Ex-delegado foi morto por criminosos que ele prendeu em 2005, diz polícia

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Três homens presos nesta terça-feira (13) são apontados pela Polícia Civil como responsáveis pelo assassinato do ex-delegado Ruy Ferraz Fontes, morto em setembro em Praia Grande, no litoral de São Paulo. Segundo o secretário de Segurança Pública do Estado, Nico Gonçalves, os investigados foram presos pelo próprio Ruy em 2005 e são ligados à facção criminosa Primeiro Comando Capital (PCC).

As prisões ocorreram em Santos, na Baixada Santista, e em Jundiaí, no interior paulista. Em entrevista coletiva, Gonçalves afirmou que a principal linha de investigação indica que o crime foi motivado pela atuação do ex-delegado contra o crime organizado. “Todos eles tiveram contato direto com o Ruy, que os prendeu. E ficou essa mágoa. Foi uma resposta ao Ruy”, declarou.

De acordo com o secretário, a polícia trabalha com 90% de convicção de que a execução está relacionada ao histórico profissional de Fontes, que atuou por mais de 40 anos na Polícia Civil e foi responsável pela prisão de diversas lideranças do PCC nos anos 2000. Ainda assim, outras hipóteses não foram descartadas, incluindo a possibilidade de ligação com sua atuação na Prefeitura de Praia Grande, onde exercia o cargo de secretário de Administração.

Ruy Ferraz foi assassinado no dia 15 de setembro. Ele deixou o prédio da prefeitura em seu carro e passou a ser perseguido por um veículo com homens fortemente armados. Durante a fuga, colidiu com um ônibus e, em seguida, foi executado com disparos de fuzil. Toda a ação foi registrada por câmeras de segurança.

Os presos foram identificados como Fernando Alberto Ribeiro Teixeira, conhecido como Azul ou Careca; Márcio Serapião de Oliveira, o Velhote; e Manuel Alberto Ribeiro Teixeira, chamado de Manezinho. Segundo a polícia, o trio participou do planejamento, da organização e da logística do homicídio. Todos têm histórico de envolvimento com roubos a banco, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.

A investigação aponta que o plano para matar o ex-delegado começou a ser estruturado em março de 2025 e que ele passou a ser monitorado a partir de junho do ano passado. Fernando Alberto, apontado como líder do PCC na Baixada Santista, teria coordenado a execução. A polícia apura se há um mandante acima dele na hierarquia criminosa.

Durante a operação, foram apreendidos celulares, computadores e cadernos que devem auxiliar no avanço das investigações. Ao todo, 13 pessoas já foram presas em duas fases da operação; cinco cumprem medidas cautelares com tornozeleira eletrônica, e outras duas seguem foragidas.

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Foto: Reprodução/Ruy Ferraz Fontes

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Sindicato dos Delegados repudia assassinato de ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes em Praia Grande

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O Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Sindpesp) manifestou pesar e indignação pelo assassinato do ex-delegado-geral da Polícia Civil, Ruy Ferraz Fontes, ocorrido na noite desta segunda-feira (15) em Praia Grande, na Baixada Santista. Fontes, de 63 anos, foi executado a tiros enquanto atuava como secretário municipal de Administração da cidade.

Reconhecido por sua atuação firme no combate ao crime organizado, especialmente contra o Primeiro Comando da Capital (PCC), Ruy acumulava histórico de ameaças de morte da facção criminosa. O Sindpesp afirmou que o homicídio expõe a fragilidade do tratamento dado pelo governo estadual aos policiais civis e reforça a necessidade urgente de valorização da instituição, com mais contratações, investimentos em estrutura e equipamentos.

“O crime que vitimou o ex-delegado-geral é uma afronta às Forças de Segurança e ao Estado de São Paulo, não podendo ficar impune, sob risco de abalar a credibilidade de todo o sistema de segurança pública”, destacou a entidade em nota oficial.

Ruy Ferraz Fontes ingressou na Polícia Civil em 1988 e passou por diversos setores da corporação até assumir o cargo de delegado-geral, que exerceu entre 2019 e 2022. Além da experiência administrativa, foi professor de Investigação Policial na Academia de Polícia Civil por 11 anos, sendo considerado referência na área.

O Sindpesp classificou a morte como uma perda irreparável para a instituição e pediu resposta rápida das autoridades para identificar e punir os responsáveis.

Confira a Nota Oficial do Sindpesp:

SINDICATO DOS DELEGADOS DE POLÍCIA DO ESTADO DE SÃO PAULO (SINDPESP) – EXECUÇÃO DO EX-DELEGADO-GERAL DE SP, RUY FERRAZ FONTES
 
O Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Sindpesp) recebeu com pesar, indiscutível perplexidade e indignação a notícia do bárbaro homicídio praticado contra o ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo Ruy Ferraz Fontes, na noite desta segunda-feira (15/9), em Praia Grande-SP, município da Baixada Santista.
 
Ruy Ferraz Fontes destacou-se na carreira de delegado de Polícia como um dos principais expoentes no combate ao crime organizado, com reconhecida atuação contra a facção Primeiro Comando da Capital (PCC) – o que, por outro lado, lhe rendeu histórico de ameaças de morte por parte da organização.

 
A ação que resultou na execução de Ruy Ferraz Fontes, o qual, há poucos anos, ocupou o cargo de comando máximo da Polícia Civil bandeirante, escancara a forma como o Governo do Estado de São Paulo cuida de seus policiais mais dedicados, ao mesmo tempo em que torna gritante a necessidade de a Polícia Civil ser melhor tratada, com efetiva valorização de seus profissionais, mais contratações e aumento nos investimentos em estrutura física e de materiais.
 
É, afinal, a Polícia Civil a responsável pela investigação das organizações criminosas. Por consequência, se o Governo do Estado permite que a instituição se enfraqueça, como São Paulo tem feito nas últimas décadas, o crime organizado, inevitavelmente, ganhará espaço.

 
Para o Sindpesp, o homicídio do ex-delegado-geral, da forma como ocorreu, revela-se uma grande afronta às Forças de Segurança, à máquina pública e ao Estado de São Paulo, não podendo ficar de maneira alguma impune, sob pena de que todo o sistema de Segurança Pública caia em descrédito.
 
Por fim, importante reforçar que a Polícia Civil sofreu, nesta segunda-feira, perda irreparável. Tendo iniciado a carreira na Polícia Civil em 1988, Ruy Ferraz Fontes atuou em diversos setores da instituição até ser alçado a delegado-geral, cargo que exerceu de 2019 a 2022. Com bagagem de 11 anos também na área docente, foi professor de Investigação Policial na Academia da Polícia Civil do Estado de São Paulo.
 
Aos 63 anos, atualmente aposentado, atuava como secretário municipal de Administração da Prefeitura de Praia Grande.

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Foto: Reprodução

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