A Polícia Civil desarticulou uma quadrilha especializada em roubos de correntes de ouro que atuava na região da Rua 25 de Março, no centro de São Paulo. A operação aconteceu nesta quinta-feira (14) e resultou na prisão de 16 suspeitos.
Segundo as investigações, o grupo criminoso atuava de forma organizada, com divisão de funções para abordar vítimas, dificultar perseguições e ocultar a origem das joias roubadas.
A ação, batizada de Operação Eldorado, cumpriu 35 mandados de busca e apreensão e 21 mandados de prisão temporária em endereços da capital paulista e da Grande São Paulo, incluindo Santo André, Carapicuíba e Francisco Morato.
Durante a operação, policiais apreenderam correntes de ouro, joias, celulares e outros materiais ligados aos crimes.
De acordo com a investigação da 1ª Central Especializada de Repressão a Crimes e Ocorrências Diversas (Cerco), a quadrilha atuava principalmente na Rua 25 de Março e na região da Ladeira Porto Geral.
Os criminosos monitoravam vítimas distraídas em áreas de grande circulação e agiam rapidamente para arrancar correntes e joias.
Segundo a Polícia Civil, o grupo era dividido em diferentes núcleos.
Os chamados “olheiros” identificavam possíveis vítimas e repassavam informações aos assaltantes. Já os “puxadores” eram responsáveis por arrancar as correntes e fugir rapidamente do local.
Outros integrantes, conhecidos como “paredes”, cercavam as vítimas para dificultar a ação de testemunhas e impedir perseguições.
Após os roubos, as joias eram encaminhadas a receptadores que atuavam em estabelecimentos comerciais na região central de São Paulo.
A investigação aponta que as peças eram derretidas para impedir a identificação da origem do ouro.
Segundo o delegado Ronald Quene Justiniano, responsável pelo caso, a quadrilha possuía estrutura organizada e atuava de forma recorrente no centro da capital.
“Conseguimos desarticular uma organização criminosa estruturada, com divisão de funções desde a abordagem até a receptação”, afirmou.
Os investigados devem responder por roubo, receptação, associação criminosa e corrupção de menores.
A Polícia Civil segue investigando a participação do grupo em outros crimes registrados na capital paulista.
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Foto: Divulgação/SSP-SP
