecer marcas, gerar novos negócios e construir reputação sólida nos meios de comunicação.


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