SEO muda de função na era da inteligência artificial – por Adriana Vasconcellos Soares

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Durante muitos anos, dominar o Google parecia suficiente para garantir relevância digital. Se a empresa aparecia bem-posicionada, gerava tráfego e produzia conteúdos eficientes, o trabalho de SEO (Search Engine Optimization ou Otimização para Mecanismos de Busca) era considerado bem executado. Esse raciocínio ainda faz sentido, mas deixou de ser completo.

O Google continua sendo a principal porta de entrada para buscas e descoberta de informação na internet. O que mudou foi o comportamento do usuário. A jornada de decisão deixou de acontecer apenas no buscador tradicional e passou a ser distribuída entre diferentes inteligências artificiais, como ChatGPT, Gemini, Claude, Perplexity e os próprios AI Overviews do Google.

Hoje, profissionais e empresas utilizam essas ferramentas para entender contextos, comparar soluções, validar opções e aprofundar análises antes mesmo de acessar um site. Isso cria uma camada de influência. Antes do clique, existe a resposta. E, se a marca não aparece nela, já começa atrás na disputa.

O maior erro estratégico de muitas empresas é tratar AI SEO ou GEO (Generative Engine Optimization ou Otimização para Motores Generativos) como algo separado do SEO tradicional. Como se existisse um “SEO para IA” funcionando isoladamente. Isso leva à criação de conteúdos superficiais, genéricos ou produzidos apenas para tentar aparecer em respostas algorítmicas.

Na prática, o GEO não substitui o SEO. Ele amplia o SEO. A lógica da busca continua existindo, mas ficou mais complexa.

No ambiente B2B, a jornada do usuário se tornou híbrida. O profissional pesquisa no Google para validar demanda, utiliza IA para entender contexto, compara soluções com apoio algorítmico e só depois aprofunda a análise diretamente nas marcas. Isso altera completamente o topo do funil.

Perguntas que antes eram feitas apenas ao Google agora são distribuídas entre buscadores e inteligências artificiais. Questões como “qual o melhor CRM para empresas em crescimento” podem ser respondidas diretamente por IA, sem que o usuário visite um único site. Nesse cenário, a disputa deixa de ser apenas por clique e passa a ser por presença na resposta.

As inteligências artificiais tendem a destacar um conjunto menor de referências e marcas. Isso reduz o universo de empresas consideradas pelo usuário logo no início da jornada. E essa percepção começa antes mesmo da mídia paga, do contato comercial ou da estratégia de vendas.

Por isso, não aparecer nas respostas algorítmicas reduz drasticamente as chances de consideração. Não porque a empresa deixou de existir, mas porque deixou de ser lembrada quando a decisão começa a ser construída.

Esse movimento também muda o papel do SEO dentro das empresas. Antes, a principal preocupação era ranquear melhor. Agora, surge uma segunda questão igualmente importante. Como ser citado.

As duas coisas estão conectadas, mas não são iguais. Uma empresa pode ter bom posicionamento no Google e ainda assim não aparecer nas respostas das IAs. Da mesma forma, pode ser citada sem ocupar a primeira posição orgânica.

O SEO tradicional continua focado em indexação, ranking e tráfego. Já o GEO busca aumentar a capacidade de recuperação, interpretação e reutilização das informações pelas inteligências artificiais. Os dois precisam atuar juntos.

Grande parte das empresas ainda produz conteúdos pouco estruturados, genéricos e sem respostas claras, dificultando interpretação e reaproveitamento pelas inteligências artificiais. Outro erro comum é a falta de autoridade temática. Muitos conteúdos são isolados, sem coerência editorial ou aprofundamento real. Além disso, especialistas apontam excesso de foco no topo do funil e pouca produção voltada para comparação, validação e tomada de decisão. O resultado é previsível. A marca não é citada, não é lembrada e não entra na consideração.

O novo cenário exige mudança de mentalidade. Mais do que buscar palavras-chave, as empresas precisam mapear perguntas estratégicas que influenciam decisões reais de negócio. O conteúdo precisa ser estruturado de forma clara, objetiva e reutilizável pelas inteligências artificiais.

Também cresce o peso de conteúdos de fundo de funil, como comparativos, validações, provas sociais, análises técnicas e demonstrações de autoridade.

Como a assessoria de imprensa entra neste contexto

Nesse cenário, a assessoria de imprensa passa a ter um papel ainda mais estratégico. Além de fortalecer reputação e credibilidade perante o mercado, ela amplia a presença da marca em fontes confiáveis que alimentam buscadores e inteligências artificiais.

Quando uma empresa aparece de forma consistente em veículos de comunicação, entrevistas, artigos e reportagens, aumenta suas chances de ser reconhecida como referência também pelas IAs. Isso influencia percepção, confiança e consideração antes mesmo do clique.

Um exemplo recente desse movimento é a parceria firmada entre a Folha de S. Paulo e o Google. O acordo prevê o uso de conteúdos jornalísticos para aprimorar respostas do Gemini e reforça a importância de fontes confiáveis no ecossistema das inteligências artificiais. Nesse contexto, a assessoria de imprensa ganha relevância ao ampliar a presença das marcas em veículos reconhecidos.

O SEO deixa de atuar apenas como aquisição de tráfego e passa a participar diretamente da construção de percepção. O impacto já não aparece apenas em cliques e visitas, mas também em qualidade de lead, velocidade de decisão, conversão e geração de oportunidades.

A transformação mais importante talvez seja esta, a disputa começa antes do clique. Muitas empresas ainda analisam performance apenas por métricas tradicionais, enquanto parte da influência já acontece fora dos relatórios clássicos, dentro das respostas geradas por inteligência artificial.

No novo ambiente digital, aparecer continua importante. Mas ser lembrado antes mesmo da busca se tornou ainda mais estratégico.


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Atua desde 2000 no desenvolvimento de estratégias para divulgar empresas, produtos e serviços. É sócia da Six Comunicação Integrada, agência especializada em criar mecanismos de comunicação para fortalecer marcas, gerar novos negócios e construir reputação sólida nos meios de comunicação.


Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal Hora de S. Paulo.

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Dia das Mães nas redes sociais: Como transformar indecisão em vendas – por Adriana Vasconcellos Soares

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O Dia das Mães segue como uma das datas mais relevantes para o varejo, mas em 2026 há um fator que exige atenção estratégica: a indecisão do consumidor. Dados do Google indicam que 9 em cada 10 brasileiros pretendem comemorar a data, porém 75% têm dificuldade para escolher o presente. Esse cenário muda a lógica da comunicação. O desafio não é apenas atrair. É ajudar o cliente a decidir.

E é justamente nas redes sociais que essa decisão começa a ser construída. Indecisão não é problema, é oportunidade. Quando o consumidor não sabe o que comprar, ele se torna mais aberto à influência. Marcas que assumem o papel de facilitadoras da escolha saem na frente.

O erro mais comum é focar apenas na divulgação de produto. Postar foto, preço e esperar conversão não resolve a dor de quem está perdido. O que funciona é assumir o papel de curadoria. Em vez de mostrar produtos, mostre soluções. Em vez de anunciar, oriente. Conteúdo que ajuda a decidir vende mais.

As redes sociais precisam funcionar como guia de compra, principalmente na semana que antecede a data, período em que metade das compras acontece. Algumas abordagens aumentam a eficiência:

  • Listas práticas
    Sugestões como “presentes até R$100”, “presentes úteis” e “presentes criativos” reduzem o esforço do cliente.
  • Comparações simples
    Mostrar opções lado a lado facilita a decisão e diminui a insegurança.
  • Indicação por perfil
    Presentes para mãe prática, vaidosa, tecnológica ou caseira geram identificação imediata.
  • Combos e kits
    Agrupar produtos reduz a dúvida e aumenta o ticket médio. O consumidor não quer pensar demais. Ele quer escolher rápido e com segurança. Por isso, preço e condições precisam estar claros.

Outro ponto crítico é o orçamento. Mais da metade dos consumidores pretende gastar até R$300. Por isso, a comunicação precisa ser direta. Esconder preço ou dificultar o acesso à informação reduz a conversão. Quanto mais claro o custo-benefício, maior a chance de venda. Além disso, parcelamento, desconto e frete grátis influenciam diretamente a decisão, principalmente nas compras de última hora.

  • Rapidez também vende
    A logística se tornou argumento comercial. Entrega rápida e frete facilitado pesam na escolha, especialmente nos dias finais. Se sua marca oferece isso, precisa comunicar com destaque. Silenciar esse tipo de informação é perder venda pronta.
  • Categorias com maior potencial
    Moda e beleza seguem como as categorias mais procuradas e com maior alinhamento entre desejo e intenção de compra. Já eletrônicos e itens para casa aparecem como desejo das mães, mas com menor intenção de compra por parte dos filhos. Aqui existe uma oportunidade. Cabe à marca traduzir valor e justificar a escolha. Não basta oferecer. É preciso explicar por que vale a pena.
  • Redes sociais como canal de decisão
    As redes sociais deixaram de ser apenas vitrine. Hoje, são parte ativa do processo de escolha. Quando bem utilizadas, reduzem dúvidas, encurtam o caminho até a compra e aumentam a confiança. Mas isso só acontece quando o conteúdo é planejado com estratégia. Quem apenas publica disputa atenção. Quem orienta influencia decisão.

No Dia das Mães, a diferença entre vender pouco e faturar mais está no direcionamento. Menos exposição. Mais estratégia. Quem ajuda o cliente a escolher, vende antes.


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Atua desde 2000 no desenvolvimento de estratégias para divulgar empresas, produtos e serviços. É sócia da Six Comunicação Integrada, agência especializada em criar mecanismos de comunicação para fortalecer marcas, gerar novos negócios e construir reputação sólida nos meios de comunicação.


Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal Hora de S. Paulo.

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Divulgar muito e vender pouco, o erro que trava o crescimento de empresas – por Adriana Vasconcellos Soares

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A maior dor do empreendedor hoje não é a falta de esforço. É o excesso de esforço sem resultado. Produz conteúdo, investe em anúncios, publica com frequência e, ainda assim, as vendas não acompanham. A sensação é clara. Muito trabalho para pouco retorno.

Esse cenário é mais comum do que parece e não está ligado a um único fator. Ele surge da combinação de falhas estratégicas que comprometem a conversão.

A primeira delas é a baixa visibilidade orgânica. Redes sociais reduziram o alcance natural das publicações, tornando mais difícil ser visto sem investimento. Quando a marca não aparece, não entra no radar do cliente. Em paralelo, cresce a dependência de anúncios, muitas vezes sem segmentação adequada. O resultado é um custo de aquisição de cliente elevado. Quando esse custo se aproxima ou supera o valor gerado por cada venda, a operação perde eficiência e compromete a margem.

Outro ponto crítico está na sobrecarga. O “eu-preendedorismo” ainda domina boa parte dos negócios. O empreendedor acumula funções e o marketing perde consistência. Sem consistência, não há construção de marca, apenas ações isoladas.

A falta de direção estratégica completa o problema. É comum ver empresas dividindo esforços entre Instagram, Google, anúncios, conteúdo orgânico e outras frentes, sem clareza de papel para cada canal. O resultado é dispersão de investimento e baixa performance. O problema, portanto, não está nas ferramentas. Está na ausência de estratégia.

O primeiro ajuste é entender que visibilidade sem posicionamento não gera venda. Não basta aparecer. É preciso ser percebido como uma opção confiável. Isso exige clareza na comunicação, coerência na mensagem e alinhamento com a proposta de valor.

Nesse contexto, o marketing de conteúdo deixa de ser volume e passa a ser construção de percepção. Conteúdos bem direcionados educam, reduzem objeções e preparam o cliente antes do contato comercial.  A inteligência artificial também pode contribuir para ganho de produtividade e organização, mas não substitui estratégia. Quando usada sem critério, apenas acelera erros já existentes.

A escolha dos canais também precisa ser mais precisa. Redes sociais atraem e despertam interesse. O Google valida e reforça credibilidade. O WhatsApp facilita o fechamento. Quando esses pontos não se conectam, o processo de decisão do cliente se interrompe.

A assessoria de imprensa atua em outra camada desse processo. Ela não gera venda direta, mas constrói reputação e credibilidade. A presença em veículos de comunicação fortalece a percepção de autoridade, amplia a confiança e posiciona a marca como fonte relevante. Esse movimento impacta diretamente a forma como a empresa aparece nas buscas e nas respostas de inteligências artificiais, que tendem a priorizar fontes recorrentes, citadas e confiáveis. Na prática, isso reduz a resistência do cliente e encurta o caminho até a decisão.

Outro ponto decisivo está na relação entre marketing e comercial. Muitas empresas geram demanda, mas não convertem por falhas na abordagem, demora no atendimento, falta de acompanhamento ou dificuldade em apresentar valor com clareza. Nesses casos, o problema não está na divulgação, mas na execução da venda.

Por fim, é necessário olhar para a estrutura do negócio. Margens apertadas, precificação incorreta e dependência de descontos inviabilizam o crescimento, mesmo quando há volume de vendas.

Resolver a baixa conversão exige integração. Marketing, assessoria de imprensa e comercial precisam atuar de forma coordenada. Um atrai, outro constrói confiança e o terceiro transforma interesse em venda.

Quando essa estrutura funciona, divulgar deixa de ser tentativa e passa a ser estratégia. E é nesse momento que o resultado deixa de ser instável e começa a ganhar previsibilidade.


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Atua desde 2000 no desenvolvimento de estratégias para divulgar empresas, produtos e serviços. É sócia da Six Comunicação Integrada, agência especializada em criar mecanismos de comunicação para fortalecer marcas, gerar novos negócios e construir reputação sólida nos meios de comunicação.


Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal Hora de S. Paulo.

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A assessoria de imprensa como alavanca para pequenos e médios negócios – por Adriana Vasconcellos Soares

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Pequenos e médios negócios enfrentam um desafio comum no ambiente atual. Precisam ganhar visibilidade, construir credibilidade e gerar vendas em um mercado cada vez mais competitivo. O problema é que muitos ainda concentram esforços apenas em redes sociais e anúncios, ignorando um ativo estratégico que pode acelerar esse processo: a assessoria de imprensa.

Diferente da publicidade, que depende de investimento contínuo para gerar alcance, a assessoria de imprensa atua na construção de reputação. Ela posiciona a empresa como fonte confiável de informação, conecta o negócio a veículos de comunicação e amplia sua presença em ambientes onde a percepção de valor é mais elevada.

Para empresas menores, isso faz diferença direta na forma como são percebidas. Quando um negócio aparece em um jornal ou portal relevante, em uma matéria jornalística ou como fonte especializada, ele deixa de ser apenas mais uma opção no mercado e passa a ser visto como referência. Esse movimento impacta decisões de forma silenciosa. Antes de comprar, contratar ou entrar em contato, o cliente pesquisa. E, nesse momento, não avalia apenas preço ou portfólio. Ele observa sinais de confiança. Onde essa empresa já apareceu, quem já falou sobre ela, qual é o nível de exposição institucional. É nesse ponto que muitos negócios perdem oportunidades sem perceber. Não por falta de qualidade, mas por ausência de reputação construída de forma estratégica.

A assessoria de imprensa atua exatamente nesse espaço. Por meio de pautas bem estruturadas, relacionamento com jornalistas e presença recorrente na mídia, ela constrói autoridade ao longo do tempo. Não é uma ação pontual. É um processo contínuo de posicionamento.

Outro ponto relevante é o impacto nas buscas e nas inteligências artificiais. Sistemas de IA tendem a priorizar informações provenientes de fontes confiáveis e recorrentes. Na semana passada, a Folha de S. Paulo e o Google firmaram um acordo que sinaliza uma mudança na forma como a informação circula e influencia decisões no ambiente digital. A parceria prevê o uso de conteúdos jornalísticos para aprimorar as respostas do Gemini e reforça um movimento que já vinha sendo alertado nesta coluna há alguns meses. De forma silenciosa, as inteligências artificiais estão cada vez mais conectadas a fontes confiáveis. Quando uma empresa é citada em veículos de comunicação, ela amplia sua relevância nesse ecossistema e aumenta suas chances de ser considerada nas respostas e recomendações.

Na prática, isso significa que a marca passa a ter mais chances de ser mencionada em respostas, comparações e recomendações feitas por IAs. Mesmo sem gerar clique direto, essa presença influencia na percepção e decisão.

Para pequenos e médios negócios, isso representa uma vantagem competitiva real. Enquanto muitos concorrentes disputam atenção apenas com anúncios, empresas que investem em reputação passam a ocupar um espaço mais sólido na mente do consumidor.

Além disso, a assessoria de imprensa contribui para reduzir o custo de aquisição de clientes ao longo do tempo. Quanto maior a credibilidade percebida, menor a resistência na decisão de compra. O processo comercial se torna mais fluido, e a conversão tende a acontecer com menos esforço. Outro benefício está na construção de marca. Redes sociais geram visibilidade rápida, mas a imprensa constrói memória. É ela que consolida posicionamento, reforça narrativa e sustenta crescimento de forma mais consistente.

Isso não significa substituir outras estratégias, mas integrar. O marketing atrai. O comercial fecha. E a assessoria de imprensa fortalece a percepção que conecta esses dois pontos. Para pequenos e médios negócios que querem crescer de forma estruturada, ignorar esse processo é limitar o próprio potencial. Visibilidade isolada não sustenta crescimento. Credibilidade sim. No cenário atual, não basta aparecer. É preciso ser reconhecido, lembrado e validado. E é justamente nesse ponto que a assessoria de imprensa deixa de ser um diferencial e passa a ser uma estratégia necessária para quem quer crescer com consistência.


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Atua desde 2000 no desenvolvimento de estratégias para divulgar empresas, produtos e serviços. É sócia da Six Comunicação Integrada, agência especializada em criar mecanismos de comunicação para fortalecer marcas, gerar novos negócios e construir reputação sólida nos meios de comunicação.


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Redes sociais para saúde, produtos e serviços como escolher as melhores plataformas em 2026 – por Adriana Vasconcellos Soares

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A presença digital deixou de ser opcional. Em 2026, empresas, profissionais e marcas disputam atenção em um ambiente cada vez mais fragmentado e competitivo. Ainda assim, um erro comum continua se repetindo. Usar as mesmas redes sociais para qualquer tipo de negócio, sem considerar o comportamento do consumidor.

Produtos, serviços e saúde seguem lógicas diferentes de decisão. Quando essa diferença não é respeitada, a comunicação perde eficiência, o conteúdo não conecta e o resultado não aparece. Antes de escolher a plataforma, é preciso entender um ponto básico:

  • Produto vende por desejo.
  • Serviço vende por confiança.
  • Saúde exige segurança e autoridade.

A partir disso, a escolha das redes sociais deixa de ser tendência e passa a ser estratégia.

Redes sociais para divulgar produtos

Quando falamos de produtos como roupas, cosméticos, papelaria ou ferramentas, o principal gatilho de compra é visual e emocional. O consumidor não quer apenas informação. Ele quer ver, se identificar e desejar. Por isso, as redes mais eficientes são aquelas que estimulam descoberta e impacto rápido.

Instagram segue como a principal vitrine digital. Com forte apelo visual, permite apresentar produtos em fotos, vídeos curtos, bastidores e provas sociais. Além disso, recursos como loja integrada e marcação de produtos encurtam o caminho até a compra.

TikTok cresce como canal de alcance. É onde produtos viralizam, ganham escala e entram no radar de novos públicos. Funciona bem para demonstrações rápidas, tendências e conteúdos espontâneos.

Facebook continua relevante, principalmente para campanhas pagas e segmentação. Embora tenha perdido protagonismo orgânico, ainda entrega alcance consistente para públicos mais amplos.

WhatsApp é o ponto de conversão. Depois do interesse, é ali que a venda acontece. Atendimento rápido, envio de catálogo e proximidade fazem diferença.

Nesse cenário, o erro mais comum é tratar produto como catálogo estático. O que funciona é contexto, uso real e identificação.

Redes sociais para divulgar serviços

Serviços como advocacia, contabilidade, mecânica ou limpeza seguem outra lógica. Aqui, a decisão não é impulsiva. O cliente busca confiança, clareza e segurança antes de contratar. Isso muda completamente a estratégia.

Google é o principal ponto de partida. É onde o cliente pesquisa, compara e decide. Estar bem-posicionado, com avaliações, fotos e informações atualizadas, influencia diretamente a escolha.

Instagram funciona como canal de proximidade. Mostra bastidores, explica processos, responde dúvidas e humaniza o serviço. Ajuda a transformar uma marca em alguém confiável.

LinkedIn ganha força em serviços técnicos e B2B. É onde a autoridade profissional se consolida, principalmente em áreas como consultoria, jurídico e financeiro.

WhatsApp novamente aparece como canal de fechamento. Depois da confiança estabelecida, é ali que o contato se torna conversa e a conversa vira contrato.

O erro mais comum aqui é falar difícil demais. Quando o conteúdo é feito para outros profissionais e não para o cliente, a comunicação se perde.

Redes sociais para divulgar saúde

Na área da saúde, a lógica é ainda mais sensível. Não se trata apenas de atrair, mas de gerar segurança.

E o Instagram é a principal plataforma. Permite educar, aproximar e construir autoridade por meio de conteúdos simples, acessíveis e consistentes.

O YouTube é essencial para aprofundamento. Vídeos mais longos ajudam a explicar temas complexos e posicionar o profissional como referência.

Já o LinkedIn fortalece a credibilidade institucional e o relacionamento entre profissionais.

Google é indispensável para busca local. É onde o paciente procura clínicas, avalia reputação e toma decisão.

Aqui, além da estratégia, entra a responsabilidade e a credibilidade. Conteúdo precisa ser ético, informativo e sem promessas.

Tendências

Alguns movimentos são claros e impactam todos os segmentos:

  • Vídeos curtos seguem como principal formato de descoberta.
  • Conteúdo precisa ser rápido, direto e relevante.
  • A inteligência artificial passa a apoiar produção e personalização. Mas o diferencial continua sendo humano.
  • A comunicação se torna mais simples.
  • Quem complica perde atenção.
  • A jornada de compra encurta.
  • O cliente quer resolver rápido, sem fricção.

O papel da estratégia

Não existe uma única rede social ideal. Existe combinação estratégica. Lembre-se:

  • O Instagram atrai
  • O Google valida
  • O WhatsApp converte
  • O LinkedIn posiciona
  • E o YouTube aprofunda

Quando cada canal cumpre sua função, o resultado aparece de forma consistente. O problema não está na escolha da plataforma, mas na falta de clareza sobre o comportamento do cliente. Empresas que entendem isso deixam de apenas postar e passam a construir presença com intenção. E isso muda completamente o jogo.


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Atua desde 2000 no desenvolvimento de estratégias para divulgar empresas, produtos e serviços. É sócia da Six Comunicação Integrada, agência especializada em criar mecanismos de comunicação para fortalecer marcas, gerar novos negócios e construir reputação sólida nos meios de comunicação.


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Estar no Google virou condição para existir no mercado – por Adriana Vasconcellos Soares

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O comportamento do consumidor mudou de forma silenciosa, mas definitiva. Antes de entrar em contato com uma empresa, o cliente pesquisa no Google. Em poucos segundos, forma uma percepção e decide se confia ou não. Essa análise acontece sem aviso, sem interação e, muitas vezes, sem que a empresa perceba que perdeu uma oportunidade de venda.

Esse hábito não é pontual. Ele acontece em escala massiva. O Google processa cerca de 8,5 bilhões de buscas por dia no mundo, o equivalente a aproximadamente 99 mil pesquisas por segundo. No Brasil, as estimativas indicam algo em torno de 380 milhões de buscas diárias. Mais do que volume, esses números mostram um padrão. O Google continua sendo o principal ponto de partida para decisões.

Não por acaso, cerca de 93% dos brasileiros afirmam que pesquisam no buscador antes de realizar uma compra. Ou seja, a decisão começa muito antes do contato com a empresa.

Nesse cenário, a escolha não está baseada apenas em preço ou qualidade. Ela passa, principalmente, pela percepção. Fotos, avaliações, comentários, frequência de atualização, respostas aos clientes e organização do perfil se tornaram critérios determinantes. Não se trata apenas de estar presente, mas de como a empresa é encontrada e interpretada. Muitas empresas ainda concentram seus esforços apenas nas redes sociais. Isso é um erro estratégico. Se a marca não aparece nas pesquisas do Google ou aparece de forma desorganizada, ela simplesmente deixa de ser considerada. O buscador se consolidou como o principal ambiente de descoberta, validação e comparação.

Outro dado reforça essa mudança. Cerca de 70% das buscas no Brasil já são feitas por dispositivos móveis. Isso significa que a decisão acontece de forma rápida, muitas vezes quando o cliente precisa de uma solução imediata. Quem aparece bem-posicionado e transmite confiança tem mais chances de ser escolhido.

Nesse contexto, o perfil no Google, especialmente por meio do Google Meu Negócio, deixou de ser um recurso complementar e passou a ser um ativo estratégico. Ele influencia diretamente a visibilidade local e pode determinar se uma empresa será encontrada ou ignorada. Os impactos da falta de otimização são mais profundos do que parecem. Perda de ligações, menos visitas, redução no fluxo de clientes e enfraquecimento da autoridade digital. E o ponto mais crítico é que isso acontece sem sinais claros. A empresa não recebe o contato, mas também não percebe que foi descartada no processo de escolha.

Por outro lado, empresas que estruturam sua presença de forma estratégica constroem vantagem competitiva. Estar bem-posicionado não garante resultado por si só, mas aumenta significativamente a chance de ser considerado. E, em um cenário de decisão rápida, ser considerado já faz diferença.

A otimização envolve mais do que técnica. Passa por organização das informações, uso correto de palavras-chave, gestão de avaliações, atualização constante e coerência no posicionamento. É comunicação aplicada ao ambiente de busca.

Com o avanço da inteligência artificial, esse cenário ganha ainda mais relevância. Ferramentas de IA utilizam informações disponíveis na internet para construir respostas e recomendações. O Google segue como uma das principais fontes desse processo. Empresas com presença estruturada, consistência de dados e reputação consolidada têm mais chances de serem corretamente interpretadas e citadas.

É nesse ponto que a assessoria de imprensa atua como facilitadora. Ao posicionar a empresa em veículos de comunicação de grande influência, gerar conteúdo relevante e ampliar a presença institucional, ela fortalece a reputação e cria sinais externos de credibilidade. Esses sinais ajudam não apenas na percepção do público, mas também na leitura dos sistemas digitais, aumentando as chances de associação correta da marca aos temas em que atua.

No cenário atual, não basta existir. É preciso ser encontrado, compreendido e considerado confiável em poucos segundos.

Um passo simples é fazer um teste direto. Pesquise o nome da sua empresa no Google e observe o que aparece. As informações estão completas? A imagem transmite profissionalismo? As avaliações reforçam a confiança?

Se houver dúvidas, há espaço para evolução. E, nesse ambiente altamente competitivo, quem se posiciona melhor tende a ser lembrado primeiro.


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Atua desde 2000 no desenvolvimento de estratégias para divulgar empresas, produtos e serviços. É sócia da Six Comunicação Integrada, agência especializada em criar mecanismos de comunicação para fortalecer marcas, gerar novos negócios e construir reputação sólida nos meios de comunicação.


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Email marketing não morreu – por Adriana Vasconcellos Soares

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O e-mail marketing segue relevante em 2026, com alto alcance, engajamento consistente e retorno sobre investimento superior à maioria dos canais digitais. Longe de desaparecer, ele se consolida como um dos ativos mais estáveis da comunicação. Apesar da percepção de que as redes sociais dominam o ambiente digital, os dados mostram outro cenário. Estimativas da Statista e do The Radicati Group indicam que cerca de 4,73 bilhões de pessoas utilizam e-mail no mundo em 2026, com aproximadamente 392 bilhões de mensagens enviadas todos os dias. Trata-se de um dos maiores ecossistemas de comunicação digital em operação.

A ideia de que o e-mail perdeu relevância costuma estar associada ao uso pouco estratégico. Quando mal aplicado, o canal perde eficiência. Quando bem estruturado, continua sendo um dos mais consistentes em alcance, relacionamento e conversão. Outro mito recorrente envolve o comportamento dos jovens. Existe a percepção de que novas gerações não utilizam e-mail, mas os dados indicam o contrário. Levantamentos de mercado apontam alta adesão entre a geração Z, além de uma preferência clara pelo canal para comunicação com marcas. Segundo a HubSpot e a Mailjet, 57% da geração Z e 79% dos millennials preferem receber comunicações por e-mail, e não por mensagens diretas em redes sociais.

Entre públicos mais maduros, o desempenho é ainda mais relevante. Estudos compilados por plataformas como Campaign Monitor e Mailchimp mostram que faixas etárias mais altas apresentam taxas de abertura superiores à média, além de maior propensão à leitura completa e à conversão.

No comportamento diário, o e-mail segue integrado à rotina. Dados da OptinMonster indicam que 99% dos usuários verificam a caixa de entrada pelo menos uma vez ao dia, e mais da metade faz isso antes de acessar redes sociais ou portais de notícia. Isso mostra que o canal continua sendo um dos primeiros pontos de contato digital do dia.

A relação com marcas também é mais positiva do que se imagina. Pesquisas de mercado apontam que mais de 60% dos consumidores gostam de receber e-mails promocionais com frequência semanal. O problema raramente está no canal, mas na relevância da mensagem.

Do ponto de vista de resultado, o e-mail marketing segue liderando. Relatórios da Litmus e da HubSpot indicam retorno médio de até US$36 para cada US$1 investido, podendo variar conforme o setor. Em alguns cenários, esse desempenho supera com folga campanhas pagas, especialmente quando há segmentação e personalização.

A frequência, outro ponto frequentemente criticado, também depende de estratégia. Usuários não cancelam inscrições apenas por volume de envios, mas principalmente por falta de relevância. Conteúdos bem direcionados mantêm o engajamento mesmo com maior frequência. O formato também influencia. E-mails em texto simples frequentemente apresentam desempenho igual ou superior a layouts complexos, justamente por se aproximarem de uma comunicação mais direta e pessoal. Essa característica reduz a percepção de publicidade e aumenta a taxa de resposta.

O comportamento mobile reforça essa tendência. Dados da Campaign Monitor mostram que a maior parte dos acessos ocorre via smartphone, com taxas de clique significativamente superiores às registradas em desktop. O e-mail acompanha, portanto, o padrão atual de consumo digital.

Outro fator estratégico diferencia o canal de qualquer outro. A base de e-mails é um ativo próprio. E creio que atualmente, este seja o ponto mais importante sobre o e-mail marketing.

Diferentemente das redes sociais, onde o alcance e a visibilidade dependem de algoritmos e mudanças nas plataformas, a lista de contatos de e-mail marketing permanece sob controle da empresa. Alterações nas redes podem reduzir o alcance de forma imediata, enquanto o e-mail mantém previsibilidade. Casos recentes reforçam esse cenário. Mudanças de algoritmo, instabilidades e até o encerramento de plataformas ao longo dos anos mostram que a audiência nas redes sociais é um ativo condicionado. Já o e-mail segue como um canal direto e próprio.

O crescimento das newsletters ilustra esse movimento. Relatórios como o State of Newsletters 2026, da plataforma beehiiv, mostram aumento consistente nas taxas de abertura, crescimento acelerado de audiências e expansão de modelos de assinatura. Em muitos casos, a primeira conversão ocorre em poucas semanas, demonstrando o potencial do canal como ativo de longo prazo. A percepção de que o e-mail marketing não funciona está menos ligada ao canal e mais à forma como ele é utilizado. Listas desqualificadas, mensagens genéricas e falta de estratégia comprometem resultados. Por outro lado, quando há segmentação, consistência e entrega de valor, o e-mail se mantém como uma das ferramentas mais eficientes do marketing digital. A conclusão é objetiva. O e-mail marketing não morreu. Ele evoluiu, se adaptou ao comportamento mobile, incorporou automação e inteligência de dados e segue como um dos poucos canais que oferecem alcance, controle e previsibilidade em um ambiente digital cada vez mais instável.


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Atua desde 2000 no desenvolvimento de estratégias para divulgar empresas, produtos e serviços. É sócia da Six Comunicação Integrada, agência especializada em criar mecanismos de comunicação para fortalecer marcas, gerar novos negócios e construir reputação sólida nos meios de comunicação.


Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal Hora de S. Paulo.

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A força da presença midiática na construção de autoridade das marcas – por Adriana Vasconcellos Soares

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Em um mercado cada vez mais competitivo, estar presente nas redes sociais já não é uma escolha. É uma necessidade estratégica para qualquer empresa que busca relevância, reputação digital e relacionamento com o público. No entanto, um ponto decisivo ainda passa despercebido por muitos negócios. A presença qualificada dos seus líderes nos meios de comunicação tradicionais como jornais, revistas, rádio e TV.

A figura do porta-voz tornou-se um ativo estratégico. Quando o responsável pela marca assume esse papel e se posiciona nos veículos de comunicação, sua empresa se apresenta ao mercado com mais clareza, propósito e credibilidade. Essa visibilidade não acontece por acaso. Ela exige método, relacionamento e narrativa. É nesse cenário que a assessoria de imprensa ganha protagonismo.

Uma assessoria especializada vai além da divulgação. Ela estrutura reputação, desenvolve autoridade, orienta o porta-voz, define mensagens-chave, aproxima a marca dos jornalistas e coloca o negócio nas pautas certas, nos momentos certos e nos veículos adequados. O resultado aparece na construção de presença consistente e na percepção de valor do mercado. Uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira das Agências de Comunicação (Abracom) revela que 82,2% das empresas seguem investindo fortemente em assessoria de imprensa. Esse número mostra que as organizações reconhecem que autoridade não se compra por meio de anúncios. Ela se conquista com estratégia, narrativa e presença contínua.

Por que estar na mídia também é essencial para aparecer nas IAs

Com a evolução das ferramentas de inteligência artificial generativa, a presença midiática passou a ter impacto direto na visibilidade digital. Isso ocorre porque assistentes de IA e mecanismos avançados de busca cruzam dados públicos e confiáveis para gerar respostas. Eles priorizam conteúdos de meios jornalísticos, entrevistas, reportagens e portais reconhecidos.

Quando uma empresa ou porta-voz aparece na imprensa, a informação se torna registrável, verificável e rastreável. Isso aumenta as chances de ser citada pelos sistemas de IA em respostas, análises de mercado e recomendações automáticas. A imprensa funciona como uma camada de validação que reforça a reputação digital perante algoritmos que buscam fontes seguras. Ou seja, presença na mídia é sinônimo de presença nos ambientes que influenciam a tomada de decisão dos consumidores. Marcas que não investem nessa construção ficam menos visíveis e menos citadas nos mecanismos baseados em IA, que hoje formam parte relevante do processo de descoberta de produtos, serviços e especialistas.

Benefícios diretos de contar com assessoria de imprensa

Uma estratégia bem conduzida traz avanços sólidos como:
– Reconhecimento no mercado
– Visibilidade estratégica
– Presença nos principais portais
– Reputação duradoura
– Apoio ao posicionamento do porta-voz
– Narrativa estruturada e alinhada ao propósito da marca
– Relação contínua com jornalistas e veículos
– Aumento das menções orgânicas por IA

A assessoria fortalece a marca e abre portas que não se conquistam apenas com marketing digital. Enquanto anúncios impulsionam a presença imediata, a comunicação estratégica gera valor permanente.

Contar com especialistas em comunicação aumenta a precisão da mensagem e amplia as oportunidades de exposição qualificadas. Uma assessoria de imprensa experiente identifica pautas relevantes, orienta o porta-voz, prepara o conteúdo e posiciona a marca nos veículos certos. Esse trabalho cria um ciclo contínuo de autoridade que se reflete em visibilidade, percepção de credibilidade e fortalecimento institucional.

Em um ambiente marcado por excesso de informação, conquistar espaço na mídia e ser reconhecido por sistemas de IA se tornou um diferencial competitivo. Empresas que compreendem esse movimento ganham destaque e ampliam sua força no mercado.


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Atua desde 2000 no desenvolvimento de estratégias para divulgar empresas, produtos e serviços. É sócia da Six Comunicação Integrada, agência especializada em criar mecanismos de comunicação para fortalecer marcas, gerar novos negócios e construir reputação sólida nos meios de comunicação.


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Como os links nas legendas do Instagram podem transformar engajamento e conversão – por Adriana Vasconcellos Soares

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O Instagram iniciou uma mudança importante na dinâmica do feed ao testar links clicáveis diretamente nas legendas das publicações. Antes disso, links funcionavam quase sempre na bio, nos stories ou em anúncios pagos, o que criava barreiras entre o interesse do usuário e a ação desejada. Agora, o caminho pode ficar mais curto, mais fluido e mais estratégico para quem cria e consome conteúdo.

A novidade já começou a ser liberada, mas por enquanto apenas para assinantes do programa Meta Verified. A opção aparece no momento da criação da postagem e o acesso está sendo distribuído aos poucos. Isso permite que alguns perfis direcionem o público de forma imediata para um site, WhatsApp, página de vendas ou matéria jornalística sem depender do famoso “link na bio”. Para quem trabalha com conteúdo e conversão, essa simplificação reduz etapas e tende a aumentar cliques, visitas e compras.

O movimento acompanha uma tendência global. Plataformas como TikTok e YouTube já investem há algum tempo em formatos que aproximam conteúdo e ação rápida, competindo por retenção e transações dentro da própria sessão de uso. Com isso, a Meta sinaliza uma estratégia clara: tornar seus produtos mais atrativos para criadores e marcas que dependem de resultados diretos no digital.

A legenda sempre foi o espaço com mais profundidade no Instagram. É ali que entram contexto, argumentos e storytelling. Com o link incorporado, a legenda deixa de ser apenas narrativa e passa a funcionar como ponto de conversão. Isso favorece criadores, profissionais autônomos, empreendedores e empresas que precisam gerar ações imediatas como cadastro, compra ou acesso a conteúdos externos.

Há também impacto direto nas estratégias orgânicas. Durante anos, a limitação dos links dividiu o fluxo de navegação e reduziu taxas de clique. Agora, conteúdos jornalísticos, lançamentos de produtos, páginas de venda e formulários passam a competir em igualdade com formatos antes restritos aos anúncios. Isso pode ajudar veículos de comunicação, que ganham uma porta de entrada mais rápida entre post e matéria, e também criadores que oferecem materiais complementares, newsletters e comunidades.

Ainda assim, especialistas alertam para um ponto de atenção pouco discutido. Como o clique leva o usuário para fora do Instagram, ainda está em análise o impacto sobre alcance e entrega. O algoritmo prioriza retenção e permanência dentro da plataforma. Posts que geram saída imediata podem ser interpretados de forma diferente pelo sistema. Essa resposta só ficará clara com testes e monitoramento constante.

Outro efeito esperado é a mudança progressiva no comportamento do público. Produtos vistos no feed podem ser comprados na hora. Postagens informativas podem virar portas de aprofundamento imediato. Criadores podem direcionar para páginas específicas sem exigir navegação extra. Tudo isso transforma o feed em uma etapa mais estratégica dentro do funil de decisão.

Para quem trabalha com dados, este é um momento de observação ativa. É essencial acompanhar métricas como CTR das legendas, variação no tempo médio de visualização, impressões e diferenças de entrega entre posts com e sem link. O período inicial deve ser experimental e orientado por ajustes finos.

Ainda não há data confirmada para liberação geral. Mas o avanço dos testes indica um Instagram cada vez mais focado em agilidade, integração entre conteúdo e ação e redução de fricção na jornada do usuário. Se o recurso se consolidar, marcas, criadores e empresas terão novas possibilidades de resultado e precisarão adaptar a escrita, a estratégia e o planejamento de conteúdo para aproveitar esse potencial.


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Atua desde 2000 no desenvolvimento de estratégias para divulgar empresas, produtos e serviços. É sócia da Six Comunicação Integrada, agência especializada em criar mecanismos de comunicação para fortalecer marcas, gerar novos negócios e construir reputação sólida nos meios de comunicação.


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A responsabilidade no processo de vendas – por Adriana Vasconcellos Soares

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A dinâmica de vendas em 2026 exige clareza absoluta sobre o papel de cada área que compõe o funil. Muitas empresas misturam funções, criam expectativas equivocadas e, quando o resultado não vem, responsabilizam setores que nunca tiveram a atribuição de vender. Essa confusão prejudica equipes, desgasta relações e desorganiza investimentos. Por isso, entender a responsabilidade de marketing, assessoria de imprensa e comercial não é apenas necessário. É estratégico.

O marketing tem a missão de gerar demanda qualificada. Ele posiciona a marca, comunica diferenciais, cria presença digital e atrai pessoas que têm potencial real para comprar. Quando existe planejamento, consistência e leitura correta de público, o marketing entrega visibilidade, interesse e tráfego. Ele aproxima o cliente, mas não conduz a negociação. Sua função é criar condições para que a venda aconteça.

A assessoria de imprensa atua em outra esfera. Ela constrói reputação, fortalece a imagem institucional e abre portas na mídia. Também é responsável por relacionamentos com jornalistas e influenciadores, criação de pautas, envio de releases, organização de coletivas e monitoramento de notícias. Além disso, passa a exercer um papel estratégico no ecossistema das inteligências artificiais, já que as citações feitas por esses sistemas têm origem em fontes confiáveis e amplamente referenciadas. Quando uma marca aparece com frequência em veículos qualificados, em sites institucionais bem estruturados e em bases respeitadas, aumenta suas chances de ser reconhecida como entidade por algoritmos e, consequentemente, mencionada nas respostas geradas por IA. Esse reconhecimento não é imediato. Ele se forma por meio de visibilidade contínua, consistência informativa e presença em fontes externas verificáveis. A assessoria também auxilia no gerenciamento de crises e no posicionamento público. A imprensa entrega autoridade, credibilidade e percepção de valor. Esses fatores impactam vendas no médio e longo prazo, mas não substituem a atuação comercial.

O comercial é quem fecha. É quem aborda, qualifica, conduz a conversa e transforma oportunidade em contrato. É no comercial que o processo encontra seu ponto decisivo. Quando leads chegam em volume e qualidade adequados, mas a conversão não avança, o problema não está na comunicação. Está na forma de abordar, no momento escolhido, na ausência de acompanhamento, na falta de conhecimento sobre o produto ou em técnicas ainda pouco desenvolvidas. Culpar o marketing ou a assessoria quando o comercial não executa sua parte é transferir responsabilidade.

É papel da comunicação alinhar essa expectativa desde a primeira reunião. Quando o cliente entende quem faz o quê, reduz frustrações e toma decisões mais inteligentes sobre investimentos. Reuniões iniciais claras evitam conflitos futuros, protegem profissionais e fortalecem parcerias de longo prazo. Marcas que compreendem essa diferença conseguem mensurar resultados com mais transparência e evoluir com mais rapidez.

Marketing e assessoria ampliam alcance, reputação e oportunidades. O comercial transforma isso em receita. Cada área opera em um estágio diferente da jornada do cliente e todas são necessárias. O erro está em esperar que uma substitua a outra.

Se você quer atrair clientes mais qualificados em 2026, estou aqui para ajudar.


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Atua desde 2000 no desenvolvimento de estratégias para divulgar empresas, produtos e serviços. É sócia da Six Comunicação Integrada, agência especializada em criar mecanismos de comunicação para fortalecer marcas, gerar novos negócios e construir reputação sólida nos meios de comunicação.


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