Cotia: três homens são presos por suspeita de desmatamento ilegal

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Suspeitos foram flagrados em área de aproximadamente 6 mil m²; Justiça concedeu liberdade após audiência de custódia

Três homens foram presos em flagrante no domingo (18), suspeitos de desmatamento ilegal em uma área de aproximadamente 6 mil metros quadrados no Jardim Aguassaí, em Cotia. A ação da Guarda Civil Municipal (GCM) Ambiental ocorreu após denúncias de moradores e monitoramento da região.

O terreno particular fica na Rua Antônio Vaz Pires, em uma área identificada preliminarmente pela perícia como Área de Preservação Permanente (APP), inserida no bioma Mata Atlântica.

Segundo a Prefeitura, os agentes encontraram os suspeitos utilizando motosserra, trator e outros equipamentos para cortar árvores. A área já era monitorada pela Guarda Ambiental, e imagens de satélite obtidas por meio do programa Brasil Mais também indicavam possíveis alterações na cobertura vegetal.

Veículos e equipamentos foram apreendidos

Os três homens foram encaminhados à Delegacia de Polícia de Cotia. A ocorrência foi registrada como crime ambiental, com base nos artigos 38 e 38-A da Lei Federal nº 9.605/1998.

Durante a ação, foram apreendidos um caminhão, um automóvel, um trator e uma motosserra. A Polícia Civil solicitou perícia técnica para avaliar os danos ambientais.

De acordo com a delegada titular de Cotia, Mônica Gamboa, não era possível arbitrar fiança na delegacia. Após audiência de custódia, os três homens tiveram a liberdade concedida por decisão judicial e responderão ao processo em liberdade.

Como denunciar crimes ambientais em Cotia

A Lei de Crimes Ambientais prevê punições para a destruição ou o dano à vegetação protegida. O artigo 38 trata de florestas consideradas de preservação permanente, enquanto o artigo 38-A protege a vegetação nativa da Mata Atlântica nas condições previstas na legislação.

Denúncias de crimes ambientais podem ser feitas à Guarda Civil de Cotia pelo telefone 153, à Central de Comunicação pelo número (11) 4616-2835 ou pelo WhatsApp (11) 97545-7456.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil.

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Foto: Divulgação/PMC

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