Embaixador reforça papel estratégico de São Paulo para o Canadá

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O estado de São Paulo se consolidou como eixo estratégico nas relações entre Brasil e Canadá, movimentando bilhões em comércio e ampliando cooperação em áreas como tecnologia, agronegócio e inovação. A avaliação foi reforçada por autoridades dos dois países durante encontro realizado nesta quarta-feira (1º) na Assembleia Legislativa paulista (Alesp).

Segundo representantes canadenses, São Paulo concentra a maior parte das trocas comerciais entre os dois países. As exportações do Canadá para o estado giram em torno de R$ 9 bilhões, enquanto as vendas paulistas ao mercado canadense passam de R$ 4 bilhões — números que evidenciam o peso econômico da parceria.

Durante a reunião, o embaixador do Canadá no Brasil, Emmanuel Kamarianakis, destacou o papel estratégico do estado dentro da relação bilateral. Ele apontou afinidades em setores de alto valor agregado, como a indústria aeroespacial — onde aeronaves da Embraer operam no Canadá — além da relevância do país norte-americano no fornecimento de fertilizantes para o agronegócio brasileiro.

A cônsul-geral do Canadá em São Paulo, Joanne Lemay, reforçou que a cooperação vai além do comércio atual e tem foco no crescimento de longo prazo. Segundo ela, o ambiente econômico paulista favorece novos investimentos e amplia oportunidades para empresas dos dois países.

No campo político, deputados estaduais ressaltaram o avanço da chamada diplomacia subnacional, em que estados e municípios passam a atuar diretamente na construção de parcerias internacionais. A proposta em discussão inclui a criação de uma agenda permanente com a Câmara de Comércio do Canadá para facilitar a entrada de empresas paulistas no mercado externo.

Além da economia, o intercâmbio educacional também ganhou destaque. Programas do governo paulista já enviaram centenas de estudantes da rede pública para o Canadá, enquanto universidades mantêm dezenas de acordos ativos para pesquisa conjunta e troca de conhecimento científico.

A cooperação tende a se ampliar ainda mais com a negociação de um acordo de livre comércio entre Mercosul e Canadá. A expectativa é de redução de tarifas, aumento das exportações e avanço em áreas estratégicas como energias limpas, inteligência artificial e biotecnologia.

O encontro também contou com a presença de representantes diplomáticos de outros países, reforçando o papel da Alesp como espaço de articulação internacional e de aproximação entre governos e mercados.

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Foto: Bruna Sampaio/Alesp

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Morango do Amor viraliza e dispara vendas de produtores rurais em SP

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A febre do “morango do amor” – uma versão adaptada da tradicional maçã do amor – conquistou as redes sociais e está movimentando a economia rural do interior paulista. O doce, que utiliza morangos graúdos cobertos por uma camada de calda caramelizada, já impacta diretamente o mercado agrícola do estado, especialmente na região de Campinas.

Segundo dados do Instituto de Economia Agrícola (IEA), vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento, a produção de morangos na região cresceu 14,2% entre 2023 e 2024. No ano passado, Campinas registrou 3,2 mil toneladas de morango, ficando atrás apenas da região de Sorocaba, que liderou com 4,7 mil toneladas.

O agricultor João Vicente Cordeiro, que cultiva morangos em Jarinu desde 1989, destaca o aumento da demanda.

“O morango do amor é novidade para mim. Tenho recebido encomendas de morangos selecionados, o que ajuda na distribuição da produção. A planta tem uma boa durabilidade, o que facilita o trabalho”, afirma.

João Vicente na colheita do morango; ele trabalha com a fruta desde os anos 1980. Foto: Divulgação/GESP

Com a popularização do doce, produtores precisam atender um público mais exigente, que busca morangos maiores e uniformes para a receita.

“Os agricultores estão colhendo mais rapidamente para atender os comerciantes. O morango do amor abriu um nicho temporário de mercado, que exige seleção mais rigorosa da fruta”, explica André Barreto, extensionista da Diretoria de Assistência Técnica Integrada (CATI) de Jarinu.

O fenômeno mostra como tendências nas redes sociais podem impactar a produção agrícola e abrir novas oportunidades de negócios para o campo.

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Fotos: Divulgação/GESP

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