Dia Mundial do Chocolate celebra paixão dos brasileiros e destaca benefícios do cacau para a saúde

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Celebrado em 7 de julho, o Dia Mundial do Chocolate marca a trajetória de um dos alimentos mais apreciados no planeta. Consumido em sobremesas, lanches, presentes e até em versões voltadas à alimentação equilibrada, o chocolate conquistou espaço definitivo na rotina dos brasileiros e vem registrando crescimento tanto no consumo quanto na produção nacional.

Segundo dados da Kantar Worldpanel, a presença do chocolate nos lares brasileiros passou de 85,5% em 2020 para 92,9% em 2024. No mesmo período, a frequência de consumo semanal aumentou de 56% para 65%, indicando que o produto deixou de ser reservado para datas comemorativas e passou a fazer parte do dia a dia das famílias.

A indústria também acompanha esse movimento. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Amendoim e Balas (Abicab), a produção nacional alcançou 806 mil toneladas em 2024. O consumo per capita chegou a 3,9 quilos por habitante ao ano, o maior índice dos últimos anos, refletindo a consolidação do chocolate como um dos alimentos mais presentes na mesa dos brasileiros.

Uma história que atravessa séculos
A origem da data remete à chegada do chocolate à Europa, por volta de 1550. Antes disso, o cacau era consumido principalmente por civilizações mesoamericanas, como maias e astecas, que utilizavam a bebida em rituais religiosos e cerimônias.

Com a introdução do ingrediente no continente europeu, a receita passou por adaptações, ganhou açúcar, leite e novos processos de fabricação até se transformar no alimento conhecido atualmente. Ao longo dos séculos, o chocolate tornou-se um dos produtos mais populares do mundo e passou a integrar diferentes culturas e hábitos alimentares.

Nem todo chocolate é igual

Apesar da fama de vilão das dietas, especialistas afirmam que a qualidade do chocolate faz diferença para a saúde. O principal ingrediente do chocolate, o cacau, é naturalmente rico em flavonoides, compostos antioxidantes que ajudam a combater os radicais livres, responsáveis pelo estresse oxidativo das células e pelo envelhecimento precoce. Quanto maior a concentração de cacau, maior tende a ser a quantidade desses compostos benéficos.

Segundo a dermatologista Dra. Natasha Crepaldi, o problema não está no cacau, mas na composição de muitos produtos disponíveis no mercado.

“O cacau não deve ser visto como o vilão. Ele concentra flavonoides com importante ação antioxidante, que ajudam a reduzir o estresse oxidativo relacionado ao envelhecimento cutâneo. O que merece atenção é a quantidade de açúcar e, em alguns produtos, de derivados do leite, que podem estimular alterações hormonais e processos inflamatórios capazes de favorecer o aumento da oleosidade e agravar a acne em pessoas com predisposição”, explica.

Chocolate amargo leva vantagem
Entre as diferentes versões encontradas nas prateleiras, o chocolate amargo costuma ser apontado como a alternativa mais interessante do ponto de vista nutricional. Produtos com 70% ou mais de cacau normalmente apresentam menor quantidade de açúcar e maior concentração de compostos antioxidantes. O chocolate ao leite ocupa uma posição intermediária, enquanto o chocolate branco praticamente não contém massa de cacau, sendo produzido principalmente com manteiga de cacau, leite e açúcar.

Especialistas ressaltam, porém, que nenhum alimento, isoladamente, determina a saúde da pele ou do organismo. Predisposição genética, qualidade da alimentação, exposição solar, sono e prática de atividade física exercem influência muito maior sobre o bem-estar geral.

O excesso de açúcar permanece como um dos principais fatores de preocupação. Dietas ricas em alimentos ultraprocessados e carboidratos refinados favorecem processos inflamatórios, aumentam a produção de sebo e podem contribuir para o agravamento da acne em pessoas predispostas. Além disso, o consumo excessivo de açúcar está relacionado ao processo de glicação, que compromete as fibras de colágeno e elastina, acelerando o envelhecimento da pele.

Para a dermatologista, não há motivo para eliminar o chocolate da alimentação.
“Não existe motivo para eliminar completamente o chocolate da alimentação. O segredo está no equilíbrio e na escolha. Sempre que possível, vale priorizar versões com maior teor de cacau, consumir com moderação e manter hábitos que realmente fazem diferença para a saúde da pele, como uma alimentação equilibrada, proteção solar diária e uma rotina adequada de cuidados”, orienta.

Neste Dia Mundial do Chocolate, a data vai além da celebração de um dos doces mais populares do mundo. Ela também serve como um convite para conhecer melhor a origem do alimento, compreender suas diferenças nutricionais e aproveitar seus benefícios de forma consciente, aliando prazer, equilíbrio e saúde.

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Foto de Towfiqu barbhuiya na Unsplash

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Páscoa: Preço do chocolate sobe 13% e público recorre aos ovos artesanais para celebrar data

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Com a chegada da páscoa, a procura por chocolate cresce exponencialmente. Mas, o gosto doce na boca, acabou ficando mais salgado no bolso. Segundo o IPCA, o preço do chocolate aumento 13,65% nos últimos 12 meses.

Com o aumento do preço nos mercados, parte do público recorre a produção artesanal para não passar a data em branco.

É o caso da confeiteira Jacqueline Alencar, que passou a investir no produção de ovos e trabalha mais do que nunca neste período do ano. Para dar conta de todos os pedidos, ela já chegou a ficar 16 horas preparado os doces.

“Se tem um trabalho artesanal, tem uma embalagem mais bonita e o sabor é bem mais chamativo do que os ovos no mercado”, explica a cozinheira.

Os ovos de Alencar custam R$ 50 e acabam atraindo muitas pessoas que não conseguiram comprar nos supermercados. Além de fornecer um produto tão desejado, ajuda na renda de sua família.

Leia também: Ecopatas: ONG coleta lacres e tampas plásticas para ajudar na castração de animais abandonados


Fonte: TV Cultura – Foto: Arquivo/Ag. Brasil

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Anvisa proíbe comercialização de dois lotes de chocolates da marca Garoto

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou nesta terça-feira (18) a proibição de comercialização, distribuição e uso de dois lotes da marca de chocolates Garoto. A medida determinou o recolhimento voluntário dos lotes 225212941G e 225312941G que podem conter pequenos fragmentos de vidros.

Os produtos são barras de chocolates (tabletes) de 80g sabor chocolate ao leite com Castanhas de Caju e chocolate ao leite com Castanhas de Caju e Uvas Passas.

De acordo com a Anvisa, o procedimento de recolhimento foi iniciado pela empresa, tendo em vista a constatação de avaria em um dos equipamentos de produção da fábrica com risco de conter pequenos fragmentos de vidro em produtos dos dois lotes, podendo causar lesões na boca ou mucosas.

A Anvisa informa que, com base nos registros da empresa, há possibilidade de contaminação apenas nos dois lotes específicos e que não há restrição de uso dos demais produtos da marca.

De acordo com a documentação apresentada pela empresa no comunicado de recolhimento voluntário, a maior parte dos produtos dos lotes implicados não foi comercializada. No entanto, alguns produtos foram distribuídos em. Vila Velha, no Espírito Santo, e no estado de Santa Catarina.

*Até momento a empresa Garota não apresentou posicionamento sobre o caso.

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Fonte: TV Cultura – Foto: Reprodução

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Sebrae revela aumento de pequenos negócios que fabricam chocolates

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Um levantamento feito pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) mostra que o número de pequenos negócios que fabricam produtos derivados de chocolate aumentou durante a pandemia de covid-19. Neste ano, a Páscoa, melhor momento para as vendas no setor, será comemorada em 17 de abril.

Segundo a entidade, a abertura de novos negócios na área aumentou 57% em 2021 em comparação com o resultado de 2019. Os dados foram obtidos a partir da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE), que é formalizada pelos empreendedores no momento da abertura do negócio.

Em relação ao faturamento, a pesquisa mostrou que 42% dos empreendedores venderam mais em 2020 – primeiro ano da pandemia – em relação a 2019.

Os dados também indicam que o número de empresas abertas no setor foi maior do que o fechamento de firmas por três anos seguidos. Somente em 2021, foram registradas 2.397 aberturas e 883 encerramentos. A maioria dos negócios (2.319) foram abertos por microempreendedores individuais (MEIs). Os demais envolvem microempresas (72) e empresas de pequeno porte (6).

De acordo com o Sebrae, o setor de chocolates atrai microempreendedores por ser uma área que não exige formação profissional prévia. Não são necessárias máquinas sofisticadas e a matéria-prima é acessível. Além disso, é um setor caracterizado pela facilidade em empreender, seja por necessidade ou por oportunidade.

A analista de competitividade do Sebrae Mayra Viana avalia que o crescimento do setor está relacionado à falta de barreiras para entrada no mercado.

“Temos um contingente de empreendedores que normalmente elaboram ovos e bombons a partir da barra de chocolate comprada pronta, em sua própria casa, sem grande necessidade de máquinas e equipamentos. Estão incluídos também os doceiros ocasionais, que buscam uma renda extra em determinadas épocas do ano, como a Páscoa”, disse.

O Sebrae também oferece dicas para o microempreendedor alavancar suas vendas na Páscoa. A entidade sugere o investimento em kits e cestas, antecipação do período de encomendas pelas redes sociais, apostas em embalagens que facilitem o transporte e também o planejamento da produção e logística.

Ovos mais caros

No caso dos ovos de Páscoa vendidos em supermercados, os produtos estão até 40% mais caros em relação ao ano passado, segundo pesquisa realizada pela Associação Paulista de Supermercados (Apas).

Pela expectativa do setor, os consumidores devem optar pelos ovos menores, de cerca de 250 gramas, além de chocolates e bombons.


Por André Richter – Repórter da Agência Brasil – Foto: Marcelo Camargo/AB

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