Barueri registra menor número de roubos em 24 anos e mantém queda em 2026

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Barueri iniciou 2026 com o menor número de roubos para um primeiro bimestre desde 2001, segundo dados da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo. Entre janeiro e fevereiro, foram registrados 107 casos, queda de 16,4% em relação ao mesmo período do ano passado.

O resultado reforça a tendência de redução da criminalidade no município, que já havia encerrado 2025 com o menor índice anual da série histórica.

Os números incluem roubos de carga, bancários e outros crimes em geral — estes últimos com queda de 15%. Os roubos a banco permaneceram zerados, enquanto os de carga recuaram de oito para cinco ocorrências.

Também houve redução em crimes relacionados a veículos. Os roubos caíram 20,5% e os furtos tiveram queda de 17%. Já os casos de homicídio doloso foram reduzidos pela metade no período.

A Prefeitura atribui os resultados ao reforço no efetivo e à ampliação da estrutura da Guarda Civil Municipal, que atualmente conta com 553 agentes, incluindo profissionais em formação.

A frota operacional também foi ampliada e hoje soma 166 viaturas, o que contribui para maior cobertura e redução no tempo de resposta às ocorrências.

Outro fator destacado é o investimento em capacitação, com treinamentos práticos e teóricos voltados para situações reais, mediação de conflitos e atendimento à população.

A atuação da GCM passou a seguir planejamento estratégico com base em análise territorial, incluindo patrulhamento especializado, uso de motocicletas e bases móveis em áreas de maior fluxo.

A tecnologia também tem papel central na estratégia. O município passou a utilizar drones e veículos elétricos, ampliando a capacidade de monitoramento e presença em locais de difícil acesso.

A expectativa é de avanço com o programa Smart Barueri, que integra câmeras, inteligência artificial, reconhecimento facial e leitura de placas para monitoramento em tempo real.

O sistema deve fortalecer a atuação preventiva, permitindo identificar suspeitos, localizar veículos roubados e agilizar decisões operacionais, consolidando a tendência de queda nos índices de criminalidade.

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Smart Sampa já ajudou a prender mais de 4 mil suspeitos e localizar quase 3 mil foragidos em SP

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O sistema de videomonitoramento Smart Sampa já contribuiu diretamente para a prisão em flagrante de 4.010 pessoas na cidade de São Paulo, além da captura de 2.915 foragidos da Justiça desde sua implementação. Com mais de 40 mil câmeras instaladas em ruas, avenidas e equipamentos públicos, a tecnologia tem sido apontada como peça central no combate à criminalidade na capital.

Segundo a Secretaria Municipal de Segurança Urbana, todas as detenções ocorreram sem necessidade de uso de armas de fogo, resultado atribuído à atuação integrada entre tecnologia e equipes da Guarda Civil Metropolitana (GCM).

O programa utiliza análise de imagens em tempo real e inteligência artificial para identificar ocorrências e acionar rapidamente as equipes em campo. A estratégia tem ampliado a capacidade de resposta das forças de segurança em casos de tráfico de drogas, roubo, furto, agressões e vandalismo, incluindo episódios de violência contra a mulher.

“O Smart Sampa se consolidou como ferramenta estratégica no combate à criminalidade. A tecnologia, aliada à atuação da nossa GCM, está transformando a forma de fazer segurança pública na cidade de São Paulo”, afirmou o secretário municipal de Segurança Urbana, Orlando Morando.

Casos recentes ilustram o impacto do sistema. Em dezembro de 2025, uma ocorrência de agressão contra uma mulher na Rua Barão de Piracicaba foi atendida em menos de um minuto após identificação pelas câmeras. O agressor foi contido e preso no local.

Em outubro do mesmo ano, a chamada “quadrilha do gogó”, que atuava na região central com golpes e roubos contra pedestres, foi identificada e monitorada a partir das imagens do sistema. O cruzamento de dados permitiu mapear os deslocamentos dos suspeitos e viabilizar a prisão do grupo.

Outro episódio ocorreu na madrugada de 1º de outubro de 2025, quando um homem invadiu a EMEI Maria Vitória da Cunha, na Zona Leste, e furtou uma moldura de alumínio após depredar um quadro. A ação foi detectada em tempo real, e o suspeito foi detido em flagrante nas proximidades após tentativa de fuga.

Além das prisões, o sistema também tem papel relevante na localização de pessoas desaparecidas. Até o momento, 185 indivíduos foram identificados e encontrados com auxílio da tecnologia.

Implantado em 2024, o Smart Sampa opera com cerca de 40 mil câmeras — sendo metade da rede pública e metade integradas da iniciativa privada. A central de monitoramento funciona 24 horas por dia no Centro Histórico da capital, com cerca de 250 agentes da GCM acompanhando as ocorrências em tempo real.

O modelo vem sendo observado por outras capitais como referência em resposta rápida e uso de tecnologia aplicada à segurança urbana.

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Santana de Parnaíba equipa GCM com celulares para agilizar atendimento a mulheres vítimas de violência

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A Guarda Civil Municipal (GCM) de Santana de Parnaíba inaugura, nesta sexta-feira (20), uma nova base operacional e passa a contar com 47 celulares destinados exclusivamente ao atendimento de ocorrências de violência contra mulheres. As iniciativas integram o pacote de investimentos da prefeitura para reforçar a segurança pública e ampliar a proteção às vítimas no município.

A nova base faz parte do Complexo de Segurança, que também reúne a Delegacia de Polícia Civil e a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM). A inauguração está marcada para as 17h30, na Estrada dos Romeiros, km 38,5, nas proximidades da Barragem Edgard de Souza, e deve contar com a presença do prefeito Elvis Cezar (Republicanos), além de autoridades locais e regionais.

Com cerca de 4 mil metros quadrados de área construída, a estrutura foi viabilizada com recursos totalmente municipais. O espaço inclui salas administrativas e operacionais, academia, sala de defesa pessoal, refeitório, área para higienização de viaturas, estacionamento com capacidade para 165 veículos, estande de tiro, quadra poliesportiva e área destinada ao Canil.

Além da nova base, a GCM passa a operar com 47 aparelhos celulares doados pela Secretaria da Mulher e da Família. Os dispositivos serão utilizados exclusivamente no atendimento de casos de violência contra mulheres, com o objetivo de agilizar o contato, melhorar o acompanhamento das ocorrências e ampliar a rede de proteção às vítimas.

A medida reforça as ações voltadas à segurança pública no município, com foco especial na proteção das mulheres, tema que ganha destaque neste período de mobilização e conscientização.

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Foto: Fabiano Martins/PMSP

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Santana de Parnaíba inaugura nova base da GCM e reforça estrutura de segurança na cidade

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A Prefeitura de Santana de Parnaíba inaugura na próxima sexta-feira (20) a nova Base da Guarda Civil Municipal (GCM), instalada na Estrada dos Romeiros, nas proximidades da Barragem Edgard de Souza. A estrutura integra o Complexo de Segurança do município, que também reúne as sedes da Delegacia de Polícia Civil e da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM).

Com investimento totalmente municipal, o novo equipamento faz parte da estratégia da administração para ampliar a estrutura de segurança pública e fortalecer o atendimento às ocorrências na cidade. A inauguração deve reunir o prefeito Elvis Cezar (Republicanos), além de autoridades municipais e regionais.

A base possui cerca de 4 mil metros quadrados e foi projetada para concentrar diversas atividades operacionais da corporação. O espaço conta com salas administrativas e operacionais, academia e sala de defesa pessoal, refeitório, área para higienização de viaturas e estacionamento com capacidade para 165 veículos.

O complexo também inclui estande de tiro, quadra poliesportiva e estrutura destinada ao Canil da GCM. Segundo a administração municipal, a instalação em um ponto estratégico da cidade deve melhorar as condições de trabalho dos agentes e ampliar a eficiência no atendimento às ocorrências.

Investimentos na Guarda Municipal

Nos últimos anos, a Prefeitura afirma ter ampliado os investimentos na estrutura da Guarda Civil Municipal. Entre as medidas adotadas está a entrega de mais de 1.500 novas fardas à corporação, confeccionadas com tecidos mais leves e modernos.

Também houve modernização do armamento utilizado pelos agentes. Entre os equipamentos adquiridos estão pistolas calibre 9 mm, carabinas CTT 40 e fuzis 5.56, além de outros itens voltados ao reforço da capacidade operacional da corporação.

Outra frente de investimento foi a renovação da frota de veículos da GCM. Atualmente, as forças de segurança do município contam com mais de 50 viaturas, entre modelos como Spin, Duster, caminhonete S-10, HB20, motocicletas, Sprinter, Toyota e até um Celta.

Inicialmente, 32 novos veículos foram entregues à Guarda Municipal. Segundo a prefeitura, a renovação da frota deve gerar uma economia estimada em cerca de 40% no consumo de combustível, além de ampliar a agilidade no deslocamento para atendimentos e ocorrências.

Monitoramento por câmeras e inteligência artificial

Santana de Parnaíba também conta com um Centro de Controle e Operações responsável pelo monitoramento em tempo real de diferentes regiões da cidade por meio de câmeras.

Em fevereiro, entrou em operação o programa Smart +, anunciado pelo prefeito Elvis Cezar. O sistema utiliza câmeras com leitura automática de placas de veículos e reconhecimento facial, integradas aos bancos de dados de segurança do Governo do Estado de São Paulo.

De acordo com a gestão municipal, a iniciativa utiliza tecnologia e inteligência artificial para reforçar a segurança pública e contribuir com a mobilidade urbana.

O sistema funciona de forma semelhante ao Smart Sampa, implantado na capital paulista, permitindo o cruzamento de dados em tempo real para identificar pessoas procuradas pela Justiça e veículos relacionados a crimes.

“Teremos o Smart Santana, que agora, no mês de fevereiro, já iniciaremos com 3.500 câmeras com leitura de placas e facial, sincronizados com os bancos de dados de procurados e de todos os crimes e delitos. Vamos estender o monitoramento e o acompanhamento eficaz em todo o território de Santana de Parnaíba”, afirmou o prefeito Elvis Cezar em publicação nas redes sociais à época da implantação do Smart +.

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Foto: Edson Mesquita Jr/Hora SP

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Sem reajuste até abril, Polícia Civil pode ficar sem aumento em 2026

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O Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Sindpesp) cobrou do governo estadual a apresentação urgente de uma proposta de aumento salarial para os policiais civis. A entidade afirma que o reajuste precisa ser encaminhado até 6 de abril, prazo limite antes das restrições impostas pela legislação eleitoral para concessão de aumentos a servidores públicos.

Em 2026, por causa das eleições marcadas para 6 de outubro, a lei impede reajustes salariais nos 180 dias que antecedem o pleito. Caso o governo não encaminhe uma proposta até o início de abril, a medida ficaria inviabilizada até depois da votação.

Diante da falta de sinalização concreta do Palácio dos Bandeirantes, o Sindpesp afirma temer que o governador Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos) deixe o prazo expirar e utilize a regra eleitoral como justificativa para não conceder o reajuste à categoria.

Além de oficiar o governador, o sindicato encaminhou documentos ao secretário de Segurança Pública, delegado Osvaldo Nico Gonçalves, ao delegado-geral da Polícia Civil, Artur José Dian, e a deputados estaduais, pedindo apoio para que o Executivo envie um projeto de lei com a recomposição salarial.

A presidente do Sindpesp, delegada Jacqueline Valadares, afirma que a Polícia Civil paulista enfrenta um cenário de desvalorização salarial em comparação com outras unidades da federação. Segundo ela, os vencimentos da categoria estão entre os mais baixos do país, o que tem provocado evasão de profissionais e ampliado o déficit de efetivo.

Delegada Jacqueline Valadares é presidente
do Sindpesp. – Foto: Divulgação

De acordo com a dirigente, a falta de valorização também impacta diretamente o funcionamento das delegacias e a condução de investigações. “Faltam policiais no atendimento nas delegacias e na condução de investigações e inquéritos”, afirmou.

O ofício enviado ao governo estadual foi acompanhado de um parecer técnico elaborado pela assessoria jurídica do sindicato. O documento detalha os limites legais para concessão de reajustes em ano eleitoral e reforça a necessidade de envio rápido de um projeto de lei à Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).

Segundo a entidade, apenas com a tramitação e aprovação do projeto antes do prazo eleitoral será possível garantir a recomposição salarial da categoria ainda neste ano.

A preocupação dos policiais civis aumentou após uma reunião da Comissão de Segurança Pública e Assuntos Penitenciários da Alesp, realizada na quarta-feira (11). Na ocasião, o secretário de Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, e o secretário-executivo da pasta, Henguel Ricardo Pereira, foram questionados sobre a valorização da Polícia Civil.

De acordo com relatos do sindicato, os representantes do governo afirmaram apenas que o tema está em estudo.

O Sindpesp também destaca que a valorização da categoria está ligada à criação de uma nova Lei Orgânica da Polícia Civil. A proposta prevê modernização institucional e mudanças na carreira, incluindo a possibilidade de todos os delegados alcançarem a classe especial.

Segundo Jacqueline Valadares, a atualização da legislação também foi promessa de campanha do governador em 2022, mas ainda não foi concluída.

No ofício enviado aos parlamentares, o sindicato pediu que deputados estaduais cobrem do governo o envio de um projeto de reajuste e reforçou que a valorização da Polícia Civil é uma pauta considerada suprapartidária.

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Roubos caem até 23% e reforçam queda da criminalidade em Santana de Parnaíba

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Santana de Parnaíba registrou uma queda expressiva nos índices de criminalidade, especialmente nos crimes contra o patrimônio. Levantamento divulgado pela Secretaria Municipal de Segurança Urbana (SMSU) aponta redução de 15,1% no total de ocorrências no comparativo entre os trimestres de novembro e dezembro de 2024 e janeiro de 2025 com o mesmo período de novembro e dezembro de 2025 e janeiro de 2026.

O recorte considera crimes que impactam diretamente a sensação de segurança da população, como roubos e furtos, além de delitos classificados como de maior potencial ofensivo.

Entre os principais indicadores, os crimes patrimoniais apresentaram quedas significativas. O número de roubos caiu 23,08% no período analisado. Já os casos de roubo de veículos registraram redução de 25%, enquanto o furto de veículos apresentou a maior queda, com recuo de 44,12%.

A análise isolada do mês de janeiro também confirma a tendência de redução. Na comparação entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026, o total geral de ocorrências diminuiu 10,39%, indicando estabilidade e controle dos índices de criminalidade no município.

De acordo com a Secretaria Municipal de Segurança Urbana, os crimes contra o patrimônio costumam impactar diretamente a população por atingirem bens conquistados ao longo de anos de trabalho. A queda nesses indicadores é considerada relevante para a percepção de segurança no dia a dia da cidade.

Os dados reforçam o cenário de redução gradual das ocorrências e apontam para a continuidade das ações de prevenção e monitoramento realizadas pelas forças de segurança no município.

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Prisões por violência doméstica crescem 31% em SP e passam de 18 mil em 2025

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A atuação das polícias Civil e Militar de São Paulo resultou na prisão de 18,5 mil agressores por violência doméstica em 2025. O número representa aumento de 31,2% em relação a 2024, quando 14,1 mil autores foram detidos no estado.

De acordo com o governo paulista, o avanço está relacionado ao reforço na fiscalização do cumprimento de decisões judiciais e à resposta mais rápida às denúncias. A estratégia busca interromper o ciclo da violência antes que os casos evoluam para situações mais graves.

Segundo o secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, a integração das forças de segurança foi fortalecida com a consolidação do sistema SP Mulher, criado em 2023 para padronizar atendimentos e integrar dados.

“Em São Paulo, essa resposta ganhou novo impulso com a consolidação do SP Mulher, que fortalece a atuação conjunta das polícias Militar, Civil e Técnico-Científica desde o primeiro contato pelo 190 até o registro nas Delegacias de Defesa da Mulher”, afirmou.

Entre os recursos do sistema estão as Cabines Lilás no Centro de Operações da Polícia Militar (Copom), além das Delegacias de Defesa da Mulher (DDM), salas DDM 24 horas e o atendimento digital por meio da DDM Online.

Dados da Secretaria da Segurança Pública indicam que ampliar os canais de denúncia é considerado essencial. Em 2025, o estado registrou 270 vítimas de feminicídio. Destas, 72% não tinham feito boletim de ocorrência anteriormente e apenas 22% haviam solicitado medida protetiva.

Para enfrentar esse cenário, o governo também ampliou o monitoramento eletrônico de agressores. O uso de tornozeleiras eletrônicas em casos de violência contra a mulher foi instituído em setembro de 2023. Desde então, 712 agressores já utilizaram o equipamento, sendo 189 monitoramentos ainda ativos.

O sistema também permitiu a condução de 211 autores às delegacias por descumprimento de medidas protetivas, dos quais 120 permaneceram presos.

Outra ferramenta é o aplicativo SP Mulher Segura, que reúne atualmente 45,7 mil usuárias. A plataforma já registrou 9,6 mil acionamentos do botão do pânico, com envio imediato de policiais por meio de georreferenciamento.

No estado, a rede de atendimento especializado também foi ampliada. São Paulo passou a contar com 142 Delegacias de Defesa da Mulher e 173 Salas DDM 24 horas, o que representa crescimento de 54% na estrutura dedicada ao atendimento de vítimas.

No âmbito da Polícia Militar, a Cabine Lilás permite que mulheres que ligam para o 190 sejam atendidas por policiais femininas capacitadas para prestar acolhimento e orientação imediata.

“As mulheres que recebem orientação pela Cabine Lilás acabam registrando o boletim de ocorrência. Esse é o primeiro passo para interromper o ciclo da violência”, explicou o coordenador operacional da PM, coronel Carlos Henrique Lucena.

Além das ações de segurança pública, o estado também oferece suporte social às vítimas. O programa estadual de Auxílio-Aluguel para Mulheres Vítimas de Violência Doméstica atendeu 5.247 mulheres entre março de 2025 e fevereiro de 2026, segundo a Secretaria de Desenvolvimento Social.

Atualmente, 585 municípios paulistas já aderiram ao benefício, que busca oferecer proteção e condições para que vítimas possam se afastar de situações de risco.

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Pedidos de medida protetiva crescem 17,5% em SP e passam de 118 mil em 2025

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O estado de São Paulo registrou 118,6 mil pedidos de medidas protetivas de urgência em 2025, número que representa um aumento de 17,5% em relação a 2024. Os dados refletem a ampliação da rede de proteção às mulheres vítimas de violência e a expansão de canais para solicitação desse tipo de medida prevista na Lei Maria da Penha.

As medidas protetivas podem ser solicitadas pela própria vítima sem a necessidade de advogado. O pedido pode ser feito em delegacias físicas, na Delegacia Eletrônica, por meio da Defensoria Pública ou do Ministério Público. O estado também disponibiliza o aplicativo SP Mulher Segura, que permite o registro digital da solicitação.

A concessão das medidas é analisada pelo Poder Judiciário. Caso o pedido seja negado ou a decisão judicial seja descumprida, a orientação é que a vítima procure a Defensoria Pública para recorrer ou comunicar a violação.

Entre as determinações possíveis estão o afastamento do agressor do lar, a proibição de contato com a vítima e familiares e a suspensão do porte de armas. Normalmente, a Justiça estabelece uma distância mínima de 200 a 300 metros entre agressor e vítima.

Monitoramento com tornozeleira

São Paulo foi um dos primeiros estados do país a utilizar tornozeleiras eletrônicas para monitorar agressores que possuem medidas protetivas. Atualmente, cerca de 391 pessoas são monitoradas, sendo 207 por violência doméstica.

Desde a implantação do sistema, em setembro de 2023, 120 homens foram presos após descumprirem decisões judiciais e tentarem se aproximar das vítimas.

O estado possui 1.250 tornozeleiras destinadas a casos de violência doméstica, com monitoramento contínuo. Quando há violação da área determinada pela Justiça, o Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) é acionado automaticamente, envia viaturas ao local e faz contato com a vítima.

Aplicativo e botão do pânico

Outra ferramenta da rede de proteção é o SP Mulher Segura, aplicativo que atualmente conta com 45,7 mil usuárias. Entre as funcionalidades está o botão do pânico, disponível para mulheres que já possuem medida protetiva.

Quando acionado, o sistema envia a localização da vítima para as forças de segurança por georreferenciamento. Até agora, foram registrados 9,6 mil acionamentos, com envio imediato de equipes policiais.

O aplicativo também cruza a localização da vítima com a do agressor monitorado por tornozeleira. Caso haja aproximação considerada de risco, um alerta é enviado automaticamente às autoridades.

Delegacias especializadas crescem

A rede de atendimento também foi ampliada. Desde 2023, o número de unidades especializadas cresceu 54%, chegando a 142 Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs) e 170 salas de atendimento especializado distribuídas pelo estado.

Segundo dados da Secretaria da Segurança Pública, as ações de enfrentamento à violência contra a mulher também resultaram em mais prisões de agressores. Em 2025, foram registradas 14,2 mil detenções realizadas por DDMs, aumento de 30,2% em comparação com 2024, quando ocorreram 10,9 mil prisões.

A ampliação das estruturas e dos mecanismos de proteção ocorre no contexto das ações do governo estadual voltadas ao enfrentamento da violência doméstica, reforçadas especialmente durante o mês dedicado à conscientização sobre os direitos das mulheres.

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Foto: Reprodução/SSP-SP

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HB20 lidera lista dos carros mais roubados na Grande SP em 2025

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Os roubos e furtos de veículos na Região Metropolitana de São Paulo registraram queda de 11,6% em 2025. Entre janeiro e novembro, foram contabilizadas 44.456 ocorrências, contra 50.297 no mesmo período de 2024, segundo levantamento da Ituran Brasil com base em dados da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP).

A redução representa 5.841 casos a menos na comparação anual. O estudo também aponta mudança no perfil dos crimes. Do total de registros em 2025, 16,1% foram classificados como roubo — quando há violência ou grave ameaça — e 83,9% como furto, situação em que o proprietário geralmente só percebe o crime depois.

Apesar da queda geral, alguns modelos seguem entre os principais alvos de criminosos. O Hyundai HB20 aparece na liderança do ranking, com 2.216 ocorrências no período analisado. O modelo, que ocupava a sexta posição no levantamento anterior, saltou para o primeiro lugar em 2025.

Na sequência estão o Ford Ka, com 2.139 registros, e o Chevrolet Onix, com 2.081 casos. Completam a lista dos cinco veículos mais visados o Volkswagen Gol (1.868) e o Chevrolet Corsa (1.672).

O ranking dos dez carros com maior número de roubos ou furtos em 2025 inclui ainda Fiat Uno (1.661), Fiat Argo (1.454), Fiat Mobi (1.109), Volkswagen Fox (980) e Fiat Strada (972).

O levantamento considera dados oficiais da SSP-SP e consolida as ocorrências registradas na Grande São Paulo ao longo de 2025. Especialistas do setor de rastreamento e segurança veicular costumam apontar que modelos com maior frota circulante e ampla oferta de peças no mercado paralelo tendem a aparecer com mais frequência nesse tipo de estatística.

A queda nos índices ocorre em um cenário de monitoramento constante dos indicadores de segurança pública no estado, que periodicamente divulga balanços com dados consolidados de criminalidade.

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Imagem: Divulgação/Hyundai Brasil

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GCM ajuda mulher em trabalho de parto e bebê nasce dentro de viatura na Zona Leste de SP

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Um patrulhamento de rotina terminou em parto dentro de uma viatura da Guarda Civil Metropolitana (GCM) na noite de terça-feira (24), na Zona Leste de São Paulo. Agentes auxiliaram uma mulher em trabalho de parto e conduziram o nascimento do bebê durante o trajeto até o hospital.

O caso ocorreu na Avenida José Higino Neves, no Jardim São Paulo. Segundo a corporação, a equipe realizava patrulhamento ostensivo quando avistou uma mulher, identificada apenas como Tayna, em situação de vulnerabilidade social e com sinais evidentes de que estava prestes a dar à luz. Ela estava em frente a uma casa abandonada, em condições consideradas insalubres.

Diante da urgência, os guardas decidiram colocar a gestante na viatura e seguir para o Hospital Geral de Guaianases, unidade de saúde mais próxima da ocorrência. Durante o deslocamento, no entanto, perceberam que o parto era iminente.

Sem tempo para aguardar a chegada ao hospital, os agentes prestaram apoio imediato dentro do veículo. O bebê, um menino, nasceu quando a viatura já se aproximava da unidade hospitalar.

Ao chegar ao Hospital Geral de Guaianases, mãe e recém-nascido receberam atendimento da equipe médica de plantão. Ambos permaneceram sob cuidados dos profissionais de saúde.

A ocorrência foi registrada como apoio a gestante em trabalho de parto. A identidade completa da mãe não foi divulgada.

Veja o vídeo:

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Foto: Arquivo/Pref. de São Paulo

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