PM localiza criança de 10 anos levada pelo pai em Barueri

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Menina estava com o pai desde 20 de setembro, quando ele teria agredido a ex-companheira em um hotel de Barueri; homem foi preso em Praia Grande

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Uma menina de 10 anos que havia sido levada pelo pai em Barueri foi localizada pela Polícia Militar nesta quarta-feira (7), no bairro Guilhermina, em Praia Grande, no litoral de São Paulo. O homem, de 37 anos, foi preso após tentar fugir durante a abordagem.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), a criança estava com o pai desde 20 de setembro, quando ele teria agredido a ex-companheira em um hotel localizado no Parque dos Camargos, em Barueri.

A localização ocorreu durante um patrulhamento da Polícia Militar em Praia Grande. Os policiais encontraram pai e filha caminhando juntos sob forte chuva e desconfiaram da situação devido às condições das roupas da menina.

Durante a abordagem, os agentes identificaram contradições nas versões apresentadas pelo homem e pela criança. Em seguida, o suspeito tentou fugir, dando início a um acompanhamento policial.

Ele foi alcançado na Avenida Castelo Branco e levado para a delegacia.

Celular da mãe ajudou na localização

A menina estava com um celular que pertencia à mãe. O aparelho permitiu que os policiais entrassem em contato com ela e confirmassem a situação.

A criança foi encaminhada a um pronto-socorro para avaliação médica. O Conselho Tutelar também foi acionado e acompanhou o caso na unidade policial, auxiliando no reencontro da menina com a mãe.

Durante a consulta aos sistemas policiais, os agentes ainda constataram que havia um mandado de prisão em aberto contra o homem. A ordem judicial foi cumprida durante a ocorrência.

O caso foi registrado na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Praia Grande.

Caso começou em hotel de Barueri

Segundo o boletim de ocorrência, o episódio começou em 20 de setembro, quando a mulher estava na rua com a filha e teria sido surpreendida pelo ex-companheiro.

Ainda de acordo com o registro, o homem teria ameaçado a mulher com uma arma de fogo e levado as duas para um hotel no Parque dos Camargos, em Barueri.

A mulher relatou à polícia que teria sido dopada e agredida no local.

Depois das agressões, o homem fugiu levando a menina e uma bolsa com pertences pessoais da ex-companheira. O celular que estava entre os objetos acabou sendo localizado posteriormente com a criança.

A Polícia Militar foi acionada na ocasião, e a mulher foi encaminhada para atendimento médico.

O caso foi registrado na DDM de Barueri como violência doméstica, lesão corporal, roubo, sequestro e cárcere privado.

As circunstâncias do caso seguem sob investigação.

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Foto: Divulgação/SSP-SP

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Caso de família em cárcere no Rio já havia sido denunciado há 2 anos

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O caso da mulher e dos dois filhos mantidos em cárcere privado pelo marido e pai das vítimas durante 17 anos, na zona oeste do Rio de Janeiro, já havia sido denunciado em 2020, confirmaram a Polícia Civil e o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ).

A Polícia Civil e o MPRJ afirmam que abriram procedimentos para apurar a denúncia, mas o crime continuou a ser cometido durante mais de dois anos e só foi interrompido ontem (29), com o resgate das vítimas e a prisão em flagrante do criminoso. 

A mulher e os dois filhos foram encontrados amarrados, sujos e desnutridos na casa do criminoso, no bairro de Guaratiba. Foi preciso chamar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), devido à gravidade do estado de saúde dos três.

Segundo a Polícia Civil, o caso está sendo apurado pela corregedoria da corporação. A primeira denúncia sobre o crime foi registrada na 43ª DP (Guaratiba) em 2020 e encaminhada à 36ª DP (Santa Cruz) para investigação. A polícia diz que, desde então, o inquérito foi enviado três vezes ao Ministério Público para providências, sendo a última em maio deste ano.

Já o Ministério Público afirma que o inquérito policial encontra-se na 36ª DP para cumprimento de diligências solicitadas pela promotoria. O MPRJ informou que o Conselho Tutelar soube da denúncia em março de 2020 e informou à Promotoria da Infância e Juventude que havia tomado todas as medidas para a interromper o cárcere privado, especialmente mediante a comunicação do crime ao 27º Batalhão da Polícia Militar e à Polícia Civil.

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O Conselho Tutelar teria informado ao MPRJ, logo após, que toda a rede de proteção do município estava ciente e que havia proposto ação judicial para medidas complementares de proteção ao adolescente vítima do crime.

“Não houve nenhuma informação posterior enviada ao Ministério Público no sentido de que a violência não fora estancada, motivo pelo qual está sendo apurada a atuação posterior do Conselho do Tutelar e da rede de proteção”, afirma o Ministério Público.

Procurada pela Agência Brasil, a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado de Polícia Militar informou que, segundo o comando do 27º BPM, não foi localizado nenhum documento oficial sobre o caso em 2020.

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Por Vinícius Lisboa – Repórter da Agência Brasil – Foto: Divulgação/SEPM-Ccomsoc

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Mãe e filhos, em cárcere privado há 17 anos, são libertados no Rio

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Uma mulher e dois jovens – mantidos em cárcere privado há 17 anos – foram libertados ontem (28) por policiais em uma casa na zona oeste do Rio de Janeiro. Segundo a Polícia Militar (PM), os três foram encontrados amarrados em sua casa no bairro de Guaratiba.

Os policiais foram ao local após receber uma denúncia anônima. As vítimas estavam sujas e subnutridas, de acordo com a PM, e foram socorridas pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

SEPM/Ccomsoc / Divulgação

O suspeito de mantê-las presas era o próprio marido e pai das vítimas. Ele foi preso em flagrante e encaminhado à Delegacia de Polícia de Guaratiba (43ª DP). Os nomes dos quatro não foram divulgados.

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 Por Vitor Abdala – Repórter da Agência Brasil – Fotos: Divulgação/SEPM/Ccomsoc

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