Cacique ligado à fundação de SP está sepultado na Sé

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A sete metros abaixo do altar principal, espaço reúne o jazigo de Tibiriçá e de outras figuras ligadas à história paulista e à Igreja Católica.

No coração do Centro Histórico de São Paulo, a poucos metros do marco zero da cidade, existe um espaço que guarda parte da história da formação paulista. Sete metros abaixo do altar principal da Catedral Metropolitana de São Paulo está a Cripta da Sé, onde estão sepultados personagens que tiveram participação em diferentes momentos da história do Estado.

Entre eles está o cacique Tibiriçá, líder Tupiniquim considerado uma figura importante para a formação do povoado de São Paulo de Piratininga. Seu jazigo é adornado por um relevo em bronze e pedra.

Foto: Divulgação/Catedral da Sé

Inicialmente sepultado na igreja do Colégio dos Jesuítas, em 1562, Tibiriçá teve seus restos mortais transferidos para a cripta em 1930. O espaço subterrâneo, de arquitetura neogótica, possui 30 câmaras mortuárias destinadas a personalidades de destaque do país e da Igreja Católica.

Foto: Rodrigo Costa/Alesp

Também estão na cripta nomes como o Padre Diogo Antônio Feijó, o Regente Feijó; Padre Bartolomeu Lourenço de Gusmão, inventor do aeróstato Passarola; o Cardeal Dom Paulo Evaristo Arns e Dom Duarte Leopoldo e Silva.

Sete metros abaixo do altar principal da Catedral Metropolitana de São Paulo está a Cripta da Sé. | Foto: Divulgação/Alesp

A trajetória de Tibiriçá está diretamente relacionada aos primeiros anos da ocupação portuguesa no planalto paulista. Segundo os registros históricos apresentados sobre o cacique, sua aldeia de Inhampuambuçu ficava na região atualmente ocupada pelo Centro Histórico, próxima ao Largo de São Bento.

A presença de Manuel da Nóbrega e José de Anchieta no planalto contou com o consentimento e a infraestrutura do assentamento comandado por Tibiriçá. Esse processo contribuiu para a instalação do Colégio de São Paulo de Piratininga, fundado em 25 de janeiro de 1554, data que marca oficialmente a fundação da cidade.

Tibiriçá também estabeleceu relações com os religiosos jesuítas e foi convertido ao catolicismo pelo Padre Leonardo Nunes e por José de Anchieta. Após o batismo, passou a ser chamado de Martim Afonso Tibiriçá, em homenagem ao fundador de São Vicente.

A articulação entre indígenas e colonizadores também ocorreu por meio das relações familiares. A filha do cacique, M’bicy, conhecida como Bartira e batizada como Isabel, uniu-se ao português João Ramalho. A relação deu origem a uma das primeiras famílias mamelucas de influência no Planalto de Piratininga.

O cacique também teve papel decisivo na defesa do povoado durante o chamado Cerco de Piratininga, em 9 de julho de 1562. Naquele episódio, Tibiriçá liderou a resistência contra uma coalizão indígena formada por Tamoios, Tupinambás, Guaianás e Carijós.

O grupo rival era comandado por Jagoanharo, sobrinho de Tibiriçá e filho do cacique Araraí. De acordo com os relatos históricos, Tibiriçá foi informado previamente sobre a ofensiva e comunicou os planos aos jesuítas, contribuindo para a preparação da defesa do povoado.

Durante o confronto, Tibiriçá enfrentou o próprio sobrinho, que morreu no combate. A resistência garantiu a permanência dos jesuítas e a continuidade do povoado de Piratininga.

Meses depois, em 25 de dezembro de 1562, Tibiriçá morreu após ser acometido por uma enfermidade. Seu funeral recebeu homenagens de colonos e religiosos. Em cartas da época, José de Anchieta destacou o papel do cacique na proteção e consolidação do povoado.

Hoje, a história de Tibiriçá pode ser conhecida em um dos espaços menos visíveis da Catedral da Sé. A Cripta da Sé permanece aberta à visitação monitorada, permitindo ao público conhecer o local onde estão os restos mortais de personagens ligados à história de São Paulo.

Serviço

Cripta da Catedral da Sé

Visitação: de segunda a sábado, das 8h30 às 17h
Duração: aproximadamente 30 minutos
Ingresso: R$ 20

Também há opção de visita guiada completa, com duração de duas horas.

Horários:

  • Segunda a sábado: 10h e 14h
  • Domingo: 12h30 e 14h
  • Valor: R$ 70 por pessoa

Crianças de até 10 anos não pagam. A meia-entrada segue os critérios previstos em lei.

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Foto: Destaque/Divulgação/Alesp

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Centro Histórico de SP recebe programação musical no “Triângulo Junino”

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O mês de junho não traz apenas a chegada do inverno, mas também as festas juninas, conhecidas por reunir gastronomia, música e dança. Por toda a cidade, os festejos dominam o calendário de eventos.

Em sua primeira edição, o Triângulo Junino, organizado pela Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Turismo (SMTUR), chega à Praça Antônio Prado (próxima ao Farol Santander), localizada no Centro Histórico de São Paulo, trazendo alegria e muita música para a região.

Entre os dias 20 e 24 de junho, o evento conta com decoração temática e apresentações de mais de 20 músicos representando gêneros musicais que vão do forró a MPB. A programação é gratuita e está disponível durante o dia inteiro.

Entre os artistas convidados estão a cantora Mariana Aydar e o grupo Falamansa. Vencedora do Grammy Latino 2020 na categoria de Melhor Álbum de Música de Raízes em Língua Portuguesa com o disco Veia Nordestina, Mariana Aydar tem cinco álbuns de estúdio e um documentário lançado. Conhecido por músicas como “Xote da Alegria” e “Rindo à toa”, o grupo falamansa é um típico expoente do forró universitário e já soma mais de 25 anos de trajetória musical.

Realizar ações de fomento ao turismo na região do Triângulo Histórico é uma das premissas da SMTUR. “A arquitetura e a história estão presentes aqui o ano todo, por isso, nosso papel é criar formas de atrair o público para conhecer ou expandir o olhar sobre o Centro Histórico”, afirma o secretário municipal de Turismo, Rodolfo Marinho.

O Triângulo SP

Esse espaço importante é um recorte do Centro paulistano, onde se situam os principais edifícios históricos da cidade, em locais como o Largo São Bento, Pateo do Collegio e Largo São Francisco.

Diariamente, milhares de paulistanos visitam a região para trabalhar, fazer compras ou aproveitar as opções culturais e gastronômicas. É nesta área que estão pontos turísticos como o Museu Anchieta, Farol Santander, Centro Cultural Banco do Brasil, Mosteiro de São Bento, Edifício Martinelli, Edifício Matarazzo, Faculdade de Direito do Largo São Francisco, Sampa Sky, entre outros.

Confira a programação completa:

  • Dia 20 de junho
    11h – Diana do Sertão
    12h30 – Mestrinho
    14h – Enok Virgulino
    16h – Pablo Vares
    18h – Falamansa
  • Dia 21 de junho
    8h30 – Thiago Amoroso e Grupo Damaru
    11h – Baiãoclub
    2h30 –Trio Virgulino
    14h – Léo e Junior
    16h – David e Nelio
    18h – Mariana Aydar
  • Dia 22 de junho
    11h – Bicho de Pé
    12h30 – Arraial do Benziê
    14h – Trio Virgulino
    16h – Banda Cucamonga
    18h – Rastapé
  • Dia 23 de junho
    8h30 – Thiago Amoroso e Grupo Damaru
    11h – Munducá
    12h30 – Circuladô de Fulô
    14h – Caruá
    16h – Capim Gordura
    18h – Forroçacana
  • Dia 24 de junho
    11h – Ó do Forró
    12h30 – Dona Zefa
    14h – Lucyana Villar
    16h – Ana Rafaela
    18h – Anastácia convida Daniel Gonzaga

Leia também: Dados da SSP apontam que Santana de Parnaíba segue como a cidade mais segura


Fonte: SECOM-Pref. de São Paulo

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