A assessoria de imprensa como alavanca para pequenos e médios negócios – por Adriana Vasconcellos Soares

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Pequenos e médios negócios enfrentam um desafio comum no ambiente atual. Precisam ganhar visibilidade, construir credibilidade e gerar vendas em um mercado cada vez mais competitivo. O problema é que muitos ainda concentram esforços apenas em redes sociais e anúncios, ignorando um ativo estratégico que pode acelerar esse processo: a assessoria de imprensa.

Diferente da publicidade, que depende de investimento contínuo para gerar alcance, a assessoria de imprensa atua na construção de reputação. Ela posiciona a empresa como fonte confiável de informação, conecta o negócio a veículos de comunicação e amplia sua presença em ambientes onde a percepção de valor é mais elevada.

Para empresas menores, isso faz diferença direta na forma como são percebidas. Quando um negócio aparece em um jornal ou portal relevante, em uma matéria jornalística ou como fonte especializada, ele deixa de ser apenas mais uma opção no mercado e passa a ser visto como referência. Esse movimento impacta decisões de forma silenciosa. Antes de comprar, contratar ou entrar em contato, o cliente pesquisa. E, nesse momento, não avalia apenas preço ou portfólio. Ele observa sinais de confiança. Onde essa empresa já apareceu, quem já falou sobre ela, qual é o nível de exposição institucional. É nesse ponto que muitos negócios perdem oportunidades sem perceber. Não por falta de qualidade, mas por ausência de reputação construída de forma estratégica.

A assessoria de imprensa atua exatamente nesse espaço. Por meio de pautas bem estruturadas, relacionamento com jornalistas e presença recorrente na mídia, ela constrói autoridade ao longo do tempo. Não é uma ação pontual. É um processo contínuo de posicionamento.

Outro ponto relevante é o impacto nas buscas e nas inteligências artificiais. Sistemas de IA tendem a priorizar informações provenientes de fontes confiáveis e recorrentes. Na semana passada, a Folha de S. Paulo e o Google firmaram um acordo que sinaliza uma mudança na forma como a informação circula e influencia decisões no ambiente digital. A parceria prevê o uso de conteúdos jornalísticos para aprimorar as respostas do Gemini e reforça um movimento que já vinha sendo alertado nesta coluna há alguns meses. De forma silenciosa, as inteligências artificiais estão cada vez mais conectadas a fontes confiáveis. Quando uma empresa é citada em veículos de comunicação, ela amplia sua relevância nesse ecossistema e aumenta suas chances de ser considerada nas respostas e recomendações.

Na prática, isso significa que a marca passa a ter mais chances de ser mencionada em respostas, comparações e recomendações feitas por IAs. Mesmo sem gerar clique direto, essa presença influencia na percepção e decisão.

Para pequenos e médios negócios, isso representa uma vantagem competitiva real. Enquanto muitos concorrentes disputam atenção apenas com anúncios, empresas que investem em reputação passam a ocupar um espaço mais sólido na mente do consumidor.

Além disso, a assessoria de imprensa contribui para reduzir o custo de aquisição de clientes ao longo do tempo. Quanto maior a credibilidade percebida, menor a resistência na decisão de compra. O processo comercial se torna mais fluido, e a conversão tende a acontecer com menos esforço. Outro benefício está na construção de marca. Redes sociais geram visibilidade rápida, mas a imprensa constrói memória. É ela que consolida posicionamento, reforça narrativa e sustenta crescimento de forma mais consistente.

Isso não significa substituir outras estratégias, mas integrar. O marketing atrai. O comercial fecha. E a assessoria de imprensa fortalece a percepção que conecta esses dois pontos. Para pequenos e médios negócios que querem crescer de forma estruturada, ignorar esse processo é limitar o próprio potencial. Visibilidade isolada não sustenta crescimento. Credibilidade sim. No cenário atual, não basta aparecer. É preciso ser reconhecido, lembrado e validado. E é justamente nesse ponto que a assessoria de imprensa deixa de ser um diferencial e passa a ser uma estratégia necessária para quem quer crescer com consistência.


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Atua desde 2000 no desenvolvimento de estratégias para divulgar empresas, produtos e serviços. É sócia da Six Comunicação Integrada, agência especializada em criar mecanismos de comunicação para fortalecer marcas, gerar novos negócios e construir reputação sólida nos meios de comunicação.


Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal Hora de S. Paulo.

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Redes sociais para saúde, produtos e serviços como escolher as melhores plataformas em 2026 – por Adriana Vasconcellos Soares

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A presença digital deixou de ser opcional. Em 2026, empresas, profissionais e marcas disputam atenção em um ambiente cada vez mais fragmentado e competitivo. Ainda assim, um erro comum continua se repetindo. Usar as mesmas redes sociais para qualquer tipo de negócio, sem considerar o comportamento do consumidor.

Produtos, serviços e saúde seguem lógicas diferentes de decisão. Quando essa diferença não é respeitada, a comunicação perde eficiência, o conteúdo não conecta e o resultado não aparece. Antes de escolher a plataforma, é preciso entender um ponto básico:

  • Produto vende por desejo.
  • Serviço vende por confiança.
  • Saúde exige segurança e autoridade.

A partir disso, a escolha das redes sociais deixa de ser tendência e passa a ser estratégia.

Redes sociais para divulgar produtos

Quando falamos de produtos como roupas, cosméticos, papelaria ou ferramentas, o principal gatilho de compra é visual e emocional. O consumidor não quer apenas informação. Ele quer ver, se identificar e desejar. Por isso, as redes mais eficientes são aquelas que estimulam descoberta e impacto rápido.

Instagram segue como a principal vitrine digital. Com forte apelo visual, permite apresentar produtos em fotos, vídeos curtos, bastidores e provas sociais. Além disso, recursos como loja integrada e marcação de produtos encurtam o caminho até a compra.

TikTok cresce como canal de alcance. É onde produtos viralizam, ganham escala e entram no radar de novos públicos. Funciona bem para demonstrações rápidas, tendências e conteúdos espontâneos.

Facebook continua relevante, principalmente para campanhas pagas e segmentação. Embora tenha perdido protagonismo orgânico, ainda entrega alcance consistente para públicos mais amplos.

WhatsApp é o ponto de conversão. Depois do interesse, é ali que a venda acontece. Atendimento rápido, envio de catálogo e proximidade fazem diferença.

Nesse cenário, o erro mais comum é tratar produto como catálogo estático. O que funciona é contexto, uso real e identificação.

Redes sociais para divulgar serviços

Serviços como advocacia, contabilidade, mecânica ou limpeza seguem outra lógica. Aqui, a decisão não é impulsiva. O cliente busca confiança, clareza e segurança antes de contratar. Isso muda completamente a estratégia.

Google é o principal ponto de partida. É onde o cliente pesquisa, compara e decide. Estar bem-posicionado, com avaliações, fotos e informações atualizadas, influencia diretamente a escolha.

Instagram funciona como canal de proximidade. Mostra bastidores, explica processos, responde dúvidas e humaniza o serviço. Ajuda a transformar uma marca em alguém confiável.

LinkedIn ganha força em serviços técnicos e B2B. É onde a autoridade profissional se consolida, principalmente em áreas como consultoria, jurídico e financeiro.

WhatsApp novamente aparece como canal de fechamento. Depois da confiança estabelecida, é ali que o contato se torna conversa e a conversa vira contrato.

O erro mais comum aqui é falar difícil demais. Quando o conteúdo é feito para outros profissionais e não para o cliente, a comunicação se perde.

Redes sociais para divulgar saúde

Na área da saúde, a lógica é ainda mais sensível. Não se trata apenas de atrair, mas de gerar segurança.

E o Instagram é a principal plataforma. Permite educar, aproximar e construir autoridade por meio de conteúdos simples, acessíveis e consistentes.

O YouTube é essencial para aprofundamento. Vídeos mais longos ajudam a explicar temas complexos e posicionar o profissional como referência.

Já o LinkedIn fortalece a credibilidade institucional e o relacionamento entre profissionais.

Google é indispensável para busca local. É onde o paciente procura clínicas, avalia reputação e toma decisão.

Aqui, além da estratégia, entra a responsabilidade e a credibilidade. Conteúdo precisa ser ético, informativo e sem promessas.

Tendências

Alguns movimentos são claros e impactam todos os segmentos:

  • Vídeos curtos seguem como principal formato de descoberta.
  • Conteúdo precisa ser rápido, direto e relevante.
  • A inteligência artificial passa a apoiar produção e personalização. Mas o diferencial continua sendo humano.
  • A comunicação se torna mais simples.
  • Quem complica perde atenção.
  • A jornada de compra encurta.
  • O cliente quer resolver rápido, sem fricção.

O papel da estratégia

Não existe uma única rede social ideal. Existe combinação estratégica. Lembre-se:

  • O Instagram atrai
  • O Google valida
  • O WhatsApp converte
  • O LinkedIn posiciona
  • E o YouTube aprofunda

Quando cada canal cumpre sua função, o resultado aparece de forma consistente. O problema não está na escolha da plataforma, mas na falta de clareza sobre o comportamento do cliente. Empresas que entendem isso deixam de apenas postar e passam a construir presença com intenção. E isso muda completamente o jogo.


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Atua desde 2000 no desenvolvimento de estratégias para divulgar empresas, produtos e serviços. É sócia da Six Comunicação Integrada, agência especializada em criar mecanismos de comunicação para fortalecer marcas, gerar novos negócios e construir reputação sólida nos meios de comunicação.


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Estar no Google virou condição para existir no mercado – por Adriana Vasconcellos Soares

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O comportamento do consumidor mudou de forma silenciosa, mas definitiva. Antes de entrar em contato com uma empresa, o cliente pesquisa no Google. Em poucos segundos, forma uma percepção e decide se confia ou não. Essa análise acontece sem aviso, sem interação e, muitas vezes, sem que a empresa perceba que perdeu uma oportunidade de venda.

Esse hábito não é pontual. Ele acontece em escala massiva. O Google processa cerca de 8,5 bilhões de buscas por dia no mundo, o equivalente a aproximadamente 99 mil pesquisas por segundo. No Brasil, as estimativas indicam algo em torno de 380 milhões de buscas diárias. Mais do que volume, esses números mostram um padrão. O Google continua sendo o principal ponto de partida para decisões.

Não por acaso, cerca de 93% dos brasileiros afirmam que pesquisam no buscador antes de realizar uma compra. Ou seja, a decisão começa muito antes do contato com a empresa.

Nesse cenário, a escolha não está baseada apenas em preço ou qualidade. Ela passa, principalmente, pela percepção. Fotos, avaliações, comentários, frequência de atualização, respostas aos clientes e organização do perfil se tornaram critérios determinantes. Não se trata apenas de estar presente, mas de como a empresa é encontrada e interpretada. Muitas empresas ainda concentram seus esforços apenas nas redes sociais. Isso é um erro estratégico. Se a marca não aparece nas pesquisas do Google ou aparece de forma desorganizada, ela simplesmente deixa de ser considerada. O buscador se consolidou como o principal ambiente de descoberta, validação e comparação.

Outro dado reforça essa mudança. Cerca de 70% das buscas no Brasil já são feitas por dispositivos móveis. Isso significa que a decisão acontece de forma rápida, muitas vezes quando o cliente precisa de uma solução imediata. Quem aparece bem-posicionado e transmite confiança tem mais chances de ser escolhido.

Nesse contexto, o perfil no Google, especialmente por meio do Google Meu Negócio, deixou de ser um recurso complementar e passou a ser um ativo estratégico. Ele influencia diretamente a visibilidade local e pode determinar se uma empresa será encontrada ou ignorada. Os impactos da falta de otimização são mais profundos do que parecem. Perda de ligações, menos visitas, redução no fluxo de clientes e enfraquecimento da autoridade digital. E o ponto mais crítico é que isso acontece sem sinais claros. A empresa não recebe o contato, mas também não percebe que foi descartada no processo de escolha.

Por outro lado, empresas que estruturam sua presença de forma estratégica constroem vantagem competitiva. Estar bem-posicionado não garante resultado por si só, mas aumenta significativamente a chance de ser considerado. E, em um cenário de decisão rápida, ser considerado já faz diferença.

A otimização envolve mais do que técnica. Passa por organização das informações, uso correto de palavras-chave, gestão de avaliações, atualização constante e coerência no posicionamento. É comunicação aplicada ao ambiente de busca.

Com o avanço da inteligência artificial, esse cenário ganha ainda mais relevância. Ferramentas de IA utilizam informações disponíveis na internet para construir respostas e recomendações. O Google segue como uma das principais fontes desse processo. Empresas com presença estruturada, consistência de dados e reputação consolidada têm mais chances de serem corretamente interpretadas e citadas.

É nesse ponto que a assessoria de imprensa atua como facilitadora. Ao posicionar a empresa em veículos de comunicação de grande influência, gerar conteúdo relevante e ampliar a presença institucional, ela fortalece a reputação e cria sinais externos de credibilidade. Esses sinais ajudam não apenas na percepção do público, mas também na leitura dos sistemas digitais, aumentando as chances de associação correta da marca aos temas em que atua.

No cenário atual, não basta existir. É preciso ser encontrado, compreendido e considerado confiável em poucos segundos.

Um passo simples é fazer um teste direto. Pesquise o nome da sua empresa no Google e observe o que aparece. As informações estão completas? A imagem transmite profissionalismo? As avaliações reforçam a confiança?

Se houver dúvidas, há espaço para evolução. E, nesse ambiente altamente competitivo, quem se posiciona melhor tende a ser lembrado primeiro.


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Atua desde 2000 no desenvolvimento de estratégias para divulgar empresas, produtos e serviços. É sócia da Six Comunicação Integrada, agência especializada em criar mecanismos de comunicação para fortalecer marcas, gerar novos negócios e construir reputação sólida nos meios de comunicação.


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Email marketing não morreu – por Adriana Vasconcellos Soares

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O e-mail marketing segue relevante em 2026, com alto alcance, engajamento consistente e retorno sobre investimento superior à maioria dos canais digitais. Longe de desaparecer, ele se consolida como um dos ativos mais estáveis da comunicação. Apesar da percepção de que as redes sociais dominam o ambiente digital, os dados mostram outro cenário. Estimativas da Statista e do The Radicati Group indicam que cerca de 4,73 bilhões de pessoas utilizam e-mail no mundo em 2026, com aproximadamente 392 bilhões de mensagens enviadas todos os dias. Trata-se de um dos maiores ecossistemas de comunicação digital em operação.

A ideia de que o e-mail perdeu relevância costuma estar associada ao uso pouco estratégico. Quando mal aplicado, o canal perde eficiência. Quando bem estruturado, continua sendo um dos mais consistentes em alcance, relacionamento e conversão. Outro mito recorrente envolve o comportamento dos jovens. Existe a percepção de que novas gerações não utilizam e-mail, mas os dados indicam o contrário. Levantamentos de mercado apontam alta adesão entre a geração Z, além de uma preferência clara pelo canal para comunicação com marcas. Segundo a HubSpot e a Mailjet, 57% da geração Z e 79% dos millennials preferem receber comunicações por e-mail, e não por mensagens diretas em redes sociais.

Entre públicos mais maduros, o desempenho é ainda mais relevante. Estudos compilados por plataformas como Campaign Monitor e Mailchimp mostram que faixas etárias mais altas apresentam taxas de abertura superiores à média, além de maior propensão à leitura completa e à conversão.

No comportamento diário, o e-mail segue integrado à rotina. Dados da OptinMonster indicam que 99% dos usuários verificam a caixa de entrada pelo menos uma vez ao dia, e mais da metade faz isso antes de acessar redes sociais ou portais de notícia. Isso mostra que o canal continua sendo um dos primeiros pontos de contato digital do dia.

A relação com marcas também é mais positiva do que se imagina. Pesquisas de mercado apontam que mais de 60% dos consumidores gostam de receber e-mails promocionais com frequência semanal. O problema raramente está no canal, mas na relevância da mensagem.

Do ponto de vista de resultado, o e-mail marketing segue liderando. Relatórios da Litmus e da HubSpot indicam retorno médio de até US$36 para cada US$1 investido, podendo variar conforme o setor. Em alguns cenários, esse desempenho supera com folga campanhas pagas, especialmente quando há segmentação e personalização.

A frequência, outro ponto frequentemente criticado, também depende de estratégia. Usuários não cancelam inscrições apenas por volume de envios, mas principalmente por falta de relevância. Conteúdos bem direcionados mantêm o engajamento mesmo com maior frequência. O formato também influencia. E-mails em texto simples frequentemente apresentam desempenho igual ou superior a layouts complexos, justamente por se aproximarem de uma comunicação mais direta e pessoal. Essa característica reduz a percepção de publicidade e aumenta a taxa de resposta.

O comportamento mobile reforça essa tendência. Dados da Campaign Monitor mostram que a maior parte dos acessos ocorre via smartphone, com taxas de clique significativamente superiores às registradas em desktop. O e-mail acompanha, portanto, o padrão atual de consumo digital.

Outro fator estratégico diferencia o canal de qualquer outro. A base de e-mails é um ativo próprio. E creio que atualmente, este seja o ponto mais importante sobre o e-mail marketing.

Diferentemente das redes sociais, onde o alcance e a visibilidade dependem de algoritmos e mudanças nas plataformas, a lista de contatos de e-mail marketing permanece sob controle da empresa. Alterações nas redes podem reduzir o alcance de forma imediata, enquanto o e-mail mantém previsibilidade. Casos recentes reforçam esse cenário. Mudanças de algoritmo, instabilidades e até o encerramento de plataformas ao longo dos anos mostram que a audiência nas redes sociais é um ativo condicionado. Já o e-mail segue como um canal direto e próprio.

O crescimento das newsletters ilustra esse movimento. Relatórios como o State of Newsletters 2026, da plataforma beehiiv, mostram aumento consistente nas taxas de abertura, crescimento acelerado de audiências e expansão de modelos de assinatura. Em muitos casos, a primeira conversão ocorre em poucas semanas, demonstrando o potencial do canal como ativo de longo prazo. A percepção de que o e-mail marketing não funciona está menos ligada ao canal e mais à forma como ele é utilizado. Listas desqualificadas, mensagens genéricas e falta de estratégia comprometem resultados. Por outro lado, quando há segmentação, consistência e entrega de valor, o e-mail se mantém como uma das ferramentas mais eficientes do marketing digital. A conclusão é objetiva. O e-mail marketing não morreu. Ele evoluiu, se adaptou ao comportamento mobile, incorporou automação e inteligência de dados e segue como um dos poucos canais que oferecem alcance, controle e previsibilidade em um ambiente digital cada vez mais instável.


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Atua desde 2000 no desenvolvimento de estratégias para divulgar empresas, produtos e serviços. É sócia da Six Comunicação Integrada, agência especializada em criar mecanismos de comunicação para fortalecer marcas, gerar novos negócios e construir reputação sólida nos meios de comunicação.


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A responsabilidade no processo de vendas – por Adriana Vasconcellos Soares

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A dinâmica de vendas em 2026 exige clareza absoluta sobre o papel de cada área que compõe o funil. Muitas empresas misturam funções, criam expectativas equivocadas e, quando o resultado não vem, responsabilizam setores que nunca tiveram a atribuição de vender. Essa confusão prejudica equipes, desgasta relações e desorganiza investimentos. Por isso, entender a responsabilidade de marketing, assessoria de imprensa e comercial não é apenas necessário. É estratégico.

O marketing tem a missão de gerar demanda qualificada. Ele posiciona a marca, comunica diferenciais, cria presença digital e atrai pessoas que têm potencial real para comprar. Quando existe planejamento, consistência e leitura correta de público, o marketing entrega visibilidade, interesse e tráfego. Ele aproxima o cliente, mas não conduz a negociação. Sua função é criar condições para que a venda aconteça.

A assessoria de imprensa atua em outra esfera. Ela constrói reputação, fortalece a imagem institucional e abre portas na mídia. Também é responsável por relacionamentos com jornalistas e influenciadores, criação de pautas, envio de releases, organização de coletivas e monitoramento de notícias. Além disso, passa a exercer um papel estratégico no ecossistema das inteligências artificiais, já que as citações feitas por esses sistemas têm origem em fontes confiáveis e amplamente referenciadas. Quando uma marca aparece com frequência em veículos qualificados, em sites institucionais bem estruturados e em bases respeitadas, aumenta suas chances de ser reconhecida como entidade por algoritmos e, consequentemente, mencionada nas respostas geradas por IA. Esse reconhecimento não é imediato. Ele se forma por meio de visibilidade contínua, consistência informativa e presença em fontes externas verificáveis. A assessoria também auxilia no gerenciamento de crises e no posicionamento público. A imprensa entrega autoridade, credibilidade e percepção de valor. Esses fatores impactam vendas no médio e longo prazo, mas não substituem a atuação comercial.

O comercial é quem fecha. É quem aborda, qualifica, conduz a conversa e transforma oportunidade em contrato. É no comercial que o processo encontra seu ponto decisivo. Quando leads chegam em volume e qualidade adequados, mas a conversão não avança, o problema não está na comunicação. Está na forma de abordar, no momento escolhido, na ausência de acompanhamento, na falta de conhecimento sobre o produto ou em técnicas ainda pouco desenvolvidas. Culpar o marketing ou a assessoria quando o comercial não executa sua parte é transferir responsabilidade.

É papel da comunicação alinhar essa expectativa desde a primeira reunião. Quando o cliente entende quem faz o quê, reduz frustrações e toma decisões mais inteligentes sobre investimentos. Reuniões iniciais claras evitam conflitos futuros, protegem profissionais e fortalecem parcerias de longo prazo. Marcas que compreendem essa diferença conseguem mensurar resultados com mais transparência e evoluir com mais rapidez.

Marketing e assessoria ampliam alcance, reputação e oportunidades. O comercial transforma isso em receita. Cada área opera em um estágio diferente da jornada do cliente e todas são necessárias. O erro está em esperar que uma substitua a outra.

Se você quer atrair clientes mais qualificados em 2026, estou aqui para ajudar.


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Por que copiar trends afasta clientes e prejudica sua marca – por Adriana Vasconcellos Soares

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Hoje vamos falar sobre a ideia de que, se todo mundo do nicho está fazendo determinada trend, vale simplesmente copiar. Essa percepção parece inofensiva. Ela diverte, chama atenção e passa a sensação de que basta reproduzir o formato para alcançar mais pessoas. Só que, quando uma trend é   copiada sem análise do público, o resultado costuma ser o oposto do esperado. Em vez de gerar conexão, pode afastar justamente quem deveria se aproximar.

Um exemplo comum acontece com lojistas que entram em trends sobre clientes que experimentam vários produtos e não levam nada. Outra pessoa do setor pode achar graça, mas a cliente real interpreta de outro jeito. Ela pode lembrar de um dia em que não encontrou o tamanho certo, se sentiu constrangida por não comprar ou simplesmente pensar que está sendo criticada. Isso enfraquece a relação, diminui a confiança e pode até afastar um possível comprador.

Esse comportamento se repete em várias áreas. Corretores que usam termos que só outros corretores entendem, advogados que produzem trends cheias de jargão jurídico, profissionais de saúde que repetem vídeos técnicos porque viram colegas fazendo. A motivação é sempre a mesma. O conteúdo funcionou para alguém do nicho e foi replicado sem avaliar se fazia sentido para o cliente ideal. Grande parte desses erros surge porque muitos criadores consomem o Instagram como usuários e não como marcas. Assistem conteúdos de colegas, gostam e repetem. Só que quem precisa gostar é o cliente. É ele quem define se a mensagem é clara, útil e relevante. Quando o público não entende a linguagem ou não se sente parte da conversa, o vídeo perde força e a plataforma reduz o alcance nas publicações seguintes.

As redes sociais funcionam como ambiente de descoberta e relacionamento. Textos e vídeos curtos pedem clareza, identificação e mensagens que despertam interesse rápido. Não é espaço para críticas indiretas, aulas longas ou conteúdo técnico demais. É possível provocar reflexão e chamar atenção para comportamentos que merecem cuidado, mas sempre com foco em conexão real e não em ironia.

Antes de entrar em uma trend, vale observar alguns pontos simples. A mensagem conversa com a dor do meu cliente ideal? Corre o risco de ser interpretada como crítica? Está alinhada ao posicionamento da minha marca? Ajuda a reforçar a proposta de valor da minha marca? Se a resposta a estas perguntas for não, é melhor adaptar a ideia ou buscar uma linha própria.

Trends podem ser úteis quando fortalecem a identidade da marca e fazem sentido para quem realmente importa, mas deixam de ser estratégia quando são copiadas apenas porque o mercado está fazendo. Quando a criação passa a olhar primeiro para as necessidades do cliente, a comunicação ganha precisão, propósito e consistência.

Ao trocar indiretas vazias por conteúdos que geram identificação verdadeira, a marca evolui de quem segue o fluxo para quem lidera a conversa. Essa mudança simples já coloca qualquer perfil no caminho certo.


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O que é comunicação empresarial e por que sua empresa precisa de uma estratégia integrada – por Adriana Vasconcellos

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Em um mercado cada vez mais competitivo, a forma como sua empresa se comunica deixou de ser apenas uma questão de imagem. Hoje, é uma verdadeira estratégia de crescimento. Ter uma comunicação empresarial integrada significa alinhar todas as áreas da organização, como Assessoria de Imprensa, Marketing, Recursos Humanos e Atendimento, para que cada mensagem transmitida tenha clareza, coerência e impacto.

Não importa se você lidera uma clínica, um consultório, um escritório de advocacia, uma loja ou uma indústria de grande empresa. A comunicação integrada fortalece a reputação, amplia a credibilidade e gera resultados consistentes.

Toda empresa comunica, mesmo quando não fala. O modo como um cliente é atendido, a forma como os colaboradores se relacionam e até o conteúdo publicado nas redes sociais revelam muito sobre a marca. Por isso, comunicar-se de forma integrada deixou de ser um diferencial e se tornou uma necessidade estratégica. Mais do que transmitir mensagens, a comunicação integrada alinha objetivos, fortalece a cultura organizacional e constrói uma reputação sólida, tanto dentro quanto fora da empresa.

O que é comunicação empresarial integrada?

A comunicação empresarial, também chamada de comunicação corporativa, é o conjunto de ações e estratégias que uma organização utiliza para dialogar com seus diferentes públicos. Isso inclui clientes, colaboradores, investidores, imprensa, fornecedores e a sociedade em geral. Ela é o elo que conecta pessoas, valores e resultados.

Dentro desse universo, existem diferentes tipos de comunicação que, quando atuam de forma integrada, transformam a percepção e o desempenho de uma marca.

A comunicação interna mantém o time alinhado, engajado e conectado aos propósitos da empresa. A comunicação externa projeta a imagem da marca no mercado e fortalece o relacionamento com clientes, parceiros e imprensa. A comunicação vertical aproxima lideranças e equipes, promovendo o diálogo entre gestão e colaboradores. A comunicação horizontal estimula a troca entre áreas, reduz ruídos e aumenta a eficiência. E a comunicação informal flui naturalmente nas conversas e grupos, fortalecendo vínculos e aproximando pessoas. Quando todos os canais e áreas falam a mesma língua, a empresa transmite consistência, transparência e confiabilidade.

O papel das áreas na comunicação integrada

Cada área de desempenha um importante papel na engrenagem. A Assessoria de Imprensa transforma a expertise e o propósito da empresa em histórias que geram credibilidade e alcance.

Enquanto o Marketing planeja e executa campanhas que engajam o público, divulgam produtos e reforçam o posicionamento da marca, a imprensa faz o mercado falar sobre ela, consolidando autoridade e reconhecimento. Juntos, criam uma presença consistente e estratégica, unindo conteúdo de valor, visibilidade e credibilidade, o que, para médicos, clínicas, advogados, empreendedores e grandes empresas, significa ser visto como referência e fonte confiável.

Já o setor de Recursos Humanos garante que a comunicação interna esteja alinhada aos objetivos estratégicos e à cultura organizacional. Colaboradores bem-informados e engajados tornam-se defensores da marca, fortalecendo a marca do empregador e contribuindo para um ambiente produtivo e colaborativo.

Por que a comunicação integrada é essencial?

Mensagens desencontradas confundem clientes e colaboradores, enfraquecem a imagem da marca e comprometem resultados. Quando Marketing, Assessoria de Imprensa e Recursos Humanos atuam de forma conjunta, os benefícios são evidentes.

A imagem da marca se fortalece, transmitindo credibilidade e confiança em todos os canais. O discurso e o tom de voz tornam-se unificados, garantindo consistência na comunicação interna e externa. A empresa passa a atrair e reter talentos, transformando colaboradores em verdadeiros embaixadores da marca. A gestão de crises se torna mais eficiente, com respostas rápidas e alinhadas que protegem a reputação. E, como consequência, os resultados de negócio se ampliam, com maior visibilidade, geração de leads e crescimento nas vendas.

A chegada da Inteligência Artificial também transformou a forma como buscamos e consumimos informações. Ferramentas como ChatGPT e Perplexity já influenciam a visibilidade digital, mas um estudo da Web Estratégica mostra que apenas 0,5% do tráfego de sites no Brasil veio de IA entre julho de 2024 e agosto de 2025. Enquanto isso, o Google e outros buscadores tradicionais continuam dominando, com 23,85% do tráfego.

Esse cenário evidencia que a presença em fontes confiáveis ainda é decisiva. E é justamente nesse ponto que a comunicação integrada ganha força. A Assessoria de Imprensa posiciona a marca como referência em veículos de credibilidade, fazendo com que os algoritmos de IA a reconheçam como fonte de autoridade. O Marketing produz conteúdo estruturado e relevante, capaz de alimentar tanto jornalistas quanto sistemas de inteligência artificial. Já o setor de Recursos Humanos reforça a narrativa sobre cultura e valores, fortalecendo a reputação interna e externa.

Assim, empresas e profissionais não apenas ganham visibilidade, mas constroem credibilidade digital. Menções em veículos confiáveis aumentam as chances de uma marca ser reconhecida por sistemas de IA, fortalecendo sua autoridade, reputação e relevância.

Como implementar uma estratégia integrada?

O primeiro passo é mapear os canais e públicos, compreendendo como a empresa se comunica atualmente. Em seguida, é essencial definir objetivos claros, considerando reputação, engajamento, vendas e relacionamento. Depois, é preciso estabelecer um tom de voz único, que conecte Marketing, Assessoria de Imprensa e Recursos Humanos. Também é importante promover uma comunicação de mão dupla, incentivando feedbacks de colaboradores e clientes. Por fim, é necessário monitorar e ajustar constantemente os resultados, a reputação e a presença digital.

Contar com especialistas em comunicação integrada acelera esse processo e garante planejamento estratégico e execução consistente. Em um mercado competitivo, empresas bem comunicadas não apenas são vistas. Elas são lembradas e respeitadas.

Na era digital e da Inteligência Artificial, a comunicação integrada é mais estratégica do que nunca. Assessoria de Imprensa, Marketing e Recursos Humanos precisam atuar de forma alinhada, unindo credibilidade, visibilidade e cultura organizacional. Para clínicas, consultórios, escritórios ou grandes empresas, essa integração é o que transforma presença em reputação e comunicação em resultado.

Quer entender como aplicar isso na prática e fortalecer a presença da sua marca? Fale comigo. Juntos, podemos construir uma comunicação que gera resultados de verdade.


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Atua desde 2000 no desenvolvimento de estratégias para divulgar empresas, produtos e serviços. É sócia da Six Comunicação Integrada, agência especializada em criar mecanismos de comunicação para fortalecer marcas, gerar novos negócios e construir reputação sólida nos meios de comunicação.


Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal Zero Hora Digital.

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Por que você e sua empresa precisam da assessoria de imprensa na era da inteligência artificial – por Adriana Vasconcellos

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A Inteligência Artificial mudou a forma como nos comunicamos, buscamos informações e consumimos conteúdo. Ferramentas como ChatGPT e Perplexity já fazem parte do cotidiano de usuários e empresas. No entanto, quando o assunto é visibilidade, credibilidade e reputação da sua marca pessoal ou da sua empresa, a assessoria de imprensa nunca foi tão necessária.

Um estudo da Web Estratégica mostra que, entre julho de 2024 e agosto de 2025, apenas 0,5% do tráfego de sites no Brasil veio de ferramentas de IA. Já os buscadores tradicionais, como o Google, responderam por 23,85%. Em outras palavras, a IA ainda não substitui os canais consolidados. Porém, está se tornando um espaço decisivo para visibilidade e autoridade de marca. E é exatamente aí que a assessoria de imprensa assume um papel estratégico: garantir que sua empresa seja reconhecida como fonte confiável tanto pelos buscadores quanto pelas IAs generativas.

Como a assessoria de imprensa se transforma com a IA

Fonte de autoridade e credibilidade
Menções em veículos confiáveis funcionam como um “selo de qualidade” para algoritmos de busca e de IA. A assessoria constrói essa presença editorial, aumentando as chances de você e sua empresa serem citados como referência em respostas automáticas.

Visibilidade nos resumos de IA (GEO)
Enquanto o SEO tradicional busca cliques e links, a assessoria trabalha para que você e sua marca sejam lembrados nas respostas geradas por IA, que priorizam consistência e credibilidade.

Gestão de reputação em um novo ecossistema
Se antes bastava acompanhar a mídia e as redes sociais, hoje também é preciso monitorar como você ou sua marca aparecem em plataformas de IA. A assessoria corrige narrativas, garantindo que você e sua empresa sejam representados com clareza e transparência.

Conteúdo rico e estruturado
A IA precisa de informações consistentes para referenciar uma marca ou profissional. A assessoria produz comunicados, artigos e entrevistas bem formatados, capazes de alimentar jornalistas e algoritmos ao mesmo tempo.

Mais tempo para relações humanas
Com tarefas repetitivas sendo automatizadas, a assessoria de imprensa pode focar no que nenhuma IA substitui: a construção de relacionamentos genuínos com jornalistas e influenciadores, base da credibilidade.

Por que isso importa para a sua empresa

O estudo da Web Estratégica deixa claro que a IA ainda não é um canal de tráfego consolidado, mas já influencia a visibilidade de marca. Isso significa que o jogo ficou mais complexo e que a disputa não será apenas por cliques, mas por credibilidade. Marcas e profissionais que aparecerem como fontes confiáveis em veículos de imprensa terão mais chances de serem citados nos resumos gerados por IA conquistando autoridade em um cenário cada vez mais competitivo.

Ou seja, mais do que buscar espaço, você e sua empresa precisam garantir a narrativa correta nos lugares certos. Essa curadoria estratégica, baseada em dados, relacionamento e reputação, é exatamente o que a assessoria de imprensa entrega.

Na era da Inteligência Artificial, a assessoria de imprensa não se torna obsoleta. Pelo contrário, se fortalece. Enquanto a tecnologia automatiza processos, o assessor potencializa a comunicação com estratégia, ética e visão de longo prazo. Investir em assessoria de imprensa hoje é preparar sua marca para o futuro, garantindo presença não só nas manchetes da imprensa e nos buscadores, mas também nas respostas que as IAs entregam diariamente a milhões de pessoas.


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Atua desde 2000 no desenvolvimento de estratégias para divulgar empresas, produtos e serviços. É sócia da Six Comunicação Integrada, agência especializada em criar mecanismos de comunicação para fortalecer marcas, gerar novos negócios e construir reputação sólida nos meios de comunicação.


Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal Zero Hora Digital.

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Comunicação Ruim: O sintoma silencioso que mina empresas e como corrigi-lo – por Adriana Vasconcellos

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Uma comunicação eficiente é tão estratégica quanto planejamento financeiro ou inovação. Ela sustenta a cultura organizacional, garante produtividade e fortalece reputação. Quando falha, porém, os prejuízos são gigantescos.

Um estudo da Holmes Report mostrou que empresas com comunicação eficaz registram 47% mais retorno aos acionistas. Já a Gartner estima que falhas de comunicação podem custar até US$ 62,4 milhões por ano em grandes organizações. A McKinsey reforça: companhias que priorizam clareza interna aumentam a produtividade em 20 a 25%.

Ou seja, comunicar bem não é detalhe. É sobrevivência.

Sintomas mais comuns da comunicação ruim

Esses sinais surgem de forma sutil, mas corroem resultados com o tempo:

  1. Falta de clareza – Metas vagas levam à execução confusa.
    Exemplo: equipes que não sabem qual é a prioridade do trimestre e trabalham em direções opostas.
  1. Ruídos constantes – Informações distorcidas geram retrabalho.
    Exemplo: marketing e vendas divulgam números diferentes para clientes.
  1. Inconsistência – Cada gestor passa uma versão distinta da mesma decisão.
    Resultado: colaboradores não confiam no que ouvem.
  1. Atraso de informações – Decisões chegam tarde e os prazos estouram.
  1. Excesso de jargões – Linguagem técnica demais distancia em vez de engajar.
    Exemplo: propostas comerciais que soam como manuais de engenharia.
  1. Falta de escuta ativa – Quando colaboradores não se sentem ouvidos, surgem desmotivação e alta rotatividade.
  1. Retrabalho frequente – Instruções mal compreendidas geram erros repetidos.
  1. Conflitos desnecessários – Mal-entendidos se transformam em atritos pessoais.
  1. Baixa adesão da equipe – Pouca participação em projetos indica falha na forma como mensagens são transmitidas.
  1. Perda de credibilidade – Contradições ou omissões corroem a confiança na liderança.

Se sua empresa apresenta três ou mais desses sinais, o problema não é apenas operacional: é estratégico.

Como corrigir e transformar a comunicação em ativo de crescimento

  • Objetividade: líderes precisam ser claros sobre metas, responsabilidades e prazos.
  • Canais oficiais: centralizar informações evita boatos e ruídos.
  • Alinhamento prévio: garantir que todos os gestores transmitam a mesma mensagem aumenta confiança.
  • Pontualidade: comunicar no tempo certo mantém equipes produtivas.
  • Linguagem acessível: adaptar o discurso ao público interno e externo gera inclusão.
  • Escuta ativa: ouvir e validar contribuições fortalece engajamento.
  • Feedback constante: checar entendimento reduz erros e retrabalho.
  • Cultura de diálogo: incentivar conversas abertas previne conflitos.
  • Explicitar o propósito: quando o time entende o “porquê”, o engajamento é natural.
  • Transparência: discurso e prática precisam caminhar juntos.

O elo entre comunicação e reputação

É aqui que entra a assessoria de imprensa como aliada estratégica. Muitas crises de imagem que explodem externamente começam, na verdade, com falhas de comunicação interna.

Ter profissionais preparados garante que:

  • o discurso institucional seja coerente;
  • porta-vozes estejam prontos para lidar com mídia;
  • mensagens da marca cheguem com clareza e consistência;
  • reputação seja protegida e fortalecida em momentos de pressão.

A comunicação não é apenas uma tarefa operacional. Ela é uma ferramenta de gestão, liderança e diferenciação competitiva. Empresas que negligenciam esse ativo pagam caro em produtividade, clima organizacional e credibilidade. Já aquelas que tratam comunicação como estratégia colhem equipes mais engajadas, clientes mais fiéis e uma marca mais respeitada no mercado.

A verdade é simples e provocativa: não é o melhor produto que vence, mas o que sabe comunicar melhor o seu valor.


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Atua desde 2000 no desenvolvimento de estratégias para divulgar empresas, produtos e serviços. É sócia da Six Comunicação Integrada, agência especializada em criar mecanismos de comunicação para fortalecer marcas, gerar novos negócios e construir reputação sólida nos meios de comunicação.


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A Tríade Poderosa da Comunicação – por Adriana Vasconcellos

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Como Marketing, Branding e Assessoria de Imprensa constroem marcas fortes e impulsionam negócios

Em um cenário cada vez mais competitivo, em que a informação circula em alta velocidade e as marcas disputam atenção e credibilidade, saber como se posicionar e comunicar não é mais um diferencial, mas uma necessidade. Para alcançar visibilidade e gerar confiança, marketing, branding e assessoria de imprensa são ferramentas essenciais. E, embora complementares, cada uma cumpre uma função distinta dentro de uma estratégia de comunicação bem-sucedida.

O marketing é o conjunto de estratégias que aproxima o produto ou serviço do consumidor. Seu foco é comercial e orientado para resultados: gerar demanda, atrair atenção e estimular a compra. É por meio do marketing que as marcas se tornam visíveis, despertam interesse e geram engajamento nas redes sociais, campanhas digitais, anúncios e promoções.

Um bom exemplo é o lançamento de um novo restaurante. O marketing cria campanhas no Instagram, ativa influenciadores locais, promove sorteios e impulsiona posts patrocinados para atingir um público segmentado. O objetivo? Levar pessoas até o local, gerar movimento, fazer o negócio girar.

Diferente do marketing, o branding é o que constrói o significado da marca na mente das pessoas. Ele trabalha a percepção, o posicionamento, a identidade visual, os valores e o tom de voz. É o que responde à pergunta: “O que essa marca representa?”

Voltando ao exemplo do restaurante, o branding define se ele é um espaço sofisticado e intimista ou se é despojado e voltado para famílias. É ele quem escolhe as cores do ambiente, a linguagem do cardápio, o estilo da música ambiente e até o conteúdo publicado nas redes sociais. Um branding bem construído cria uma experiência coerente, que faz o cliente lembrar, recomendar e voltar.

Já a assessoria de imprensa atua em outra frente: conquistar espaço na mídia tradicional e digital para fortalecer a reputação e a credibilidade da marca. Ela transforma histórias e diferenciais de empresas, profissionais e projetos em pautas jornalísticas de interesse público.

Diferente de um anúncio pago, a assessoria de imprensa conquista visibilidade espontânea, com matérias em jornais, revistas, portais e programas de TV. Se o restaurante do nosso exemplo é comandado por um chef premiado ou tem um projeto social com impacto local, a assessoria é quem leva essa história à imprensa. E quando o público vê essa marca na mídia, a percepção de valor aumenta significativamente.

Embora cada ferramenta atue com focos distintos, o segredo está em integrar marketing, branding e assessoria de imprensa de forma estratégica. E mais: na ordem correta.

  1. Comece pelo branding: Antes de divulgar, é essencial entender quem a marca é. Uma marca sem identidade definida transmite mensagens confusas e não gera conexão emocional.
  1. Ative o marketing: Com a essência definida, é hora de colocar a marca em movimento, gerar presença e atrair clientes.
  1. Trabalhe a assessoria de imprensa: Agora, a história da marca pode ser levada à mídia com mais força e consistência. Isso amplia o alcance e fortalece sua reputação.

Essa tríade não é exclusiva para grandes empresas. Profissionais liberais como, por exemplo, médico e advogados, pequenos negócios e marcas pessoais também podem se beneficiar, e muito, dessa estratégia. O marketing vende, o branding conecta e a assessoria de imprensa valida. Separadas, cada uma entrega resultados importantes. Juntas, são uma combinação poderosa para quem quer ser lembrado da maneira certa, conquistar o respeito do mercado e crescer com consistência.

Investir nessas três frentes de forma coordenada não é luxo. É uma estratégia inteligente e cada vez mais indispensável para qualquer empresa ou profissional que queira se destacar.


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Atua desde 2000 no desenvolvimento de estratégias para divulgar empresas, produtos e serviços. É sócia da Six Comunicação Integrada, agência especializada em criar mecanismos de comunicação para fortalecer marcas, gerar novos negócios e construir reputação sólida nos meios de comunicação.


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