PM encontra 43 animais em cativeiro e aplica R$ 31,7 mil em multas; animais são levados para Barueri

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Policiais militares localizaram 43 animais mantidos irregularmente em cativeiro durante uma ocorrência na região do Rodoanel, em São Paulo, no sábado (10). A fiscalização identificou aves silvestres em duas residências, três delas com ferimentos, e resultou em R$ 31,7 mil em multas ambientais.

A ocorrência começou quando policiais que realizavam supervisão na região avistaram um carro com dois homens em uma alça de acesso ao Rodoanel. Segundo o relato da equipe, os ocupantes fecharam os vidros e aceleraram ao perceber a presença policial, o que motivou a abordagem.

Na busca pelo veículo, foram encontradas nove aves silvestres sem anilhas de identificação. Três estavam dentro de uma pequena gaiola, guardada em uma mochila, e apresentavam ferimentos.

Questionados, os homens disseram ser criadores amadores e informaram que mantinham aves em cativeiro em suas casas. Com a autorização dos envolvidos, os policiais realizaram buscas nos dois imóveis.

Aves e jabuti foram encaminhados a Barueri

Em uma das residências, foram encontradas 14 aves silvestres e um jabuti. Na outra, havia mais 22 aves, incluindo um exemplar híbrido. Ao todo, a ocorrência contabilizou 41 aves silvestres, uma ave híbrida e um jabuti.

Entre as espécies identificadas estavam trinca-ferros, azulões, canários-da-terra, coleirinhos e sabiás. O Policiamento Ambiental foi acionado para identificar e catalogar os animais.

Um dos responsáveis recebeu multas que somaram R$ 18,5 mil por manter animais silvestres em cativeiro e por maus-tratos a três aves. O segundo foi autuado em R$ 13,2 mil por manter animais em cativeiro e pela presença de um espécime híbrido.

A ocorrência foi apresentada no 33º Distrito Policial, onde foi registrado boletim por maus-tratos. Os envolvidos permaneceram à disposição da Polícia Judiciária, e o veículo foi apreendido.

Os animais foram encaminhados à base do Policiamento Ambiental em Barueri, onde ficaram sob os cuidados da equipe para as providências cabíveis.

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Foto: Divulgação/PMESP

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Cetas ensina como lidar com filhotes silvestres

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Encontrou um filhote de ave ou mamífero silvestre na rua e não sabe o que fazer? O Centro de Triagem de Animais Silvestres de Barueri (Cetas), órgão da Secretaria de Recursos Naturais e Meio Ambiente (Sema), responsável pelo recebimento, recuperação e soltura de animais silvestres, oferece orientação para o manejo adequado nessa situação.

Antes de mais nada é preciso prestar atenção se o animal está ferido ou se é do próprio comportamento da espécie ele estar naquele local. A bióloga Erika Sayuri Kaihara, gestora do Cetas, explica a necessidade de obter esclarecimento antes de retirar um animal silvestre do local em que foi avistado e qual o impacto dessa ação no meio ambiente.

Centro de Triagem de Animais Silvestres de Barueri (Cetas), recebe, recupera e realiza a soltura dos animais silvestres. Foto: Divulgação/SECOM-Barueri

“De acordo com o último levantamento realizado com base nos filhotes que deram entrada no Cetas Barueri, a quantidade de filhotes entregues cresce em torno de 20% a cada temporada, que vai de setembro de um ano a março do ano seguinte. Podemos interpretar esses dados de duas formas: o grau de antropização está aumentando vertiginosamente nos últimos anos e a adaptação dos animais não se adequa ao da urbanização. Ou a necessidade humana de interferir no ciclo de vida dos animais silvestres, seja para supostamente ‘proteger’ os animais de intempéries (chuva, vento etc.) ou por achar que filhotes em aprendizado de voo estão vulneráveis e precisam ser ‘resgatados’”, frisa Erika.

A bióloga acredita que a segunda hipótese seja a mais plausível, uma vez que a interferência desnecessária das pessoas em ninhos e em animais em aprendizado de voo cresce na medida em que cresce a humanização de animais equiparados a pets tradicionais, tais como cachorros e gatos”, observa.  

Como proceder no caso de envio? 
Se o filhote estiver ferido, apresentando sangramento e/ou fratura, deve ser encaminhado imediatamente ao Cetas para o recebimento de cuidados. Em caso de dúvida, ligue no Cetas e peça orientação de como proceder.

Quando não há necessidade de envio?
Se o filhote estiver sem ferimentos aparentes ou se os pais estiverem por perto, evite pegá-los na mão e aguarde ele retomar a rotina. Caso seja necessário pegar o animal, procure utilizar um papel ou pano limpo para remanejá-lo até um local mais próximo do ninho e longe de perigos iminentes.

Entrega voluntária
Aqueles que possuem animais silvestres sem a devida posse legal podem ligar no Cetas (11) 4689-0314 e agendar a entrega voluntária das espécies. O recebimento está sujeito a disponibilidade.


Fonte/fotos: Divulgação/SECOM-Barueri

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