O corpo de um homem em avançado estado de decomposição foi encontrado, nesse sábado (9), às margens do Rio Pinheiros, na zona oeste de São Paulo. A vítima não foi identificada, segundo a polícia
De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), policiais militares foram chamados para atender uma ocorrência de encontro de cadáver no local.
Funcionários da Usina Elevatória São Paulo ligaram para o 190 após localizar o corpo preso a uma barreira de contenção.
Como o corpo estava em decomposição, não foi possível apontar se foi uma morte violenta. Também não foi localizado nenhum objeto ou documento que ajudasse a identificar a vítima.
Um homem foi preso por policiais militares, neste sábado (9), após atirar contra quatro pessoas na cidade de Cotia. Uma das vítimas morreu após dar entrada no hospital.
O indivíduo foi identificado e localizado após o Centro de Operações da Polícia Militar (COPOM) informar uma denúncia de disparos de arma de fogo na rua Rosalina de Moraes Silva. No local, as vítimas foram identificadas e socorridas pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU).
O criminoso foi detido na rua da Fraternidade. Ele estava com um revólver calibre .357 com a numeração suprimida e apresentava um ferimento causado por arma de fogo em uma das mãos. O homem confessou o crime e foi conduzido para atendimento médico no Hospital Geral, onde permaneceu sob escolta.
Na casa do indivíduo, os policiais militares apreenderam uma espingarda calibre .12, uma garrucha, dois revólveres de diferentes calibres, duas pistolas, uma arma de pressão, carregadores, munições e cartuchos, rádio comunicador, colete balístico e outros apetrechos para fabricação de arma caseira, além de carcaças de carregadores e R$ 13,9 mil em dinheiro.
Em perícia pelo local do crime, um estabelecimento comercial, também foram apreendidas máquinas caça-níquel.
A ocorrência foi apresentada na Delegacia de Polícia Civil de Cotia. Ele deverá responder por homicídio, tentativa de homicídio, roubo majorado, posse e porte ilegal de arma de fogo.
Em todo o estado de São Paulo, a polícia conseguiu identificar 214 autores de feminicídios, ou seja, 96% do total de casos registrados no ano passado. Dos 221 crimes cometidos contra mulheres em 2023, 101 suspeitos foram presos em flagrante, e os demais foram indiciados durante as investigações – apenas sete casos ainda têm autoria desconhecida.
Segundo levantamento da Polícia Civil, do total de feminicídios registrados no ano passado, apenas em 63 casos as vítimas tinham registrado ocorrências anteriores contra os agressores.
“Nosso desejo é que esses crimes não ocorram. Mas, uma vez registrados, nosso dever é fornecer uma resposta rápida e eficaz à sociedade para identificar e colocar esses criminosos atrás das grades. No estado de São Paulo, agressores de mulheres não ficarão impunes”, afirmou o secretário da Segurança Pública, Guilherme Derrite. “Estamos investindo ainda mais em tecnologia e na ampliação das equipes especializadas para dar todo o suporte às vítimas desses covardes.”
Segundo a delegada Jamila Ferrari, coordenadora das Delegacias de Defesa da Mulher, os dados servem como um alerta para as autoridades. Em um contexto conjugal, a violência ocorre dentro de um ciclo que é constantemente repetido e sempre começa antes do crime. “Infelizmente, por algum motivo, essa mulher não sabia ou tinha medo, ou vergonha, ou achou que nada iria acontecer e não procurou a polícia”, observou.
Ainda segundo a delegada, esse contexto indica que é preciso continuar incentivando as mulheres a registrarem as ocorrências “ao menor e primeiro sinal de violência, mesmo que seja um xingamento ou ameaça”. Desse modo, a polícia poderá agir, seja com um pedido de medida protetiva ou mesmo a prisão do agressor.
Segundo a Polícia Civil, 11,1 mil estupros de vulnerável e 3,3 mil estupros foram registrados em todo o estado em 2023, um aumento de 9,8% em relação a 2022. “A subnotificação nesses casos ainda é alta”, alertou a coordenada das DDMs. “São os crimes mais subnotificados que temos.” O aumento das denúncias impacta no crescimento no número de casos, e é essencial que a vítima procure os agentes de segurança.
O medo e a vergonha são os principais motivos que desestimulam a vítima a buscar apoio e denunciar o agressor. “Além de machucar fisicamente, também traz uma violência psicológica muito grande, fazendo com que a mulher não procure ajuda”, explicou Jamila. Para a delegada, o aumento das notificações indica que as vítimas estão sentindo confiança para buscar socorro.
A Polícia Civil prendeu um criminoso com drogas, armamento pesado e carros blindados na noite de quarta-feira (6), em Itapevi, na Grande São Paulo. A polícia acredita que o material fazia parte do acervo de uma quadrilha envolvida em invasões de cidades para roubar bancos.
Os agentes da 1ª Delegacia do Patrimônio, do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), identificaram durante as investigações que dois suspeitos da cidade paulista teriam liderado um assalto a banco ocorrido no município paranaense de Guarapuava, em 2022.
Com as informações do local usado pelo bando para esconder as armas, as equipes do Deic deram apoio ao cerco do imóvel no bairro Quatro Encruzilhadas. Assim que entraram na casa, os policiais perceberam que um suspeito pulou o muro dos fundos, mas uma equipe conseguiu detê-lo.
Na casa foi encontrado um arsenal com quatro fuzis calibre 5.56, um fuzil calibre 7.62, uma carabina e uma submetralhadora de calibre 9 milímetros, duas pistolas 9 milímetros, uma pistola calibre 6.35, um revólver calibre 38 e 21 carregadores. O material ainda contava com três coletes balísticos, dois coldres e uma mira telescópica.
O bando também armazenava 16 tabletes de maconha, 18 sacos contendo cocaína e um saco com crack. Os policiais apreenderam dois carros blindados de luxo, seis placas de veículos, quatro cartões bancários, três chips e documentos.
O alvo da ação, que possui várias passagens criminais, inclusive roubo a banco, não estava no endereço. O suspeito preso é filho dele e foi indiciado por tráfico de drogas, porte de arma de uso restrito e receptação. As investigações continuam para localizar os demais envolvidos com o bando criminoso.
As cidades da região metropolitana de São Paulo registraram queda nos principais índices criminais em janeiro deste ano. Houve retração nos homicídios dolosos, roubos em geral e de estupros. Além disso, os roubos de veículos atingiram o menor número da série histórica para o período.
No primeiro mês do ano, a grande São Paulo teve uma queda de 34% nos roubos de veículos, comparado ao mesmo período de 2023. Foram 1.095 registros em janeiro do ano passado, contra 721 boletins de ocorrências em 2024. Essa quantidade é a menor da série histórica para o mês, que teve início em 2001.
Os roubos em geral também seguem em queda. O mês terminou com 3.616 registros de ocorrências, 20% a menos que janeiro do ano passado, quando foram contabilizados 4.519 roubos. Essa foi a menor quantidade registrada na grande São Paulo desde 2008.
A eficácia das ações coordenadas entre as forças de segurança, aliada ao investimento em tecnologia e inteligência policial, permitiu a redução dos roubos de carga. No ano passado, a região foi palco de 158 crimes em janeiro, passando para 115 registros em 2024, uma redução de 27,5%.
Os furtos em geral tiveram um acréscimo de 3,9%, passando de 7.096 no ano passado para 7.375 em janeiro de 2024. Os furtos de veículos permaneceram praticamente estáveis de um ano para o outro: de 1.953 para 1.956 no primeiro mês de 2024.
A Prefeitura de Santana de Parnaíba, por meio da Secretaria Municipal de Segurança Urbana, iniciou na última segunda-feira (19/2), o curso de formação da Guarda Civil Municipal (GCM) para alunos que foram convocados por meio do concurso público – edital 03/2023.
Com duração de 120 dias, o curso tem na sua grade curricular conteúdos teóricos e práticos, como ordem unida, administração pública e recursos humanos, corregedoria, arma, munição e tiro, defesa pessoal, condicionamento físico e técnicas operacionais.
Ao todo foram convocados 38 alunos para participar do curso de formação, ministrado por instrutores da GCM, instrutores da associação dos Guardas do Brasil, entre outros.
De acordo com levantamento da SSP-SP, o município apresenta a menor incidência de casos entre aqueles com população superior a 100 mil habitantes, além de reduções expressivas em comparação a 2022
Entre as cidades com população superior a 100 mil habitantes, Santana de Parnaíba possui o menor índice de furtos e roubos na Região Metropolitana do Estado de São Paulo (RMSP). Os dados divulgados em 2023, pela Secretaria da Segurança Pública do Estado (SSP/SP), ganharam destaque em levantamento realizado pelo telejornal SP1 da TV Globo no início da tarde desta quinta-feira (22/2).
Conforme o estudo, Santana de Parnaíba contabiliza 581,42 casos a cada 100 mil habitantes, o que classifica a cidade como uma das mais seguras da RMSP.
Em comparativo com 2022, conforme divulgado pela gestão pública em 2023, houve uma redução de 6,99% no número de roubos de veículos e de 23,53% no de furtos de veículos. Ainda em relação a 2023, Santana de Parnaíba conquistou o 1º lugar em Segurança no Connected Smart Cities, minucioso ranking com análise de 75 indicadores.
Os constantes investimentos em segurança pública na cidade, principalmente nos últimos 10 anos, proporcionam mais sensação de segurança à população. Entre eles, implantação da Delegacia da Mulher, instalação de iluminação de LED em 100% do município, treinamentos contínuos dos GCMs, em parceria com a Polícia Militar e a Polícia Civil, implantação da Patrulha Guardiã Maria da Penha, APP Parnaíba Segura e a Central de Monitoramento.
A GCM parnaibana conta armamentos e equipamentos de ponta, infraestrutura complementar de Canil (14 cães e 10 homens) e fuzis 556, sendo a primeira cidade do Brasil em que a Guarda Municipal porta esse tipo de armamento. O telefone de contato da GCM é 4622-8900.
O Senado aprovou nesta terça-feira (20) o projeto de lei que acaba com as saídas temporárias de presos em feriados e datas comemorativas, mas mantém a autorização para que detentos em regime semiaberto possam estudar fora da prisão. Como os senadores fizeram mudanças, a proposta será analisada novamente pela Câmara dos Deputados, que aprovou o projeto em 2022.
A proposta foi aprovada por 62 votos favoráveis e dois contrários – dos senadores Cid Gomes (PSB-CE) e Rogério Carvalho (PT-SE).
A legislação atual prevê a saída temporária, conhecida como “saidinha”, para condenados no regime semiaberto. Eles podem deixar a prisão cinco vezes ao ano para visitar a família em feriados, estudar fora ou participar de atividades de ressocialização.
Segundo o relator da proposta no Senado, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o projeto de lei aprovado hoje busca extinguir a saída temporária em vista dos recorrentes casos de presos detidos que cometem infrações penais durante o gozo desse benefício. “Ao permitir que presos ainda não reintegrados ao convívio social se beneficiem da saída temporária, o Poder Público coloca toda a população em risco”, argumentou.
A proposta aprovada também prevê a realização de exame criminológico para permitir a progressão de regime de condenados. De acordo com o texto, um apenado só terá direito ao benefício se “ostentar boa conduta carcerária, comprovada pelo diretor do estabelecimento e pelos resultados do exame criminológico”.
“O exame é uma junta médica em que um conjunto de médicos, psiquiatras, psicólogos e assistentes sociais vai determinar de forma técnica a capacidade dessa pessoa ter direito a progressão de regime ou livramento condicional”, explicou o senador.
Por emenda apresentada pelo senador Sergio Moro (União Brasil-PR) na Comissão de Segurança Pública, fica permitida a saída de presos para frequência a curso profissionalizante, de ensino médio ou superior. Não se enquadram nessa permissão os presos que praticaram crime hediondo ou crime praticado com violência ou grave ameaça contra a pessoa.
O projeto estabelece regras para a monitoração de presos com o uso de tornozeleira eletrônica. Segundo a proposição, o juiz pode determinar a fiscalização eletrônica como requisito para o cumprimento de penas do regime aberto e semiaberto e de presos com restrição de circulação pública e para estabelecer o livramento condicional.
A legislação será chamada de “Lei Sargento PM Dias”, em homenagem ao policial militar de Minas Gerais que foi morto em janeiro deste ano durante uma perseguição na capital mineira. O autor do crime era um beneficiário da saída temporária.
O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), liberou a bancada do governo para votar. Segundo ele, não há ainda nenhuma posição firmada pelo governo sobre a possibilidade de vetar a proposta.
O líder do PT no senado, Fabiano Contarato (PT-ES), se manifestou favorável ao texto-base do projeto e também liberou a bancada para a votação. Ele disse ser contra a saída temporária de presos.
A Polícia Militar prendeu quase 700 pessoas, entre elas 175 foragidas da Justiça, durante a Operação Carnaval. A ação reforçou o policiamento nas ruas com 15 mil homens, em 6 mil viaturas, para garantir a segurança dos paulistas em todo o estado, não só nos quatro dias do feriado prolongado, mas também durante o pré (3 e 4 de fevereiro) e pós-carnaval (17 e 18 de fevereiro).
Além das prisões, os policiais também apreenderam mais de 600 quilos de entorpecentes e retiraram das ruas 48 armas de fogo ilegais.
As prisões e apreensões são resultado do forte esquema de segurança montado pela PM, que foi acompanhado em uma sala de gerenciamento com todos os órgãos envolvidos com o Carnaval em São Paulo.
Outro importante resultado da ação durante todo o período da Operação Carnaval foi a queda de 13% nos roubos de celulares, e de 35% nos furtos, em comparação com os mesmos períodos do ano passado.
“No ano passado, já tínhamos conseguido bater a meta de proporcionar à população um carnaval mais seguro dos últimos tempos. Neste ano, conseguimos ir além. Montamos um megaesquema de segurança, com planejamento estratégico e integrado, e os números mostram a efetividade da polícia em proporcionar mais segurança e tranquilidade a todos os cidadãos”, destacou o secretário da Segurança Pública, Guilherme Derrite.
Além do policiamento a pé, também foi realizado o patrulhamento aéreo com o helicóptero Águia da PM e drones. Policiais à paisana também foram empregados para identificar no meio dos foliões possíveis criminosos.
Para a operação, além dos batalhões de área, a PM também mobilizou as unidades especializadas, como o Choque e a Cavalaria, para aumentar o policiamento e inibir crimes nos bloquinhos de carnaval na capital paulista e em outras regiões.
Nas rodovias, a PM Rodoviária se empenhou para garantir a segurança dos cidadãos que escolheram viajar. Já no litoral paulista, destino muito procurado durante o feriado prolongado, também houve reforço nas ações de policiamento ostensivo.
Durante as ações de combate ao crime, neste sábado (17), equipe de Força Tática do 14º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano prenderam dois criminosos procurados pela Justiça e recuperaram uma motocicleta que havia acabado de ser furtada.
A primeira abordagem foi na rua Santos Futebol Clube, no Bussocaba, quando os Policiais Militares suspeitaram da atitude de um homem que correu para uma adega ao perceber a presença policial. Ele foi detido e foi constatado um mandado de prisão por roubo.
Mais tarde, a equipe de Força Tática realizou outra abordagem, desta vez na rua Maria Fausta Alvez, no bairro Bandeiras, após suspeitar de um homem que trafegava com uma motocicleta sem emplacamento. O indivíduo foi detido e os Policiais Militares constataram que o veículo havia acabado de ser furtado em outro ponto da cidade.
Um criminoso procurado por tráfico de drogas também foi preso pelos Policiais Militares, após ser abordado na Avenida Getúlio Vargas, Piratininga. Todas as ocorrências foram apresentadas no 5º Distrito Policial e os indivíduos ficaram à disposição da justiça.